Hospital de Ponta Delgada aumentou o número de cirurgias no 1º trimestre
Diário dos Açores

Hospital de Ponta Delgada aumentou o número de cirurgias no 1º trimestre

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A produção cirúrgica no Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, aumentou 2,25% no primeiro trimestre deste ano, quando comparada com o mesmo período do ano passado. 
“São precisas mais cirurgias, e nós fizémo-lo. Grande esforço, com altos e baixos e muitos constrangimentos, mas demos resposta a toda a urgência e ainda aumentámos os valores totais. Muito bom!”, comentou a Presidente do Conselho de Administração do HDES.
Segundo Cristina Fraga, “continuamos a melhorar uma série de serviços, tendo a consciência que o HDES terá de alcançar uma operacionalidade que o distinga pela positiva – e sempre com a consciência que da nossa missão depende a saúde dos açorianos que servimos e para os quais existimos”.
E conclui: “Temos muito para melhorar. Mas estes números provam que podemos fazê-lo. E eu acredito!”.
Houve grande oscilação na disponibilidade de produção cirúrgica, mas o crescimento registado em Março elevou o resultado final para um aumento de 2,25% no total, por comparação com o trimestre homólogo de 2020. 
“Ou seja, conseguiu-se manter os valores considerados normais para o de HDES, e ainda os melhoramos”, sublinha a administração do HDES, acrescentando que, “neste aspecto, não podemos deixar de destacar o trabalho do Dr. Nelson Oliveira, que teve a seu cargo a optimização dos 6 blocos de cirurgia, conseguindo um resultado significativo e de acordo com a estratégia definida pelo novo Conselho de Administração”.
Segundo o Hospital de Ponta Delgada, “para continuarmos no caminho da melhoria da produção, também ao nível da cirurgia, temos a decorrer a elaboração de um projeto de ampliação da cirurgia de Ambulatório, nas salas e no recobro, alargando também o seu período de funcionamento, o que pensamos trará um significativo aumento da produção cirúrgica”.
De acordo com os dados do HDES, uma das especialidades que terá um incremento mais significativo será a oftalmologia, mas essa melhoria de funcionamento abrangerá muitas outras especialidades. 
O Ambulatório, aos seus diversos níveis, registou neste período descidas significativas, quer na produção electiva, quer na adicional, quer na urgente, exceptuando-se apenas a cirurge neste domínio.
A Cirurgia Geral continua sendo a especialidade com mais actos cirúrgicos, seguindo-se a Ortopedia e a Oftammologia – esta tendo baixado a sua produção.

Número de consultas externas também aumentou

Apesar de todos os constrangimentos deste tempo de pandemia, o HDES anunciou que também registou um aumento do número de consultas médicas realizadas no âmbito da Consulta Externa, no 1º trimestre de 2021 em relação ao período homólogo de 2020. 
E foi um crescimento significativo de 20%, tendo passado de 52.306 consultas em 2020 para 62.767 consultas em 2021 – um aumento de quase mais 10.500 consultas.
A média de consultas por dia (calculadas tendo por base os dias úteis) passou de 201 por dia no ano passado para 241 consultas por dia em 2021.
A especialidade com mais consultas continuou a ser a de Endocrinologia, tendo crescido 7,15%, com mais 559 consultas, atingindo um total de 4.488 consuotas no 1º trimestre.
É especialmente notório o aumento de 67,5% na Medicina Interna, que em 2020 tinha sido a 6ª especialidade mais utilizada e em 2021 passou para 2ª. 
Houve um aumento de 1.721 consultas, atingindo um total de 4.229 neste período.
A Oncologia, que tinha sido a 2ª especialidade com mais consultas em 2021, passou para 3º lugar, mas mesmo assim com um aumento de 6,5%, passando de 3.797 para 4.067 consultas em 2021.

A importância do atendimento à distância em tempo de COVID19

Uma modalidade da prestação de cuidados médicos que tem vindo a ganhar dimensão com a pandemia Covid-19 foi o atendimento à distância, oficialmente intitulado de “Acto médico sem utente” – e os Açores não foram excepção.
No caso específico do HDES, este tipo de consulta registou um crescimento notório como forma de solucionar o seguimento dos doentes com os cuidados epidemiológicos contra o contágio de SARSCov-2.
 Na comparação, registou-se um aumento de 85,3% nesta tipologia de serviço, passando de um peso nas consultas médicas de 20,6% em 2020 para 31,8% em 2021.
Se bem que, mesmo excluindo estas consultas o HDES conseguiu aumentar o seu número de atendimentos neste período – mais 3,06%, correspondentes a mais 1.271 doentes atendidos –, o atendimento à distância permitiu abranger um número de casos muito maior.
E é possível que o recurso a esta ferramenta tenha vindo para ficar, uma vez que consegue dar resposta a muitos procedimentos que nem sempre exigem a presença do utente – sempre com a sua anuência e até por vezes sugestão, avança a administração do HDES.
No HDES, as variações na sua utilização foram de diversa ordem.
 Em algumas especialidades esta modalidade passou a ocupar um lugar de destaque, com mais de 40% ou até 50% do total de atendimentos. 
Noutras a variação foi mais ténue, mas o facto é que todas as especialidades com consulta utilizaram esta modalidade.

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