Preços da gasolina, gasóleo e gás já subiram

combustiveis O preço da gasolina de 95 octanas aumentou ontem nos Açores um cêntimo por litro, enquanto os gasóleos rodoviário, colorido e marcado consumido na agricultura e nas pescas subiram dois cêntimos por litro.
Uma nota de imprensa do Governo Regional adianta que o preço do gás e do fuel para a indústria aumenta dois cêntimos por quilo, assegurando que “todos os combustíveis continuarão a ter, nos Açores, um preço máximo significativamente inferior ao preço de referência dos combustíveis no mercado nacional”.
O Governo dos Açores justifica que as recentes alterações das cotações de referência dos produtos petrolíferos registadas nos mercados internacionais vão levar a uma actualização do preço máximo de venda dos combustíveis na Região Autónoma dos Açores.
Assim, a gasolina de 95 octanas passa a custar 1,41 euros por litro, enquanto o gasóleo rodoviário passa a custar 1,19 euros por litro.
O gasóleo consumido na agricultura passa a custar 0,69 euros por litro, enquanto o preço do gasóleo consumido nas pescas passa a ser de 0,49 euros por litro.
O gás butano passa a custar 1,46 euros por quilo, enquanto o fuel industrial passa a ter um preço de 0,51 euros por quilo.
No caso da gasolina de 95 octanas, a diferença do preço máximo praticado nos Açores para o preço praticado no continente será de menos 10%, enquanto no gasóleo rodoviário essa diferença será de 12%.
Os preços dos gasóleos consumidos na agricultura e nas pescas terão uma diferença para o mercado nacional de, respectivamente, menos 20% e menos 22%.
Quanto ao gás, o seu preço por quilo passa a ser inferior em 26% ao que é praticado no continente e, no caso do fuel, o preço praticado na Região é inferior em 20% àquele que é praticado no continente.

Preço dos combustíveis não influencia utilização de carro

A evolução do preço do petróleo não tem consequências na utilização que 57% dos portugueses fazem do automóvel, ainda que 43% dos condutores nacionais inquiridos admitam que têm tendência a desfrutar mais da viatura quando o preço do combustível está baixo, mais de metade circulam com o carro independentemente das alterações nos valores do petróleo.
 Estas são algumas das conclusões do mais recente estudo do Observador Cetelem.
Os portugueses são, no entanto, mais afectados pelo preço do combustível do que outros países analisados.
É no Reino Unido (84%), Bélgica (81%), Alemanha (76%), França (76%) e Estados Unidos (76%) que os valores cobrados pelo combustível menos afectam a circulação automóvel, na medida em que os condutores se mostram mais indiferentes a este factor.
 “Muitos portugueses utilizam o automóvel como a sua forma principal de transporte. Isto significa que, seja qual for o preço do combustível, vão abastecer o seu veículo, pois precisam de se deslocar. Mesmo assim, do ponto de vista económico e da poupança, o consumo é um aspecto essencial para os condutores nacionais, como podemos observar pela sua clara preferência pelo diesel em relação à gasolina”, comenta Pedro Ferreira, Director da área automóvel do Cetelem.
 As análises e previsões deste estudo foram realizadas em colaboração com a empresa de estudos e consultoria BIPE (www.bipe.com).
Os inquéritos quantitativos aos consumidores foram conduzidos pela TNS Sofres, em Junho de 2016, em quinze países – África do Sul, Alemanha, Bélgica, Brasil, China, Espanha, Estados Unidos da América, França, Itália, Japão, México, Polónia, Portugal, Reino Unido e Turquia.
No total, foram inquiridos mais de 8.500 proprietários de automóveis.

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