Alojamentos transaccionados nos Açores atingiram os 156 milhões de euros

ponta delgada1Os Açores lideraram o índice de transacções de alojamentos em todo o país durante 2016, segundo revelam dados do INE  a que o nosso jornal teve acesso.
Em termos gerais, em 2016, o Índice de Preços da Habitação (IPHab) apresentou uma variação média anual de 7,1%.
O ritmo de crescimento observado em 2016 foi superior em 4 pontos percentuais (p.p.) ao observado em 2015, verificando-se um crescimento médio dos preços dos alojamentos existentes (8,7%) superior ao dos alojamentos novos (3,3%).
No quarto trimestre de 2016, a taxa de variação homóloga do IPHab manteve-se elevada e igual à do trimestre anterior (7,6%).
Tal como tem vindo a suceder desde o último trimestre de 2014, os alojamentos existentes voltaram a registar um aumento dos preços (9,2%) superior ao verificado nos alojamentos novos (3,5%).
No ano de 2016 registaram-se 127.106 transacções de habitações, mais 18,5% do que em 2015, ultrapassando os 14,8 mil milhões de euros, mais 18,7% que em 2015.
Em 2016, a Área Metropolitana de Lisboa concentrou 44.311 transacções de alojamentos o que representa um novo máximo na série disponível, tanto em termos absolutos como no que respeita à quota relativa regional (34,9%). O Algarve, com um total de 12.361 transacções, foi a outra região que registou um máximo regional no ano em análise.
Todavia, em termos de quota percentual, esta Região registou uma redução (-0,9 p.p.), o que sucedeu igualmente no Centro (-0,7 p.p.), no Alentejo (-0,2 p.p.), na região Autónoma da Madeira (-0,2 p.p.) e no Norte (-0,1 p.p.).
Em termos de valor, no ano de 2016, os alojamentos transaccionados na Área Metropolitana de Lisboa totalizaram mais de 6,9 mil milhões de euros, o que representa o mais elevado peso relativo (47%) desta região na série disponível (+ 1 p.p. face à quota de 2015).
Pela primeira vez, o valor das habitações vendidas no Norte, Centro e Algarve representaram menos do que o valor das transacções ocorridas na Área Metropolitana de Lisboa.
Por comparação com 2015, a região Norte e a região Autónoma dos Açores foram as restantes NUTS II a apresentar um crescimento nas quotas percentuais do valor das transacções de alojamentos (mais 0,3 p.p. e 0,2 p.p. do que em 2015, respectivamente).
Em 2016, e pelo segundo ano consecutivo, todas as regiões apresentaram um aumento no número de transacções de alojamentos familiares, sendo que, a Região Autónoma dos Açores (30,8%) e a Área Metropolitana de Lisboa (25,5%) foram as únicas a crescer a um ritmo superior à média nacional (18,5%). No extremo oposto, a Região Autónoma da Madeira e o Algarve registaram crescimentos mais modestos, de 5,8% e 8,5%, respectivamente.
No último ano, o valor dos alojamentos transaccionados na Região Autónoma dos Açores ultrapassou ligeiramente os 156 milhões de euros traduzindo-se no maior aumento regional (38,9%) quando comparado com o ano de 2015. No mesmo período, em termos nacionais, o valor das vendas de habitações cresceu 18,7%, taxa de variação superada na Área Metropolitana de Lisboa (21,2%) e na região Norte (20,5%).

Mário Fortuna: “O Governo não pode lavar as mãos daí porque há empresas públicas a actuar neste processo”

