Dormidas na hotelaria tradicional açoriana poderão ter crescido 18% em Maio

Turistas PDL1Com base num modelo econométrico desenvolvido pelo SREA e na informação disponível até à data, nomeadamente a evolução do número de passageiros aéreos desembarcados e o valor dos levantamentos em caixas multibanco, estima-se que o número de dormidas na Hotelaria Tradicional dos Açores durante o mês de Abril terá sido de 157 mil.

Comparando com o valor divulgado para Abril de 2016, esse valor reflecte um aumento de 31% em termos homólogos.

Segundo o mesmo estudo do SREA, em Maio de 2017 desembarcaram nos aeroportos dos Açores 134.179 passageiros, um aumento de 16,7% face ao mesmo mês de 2016. 

Os passageiros com origem no estrangeiro foram 19.250, e os com origem noutras regiões do território nacional foram 59.720, implicando aumentos homólogos de 33,3% e 22,6%, respectivamente. 

 

Aumento nos levantamentos do multibanco

 

Os levantamentos em caixas ATM atingiram em Maio, nos Açores, um montante total de 50.227 mil euros, um aumento homólogo de 4,9%. 

Destes, 46 901 mil euros são de levantamentos nacionais (um aumento homólogo de 4,5%) e 3 326 mil euros dizem respeito a levantamentos internacionais, o que representa um aumento de 10,8%.

Com base no mesmo modelo econométrico desenvolvido pelo SREA, estima-se que o número de dormidas na Hotelaria Tradicional dos Açores durante o mês de Maio terá sido de 176 mil.

Comparando com o valor divulgado para Maio de 2016, esse valor reflecte um aumento de 18% em termos homólogos.

 

Continua a subir o número de passageiros desembarcados

 

Ainda de acordo com o SREA, no mês de Maio de 2017 desembarcaram nos aeroportos dos Açores 134.179 passageiros, um aumento de 16,7% face ao mesmo mês de 2016. 

Os passageiros desembarcados com origem no estrangeiro foram 19.250, originando um crescimento homóloga de 33,3%, e os com origem noutras regiões do território nacional atingiram 59.720, apresentando uma variação homóloga positiva de 22,6%.

Em termos acumulados, nos últimos 6 meses (de Dezembro de 2016 a Maio de 2017), verificou-se uma variação homóloga positiva de 17,3% no desembarque de passageiros e no trimestre terminado em maio de 2017, uma variação homóloga positiva de 20,4%. 

A ilha com maior número de passageiros desembarcados no mês de Maio foi a de São Miguel com 80.408, seguida da Terceira com 27.364 e Faial com 9.803. 

A ilha que apresentou maior crescimento homólogo foi o Corvo com 25,0%, seguindo-se São Miguel com 22,2%, Terceira com 16,2%, Flores com 12,9% e Graciosa com 11,9%. 

Em sentido inverso, as ilhas do Pico e Santa Maria registaram decréscimos homólogos de 7,4% e 0,7% respectivamente.

Empresários preocupados com falta de recursos qualificados para trabalhar no turismo

turistas1A Comissão Especializada do Turismo, da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada, esteve reunida nos últimos dias e analisou os últimos números relativos à actividade turística, elogiando o desempenho e a evolução dos mesmos.

Analisou, igualmente, o incremento já verificado no tráfego aéreo, no primeiro trimestre de 2017 e considerou que “é indispensável que a SATA Air Açores dê cabal resposta à procura dos reencaminhamentos na época alta, pois este é um elemento fundamental para o sucesso do modelo de transportes e potenciador de um aumento do turismo em todas as ilhas”.

Foi analisada também a evolução do mercado norte-americano (EUA e Canadá), “que tem vindo a registar um peso acrescido no volume das dormidas, sendo o segundo mercado emissor a seguir à Alemanha. O potencial do mercado norte-americano exige que se construam mais alternativas de transporte para aquele continente”. 

A Comissão considerou “indispensável” que haja um acompanhamento e monitorização das actividades de transporte aéreo para os Açores, de forma a “poder-se actuar preventivamente sobre situações que podem ter impacto significativo para o sector do turismo. É neste contexto, que se considera indispensável que sejam recriadas as condições para que a EasyJet possa voltar, a prazo, a considerar operar a rota dos Açores e não haja surpresas negativas como foi o cancelamento no inverno da rota Londres Ponta Delgada, por parte da Ryanair”.

A Comissão “identificou, mais uma vez, a falta de recursos humanos especializados no mercado para várias funções como um factor crítico de travagem do desenvolvimento da qualidade da oferta regional. Há, claramente, um défice de novos profissionais qualificados, bem como a necessidade urgente de requalificar os que já estão ao serviço das empresas, com especial relevo na área da restauração”.

“O trabalho que as escolas de formação vêm desenvolvendo, sendo importante, não resolve os graves problemas com que as várias actividades do sector se estão a confrontar. É necessário também outro tipo de formação, que atenda mais as necessidades mais imediatas e concretas das empresas”, alerta a Câmara do Comércio.

