Democracia e saúde!
Alexandra Manes

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Falar de Abril é falar de lutas, de valores, de heróis e heroínas reais, de sonhos, de democracia.
Abril de 1974 levou consigo a ditadura que se vivia em Portugal. Gradualmente, construíram-se as bases da democracia. Construiu-se a Liberdade.
Liberdade de ser, de estar, de pensar, de verbalizar.
Portugal era um país mergulhado na maior miséria, onde um prato de sopa justificava um dia de trabalho que poderia ultrapassar as 12 horas. As mulheres eram consideradas objectos às mãos dos maridos. A educação estava ao alcance de poucos. Dos mais abonados, digamos. 
Abril trouxe-nos “A paz, o pão, habitação, saúde, educação”, tão bem cantado por Sérgio Godinho. E basta visualizar imagens referentes a Portugal no Estado Novo, para se perceber aquilo que se alcançou. Hoje pode ser fácil dizer “faz falta um Salazar”, mas, na verdade só o queriam caso pudessem confraternizar com o ditador e com a PIDE.
Sempre tive muito orgulho no Serviço Nacional de Saúde –SNS- e considero que este terá sido uma das maiores conquistas de Abril: Saúde para todas e todos, independentemente de pobre ou rico! 
Nos últimos 2 meses tenho estado muito próxima ao nosso Serviço Regional de Saúde – SRS - (que considero uma das maiores conquistas da nossa autonomia), onde constatei todas as fragilidades e dificuldades que se sentem. Não precisei que mo dissessem.
Mas, também, vi profissionais. Vi pessoas que todos os dias lutam para manter este serviço de “portas abertas” por todas e todos nós. 
Constatei pessoas que dão de si, do seu tempo (sim, algum fora do horário de trabalho), das suas folgas (para que o trabalho fique assegurado – a nossa saúde).
Auxiliares, enfermagem, técnicos (as) superiores de diagnóstico e terapêutica, médicos (as): todas estas pessoas dão de si e, nem sempre, são devidamente valorizadas. Aliás, o desrespeito pelas suas carreiras tem sido evidente nos últimos anos.
É sempre dia para relembrar a importância de um sistema de saúde que nos permita aceder gratuitamente aos tratamentos. É importante assegurar que todos e todas possam auferir deste serviço.
Já se imaginou sem um serviço de saúde, doente, sem recursos financeiros e sem seguro de saúde para lhe assegurar o pagamento do tratamento necessário? Pense nisto!
Portanto, é urgente investir seriamente no nosso SRS. Investir nas infraestruturas, nos equipamentos e, muito seriamente, nas pessoas que fazem com que este funcione!
Lembre-se que foi o SNS e o SRS a dar resposta, na linha da frente, à pandemia! Nunca nos virou as costas, nem perguntou se pagávamos com cartão ou em dinheiro! Estes e estas profissionais disseram “presente” e continuam ali para nós!
Viva a Democracia! Viva ao Serviço Regional de Saúde!!

*Deputada do BE na ALRAA
 

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