Mario Fortuna - novaO Presidente da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada considera que o abandono da easyJet “é claramente uma desatenção e uma incompreensão por parte das entidades públicas, que vem condicionar o mercado, com resultados negativos, prejudicando gravemente a capacidade de actuação das entidades privadas”.
Numa declaração ao “Diário dos Açores”, Mário Fortuna adianta ainda que se trata de “um factor de preocupação porque a viabilidade do turismo dos Açores pode estar em causa”.
O líder dos empresários afirma que concorda com a concorrência, mas “o governo não pode lavar as mãos daí porque há empresas públicas a actuar neste processo. O que é que as empresas públicas estão a fazer neste processo?”.
A Câmara do Comércio de Ponta Delgada emitiu um comunicado a este propósito, lamentando a decisão da easyJet.
“Esta empresa está indelevelmente associada à abertura do sector de transportes aéreos dos Açores, tendo sido instrumental na adopção da política de liberalização adoptada em 2014 para vigorar a partir de 2015”, comenta o organismo, acrescentando que “a easyJet trouxe ao mercado de turismo dos Açores uma enorme notoriedade, associada à sua implantação no mercado europeu, tendo levado o nome dos Açores a muitos mercados que o desconheciam”.
“A saída desta empresa das rotas dos Açores constitui um revés muito significativo para o ambiente concorrencial dos transportes aéreos para os Açores e, muito particularmente, para Ponta Delgada. Ficamos a perder no nosso potencial de obter mais notoriedade e ficamos mais vulneráveis a políticas de menor concorrência e de preços mais elevados”, lê-se ainda no comunicado.
“A CCIPD respeita, naturalmente, as opções privadas, que resultam da apreciação que cada empresa faz do contexto em que actua e faz votos para que as circunstâncias que levam a empresa a interromper as suas ligações com Ponta Delgada sejam rapidamente alteradas e permitam o seu regresso às rotas dos Açores e ao seu contributo para a nossa notoriedade e para o ambiente concorrencial do mercado nos Açores”, prossegue, “porque a atracção ou a perda de interesse de uma multinacional é sempre um factor muito importante para a economia, é imperioso que sejam analisadas as circunstâncias que levam esta empresa a deixar o mercado dos Açores, para que sejam eliminados os fatores negativos e potenciados os positivos”.
“Esta saída é prova de que, como tem referido muitas vezes a CCIPD, o mercado nunca pode ser dado por certo e o turismo muito menos. É indispensável que as autoridades acompanhem a evolução dos intervenientes no mercado dos Açores e os fatores críticos para a sua manutenção. Quando cumprimos atraímos investimento, quando não cumprimos perdemo-lo”, lê-se na nota.
E a Câmara do Comércio conclui: “É urgente que seja perspectivada a evolução da actividade aérea nos Açores dada a importância deste sector para a competitividade do turismo nesta região”.

Açores “é a resposta europeia ao Havai”

noel josephides1A ABTA – Associação Britânica das Agências de Viagem – considera que os Açores serão o destino mais popular do nosso pais em 2017.
Esta Associação, que vai juntar nos Açores, este ano, centenas de agentes de viagens ingleses, durante o seu congresso, em Ponta Delgada, diz que a nossa região é uma espécie de “resposta europeia ao Havai”.
 “Quem visita os Açores encontra uma paisagem incrível com praias de areia negra e pequenas cidades e aldeias que os transportam a tempos passados”, sublinha a ABTA.
Recorde-se que  o Teatro Micaelense vai acolher, de 9 a 11 de Outubro deste ano, a Travel Convention da ABTA, decisão tomada no encerramento da Convenção em Yas Island, Abu Dhabi, no ano passado.

Voos especiais pela SATA

A ABTA refere a escolha dos Açores pela sua beleza natural, mas também pelas suas infraestruturas, especificando o ‘novíssimo’ Hotel Azor, descrito como um “esplêndido hotel de cinco estrelas, localizado na marina de Ponta Delgada”, que será o principal hotel da Convenção, incluindo o papel de anfitrião do bar do evento, “o principal ponto de encontro para networking e socialização” dos delegados.
Destaca ainda que a Azores Airlines vai propiciar voos especiais do principal aeroporto de saída dos delegados do Reino Unido, Londres Gatwick, acrescentando que eles também terão a opção de voar via Lisboa.

Ponta Delgada cidade anfitriã

“Estou encantado que os Açores sejam o destino da Travel Convention 2017”, afirma o Presidente da ABTA, Noel Josephides, na qual apresenta o arquipélago como um destino “verdadeiramente esplêndido”, enaltecendo a natureza preservada e o contraste entre o campo e o Oceano Atântico”.
Noel Josephides destaca ainda a “cidade anfitriã” de Ponta Delgada, salientando que os delegados vão poder admirar os seus “maravilhosos edifícios old world”, os restaurantes que oferecem “a melhor cozinha portuguesa” e “a muito calorosa hospitalidade” dos açorianos.
A ABTA cita também Pedro Costa Ferreira, Presidente da APAVT, que promoveu a candidatura dos Açores à Travel Convention da ABTA 2017 em conjunto com o Governo Regional, que apresentou os Açores como “um tesouro” a descobrir pelo qual os turistas britânicos “vão seguramente apaixonar-se”.