“A generalidade das empresas não tem, só por si, capacidade técnica e financeira para suportarem os custos com a formação necessária dos seus trabalhadores, nem com os que vão admitindo. Trata-se de uma área onde a intervenção pública, dada a natureza da formação, é indispensável”, acrescenta.

A Comissão considerou, por isso, que “é urgente e imperioso que o poder público volte a apoiar a formação dos profissionais do sector, em valores compagináveis com o contributo que este está a dar à economia dos Açores”.

A Comissão evidenciou, “mais uma vez, a preocupação com o crescimento exponencial, que se tem vindo a registar ao nível da oferta na área do rent-a-car. Esta circunstância pode vir a ser destrutiva de algumas iniciativas e de sustentabilidade, situação que carece da atenção das entidades públicas responsáveis pelo sector”.

A Comissão anuncia ainda que decidiu promover, a curto prazo, reuniões alargadas a parceiros públicos e privados, com o objectivo de analisar e reflectir sobre aspectos relevantes para o sector, numa perspectiva de desenvolver e consensualizar acções e estratégias.

 

 

Estimativa indica que dormidas na hotelaria açoriana aumentarão 15% em Abril

turistas1Com base no modelo econométrico desenvolvido pelo SREA e na informação disponível até à data, nomeadamente a evolução do número de passageiros aéreos desembarcados e o valor dos levantamentos em caixas multibanco, estima-se que o número de dormidas na Hotelaria Tradicional dos Açores durante o mês de Abril terá sido de 138 mil.

Comparando com o valor divulgado para Abril de 2016, esse valor reflecte um aumento de 15% em termos homólogos. 

Ainda com base no mesmo modelo, estima-se que o número de dormidas na Hotelaria Tradicional dos Açores durante o mês de Março terá sido de 111 mil.

Comparando com o valor divulgado para Março de 2016, esse valor reflecte um aumento de 11% em termos homólogos.

Em Abril de 2017 desembarcaram nos aeroportos dos Açores 136.748 passageiros, um aumento de 34,4% face ao mesmo mês de 2016. 

Os passageiros com origem no estrangeiro foram 16.992, e os com origem noutras regiões do território nacional foram 66 748, implicando aumentos homólogos de 40,6% e 48,6%, respectivamente. 

Os levantamentos em caixas ATM atingiram em Abril, nos Açores, um montante total de 45.051 mil euros, uma diminuição homóloga de 0,3%.

 Destes, 42.341 mil euros são de levantamentos nacionais (uma diminuição homóloga de 1,1%) e 2 710 mil euros dizem respeito a levantamentos internacionais, o que representa um aumento de 16,1%.

Recorde-se que o Indicador Avançado de Turismo, IAT-Açores, divulgado pelo SREA, com base numa metodologia própria, surge da necessidade dos utilizadores das estatísticas do Turismo conhecerem uma estimativa do comportamento das dormidas na Hotelaria Tradicional, com a antecipação de cerca de um mês.

 O IAT-Açores estima o número de Dormidas do mês n-1, em dois momentos diferentes. 

A 1ª estimativa é divulgada próximo do dia 10 do mês seguinte e a 2ª estimativa próximo do dia 25. 

A meio de cada mês n é feita a divulgação completa das dormidas, hóspedes e proveitos referentes ao mês n-2. 

Novo hotel do Grupo Bensaude reabre em Junho

neat hotel - bensaudeA Bensaude Turismo anunciou ontem que irá reabrir uma unidade hoteleira no centro de Ponta Delgada, com um “conceito inovador e diferenciador”, lançando uma nova marca.

Trata-se do Neat Hotel Avenida que, segundo adianta o Grupo Bensaude em comunicado, “segue a tendência do mercado e aposta num segmento cosmopolita e urbano viajante, que procura simplicidade e profissionalismo aliados ao que o destino oferece e representa”. 

A nova unidade hoteleira tem 120 quartos e conta com serviços como cafetaria, zona lounge, sala de reuniões e ginásio. O hotel abre no próximo mês de Junho, em ‘soft opening’, “respondendo à elevada procura que se nota pelo destino Açores neste Verão”, aponta a empresa.

“O Neat Hotel Avenida incorpora, num ambiente jovem descontraído e acessível, mas profissional e confortável, a essência e o verde dos Açores. O musgo do Parque Terra Nostra na decoração dos quartos, os painéis fotográficos que retratam a história da Avenida Marginal de Ponta Delgada e, finalmente, a utilização das pedras basálticas, reflectem o ambiente dos Açores também no interior”, refere a mesma fonte.

