Emprego nos Açores cresce à custa da função pública

emprego fp 1De acordo com os dados recentemente divulgados pelo SREA, relativos ao 1º trimestre de 2017, a administração pública - Função Pública, Educação e Saúde – continua a ser o sector que mais tem contribuído para a criação de postos de trabalho, não se vendo sinais de reacção significativos em  outras áreas como seria de esperar.

 

Serviços e turismo ainda pouco sólidos

 

Na informação tornada pública pode ver-se, também, que os serviços e o turismo ainda são sectores pouco sólidos, com um mercado de trabalho muito sensível à sazonalidade.

Pode concluir-se que o aumento do total da população empregada que se vem registando, designadamente no último trimestre e a consequente diminuição da taxa de desemprego, de 10,4% para 9,3%, foram fundamentalmente à custa dos empregos criados pela função pública.

 

Vencimentos baixos no comércio e serviços

 

Este caminho tem vantagens, porque a função pública é dos sectores que mais contribui para o crescimento do PIB, garantindo bons indicadores nas contas regionais e proporcionando uma maior movimentação de massa monetária, que, em princípio, se deveria reflectir noutros sectores.

Todavia, cruzando com outros dados, designadamente os valores do Valor Acrescentado Bruto (VAB), pode verificar-se que o comércio e os serviços, além da sazonalidade nos postos de trabalho, apresentam vencimentos muito baixos, consequentemente com pouco impacto na economia.

 

Construção com sinais positivos

 

Os dados da população empregada mostram que a construção, finalmente, dá alguns sinais positivos, não muito significativos nem visíveis nos gráficos, mas detectáveis nos valores.  

A agricultura também apresenta agora uma ligeira subida.

Mas, estas variações não formulam um crescimento sólido da actividade económica, cada vez mais dependente dos empregos públicos, situação que é perceptível noutros dados. 

Pode verificar-se, por exemplo, que nos últimos três meses se registaram variações negativas na produção de leite, na pesca, na produção de energia eléctrica, no abate de bovinos, no consumo de leite e na venda de viaturas novas.

Por: Rafael Cota/Especial para “Diário dos Açores”

“Os Açores mantêm-se imbatíveis no controlo do Atlântico”

melo gomes cemaO ex-Chefe do Estado Maior da Armada, Fernando Melo Gomes, considera que “do ponto de vista do controlo do Atlântico os Açores são imbatíveis”. Num artigo que escreveu no semanário “Expresso”, na última edição, Melo Gomes recorda o episódio de 1941, em plena II Guerra Mundial, quando o Presidente Roosevelt declarou que a fronteira de segurança dos EUA passava pelos Açores.

“Por essa altura, os EUA eram ainda um país não beligerante, mas os americanos decidiram que a sua marinha patrulharia o Atlântico a Oeste do arquipélago, avisando imediatamente o Reino Unido da posição de submarinos, navios ou aviões potencialmente agressores”, conta o ex-CEMA, acrescentando que “este trecho da história, relatado por Churchill, veio-me à memória algumas vezes aquando da pretensa desvalorização estratégica da posição das Lajes, em que nunca acreditei...”.

Melo Gomes adianta que “bem sei que o ‘segredo é a alma do negócio’ e que Rota, em Espanha, ou Croughton, no Reino Unido, oferecem alternativas muito interessantes, mas o facto é que do ponto de vista do controlo do Atlântico os Açores são imbatíveis”.

O antigo responsável da Marinha Portuguesa recorda os recentes episódios sobre o alegado interesse dos chineses na Base das lajes e as declarações recentes do congressista norte-americano Devin Nunes, ao avisar que os EUA não vêem com bons olhos os chineses por perto daquela base.

Melo Gomes comenta: “...por cá, também houve quem dissesse o mesmo, mas é claro que a síndroma do treinador estrangeiro e para mais protagonizado por um dos melhores informados, tem outro peso..”.

