Jovem do Pico pede ajuda para tratar  da sua doença
Diário dos Açores

Jovem do Pico pede ajuda para tratar da sua doença

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“Hoje por mim, amanhã por outra pessoa”. É com este lema que Cátia Fernandes, que escolheu São Roque do Pico para viver, decidiu lançar uma campanha de solidariedade que pretende, perante a sua doença, ser um exemplo de sucesso a nível nacional.
Cátia, com o jeito direto que lhe é característico, assume que “nada tem a dizer do Serviço Nacional e Regional de Saúde, que tudo têm feito para ajudar a vencer estas batalhas da sua vida”, esclarecendo que os 60.000 euros- valor do tratamento - serão por estes suportados”. 
“Através do IPO do Porto foi-me dado a conhecer um novo tratamento que já é efetuado em alguns países do mundo, a chamada radioterapia de protões ou protonterapia e, após alguns contactos, a resposta surgiu de um Hospital Universitário da Alemanha, situado em Heidelberg”, sendo exatamente isto que está na base deste pedido de ajuda, pois a estadia na Alemanha terá de ser de cinco semanas, mais duas de quarentena.
A portuense assume, sem peneiras, que neste momento todos os apoios que recebe, uma vez que se encontro de baixa médica há quase três anos, são para pagar despesas com a alimentação, habitação, saúde e educação dos seus filhos e, que “mesmo estando fora do país, as contas por cá continuam a ter de ser pagas. Eu eu terei de pagar alojamento, alimentação e se necessário transporte num país onde o nível de vida é muito superior ao nosso”.
Em 2018 foi-lhe diagnosticado cancro na nasofaringe já em estado avançado e tem sido, desde sempre, seguida, pelo IPO do Porto e pelo Hospital da Horta, tendo feito já tratamentos de quimioterapia e radioterapia. “Os tratamentos que fiz foram agressivos, pois era a única forma de tentar travar a doença que já se encontrava em estado avançado e que era impossível operar. Estes tratamentos trouxeram muitas complicações”, frisa Cátia em conversa franca e bem-disposta com o Jornal do Pico.
“Após a radioterapia sofri uma hemorragia que me atirou, por alguns dias, para os cuidados intensivos, tendo a minha vida estado em risco e, a longo prazo, sofro de perda de audição em ambos os ouvidos e um trismo acentuado (contractura dolorosa da musculatura da mandíbula), que não me deixa ter uma alimentação normal”, afirma a jovem, referindo que “a oportunidade agora me dada para um tratamento como este é também uma porta que se abre para futuros tratamentos a outras pessoas com problemas idênticos e ao que sei, até agora, este tipo de tratamento ainda não foi aplicado a nenhum cidadão através do Serviço Nacional de Saúde”.
Cátia é clara: “Vou agradecer todas as ajudas. Este pedido de ajuda de uma forma pública foi algo muito ponderado e pensado e estou disponível para mostrar todas as despesas e orçamentos”, apenas sinto que “preciso desta ajuda, para, por um lado, vencer esta batalha com sucesso e, por outro, ser um exemplo que pode ser seguido por outros neste país”. 

Exclusivo Jornal do Pico/Diário dos Açores

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