 

Empresa de conservação ambiental quer colocar turistas a tirar leite às vacas açorianas

Nuno CostaUma empresa açoriana está a lançar na Bolsa de Turismo de Lisboa um serviço inovador no sector do turismo nos Açores, que passa por colocar os turistas que visitam a ilha de São Miguel em contacto directo com as vacas, tão características da paisagem açoriana, ligando desta forma o sector agro-pecuário ao turístico.
Trata-se da rota do leite, promovida pela empresa de animação turística e de conservação ambiental Azores Green Mark, com sede no concelho da Ribeira Grande.
“O turista poderá ter a experiência de tirar o leite à vaca ou de fazer o seu próprio queijo. É uma experiência completamente inovadora na área turística, aproveitando a agro-pecuária que tanto existe na ilha de São Miguel”, disse ao Diário dos Açores Nuno Costa, sócio-gerente da empresa.
“Para nós, açorianos, talvez não tenha significado esse tipo de experiências, mas para os turistas é uma mais-valia e tem um significado extraordinário”, defendeu.
A rota do leite está a ser lançada pela Azores Green Mark a par de outros dois novos serviços, que são os acampamentos e a conservação ambiental por parte dos turistas.
“Lançamos agora também o acampamento em que o turista pesca o seu peixe, assa-o e faz tudo isso em contacto com a natureza. Vamos fazer isso pela ilha toda”, avançou.
Na área da conservação da natureza, Nuno Costa adiantou que a Azores Green Mark quer colocar os turistas a contribuir para a manutenção e limpeza de trilhos, como forma de apelo à consciência ambiental de quem visita a região.
“Esta actividade tem tido um primeiro feedback altamente positivo por parte dos operadores que nos visitam. O que acontece é que as pessoas, com esta experiência, podem contribuir para a preservação ambiental, enquadrando-se com a nossa equipa de manutenção e abertura de trilhos. É uma experiência totalmente inovadora no sentido de limpar o que eles próprios estão a utilizar, plantar endémicas, entre outros aspectos”, explicou o responsável.
Nuno Costa salientou que, “para quem vive numa grande cidade rodeado de betão, chegar à natureza e deixar essa marca significará muito e é esse o contributo que queremos dar ao turismo dos Açores”.
Na BTL, que está a decorrer até amanhã, Domingo, o sócio-gerente da empresa garante que as novas actividades estão a ser muito bem aceites. “Têm tido uma aceitação enorme por parte dos operadores estrangeiros”, referiu.
“Eles gostaram muito do ‘mix’ destas três ideias. Quem vai aos Açores procura a natureza e pessoas de fácil trato, que é o que somos. Além disso, por toda a ilha vemos vacas e pastos. Dar a oportunidade ao turista de estar no meio deles e dar a oportunidade de tirar leite às vacas é uma experiência única”, frisou.
“Tivemos um contacto com um operador continental que trabalha com mercado exterior, que vende para todo o mundo, com especial foco na Europa. Quando lhe falei das três actividades novas que lançamos, o operador mostrou-se muito interessado e disse que já levou turistas a fazer o mesmo tipo de actividades no Brasil, no meio da selva”, contou ao Diário dos Açores.
Contactos com operadores do Brasil é a principal novidade desta BTL, em relação a anos anteriores, salientou o responsável.
“No ano passado não tivemos este feedback do Brasil e penso que o serviço de ‘stop-over’ da TAP nos Açores nas rotas brasileiras vai trazer um incremento bastante grande em termos do mercado brasileiro para os Açores”, considerou.
Para Nuno Costa, sócio-gerente desta empresa que existe há dois anos, “é uma oportunidade única estar dentro de um pavilhão com o nome dos Açores, que é a região que mais tem crescido em termos de turismo em Portugal. A Azores Green Mark é uma empresa da área da conservação ambiental aliada à animação turística e julgamos que é do maior interesse estar neste stand”, afirmou.
O símbolo da empresa é uma impressão digital e, segundo o responsável, vai ao encontro da ideia de “deixar uma marca de natureza, uma marca verde, de sustentabilidade”. “Promovemos várias actividades, nomeadamente passeios ao longo da ilha, actividades mais radicais como o snorkeling, passeios pedestres, espeleologia, observação da natureza”.
“Outros dos factores de que nos orgulhamos de ter investido é na qualidade dos equipamentos que temos. Temos viaturas novas, moderas, recursos humanos qualificados, jovens, e isso faz muita diferença em termos da promoção turística dos Açores.
“O crescimento do turismo nos Açores tem sido enorme, mas pode chegar o dia em que vamos cometer os mesmos erros que outras regiões e temos por isso temos que apostar na qualidade”, defendeu.
“O que nós temos feito é isso mesmo: apostar na qualidade, nos recursos humanos que efectivamente possam contribuir para uma boa imagem dos Açores, com equipamentos que dignificam quem nos visita. E damos o melhor que nós temos que é a natureza, mas uma natureza sustentável e não danificada e pisada pela massificação do turismo. É precisamente este conceito que tentamos transpor a quem nos visita e que tem resultado, bem com os operadores que têm passado por aqui”, afirmou ao Diário dos Açores.
A Azores Green Mark é a única empresa nos Açores que interliga a prestação de serviços em conservação e protecção ambiental com a organização de actividades de animação turística. Tem como missão, além da protecção e conservação ambiental, desenvolver actividades de animação turísticas “que potenciem experiências reais aos seus clientes nomeadamente, através de pacotes exclusivos que evidenciam a beleza das paisagens naturais dos Açores, a história e os costumes do povo açoriano e o imenso património arquitectónico e religioso existente nas ilhas açorianas”. Na Ribeira Grande tem uma loja de turismo.

Por: Alexandra Narciso