Acusações de ingerência política na Unidade de Saúde do Pico

Pico - ilhaA RDP-Açores noticiou ontem que possui documentos provando ingerência política do deputado socialista Miguel Costa na Unidade de Saúde do Pico.

Em causa está a dispensa de funcionários da Unidade de Saúde para desempenho de funções de eleitos locais.

Conta a rádio pública que a então Presidente do Conselho de Administração informou a Junta de Freguesia de São João que os pedidos para essa dispensa deviam continuar a ser formalizados nos termos da lei e que a partir de 1 de Janeiro de 2017 passariam a ser cobradas, às entidades responsáveis, os encargos daí resultantes.

Miguel Costa, em email a Maria de Jesus Oliveira, da Unidade de Saúde, escreve que este assunto é “muito incómodo politicamente”.

Lembra que isso antes nunca aconteceu, embora previsto na lei, e quer saber de onde partiu a orientação, segundo ainda a RDP-A.

O email diz que neste momento “isto terá implicações directas na constituição de listas para esses órgãos autárquicos”.

Na resposta, a então Presidente do Conselho de Administração argumenta que há impacto negativo na Unidade de Saúde, não só em termos de custos, como da qualidade dos serviços que presta aos utentes e por isso tomou tal decisão .

Por sua vez, o Secretário Regional da Saúde, Rui Luis, também enviou um email à responsável da Unidade de Saúde, afirmando que, “atendendo a que nenhuma Unidade de Saúde de Ilha está a aplicar esta regra, vamos manter isso suspenso, até novas orientações”.

A troca de emails entre estes três responsáveis aconteceu entre 6 e 28 de Dezembro do ano passado, conclui a RDP.

Entretanto, em declarações à mesma rádio, o deputado Miguel Costa nega qualquer ingerência política e afirma que agiu no desempenho das funções de deputado em defesa da causa pública.

“Se fosse hoje, faria o mesmo”, acrescenta o deputado picoense.

Miguel Costa diz que é politicamente incómodo porque todas estas questões só afastam ainda mais as pessoas para as autarquias.

Garante que mais nenhuma entidade cobra às Juntas de Freguesia e um caso que se passou com o hospital da Horta foi depois corrigido.

O Secretário da Saúde não quis fazer qualquer comentário.

“Este será o melhor ano de sempre para a hotelaria nacional”

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A Associação de Hotelaria de Portugal (AHP) acaba de analisar os números de turismo relativos a Abril, destacando o desempenho dos Açores no conjunto nacional.

O AHP Tourism Monitor, ferramenta exclusiva de recolha de dados da hotelaria nacional, trabalhados mensalmente pela respectiva Associação, a hotelaria dos Açores apresentou, em Abril de 2017, uma taxa de ocupação quarto de 70%, evidenciando um crescimento de 6,4 p.p., face ao período homólogo anterior, e a crescente procura por este destino. 

Os preços médios por quarto ocupado e disponível mantém rota ascendente, crescendo mais 19% e 31%, respectivamente, face a Abril de 2016.

Em termos nacionais, a AHP destaca “um excelente mês para a hotelaria nacional, fruto, por um lado, deste ser já um mês de maior procura hoteleira e, por outro, do efeito Páscoa”.

 A liderança em termos de taxa de ocupação por destinos turísticos voltou a espelhar o ranking dos últimos meses, com a Madeira e Lisboa a ultrapassarem os 85% e o Grande Porto a fixar-se nos 83%. 

Porém, os crescimentos mais robustos couberam ao Minho (15,1 p.p.), Coimbra (14,6 p.p.) e Alentejo (12,1 p.p.), puxados pelas miniférias da Páscoa e os feriados do 25 de Abril e 1 de Maio e a consequente importância do mercado interno e espanhol nestes destinos.

 Os aumentos na taxa de ocupação resultaram também em incrementos a dois dígitos nos restantes indicadores, em particular no RevPAR (preço médio por quarto disponível) com mais 30%, face ao período homólogo, fixando-se nos 64 euros, com os destinos turísticos do Minho, Coimbra e Viseu a destacarem-se com crescimentos de mais 49%, 46% e 40%, respectivamente, face a Abril de 2016.

