“É preciso que seja encontrado o rumo da Cruz Vermelha Portuguesa” em São Miguel

cruz vermelha tomada de posse Victor Borges da Ponte é o novo Presidente da Cruz Vermelha em São Miguel


Foi na presença do Director Geral da Cruz Vermelha Portuguesa, Luís Névoa, e do Secretário de Estado da Defesa, Marcos Perestrelo, que Victor Borges da Ponte tomou posse, ontem à tarde, como Presidente da comissão administrativa da Delegação da ilha de São Miguel da Cruz Vermelha Portuguesa.
Perante uma plateia onde se encontravam os Presidentes das Câmaras Municipais de Ponta Delgada, Lagoa, Vila Franca do Campo e Povoação e a vice-presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, o recém-empossado presidente da Cruz Vermelha de São Miguel deu conta que “depois de um período de alguma indefinição, envolvendo a transformação da ex Delegação de Ponta Delgada em Centro Humanitário e a mudança de instalações que implicou a extinção de alguns serviços antes prestados na velha sede, com a consequente redução de receitas, a imagem da Cruz Vermelha Portuguesa em São Miguel esbateu-se, surgindo aos olhos da população em geral como uma mera instituição de solidariedade social, quase de cariz caritativo”, adiantando ser por isso “evidente a necessidade de recriar e reinventar actividades no âmbito dos objectivos que constituem os fins da Instituição”.
Victor Borges da Ponta assume que “é preciso que seja encontrado o rumo da Cruz Vermelha Portuguesa na ilha de São Miguel, de forma a atingir a defesa da dignidade humana e protecção do ser humano de toda e qualquer violência e sofrimento com respeito pelos seus sete princípios fundamentais: humanidade, imparcialidade, neutralidade, independência, voluntariado, unidade e universalidade”.
Para o novo Presidente, “a acção que é devida no âmbito da Delegação da Ilha de São Miguel e da Região deve centrar-se, por um lado, na solidariedade e acção social para defesa da dignidade humana e socorro das vítimas de violência de qualquer natureza e, por outro lado no apoio e colaboração com as entidades oficiais em casos de catástrofes naturais ou outras, precisamente em socorro das vítimas desses fenómenos”, referiu.
Impõe-se, por isso, adiantou Victor Borges da Ponte, “o enquadramento da Delegação Local de São Miguel da Cruz Vermelha nos planos estratégicos municipais e regional preparados pelas entidades competentes para fazer face às possíveis consequências de tais fenómenos, celebrando com estas os protocolos que se mostrarem necessários”.
Este responsável diz aceitar esta missão, “com a consciência da sua dificuldade nas actuais condições, mas com responsabilidade e sentido de humildade quanto aos objectivos que esperam de nós”, garantiu, acrescentando que espera o apoio necessário “para que possamos desenvolver de forma eficaz e condigna as tarefas que venham a ser atribuídas dentro dos campos de acção e objectivos da Cruz Vermelha Portuguesa, na certeza de que esses objectivos não são exclusivos da instituição, mas sim de todas as pessoas e instituições, designadamente autarquias e Governo”.
Borges da Ponte deixou ainda uma palavra aos voluntários da Cruz Vermelha que disse “representam uma verdadeira força viva da Cruz Vermelha Portuguesa para o desenvolvimento das suas acções. Sem voluntariado, não seria possível a Cruz Vermelha Portuguesa subsistir. Quando começamos a lidar com a Instituição é que nos apercebemos do valor dos Voluntários que, sem qualquer contrapartida colaboram em prol da comunidade, e da indispensabilidade do seu apoio para a realização dos objectivos a que a Cruz Vermelha se propõe”.
A finalizar o seu discurso, Victor Borges da Ponta disse esperar o apoio, a participação e o contributo dos colaboradores da Delegação, para conseguir levar por diante os objectivos da Instituição na Ilha de São Miguel.

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