Segundo a teoria de Melo Gomes, “no fundo, o que está em causa é a reorientação estratégica de há muito levada a cabo pelos EUA, ao considerarem que, no essencial, a China é já hoje e será no futuro a principal potência desafiante à sua hegemonia. Assim, reorganizarem o seu dispositivo militar transferindo-o substancialmente para o Pacífico. Mas o Atlântico continua, e continuará, nas preocupações deles - há que ter a Rússia em atenção e a transferência de poder entre o Báltico ou o Ártico para o Mediterrâneo só pode passar, como temos visto, pelo “nosso” velho conhecido mar. Além disso, que já não é pouco, as rotas marítimas vitais do comércio mundial para os EUA e Europa continuam a cruzá-lo como sempre...”.

Melo Gomes diz que não foi por acaso que Devin Nunes, na sua visita a Portugal, declarou na Base Naval do Alfeite, que fez questão de conhecer, que “há um interesse contínuo em trabalhar com a Marinha portuguesa”.

“É que as administrações e os governos passam, mas a geografia não muda e é a mestra da estratégia. A nossa, colocou-nos na Europa, em articulação com o Mediterrâneo e de frente para o Atlântico. Ignorar isso é não entender Portugal e os interesses permanentes”, termina o ex-Chefe do Estado Maior da Armada.

Modelo do Parque Atlântico é o que vende mais barato no cabaz completo, mas Solmar lidera noutros produtos

sacos de plásticoA DECO revelou ontem os resultados do mais recente estudo ao sector do retalho nacional, incluindo os Açores, constatando-se que o Modelo-Continente do Parque Atlântico, em Ponta Delgada, é o mais barato no que se refere ao cabaz completo, na ilha de São Miguel.

A nível nacional apesar da Deco admitir que existe grande proximidade entre o Continente e o Jumbo, acaba por ser esta última francesa a assumir o trono de mais barata no país, ultrapassando a marca da Sonae. A seguir ao Modelo do Parque Atlântico, o mais barato em cabaz completo é o Modelo da Ribeira Grande, mas já 1% mais caro do que o primeiro, seguindo-se a cadeia Somar em S. Gonçalo, Ribeira Grande, Arrifes e Rabo de Peixe, 5% mais caro.

Seguem-se o SPAR da Ribeirinha, 7% mais caro, e o SPAR das Capelas, 8% mais caro.

Quanto aos produtos personalizados, há uma grande variação entre as cadeias de retalho na ilha de S. Miguel. Por exemplo, nos congelados, os mais baratos são o Modelo do Parque Atlântico e o da Ribeira Grande, seguindo-se o Solmar dos Arrifes, 3% mais caro.

Nos lacticínios é o Modelo do Parque Atlântico que também vende mais barato, seguido do Solmar de Rabo de Peixe, 2% mais caro.

Nos produtos de mercearia, o Modelo do Parque Atlântico continua a dominar, seguido do Modelo da Ribeira Grande, 1% mais caro, e do SPAR da Ribeirinha, 8% mais caro.

 

SPAR lidera nos produtos de higiene pessoal

 

Já nos produtos da higiene pessoal, é o SPAR da Ribeirinha que lidera, seguido do Modelo da Ribeira Grande, 3% mais caro.

Nos produtos de limpeza da casa, é o Solmar Avenida que vende mais barato, seguido pelo Solmar de S. Gonçalo. Nas frutas e legumes é o SPAR das Capelas que lidera, seguido do SPAR da Ribeirinha, 2% mais caro.

No peixe, é o Modelo do Parque Atlântico, seguido do Modelo da Ribeira Grande, 3% mais caro, mas na carne é o Solmar de S. Gonçalo que lidera, seguido do Solmar de Rabo de peixe, 1% mais caro. 

Finalmente, nas bebidas, o Modelo do Parque Atlântico vende mais barato, seguido do Solmar da Ribeira Grande, 6% mais caro, e do Solmar dos Arrifes, 7% mais caro. 

 

Jumbo à frente a nível nacional

 

A nível nacional, na lista de cadeias mais acessíveis para os clientes, o Continente Modelo surge em segundo lugar, seguido do Continente, Lidl, Pingo Doce, Intermarché e Minipreço, por esta ordem. 

A comparação da DECO foi feita com um cabaz de produtos igual em todos os locais e por isso, a Associação de Defesa do Consumidor admite que os resultados podem diferir dos obtidos com um cabaz de produtos personalizado para cada cliente.

