Açores com o maior aumento de licenciamento para construção
Diário dos Açores

Açores com o maior aumento de licenciamento para construção

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No 4º trimestre de 2020, foram licenciados 5,7 mil edifícios em Portugal, o que corresponde a uma redução de 1,0% face ao 4º trimestre de 2019 (+4,0% no 3º trimestre de 2020).
Do total de edifícios licenciados, 71,7% eram construções novas e destas, 78,4% destinavam-se a habitação familiar. 
Os edifícios licenciados para demolição (427 edifícios) corresponderam a 7,5% do total de edifícios licenciados no 4º trimestre de 2020.
A Região Autónoma da Madeira e a Área Metropolitana de Lisboa foram as únicas regiões com variações homólogas positivas no número total de edifícios licenciados no 4º trimestre de 2020 (+14,3% e +2,1%, respectivamente). 
As restantes regiões apresentaram variações homólogas negativas, com destaque para o Alentejo (-6,4%) e o Algarve (-6,0%)
O número de edifícios licenciados em construções novas cresceu 1,2% face ao 4º trimestre de 2019, em contraste com o licenciamento para reabilitação que diminuiu 7,8%. 
Em comparação com o trimestre anterior, o licenciamento em construções novas decresceu 4,8% e em obras de reabilitação diminuiu 3,1%.
Com excepção do Alentejo (-2,1%) e do Norte (-1,0%), as restantes regiões do país registaram crescimento homólogo do licenciamento para construções novas, salientando-se a Região Autónoma dos Açores com um aumento de 20,2%.
 No 4º trimestre de 2020 foram licenciados 6,5 mil fogos em construções novas para habitação familiar. 
Este valor representa uma subida de 7,5%, face ao 4º trimestre de 2019, invertendo a evolução verificada no trimestre anterior (-3,0% no 3º trimestre de 2020). 

Açores com maior crescimento construções novas

As regiões do Alentejo e Algarve foram as únicas a apresentar variação homóloga negativa desta variável (-11,7% e -5,2%, respectivamente).
As outras regiões registaram crescimento, com destaque para a Região Autónoma dos Açores (+25,0%), Região Autónoma da Madeira (+17,6%) e Área Metropolitana de Lisboa (+16,2%).
Em Portugal, no 4º trimestre de 2020, a área total licenciada diminuiu 4,5% em termos homólogos (+2,1% no 3º trimestre de 2020). No entanto este comportamento não foi geograficamente homogéneo. 
Com efeito, em parte em consequência do licenciamento de edifícios para habitação de elevadas dimensões no município de Oeiras, a Área Metropolitana de Lisboa registou um crescimento homólogo de 30,4% desta variável. 
No Alentejo assinalou-se igualmente um crescimento desta variável (+17,3%), que se deveu, para além do destino habitação familiar, ao licenciamento de obras para a agricultura, a indústria transformadora e o uso geral. 
Em sentido oposto, Algarve e Região Autónoma da Madeira registaram os decréscimos mais significativos: -28,9% e -25,6%, respectivamente. 
No 4º trimestre de 2020, o número total de edifícios concluídos (construções novas, ampliações, alterações e reconstruções) diminuiu 4,1% em relação ao 4º trimestre de 2019 (+1,5% no 3º trimestre de 2020). 

Menos construções concluídas

Neste período, estima-se que tenham sido concluídos 3,7 mil edifícios em Portugal, correspondendo, na sua maior parte, a construções novas (80,1%) e destas, 77,4% tiveram como destino a habitação familiar.
Estima-se que o aumento dos edifícios concluídos tenha atingido11,3% na Região Autónoma da Madeira e 10,3% na Área Metropolitana de Lisboa. 
As demais regiões apresentaram variações homólogas negativas, destacando-se a região Norte (-11,8%), a Região Autónoma dos Açores (-9,7%) e o Algarve (-6,1%).
As obras concluídas em construções novas, em Portugal, aumentaram 1,4% face ao 4º trimestre de 2019, contrastando com as obras de reabilitação que diminuíram 21,5%. 
Em comparação com o trimestre anterior, as obras concluídas em construções novas cresceram 1,1% e as obras de reabilitação aumentaram 0,4%.
A Região Autónoma da Madeira e a Área Metropolitana de Lisboa apresentaram o crescimento homólogo mais acentuado nas obras concluídas em construções novas (+37,5% e +21,9%, respectivamente). 
As regiões do Alentejo e do Centro assinalaram igualmente uma subida, embora menos acentuada (+2,8% e +2,4%, pela mesma ordem). 
Apresentaram variações homólogas negativas, neste trimestre, a Região Autónoma dos Açores (-12,8%), a região Norte (-8,2%) e o Algarve (-0,9%).

Obras concluídas para reabilitação

Em todas as regiões do país observou-se uma redução nas obras concluídas para reabilitação, salientando-se as reduções na Área Metropolitana de Lisboa (-39,7%), na Região Autónoma da Madeira (-28,1%), na região Norte (-22,7%) e no Alentejo (-20,0%).
No 4º trimestre de 2020, foram concluídos 4,7 mil fogos em construções novas para habitação familiar, correspondendo a um acréscimo de 13,0% face ao 4º trimestre de 2019 (+14,4% no 3º trimestre de 2020).
Estima-se que este crescimento tenha abrangido todas as regiões do país com excepção da Região Autónoma dos Açores onde se terá verificado um decréscimo de 23,6%. 
A Região Autónoma da Madeira e a região Centro registaram os maiores crescimentos: +34,5% e +24,2%, respectivamente.
Em conjunto, as regiões Norte e Centro continuaram a destacar-se no número de edifícios (62,1% do total) e fogos concluídos em construções novas para habitação familiar (60,1%), no país, no 4º trimestre de 2020. 
A região Norte manteve a predominância nos edifícios e fogos concluídos (35,7% e 35,6%), seguindo-se a região Centro (26,4% e 24,5%) e a Área Metropolitana de Lisboa (18,3% e 21,9%).
No 4º trimestre de 2020, verificou-se uma diminuição de 7,2% na área total construída em Portugal, face ao período homólogo. 
A Área Metropolitana de Lisboa apresentou a variação positiva mais acentuada neste indicador (+27,6%), enquanto as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores exibiram o maior decréscimo (- 57,5% e -55,1%, respectivamente). 
No 4º trimestre de 2020, foram licenciados 5,7 mil edifícios, - 1,0% face ao mesmo período do ano anterior (+4,0% no 3º trimestre de 2020). 
Os edifícios licenciados em construções novas aumentaram 1,2% enquanto o licenciamento para reabilitação diminuiu 7,8% (+6,5% e -3,5%, pela mesma ordem, no 3º trimestre de 2020).

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