600 agricultores açorianos apoiados em cerca de 1 M€ ao abrigo do SAFIAGRI III

vacas2O Secretário Regional da Agricultura e Ambiente revelou ontem, na Graciosa, que já foram aprovadas 591 candidaturas ao abrigo do SAFIAGRI III, uma medida determinada em 2015 pelo Governo dos Açores para “ajudar os agricultores a suportar os encargos com juros de empréstimos contraídos, comprovadamente destinados a investimentos nas suas explorações”.
Luís Neto Viveiros, que falava na cerimónia de lançamento da primeira pedra do Matadouro da Graciosa, salientou que estas candidaturas “representam um montante global de ajuda financeira de cerca de um milhão de euros, dos quais já estão pagos mais de 670 mil euros”.
“Cumpridos todos os procedimentos exigidos numa empreitada desta natureza, que representa um investimento público de cerca de cinco milhões de euros, é com particular satisfação que lançamos hoje a primeira pedra da construção do novo matadouro na ilha Graciosa”, afirmou o Secretário Regional, que destacou a cedência do terreno pela Câmara Municipal de Santa Cruz.
 Para o titular da pasta da Agricultura, com esta obra, o Governo dos Açores contribui para a “dinamização da capacidade exportadora da Região, através da consolidação de estruturas de recepção de animais, desmancha, transformação, preparação e valorização dos produtos da fileira da carne”.
“Recordo que, apenas nos últimos quatro anos, se registou um aumento de 34% no abate de bovinos” na Graciosa, salientou Neto Viveiros, acrescentando que, enquanto em 2012 não existia registo de carcaças para exportação, no ano passado a percentagem de abates na ilha para o mercado externo passou a ser 30% do total.
Na sua intervenção, Neto Viveiros frisou que, a nível regional, os Açores garantem o seu autoaprovisionamento em carne de bovino, expedindo uma parte significativa das carcaças abatidas e aprovadas para consumo, adiantando que, durante esta legislatura, se verificou “um aumento de 6% no número de abates, atingindo 71.171 animais em 2015”.
 “Trata-se, por isso, de um investimento público reprodutivo [na rede regional de abate], resultado da boa utilização de fundos comunitários por parte do Governo dos Açores, que revertem, integralmente, sublinho, a favor da actividade dos privados e da geração de riqueza”, afirmou.
No âmbito desta política, “estão também em curso as obras de construção do novo Matadouro do Faial e de melhoramento do de S. Miguel”, seguindo-se “a empreitada de beneficiação do Matadouro da Terceira, já adjudicada, e que aguarda o visto prévio do Tribunal de Contas”.
Estas empreitadas, inscritas na Carta Regional de Obras Públicas, respondem ao compromisso assumido pelo Governo dos Açores, através de um investimento global de 15 milhões de euros.

Ministra responde ao apelo de Jorge Rita e garante que vai apoiar agricultores dos Açores

vacas2A Ministra da Agricultura, Assunção Cristas, esteve ontem de visita à Associação Agrícola de S. Miguel, tendo almoçado com cerca de 300 agricultores.
Jorge Rita, Presidente da Associação, fez um apelo à governante para que seja revista a situação de muitos agricultores, que passaram a descontar para a Segurança Social 28%, quando antes eram apenas 8% de toda a receita bruta.
“Todos temos um discurso favorável para com os jovens agricultores, eu, a Sra. Ministra, o Governo Regional, mas quando se verifiquem estes aumentos, os jovens ficam desmotivados no sector”, afirmou Jorge Rita.
A Ministra da Agricultura respondeu, dizendo que “tudo farei para que a vossa vida seja mais facilitada; nesta questão da Segurança Social, levarei os vossos alertas para o meu colega do sector. Quanto aos seguros agrícolas, que já estão em vigor no continente, estou disponível para ajudar à Região e ajudaremos a abrir mercados e a render os vossos produtos”.
Ananás dos Açores no Parlamento Europeu

O deputado do PCP, Miguel Viegas, apresentou no Parlamento Europeu uma pergunta, solicitando resposta por escrito da Comissão Europeia, relativa ao ananás dos Açores.
“Tendo em conta a dupla insularidade que caracteriza esta região e que encarece de forma significativa os custos de produção, a produção de ananás carece de apoios por forma a resistir à concorrência do abacaxi, fruto de inferior qualidade importado sobretudo da América do Sul a preços muito inferiores”, diz o deputado.
“Pergunto à Comissão Europeia se está disponível para actualizar os apoios à produção de ananás.
Pergunto igualmente quais os apoios à produção de abacaxi em outras Regiões Ultraperiféricas, designadamente nos territórios ultramarinos franceses”, interroga o parlamentar europeu.