Quanto aos concelhos nacionais mais baratos, é no Porto que os clientes dos supermercados mais poupam durante o ano se procurarem os locais com preços baixos. 

Em Faro, Vila Real e Leiria a diferença entre os supermercados mais baratos e mais caros também é grande, e é Bragança, Beja e Santarém que a diferença é menos notória.

 

Pescadores dos Açores pedem plano de emergência

pescadoresOs pescadores dos Açores pretendem um plano de emergência, face à situação de crise em que vive o sector, pelo que vão ser ouvidos hoje pela Comissão Parlamentar de Economia da Assembleia regional.

Trata-se de uma audição na sequência de uma petição da Cooperativa Porto de Abrigo e do Sindicato Livre dos Pescadores, que serão ouvidos hoje às 10 horas na delegação do parlamento em Ponta Delgada.

“A esmagadora maioria dos profissionais da ilha de São Miguel auferiram rendimentos médios mensais entre os 100 e os 200 euros”, lê-se no documento entregue aos deputados regionais.

Segundo o documento, a quebra de rendimentos da pesca, nos últimos anos, fez “regredir as capturas ao nível mais baixo desde 1974”, traduzindo-se em rendimentos líquidos para os pescadores que “ferem a dignidade dos (e das) profissionais e famílias”.

As direcções da cooperativa e da estrutura sindical acentuam que a quebra de capturas e de rendimentos se regista em “todos os grupos de espécies demersais, atuns e pequenos pelágicos” como o chicharro e cavala.

Os autores da petição alertam para o “estado de falência de grande número de pequenos armadores-pescadores”, que se traduz na taxa de actividade das embarcações “mais baixa de sempre”.

Os responsáveis pela Porto de Abrigo e pelo sindicato afirmam que “cresce, sem qualquer controlo, a pesca informal”, tendo a frota polivalente local e costeira com pesca dirigida aos demersais sofrido uma redução de 25%, ou seja, 152 embarcações entre 2010 e 2016, depois de uma “subida excessiva, e não prevista”, entre 2005 e 2010.

A exposição aponta que se “cometeram erros a partir do ano de 2005, quando eram já conhecidos os limites dos stocks”, particularmente das espécies costeiras locais, tendo, simultaneamente, sido “reduzidas drasticamente as zonas de pesca”.

Na sequência do documento, os responsáveis pretendem “apresentar propostas concretas” a serem adoptadas pelo Governo dos Açores e através de iniciativas legislativas por parte da Assembleia Regional dos Açores e Assembleia da República.

O secretário do Mar, Ciência e Tecnologia dos Açores anunciou, entretanto, em Março, que está em curso um diagnóstico das pescas, para a adopção de medidas que visem combater os problemas com que o sector se confronta.

Gui Menezes disse que, uma vez concluído o relatório interno de avaliação que os serviços da secretaria regional estão a elaborar, iria ser iniciado um “processo de reflexão sobre medidas para obviar alguns dos problemas” e encontradas soluções em conjunto com os parceiros do sector.

Açores nos 10 principais destinos dos portugueses este Verão

turista sete cidadesA Go4Travel, grupo de agências de viagens, acaba de revelar os 10 destinos de férias dos portugueses neste Verão.  

Vítor Filipe, Presidente do Conselho de Administração da Go4Travel, refere que “esta lista é o resultado de uma consulta interna aos nossos accionistas e que indica as principais tendências de destinos neste Verão”.

Os destinos eleitos são: Índia, Tanzânia/Zanzibar, Marrocos, Itália, Malta, Costa Rica, Djerba, Maldivas, Açores e Madeira.

Já outras operadoras nacionais e internacionais tinham colocado os Açores entre os destinos mais procurados para este Verão, confirmando a percepção dos hoteleiros dos Açores, devido ao número de reservas já efectuadas.

Tudo indica que os Açores deverão bater novo recorde neste Verão, em termos de número de dormidas e de hóspedes.

Uma outra boa notícia é que a chamada época baixa, no ano passado e este ano, ultrapassou os números atingidos em meses da época alta de há três e quatro anos atrás.

