Empresários do Pico e S. Jorge apoiam proposta das OSP e querem ligações directas com S. Miguel
Diário dos Açores

Empresários do Pico e S. Jorge apoiam proposta das OSP e querem ligações directas com S. Miguel

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O Núcleo Empresarial de São Jorge e a Associação Comercial e Industrial da Ilha do Pico manifestaram a sua concordância com as linhas gerais da proposta para as novas Obrigações de Serviço Público, “lamentando por isso a sua retirada”.
Em nota a que o nosso jornal teve acesso, estas associações empresariais dizem que têm vindo a reivindicar o incremento de ligações aéreas directas à Ilha de São Miguel, “uma vez que Ponta Delgada é o aeroporto com maior número de passageiros, de voos e ligações, derivando daí a melhor probabilidade de extravasar tráfego, com melhor eficiência”.
Os empresários das Ilhas do Pico e São Jorge “opõem-se à manutenção da atual oferta de transporte aéreo, que desincentiva o acesso aéreo a estas ilhas, em que é notório o desajuste nas obrigações de serviço público atuais, com claro défice nas rotas de/para São Miguel, pelo que a eventual manutenção da atual situação prejudica o seu desenvolvimento, em harmonia com as demais ilhas dos Açores”.
O presente manifesto conjunto pretende “apelar ao aprofundamento das linhas orientadoras da proposta para as novas OSP, em debate, no sentido de permitir as justas ambições dos empresários destas ilhas e do consequente desenvolvimento económico e social”.
Já a Associação Comercial e Industrial da Ilha do Pico, em carta dirigida via e-mail ao Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, tinha solicitado que aquela Associação “seja consultada em todos os assuntos que visem a ilha do Pico e os seu tecido empresarial. A título de exemplo e no que às obrigações de serviço público (OSP), no transporte aéreo de passageiros inter ilhas diz respeito, não tivemos qualquer pedido de opinião nem de parecer, não nos sentindo representados”.
“Consideramos que, apesar de lamentavelmente não reconhecidos pelos nossos pares de Ponta Delgada, Angra e Horta, a nossa Associação é legalmente constituída, reconhecida em todo o arquipélago pelo seu trabalho nos últimos 39 anos e mais importante, tem a legítima representatividade dos empresários do Pico”, adianta a carta a que tivemos acesso.
E acrescenta: “Seria irrelevante referir, que a Ilha do Pico tem tantas empresas como o somatório das três restantes ilhas, representadas pela Câmara de Comércio e Indústria da Horta, mas mesmo que tivesse metade ou um terço, é justo em pleno século 21 que sejamos donos ou responsáveis pelo nosso futuro. É uma fantasia pensar que não temos legitimidade na nossa representatividade”.
“Temos um enorme respeito pelas três Câmaras do Comércio, revemo-nos em muitas das posições da Câmara de Comércio e Indústria dos Açores e gostaríamos de contribuir com estas instituições para o progresso dos Açores. Não podemos contudo aceitar que o Pico e os seus empresário sejam excluídos de emitir opinião, relativamente ao que diretamente lhes diz respeito”. sublinha acarta dirigida a José manuel Bolieiro.
“Em relação às OSP de transporte aéreo interilhas, entre PDL/PIX/PDL a Sata transportou o triplo dos passageiros que era obrigada e relativamente ao TER/PIX/TER, a Sata transportou menos cerca de um terço dos passageiros a que era obrigada”. explicam os empresários picoenses, concluindo que “seria extremamente fácil para nós, técnica e estatisticamente sustentar, que a proposta agora em discussão, relativamente à Ilha do Pico, responde em números mínimos obrigatórios, ao que foi a procura das rotas Terceira e Ponta Delgada”.
 

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