O ARR (preço médio por quarto ocupado) fixou-se nos 84 euros, representando mais 17% do que no período homólogo, sendo de destacar um crescimento de 20% das unidades hoteleiras de 4 estrelas e de 15% nas unidades hoteleiras de 5 estrelas, cabendo aos destinos turísticos do Oeste, Algarve e Açores os maiores acréscimos com 25%, 20% e 19%, respectivamente.

 A receita média por turista no hotel foi outro dos indicadores a registar uma significativa subida, nomeadamente de 6% face a Abril de 2016. 

Os destinos insulares destacaram-se tanto em valores absolutos, com a Madeira a obter uma receita média de 290 euros, como em valores relativos, com os Açores a crescerem mais 12% do que em igual período do ano passado.

 Cristina Siza Vieira, Presidente executiva da Associação da Hotelaria de Portugal, comenta: “o mês de Abril foi realmente muito forte para os hotéis portugueses. Já era, tradicionalmente, um bom mês, mas este ano superou todas as expectativas. Este crescimento espantoso em todos os indicadores não é alheio ao efeito Páscoa. Há destinos, como o Minho e o Alentejo, em que se percebe que esse factor foi decisivo. No acumulado de Janeiro a Abril, verificamos um bom arranque de ano, com destaque para o RevPAR que tem crescido sempre a dois dígitos. Numa análise aos primeiros quatro meses de 2017, em comparação com o período homólogo e antevendo crescimento análogo para o resto do ano, podemos perspectivar que este será o melhor ano de sempre para a hotelaria nacional”.

Pesca descarregada cai a pique, com destaque para São Miguel

pescadores1A pesca descarregada nos portos dos Açores continua a cair a pique, 33%, com destaque para S. Miguel, que nesta altura do ano consegue quase metade do que descarregou no ano passado.

De acordo com os dados agora divulgados pelo SREA, a que tivemos acesso, o mês de Maio foi, novamente, de queda em várias ilhas, sobretudo no Pico e S. Miguel, mas outras conseguiram recuperar no mês passado.

Em termos globais, desde janeiro até Maio, já foram descarregadas nos portos dos Açores 1.417.424 quilos de pescado, enquanto que no mesmo período do ano passado tinham sido 2.005.767 quilos.

Santa Maria, Graciosa, Faial, Flores  foram as ilhas que no mês de Maio conseguiram estar em contraciclo, capturando mais peixe do que no mesmo mês do ano passado.

S. Miguel tem sido a ilha mais sacrificada, que não conseguiu ainda nenhum mês, este ano, ultrapassar o volume de pesca descarregada do ano passado, que já tinha sido um mau ano.

 

Açores na frente no crescimento dos proveitos da hotelaria

cama hotelO SREA divulgou ontem os números do mês de Abril, relativamente ao turismo, registando-se novamente crescimentos enormes nos Açores, que ficam na frente da maioria das regiões do país, em várias áreas, sobretudo nos proveitos.

De facto, na Região Autónoma dos Açores, no mês de Abril, os estabelecimentos hoteleiros registaram 157 mil dormidas, representando um acréscimo homólogo de 30,6%.

Os proveitos totais atingiram 6,8 milhões de euros e os proveitos de aposento 4,7 milhões de euros, correspondendo a variações homólogas, respectivamente, de 38,5% e 37,3%. 

De Janeiro a Abril de 2017, nos estabelecimentos hoteleiros da Região Autónoma dos Açores (hotéis, hotéis-apartamentos, apartamentos turísticos e pousadas) registaram-se 401,5 mil dormidas, valor superior em 17,6% ao registado em igual período de 2016.

De Janeiro a Abril, os residentes em Portugal atingiram cerca de 213,5 mil dormidas, correspondendo a um acréscimo homólogo de 21,6%; os residentes no estrangeiro atingiram 188 mil dormidas, registando um aumento em termos homólogos de 13,4%.

Neste período registaram-se 139,0 mil hóspedes, apresentando uma taxa de variação positiva de 15,4% relativamente ao mesmo período de 2016. 

No país, apresentaram uma variação de 10,9%. As dormidas dos residentes em Portugal aumentaram 34,9% no mês de Abril relativamente ao mês homólogo e aumentaram 21,6% de Janeiro a Abril, comparativamente a igual período de 2016.