 

Ryanair passa a voar com Air Europa para os EUA

 

A Ryanair, que opera nos Açores, anunciou que os seus clientes podem reservar voos nas rotas de longo curso da Air Europa para destinos como Buenos Aires, Havana e Nova Iorque.

Desde Terça-feira, 23 de Maio, que é possível pesquisar e reservar viagens de longo curso com partida em Madrid para os Estados Unidos e para a América Latina. 

A Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Cuba, Equador, Paraguai, Porto Rico, Uruguai e Venezuela são alguns dos destinos disponíveis.

Numa segunda fase da parceira com a Air Europa, o objectivo da companhia low cost irlandesa passa por incluir a venda desses destinos a partir de outros aeroportos utilizados pela Ryanair e não apenas o de Madrid.

Segundo o Daily Telegraph, Michael O’Leary está a discutir parcerias idênticas com outras companhias.

“Continuamos a falar com várias outras companhias aéreas de longo curso sobre possíveis parcerias e esperamos oferecer aos nossos 130 milhões de clientes um vasto leque de serviços de longo curso em 2018”, conclui o Presidente da Ryanair.

 

TACV deixa voos domésticos em Cabo Verde

 

A companhia aérea  TACV vai descontinuar a sua operação doméstica a partir de Agosto, passando os voos dentro do território de Cabo Verde  a serem assegurados pela Binter Cabo Verde.

“A prestação de serviço no mercado de aviação doméstico será descontinuada, passando a ligação aérea entre as ilhas para a responsabilidade da Binter Cabo Verde”, anunciou José Gonçalves, ministro da Economia e Emprego, durante uma conferência de imprensa na cidade da Praia.

De acordo com o governante, existe uma parceria com a Binter que prevê a entrada de capital estatal cabo-verdiano na empresa, numa quota de 49%, além do reforço das ligações “com a obrigatoriedade de prestação de serviço regular” para todas as ilhas com aeroportos e articulação com os transportes marítimos para as ilhas da Brava e Santo Antão, que não têm aeroporto.

José Gonçalves revelou ainda que será estabelecida uma parceria com a TACV-Cabo Verde Airlines em termos de transporte aéreo internacional para permitir à companhia de bandeira continuar a vender bilhetes internacionais para todos os destinos em Cabo Verde.

 

Buraco de 100 milhões de euros na TACV

 

“Foi uma solução para viabilizar a solução elegante de menor custo possível para o Estado. O Estado está com um buraco de 100 milhões de euros por causa da TACV. É estancar esse buraco. A solução que se encontrou a nível doméstico é uma solução com o mínimo de esforço por parte do Estado e com a garantia de que não vamos ter problemas para satisfazer as necessidades de transportes domésticos”, justificou José Gonçalves.

Relativamente à operação internacional da TACV, o Governo adiantou que a empresa será relançada com vista à privatização, estando em “análise dois cenários com a participação de um parceiro estratégico forte no capital e na configuração e gestão da empresa a relançar”.

O ministro adiantou que o Estado, como accionista, vai continuar a “suportar o normal funcionamento da TACV e a garantir aos credores e parceiros o cumprimento de todas as obrigações”, admitindo, no entanto, que “a reconfiguração da empresa implique a redução do quadro de funcionários”, sem especificar quantos.

 

Açores em debate no Air Summit 2017

 

O papel das companhias aéreas no fomento do turismo em Portugal, em especial em Lisboa, Algarve, Alentejo e nos Açores é um dos temas em debate no Portugal Air Summit 2017 que decorre em Ponte de Sor, até ao dia 27 de Maio.

Em debate as principais questões de ligação entre a aviação comercial e o turismo em Portugal, contando com a presença do Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral. Luís Filipe Melo, Director Regional dos Transportes dos Açores, e Filipe Silva, do Conselho de Administração do Turismo de Portugal, como alguns dos principais decisores que falarão também, da importância crítica do transporte aéreo para o desenvolvimento do sector turístico.

Do painel de oradores constam ainda Ceia da Silva, Presidente da Entidade Regional de Turismo Alentejo e Ribatejo, e Desidério Silva, da Região de Turismo do Algarve.

A Portugal Air Summit 2017 decorrerá no Aeródromo Municipal, num centro de conferências e exposições concebido especialmente para o evento.