Agricultura foi o único setor económico que cresceu no segundo trimestre

vacas2A agricultura foi o único sector da economia açoriana com evolução positiva no segundo trimestre deste ano, registando aumentos de produção nas áreas do leite e da carne, revelam dados ontem divulgados pelo Serviço Regional de Estatística (SREA). O boletim trimestral do SREA indica que, entre Março e Junho, ocorreram quebras de desempenho nas pescas, na construção civil e no turismo, em linha com o que já tinha acontecido em algumas destas actividades nos três meses anteriores. A evolução ocorrida na economia dos Açores entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano traduziu-se num agravamento de 1,7 pontos percentuais na taxa de desemprego, que atingiu 15,6 por cento. A taxa de desemprego apurada no segundo trimestre deste ano nos Açores, superior em 0,6 pontos percentuais face à média nacional, situa-se 5,9 pontos percentuais acima da registada no trimestre homólogo de 2011. O boletim do SREA revela ainda que, no segundo trimestre do ano, se verificou uma quebra na população empregada estimada em 1,3 por cento, comparativamente aos três meses imediatamente anteriores, para 102.450 activos.

Efectuados pagamentos do resgate leiteiro da campanha 2011/2012

vacas2O Executivo Açoriano concluiu a primeira fase de pagamentos referentes ao Resgate Leiteiro levado a cabo na Região na campanha leiteira 2011/2012.
O Resgate Leiteiro é apenas uma das medidas que têm sido usadas pelo Governo dos Açores para a reestruturação do sector leiteiro, para além da melhoria genética dos animais, a formação profissional dos empresários agrícolas, as operações de emparcelamento e as reformas antecipadas articuladas com a instalação de jovens agricultores que têm permitido o aumento da competitividade das explorações agrícolas.
Os indicadores revelam que, nos últimos anos, o setor leiteiro dos Açores cresceu mais de 47 por cento na produção, apesar de terem diminuído os seus activos, melhorou muito na qualidade do leite produzido e as explorações aumentaram a sua área o que leva a que produção regional esteja melhor preparada para o anunciado desmantelamento do sistema de quotas leiteiras na União Europeia.
A exemplo do ocorrido em anos anteriores, esta ação de reestruturação do setor leiteiro açoriano, foi levada a cabo em estreita articulação com as Associações Agrícolas Regionais e a Federação Agrícola dos Açores.

Carlos César diz que apoio dado à Unileite “mostra bom uso dos recursos financeiros públicos”

 cesar-unileiteO presidente do Governo Regional doa Açores, Carlos César, afirmou ontem que o apoio dado na ampliação da fábrica da Unileite, na ilha de S. Miguel, demonstra “o bom uso dos recursos financeiros públicos”.
“É, afinal, um investimento apoiado pelo Governo em cerca de 19 milhões de euros, que mostra o bom uso dos nossos recursos financeiros públicos”, referiu Carlos César no discurso de inauguração da obra de expansão da fábrica, localizada na freguesia dos Arrifes, que teve um custo total de 30 milhões de euros.
Para o chefe do executivo açoriano, a inauguração do projecto de ampliação e modernização tecnológica vai permitir à Unileite melhorar a sua resposta aos produtores associados, às exigências de mercado e à sua própria autonomia, competitividade e sustentabilidade.
“O que conseguimos hoje é que a Unileite passe a ter a capacidade de transformação da totalidade do leite produzido pelos seus associados”, referiu, acrescentando que a cooperativa “pode reduzir os volumes enviados para transformação em pó e aumentar a valorização do produto que lhe é entregue pelos seus cooperantes”.
Segundo o governante, o “enorme percurso” da fábrica representa também “os enormes progressos a todos os níveis feitos ao longo desta década na fileira do leite e sector agropecuário em geral”.
Carlos César recordou que quando assumiu funções de presidente do Governo Regional, em 1996, encontrou uma fábrica “quase a fechar as portas” e a agricultura “em situação de pré-falência”, mas sublinhou que, passados estes ano, o sector modernizou-se.
“É mais um bom investimento do empresariado agrícola, na fileira do leite, na especialização e valorização produtiva dos Açores, da actividade exportadora, enfim, na sustentabilidade da nossa economia”, sustentou.
Carlos César frisou que o investimento realizado pela Unileite permitirá diversificar a produção e optimizar as estruturas de custo da empresa, que “fica dotada de outro e melhor potencial para assegurar os actuais mercados em que está implantada e para conquistar novos mercados de exportação”.
Para o presidente da cooperativa, Gil Jorge, o projecto de ampliação da fábrica “foi arrojado”, mas, apesar dos tempos difíceis que se avizinham e do ‘fantasma’ da abolição do regime de quotas, o futuro não é temido.
“Já arregaçámos as mangas, preparando com este projeto outras condições que nos permitem continuar a inovar e podermos ser competitivos em novos mercados”, afirmou Gil Jorge, revelando que a ampliação a fábrica duplica a capacidade instalada.
A Unileite, com 674 associados e 232 colaboradores, passa a ter capacidade para receber 600 mil litros de leite por dia.
No último ano, a fábrica da Unileite facturou 60 milhões de euros.