Temos duas GNR’s diferentes em Portugal, uma no continente, outra nos Açores

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É necessário alterar urgentemente a legislação e pôr a GNR a policiar nos Açores, como o faz no continente, autuando os negacionistas-covid, pois a ação da PSP nesta matéria é manifestamente insuficiente. A GNR nos Açores tem competência apenas para intervir em questões de ordem fiscal, aduaneira e de controlo costeiro, contrariamente à abrangência de funções plasmadas na lei da República n. 63/2007, em disposições gerais, capítulo 1, ponto 2: “a guarda tem por missão, no âmbito dos sistemas nacionais de segurança e proteção, assegurar a legalidade democrática, garantir a segurança interna e os direitos dos cidadãos, bem como colaborar na execução da política de defesa nacional, nos termos da Constituição e da lei”. Questiona-se, então: temos dois pesos e duas medidas consoante a geografia? Duas leis numa República tida como una e indivisível? Os cidadãos do continente têm mais direitos do que os dos Açores? Vivemos numa manta de retalhos?
Os Açores precisam de uma GNR na Região Autónoma com competências idênticas à do continente e às da PSP.
O Comandante Regional da Polícia de Segurança Pública nos Açores, sempre que instado por autoridades governativas regionais, faz questão em afirmar e reafirmar que sofre de falta de efetivos - é a sua bengala! -  e parece gostar de vincar que depende diretamente do Ministério da Administração Interna, tudo isto perante um silêncio cada vez mais ensurdecedor - leia-se inércia - do senhor Representante da República.
Sem uma mão de ferro das autoridades, a situação de contágio comunitário não nos parece com fim à vista. Só com uma vacinação em massa, abrangendo “toda” a população dos Açores, o que, pelos vistos, está longe de acontecer, se ultrapassará esta situação pandémica aflitiva que atinge o arquipélago açoriano, mormente a ilha de São Miguel.

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