Açores é a região do país com  menos médicos por mil habitantes
Diário dos Açores

Açores é a região do país com menos médicos por mil habitantes

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Em 2019, estavam inscritos na Ordem dos Médicos 55 432 profissionais, dos quais 53 430 no Continente, 873 na Região Autónoma dos Açores e 1 129 na Região Autónoma da Madeira, revelou ontem o INE, a propósito do Dia Mundial da Saúde que hoje se assinala.
Assim, existiam 5,4 médicos inscritos por 1 000 habitantes, mais 2,3 médicos por 1 000 habitantes que há duas décadas atrás.
O aumento no número de médicos foi generalizado a todas as regiões NUTS I e ocorreu principalmente a partir de 2013, com mais intensidade na Região Autónoma da Madeira (mais 2,6 médicos por 1 000 habitantes entre 1999 e 2019, dos quais 1,4 entre 2013 e 2019). 
Apesar do aumento generalizado, as regiões autónomas dos Açores e da Madeira continuavam em 2019 a registar números inferiores à média nacional, respectivamente 3,6 e 4,4 médicos por 1 000 habitantes.
A comparação com os resultados actualmente disponíveis para a UE-27 indica que o crescimento do número de médicos foi mais elevado em Portugal: 15,1% entre 2014 e 2018, obtendo-se uma taxa anual média de crescimento de 3,6%.
No mesmo período, o número de médicos aumentou 5,6% na UE-27, com uma média de crescimento de 1,4% ao ano.

Proporção contrária nos enfermeiros

Em 2019, estavam inscritos na Ordem dos Enfermeiros 75 773 profissionais, ou seja, 7,4 enfermeiros por 1 000 habitantes, o que representa um aumento de 4,2 enfermeiros por 1 000 habitantes nos 20 anos anteriores.
Entre 1999 e 2019, o número de enfermeiros por 1 000 habitantes foi consistentemente superior nas regiões autónomas, nomeadamente em 2019, com 8,9 e 9,2 enfermeiros por 1 000 habitantes, respectivamente na Região Autónoma dos Açores e na Região Autónoma da Madeira. 
Em 2019, tal como 20 anos antes, as mulheres continuavam a representar mais de 80% dos profissionais de enfermagem, tendo-se registado uma redução de 5% no rácio mulheres/homens em relação a 1999 (de 489,0 para 462,9).
Do total de enfermeiros em atividade em 2019, 55 903 eram generalistas (73,8%) e 19 870 eram especialistas (26,2%), com predominância de especialistas em enfermagem de reabilitação (22,1%) e enfermagem médico-cirúrgica (21,8%). 

Quem paga a saúde?

De acordo com a Conta Satélite da Saúde, entre 2017 e 2019, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e os Serviços Regionais de Saúde das Regiões Autónomas (SRS), em conjunto, foram os principais agentes financiadores da despesa corrente em saúde, assegurando, em média, 54,0% do total. Nesses anos, em média, as famílias pagaram directamente 29,7% da despesa corrente em saúde.
Em termos estruturais, entre 2017 e 2019 destaca-se o aumento do peso da despesa das sociedades de seguros (4,2% da despesa corrente em 2019, mais 0,3 p.p. que em 2017) e a diminuição de 0,2 p.p. do peso da despesa dos subsistemas de saúde públicos (obrigatórios e voluntários).

Menos hospitais gerais nos Açores

Em 2019, existiam em Portugal 238 hospitais, o que representa um acréscimo de 8 hospitais em relação ao ano anterior e de 9 em relação a 2010. 
Os hospitais existentes em 2019 repartiam-se em 127 hospitais privados (mais 25 que em 2010), 108 hospitais públicos e 3 hospitais em parceria público-privada. 
Os hospitais públicos englobavam 103 hospitais de acesso universal e 5 hospitais militares ou prisionais.
Em 2019, os hospitais privados e os hospitais públicos representavam, respectivamente, 53,4% e 45,4% do total de hospitais, enquanto a proporção de hospitais em parceria público-privada era de 1,3%.
A predominância dos hospitais privados em 2019 era abrangente a todo o território: no Continente, 115 hospitais privados e 105 hospitais de acesso universal (102 públicos e 3 em parceria público-privada); na Região Autónoma dos Açores, existiam 5 hospitais privados e 3 públicos; e na Região Autónoma da Madeira, 7 hospitais privados e 3 públicos. 
A existência de hospitais gerais em 2019 era mais frequente nas regiões do Norte (81,3%), do Alentejo (80,0%) e do Algarve (81,8%), e menos frequente na Região Autónoma dos Açores (com 50,0%) e na Região Autónoma da Madeira (com 60,0%).

Mais camas nos Açores

Em 2019, a lotação praticada pelos hospitais era de 36,1 mil camas (23,5 mil nos hospitais públicos, 11,6 mil nos hospitais privados e 1,0 mil nos hospitais em parceria público-privada), com um aumento de 429 camas em relação a 2009. 
No mesmo período, o aumento do número de camas nos hospitais privados de per se foi de 2,0 mil.
Do total de camas de internamento nos hospitais públicos em 2019, 88,0% eram camas de enfermaria, isto é, pertenciam a estruturas funcionais com um mínimo de três camas onde permanecem doentes internados. 
No caso dos hospitais privados, a percentagem de camas de internamento em enfermarias representava menos de metade do total de camas e os quartos privados representavam 19,5%.
A análise da distribuição do número de camas de internamento por mil habitantes indica valores mais elevados na Região Autónoma dos Açores (6,1 camas por mil habitantes) e na Região Autónoma da Madeira (7,4). Na região do Alentejo, o mesmo indicador era de apenas 2,1 camas por mil habitantes.

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