Especialistas querem firmar os Açores como destino turístico de jardins

jardim jose do canto Arranca hoje em São Miguel o Colóquio Internacional “Garden Tourism in Portugal anda round the World”. O evento que irá decorrer até Domingo é promovido pelo Observatório de Turismo dos Açores em parceria com a Universidade dos Açores/Fundação Gaspar frutuoso e o Centro de História d’Aquém e d’Além Mar.
Conforme explicou Isabel Soares de Albergaria ao Diário dos Açores, este colóquio irá reunir algumas das personalidades mais influentes ligadas ao tema do turismo de jardins ao nível nacional e internacional, motivo pelo qual Isabel Albergaria diz estar bastante expectante quanto aos resultados práticos que poderão advir este evento.
Por outro lado, a Presidente do Centro de História d’Aquém e d’Além Mar (CHAM-A), garante que este colóquio “será muito importante para podermos ter uma percepção mais exacta dos casos de sucesso e alguns de menos sucesso neste nicho de mercado que é o turismo de jardins”, chamando a atenção para a presença de especialistas de várias temáticas relacionadas com a conservação, preservação, recuperação, comunicação e divulgação de jardins.
De acordo com esta responsável, é ainda intenção da organização com a realização deste colóquio em São Miguel, “procurar redes internacionais sob o ponto de vista técnico-científico e também do ponto de vista comercial para firmar melhor o destino Açores e atribuir aos jardins dos Açores uma marca e a possibilidade de se competir nesse mercado mais global”.
Ao longo de três dias estão programadas várias comunicações, sendo que a sessão de abertura irá decorrer hoje, pelas 09h00, na Sala do Palácio, no Jardim Botânico José do Canto, em Ponta delgada, e irá contar com a presença do embaixador do Japão e de Didier Wirth, Presidente do Institut Européen des Jardins & Paysages com quem o Observatório do Turismo vai assinar um protocolo. Isabel Albergaria explica que este protocolo irá permitir ao arquipélago dos Açores integrar-se em redes de informação sobre turismo de jardins.
Estando certa que os Açores têm potencial para o turismo de jardins, a Presidente do CHAM-A admite que as intervenções programadas para este colóquio poderão ser uma mais-valia do “ponto de vista da informação”, aliadas às visitas a jardins que “nos vão permitir aquilatar um pouco sobre a importância dos nossos jardins, o que é mais relevante e o que está mais em falta. Ou seja, quais são os nossos pontos fracos e os pontos fortes sob o olhar de especialistas nesta matéria”.
Apesar de reconhecer que a Região já tem algum património, com algumas especificidades, neste nicho de mercado”, Isabel Albergaria adverte para o facto dos jardins, sobretudo de São Miguel, já terem tido “outra notoriedade no passado e nós queremos que eles voltem a ter essa notoriedade”, frisa, adiantando que para que tal seja possível, “há ainda um longo caminho a percorrer”.
Esta responsável dá conta, igualmente, que este trabalho não será possível sem o envolvimento de entidades locais, desde logo o Observatório do Turismo, a Universidade dos Açores, a Fundação Gaspar Frutuoso, e muitos outros parceiros. Do mesmo modo, Isabel Albergaria considera que para tornar os Açores num destino de turismo de jardins e “para ser realmente um produto de sucesso há muito investimento a fazer, há qualificação de mão-de-obra que está em falta, há cuidados na manutenção e recuperação destes espaços que importa ter em conta e há também todo um conjunto de ferramentas e estratégias de comunicação que é preciso desenvolver”.
Nesta matéria, realça a Presidente do CHAM-A, “com excepção do Jardim do Parque Nostra, nas Furnas, não temos ainda um lugar assegurado e um produto firmado, por isso, acrescenta, “este colóquio irá ajudar a vermos como atingir este objectivo. O importante é que haja consciência e esta troca e partilha de conhecimentos entre proprietários, comunidade científica e entidades governamentais para que possamos todos trabalhar no mesmo sentido”, concluiu.

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