 As dormidas dos residentes no estrangeiro registaram um aumento de 26,9% no mês de Abril e um aumento de 13,4% em termos acumulados. No país, em Abril, as dormidas registaram um acréscimo em termos homólogos de 23,2%, e de Janeiro a Abril apresentaram uma variação positiva de 11,2%. De Janeiro a Abril, os residentes em Portugal atingiram cerca de 213,5 mil dormidas (53,2% do total) e os residentes no estrangeiro 188,0 mil (46,8% do total). 

O mercado alemão com cerca de 57,4 milhares concentrou 14,3% do total das dormidas, representou por outro lado, 30,5% das dormidas dos não residentes em Portugal e registou uma variação homóloga acumulada de 43,6%. 

De Janeiro a Abril, o mercado norte-americano (EUA e Canadá) com cerca de 43,9 milhares de dormidas representou 10,9% das dormidas totais e 23,3% das dormidas dos não residentes, apresentando uma variação homóloga acumulada de -5,4%.

 Em termos de variações homólogas acumuladas, de Janeiro a Abril, todas as ilhas apresentaram variações homólogas positivas, à excepção de Santa Maria com uma variação negativa de 2,0%. As ilhas das Flores, de São Miguel, de São Jorge, do Faial, do Pico, da Graciosa, do Corvo e da Terceira, apresentaram respectivamente variações de, 103,5%, 23,3%, 20,1%, 14,0%, 6,0%, 4,3%, 4,0% e 2,6%.

A ilha de S. Miguel com 279,1 mil dormidas concentrou 69,5% do total das dormidas, seguindo-se a Terceira com 76,3 mil dormidas (19,0%) e o Faial com 18,7 mil dormidas (4,7%). 

Em Abril, a taxa de ocupação-cama atingiu 52,7%, valor superior em 9,7 p.p. em relação ao mês homólogo do ano anterior. 

A taxa de ocupação-cama no país atingiu 53,8%.

A taxa de ocupação-quarto no mês de Abril atingiu 61,1%.

A estada média foi de 3,01 noites, tendo registado um aumento de 9,9% em relação a Abril de 2016. 

No país a estada média foi de 2,70 noites. 

Os proveitos totais nos estabelecimentos hoteleiros, de Janeiro a Abril de 2017, atingiram 16,4 milhões de euros, tendo os proveitos de aposento atingido, no mesmo período, 11,4 milhões de euros. Estes valores correspondem a variações homólogas positivas de 26,9% e de 25,2%, respectivamente; para o total do país em igual período, os proveitos totais e os de aposento apresentaram variações homólogas positivas de 18,7% e de 19,8%, respectivamente.

Em Abril, os proveitos totais e os proveitos de aposento apresentaram variações homólogas positivas, respectivamente de, 38,5% e 37,3%. Para o total do país, estas variações são, respectivamente, de 29,1% e de 32,3%.

As ilhas de São Miguel, Terceira e Faial foram as que maior peso tiveram nos proveitos totais, respectivamente com 73,1%, 14,6% e 4,9%. 

Em Abril, o rendimento médio por quarto (Revenue Per Available Room) foi de 33,9 euros, apresentando uma variação homóloga positiva de 28,4%. 

De Janeiro a Abril, o RevPAR foi de 21,5 euros, apresentando uma variação homóloga positiva de 15,6%.

No país, o RevPAR de Abril e em termos acumulados foram respectivamente de 46,2 euros e de 32,3 euros.

 

Venda de cimento sobe 13%

construção civilAo contrário da pesca, o sector da construção civil continua a dar sinais de retoma, a julgar pelo crescimento acentuado, de mês para mês, da venda de cimento.

Segundo os dados do SREA, o cimento vendido nos Açores desde Janeiro até Maio já atingiu as 61.163 toneladas, enquanto que no mesmo período do ano passado estava nas 48.101 toneladas.

O mês de Maio teve um crescimento bastante forte, passando das 8.625 toneladas do ano passado, para 12.861 toneladas deste ano.

A produção local tem aumentado substancialmente, em detrimento do cimento importado, que foi nulo no mês passado.

Os aumentos de venda de cimento verificam-se em todos os meses deste ano.