Açores desconhecidos dos ingleses

“Os britânicos conhecem Portugal bastante bem, especialmente Lisboa, Porto, Algarve e também a ilha da Madeira, mas é um facto que vocês ainda não descobriram os Açores da mesma maneira”, realçou Pedro Costa Ferreira ao intervir na Convenção da ABTA, para acrescentar estar seguro que a Travel Convention “será uma grande oportunidade para mostrar o que vocês têm estado a perder e proporcionar uma grande localização” para a Convenção.
Foi nesse sentido que APAVT e Governo Regional dos Açores “decidiram assumiram este desafio” de ganhar a Travel Convention 2017 para os Açores, destacou ainda Pedro Costa Ferreira, que também assinalou o “entusiasmo” com que a Convenção recebeu a notícia da escolha dos Açores para seu destino no próximo ano.

Ryanair lança campanha a 5 euros para 100 destinos


A Ryanair, companhia low-cost que opera em Ponta Delgada e Terceira, lançou ontem uma campanha denominada ‘loucura a meio da semana’, com bilhetes disponíveis para dezenas de voos europeus a partir dos cinco euros por pessoa.
Os preços apenas estiveram disponíveis com reserva através do site da Ryanair e só foram vendidos até às 18 horas de ontem, dia 22 de março.
Através do site da operadora low-cost era possível encontrar as ofertas, mas havia que esperar bastante tempo devido ao elevado tráfego.
A promoção durou apenas 12 horas e os destinos a 5 euros (só ida) abrangiam 100 destinos, incluindo Ponta Delgada e Terceira.

Vítor Fraga: “Estamos perante uma situação de mercado aberto”

vitor fraga soloO Secretário Regional dos Transportes e Obras Públicas, Vítor Fraga, considera que o abandono da rota Lisboa-Ponta Delgada por parte da companhia aérea easyJet não é desejável, mas salvaguardou que se está a operar num mercado aberto.
 “Isso é uma situação que, não sendo desejável, decorre da competitividade de cada uma das empresas”, declarou Vítor Fraga aos jornalistas.
O governante afirmou ainda que se está perante uma “situação de mercado aberto”, havendo vários ‘players’ a operar para a região, tendo-se vindo a verificar que se está perante rotas “fortemente competitivas”.
“De 2014 para 2016, no que respeita a esta rota e ao aeroporto de Ponta Delgada houve uma duplicação do número de passageiros desembarcados”, disse Vítor Fraga, que recordou que, há uma semana, uma outra companhia aérea (Ryanair) anunciou o alargamento da sua operação para o inverno de 2017.
O responsável pela pasta dos Transportes afirmou que a preocupação do Governo dos Açores é “garantir que continue a existir uma oferta em termos de quantidade e competitividade” em relação aos preços para os açorianos no que toca à acessibilidade.

Economia açoriana desacelerou em Fevereiro

pessoas em Ponta delgadaO Indicador de Actividade Económica dos Açores (IAE) do Serviço Regional de estatística dos Açores (SREA) revela que em Janeiro de 2017, este indicador apresentou o valor de 1,9%, o que representa uma estabilização face ao mês anterior (1,9%) e um crescimento inferior ao observado no mês homólogo de 2016 (4,1%).
 Na análise dos resultados, divulgada pelo SREA (ver quadros comparativos) deverá ter-se presente que o IAE não se deve confundir com o PIB e não se pretende com ele medir a variação infra-anual do PIB, mas sim retratar o “estado geral da economia”.
Assim, dever-se-á reter, sobretudo, informação sobre a evolução em termos de acelerações, desacelerações e pontos de viragem e não o seu valor.
Devido à disponibilização dos valores definitivos para o PIB anual de 2014, em Dezembro de 2016, procedeu-se à actualização dos ponderadores o que, para além da actualização dos valores de algumas das séries de referência e dos ajustamentos decorrentes do tratamento da sazonalidade, se traduziu numa revisão em alta dos valores dos meses anteriores.