Governo dos Açores garante que obra na Lagoa do Fogo respeita área protegida
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Governo dos Açores garante que obra na Lagoa do Fogo respeita área protegida

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Os comunistas açorianos pediram Quarta-feira informações “com urgência” ao Executivo sobre o estudo e o projecto de impacto ambiental de requalificação daquele miradouro, apontando que o mesmo foi alvo de “várias contestações” por parte de entidades ligadas ao ambiente. 

“Para além de o Governo Regional só ter pedido o parecer destas apenas dois dias antes da apresentação oficial do projecto em questão, há aspectos que suscitam algumas preocupações.  Não foi por exemplo acautelada  a utilização exclusiva de materiais endógenos que se impõe nesta área, nem foram aparentemente estudadas as necessárias medidas de controlo do número de visitantes num local tão sensível como este”, considera o PCP/Açores. 

Considerações que a Secretaria Regional da Energia, Ambiente e Turismo rejeitou “por completo”: “As propostas de intervenção para a Reserva Natural da Lagoa do Fogo foram apresentadas ao Conselho Regional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável (CRADS) no dia 12 de Abril de 2018, em reunião especialmente dedicada à análise das pressões humanas em áreas protegidas abertas à visitação, incluindo a apreciação e emissão de parecer sobre as correspondentes propostas de intervenção e regulamentação, pelo que se rejeita, por completo, a afirmação de que as organizações não governamentais de ambiente só tiveram conhecimento das mesmas dois dias antes da apresentação do estudo prévio do projecto”, lê-se num esclarecimento emitido ontem.

Segundo o Executivo, a apresentação pública do estudo prévio do projecto foi feita a 23 de Novembro, “de forma a receber contributos para serem ponderados no projecto final”.

A Secretaria Regional diz ainda ser “falso afirmar que não foram estudadas medidas de controlo do número de visitantes”, alertando que o projecto contempla “uma zona de apoio aos mesmos, tendo este espaço sido concebido com o objectivo de disciplinar a entrada no trilho da Lagoa do Fogo, que se passa a fazer-se unicamente através desta zona, permitindo que haja uma gestão e controlo dos acessos mais eficaz, nomeadamente com condições para implementar a limitação do número de utilizadores do trilho, com referência aos respetivos limites de carga”.

O Executivo refere que o estudo prévio do projecto apresentado propõe uma  “intervenção totalmente integrada no relevo, minimizando o seu impacto na paisagem”, acrescentando que na plataforma do miradouro se prevê “o uso de materiais pouco impactantes, para além de se tratar também de uma intervenção respeitadora do espaço em que se insere, desenhada com base na topografia da encosta”.

A Secretaria Regional conclui o esclarecimento, afirmando tratar-se de “uma intervenção concebida na perspectiva de gestão e conservação da área protegida, com o objectivo de harmonizar a presença dos visitantes com a preservação do património natural e, simultaneamente, proporcionar uma experiência singular de visitação a um dos ‘ex-libris’ naturais e paisagísticos da ilha de São Miguel e dos Açores”.

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