Hotelaria açoriana está a perder mais de 2 milhões de euros por mês nestes primeiros meses
Diário dos Açores

Hotelaria açoriana está a perder mais de 2 milhões de euros por mês nestes primeiros meses

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A hotelaria tradicional açoriana está perder, nestes primeiros meses do ano, mais de 2 milhões de euros por mês.
Mesmo assim é menos do que a média mensal do ano passado, em que as perdas ultrapassaram os 6 milhões de euros por mês, mas é preciso ter em conta que os proveitos mais elevados são no Verão, pelo que vai depender do comportamento deste Verão as contas finais.
De qualquer modo, a recuperação que muitos aguardavam para este ano parece esfumar-se e muitos hoteleiros já falam em mais um ano perdido.
Os proveitos totais da hotelaria açoriana em Janeiro ficaram-se pelos 911 mil euros, quando no ano passado, no mesmo mês, tinham sido à volta dos 3,2 milhões de euros.
No mesmo mês a hotelaria contou com menos metade dos trabalhadores ao serviço.
Com efeito, em Janeiro do ano passado estavam 2.272 trabalhadores ao serviço da hotelaria, enquanto que em Janeiro deste ano eram apenas 1.219 trabalhadores.

78 milhões perdidos no ano passado

Já no ano passado a hotelaria dos Açores tinha perdido mais de 78 milhões de euros.
Durante 2020 os proveitos totais dos hotéis atingiram apenas 26,4 milhões de euros, quando no ano de 2019 tinham sido 104,5 milhões de euros.
Trata-se de uma forte queda em linha com o que acontece com o sector a nível nacional.
A hotelaria nacional fechou o ano passado com uma perda total de receita de 3.270 milhões de euros, o que representa uma quebra de 73% face a 2019. 
Segundo dados da AHP, a taxa de ocupação hoteleira anual foi “mísera”, fixando-se nos 26%, tendo sido Lisboa, Açores, Madeira e a zona Norte as regiões mais afectadas. 
Para este ano as previsões apontam para uma ligeira melhoria, mas nada comparado com a situação antes da pandemia e muitos operadores estão a rever as expectativas optimistas que tinham no final do ano passado.

Ryanair revê tudo por causa do atraso nas vacinas

Por exemplo, a Ryanair, que opera nos Açores, previa uma grande retoma dos voos e do turismo quando a União Europeia anunciou a chegada das vacinas contra a Covid-19. 
No entanto, o atraso em todo o processo prejudicou as perspectivas da companhia aérea para o presente e próximo ano, depois da Ryanair apresentar um prejuízo financeiro menor do que o esperado para o ano fiscal de 2020, revela a “Reuters”.
A companhia aérea irlandesa transportou 27,5 milhões de passageiros entre abril de 2020 e março de 2021, um valor abaixo dos 149 milhões de passageiros transportados entre abril de 2019 e março de 2020, antes da pandemia atingir o mundo. 
Até março de 2022, a Ryanair prevê transportar cerca de 80 milhões de passageiro, um valor próximo do limite mínimo da sua estimativa anterior, sendo que o valor máximo era de 120 milhões de passageiros.
“As restrições e bloqueios de viagens na Páscoa e uma recuperação atrasada do tráfego no pico do verão de 2021, devido ao lento lançamento das vacinas contra a Covid-19 na União Europeia significa que o tráfego do ano fiscal de 2022 provavelmente estará no limite inferior da nossa faixa previamente divulgada”, apontou a empresa em comunicado.
Embora ainda seja cedo para divulgar perspectivas para o novo ano financeiro, os executivos da Ryanair esperam situar-se “perto do ponto de equilíbrio” entre o lucro e as perdas. 
Segundo a “Reuters”, a empresa Goodbody Stockbrokers estima que a companhia aérea fique ligeiramente abaixo da previsão de lucro de 252 milhões de euros até março de 2022.
A companhia aérea irlandesa só irá apresentar os seus resultados anuais no próximo dia 17 de maio, mas é esperado que anuncie um prejuízo líquido entre os 800 e 850 milhões de euros, significando uma diminuição face à previsão anterior de 850 a 950 milhões de euros.
 

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