Testes negativos antes de embarque para os Açores vão deixar de ser exigidos após estado de emergência
Alexandra Narciso

Testes negativos antes de embarque para os Açores vão deixar de ser exigidos após estado de emergência

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Testes à chegada serão obrigatórios e voltam os incentivos a quem apresentar teste prévio

Os Açores vão deixar de exigir teste de despiste à Covid-19 antes do embarque para a Região quando o estado de emergência for levantado. Vai, contudo, ser exigida a realização de teste à chegada e serão criados incentivos para quem tiver teste prévio, segundo anunciou o Governo açoriano.
“Se o Presidente da República decretar o fim do estado de emergência, deixará de ser obrigatória a apresentação pelos passageiros, de teste negativo à covid-19, à partida para os Açores, por via aérea ou marítima, mas o Governo Regional irá manter a obrigatoriedade de serem realizados testes à chegada, bem como aos 6.º e 12.º dias de permanência”, lê-se num comunicado divulgado pela Autoridade de Saúde Regional.
Segundo foi avançado, os passageiros com teste PCR negativo efectuado em Portugal continental ou na Madeira, nas 72 horas prévias à viagem, terão esse teste pago pela Região, nos laboratórios convencionados, um incentivo de 35 euros para usufruto nos Açores, e testes ao 6.º e 12º dia pagos pela Região, caso permaneçam os dias em causa.
Já os passageiros com teste PCR negativo efectuado no estrangeiro “terão de pagar esse teste, que terá de ser feito nas 72 horas prévias à viagem, um incentivo de 50 euros para usufruto nos Açores, e testes ao 6.º e 12º dia pagos pela Região, caso permaneçam os dias em causa”.
No que diz respeito aos viajantes sem teste PCR efectuados na origem “terão teste pago pela Região à chegada, aguardando em isolamento profilático o resultado do mesmo, que chegará num período de até 24 horas; testes ao 6.º e 12º dia serão também pagos pela Região, caso permaneçam os dias em causa”.
A Autoridade de Saúde alerta que o passageiro que testar positivo à chegada “terá de cumprir confinamento obrigatório, por um período de 10 dias” e “os companheiros de viagem referenciados como contactos próximos de alto risco, terão que cumprir isolamento profiláctico por um período de 14 dias”. Estes confinamentos obrigatório e isolamentos profiláctico irão decorrer “no alojamento inicialmente contratado pelo passageiro”, com o Governo Regional a assumir os encargos com alojamento e refeições em unidade hoteleira designada para o efeito caso o confinamento se prolongue para além da estadia inicialmente contratada pelos passageiros.
“Se o alojamento contratado pelo passageiro não garantir condições para a situação decretada, o passageiro será transferido para uma unidade hoteleira designada pela Região, que assume os respectivos encargos”, acrescenta ainda o comunicado.
Ficam excepcionados da obrigatoriedade de realização de teste de despiste ao SARS-CoV-2 à entrada da Regiãopassageiros com idade igual ou inferior a 12 anos; passageiros que apresentem declaração de alta clínica de vigilância e das medidas de isolamento emitida pelo serviço público de saúde relativa a SARS-CoV-2, a qual tem a validade de 90 dias, tripulações de companhias aéreas que não circulem do lado «ar» para o lado «terra», bem como as que se desloquem em serviço para fora da Região Autónoma dos Açores e regressem sem terem saído da aeronave; profissionais de saúde em serviço para transferência ou evacuações de doentes que tenham o rastreio periódico de âmbito profissional actualizado, de acordo com a norma técnica da Autoridade de Saúde Regional em vigor à data, desde que o período de permanência fora da Região Autónoma dos Açores seja igual ou inferior a 72 horas”.

Governo prepara medidas para retoma do turismo 

Além da questão dos testes, a Secretaria Regional dos Transportes, Turismo e Energia apresentou na terça-feira junto de operadores turísticos, associações do sector e câmaras de comércio algumas das medidas previstas para o período pós-Estado de Emergência, nomeadamente no que refere aos procedimentos a adotar na Região Autónoma dos Açores para a receção de passageiros.
A reunião teve por objectivo o esclarecimento das novas medidas e a auscultação de dificuldades que estes possam estar a sentir, com o intuito de melhorias futuras relacionadas com as questões logísticas na operação dos seus negócios e acolhimento dos turistas.  
A abertura ao diálogo com os empresários é uma tónica deste Governo, e as ações de diálogo com os empresários do sector do turismo vão continuar com reuniões periódicas para que todos, Executivo e empresários, trabalhem com o mesmo objectivo – “a retoma rápida e segura do sector do Turismo”.
No que refere à implementação do corredor verde, este está a ser preparado em consonância com o que se está a trabalhar ao nível da União Europeia e também com a evolução epidemiológica e de vacinação na Região Autónoma dos Açores.
Segundo o executivo, uma das possibilidades que está a ser estudada é a gestão de passageiros já vacinados, cuja imunidade de grupo já tenha sido atingida no país de origem antes de Junho de 2021 e cuja taxa de incidência do vírus seja baixa, podendo estes entrar na RAA sem obrigatoriedade de teste. Qualquer solução apresentada poderá, contudo, sofrer alterações consoante a evolução epidemiológica.
O preenchimento do formulário ‘online’ Mysafeazores é obrigatório antes da viagem para os Açores.

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