Moody’s aumenta rating dos Açores para “Ba3”

MoodysO Governo Regional dos Açores congratulou-se ontem com o aumento do ‘rating’ da região pela Moody’s, sublinhando que isso facilita o acesso ao crédito por parte das empresas e reforça a credibilidade das ilhas junto dos investidores, refere a agência Lusa.
A Moody’s melhorou o ‘rating’ dos Açores e da Madeira na terça-feira, depois de ter subido a classificação da dívida soberana portuguesa em um nível, de “Ba2” para “Ba3”, no dia 09 de Maio.
O ‘rating’ da região autónoma dos Açores subiu de “B1” para “Ba3”, enquanto o da região autónoma da Madeira progrediu de “B3” para “B2”.
A agência de notação financeira colocou também estes ‘ratings’ sob revisão para uma nova subida, o que deverá acontecer nos próximos três meses.
Em declarações aos jornalistas em Vila do Porto, na ilha de Santa Maria, o vice-presidente do Governo dos Açores considerou que esta é uma “boa notícia” para o arquipélago, não só pela melhoria do ‘rating’ mas também pela “perspectiva positiva que a Moody’s apresenta, que permitirá voltar a subir” a classificação da região num prazo de 90 dias.
Sérgio Ávila destacou que esta evolução do ‘rating’ facilita a atração de investidores financeiros internacionais nos Açores, assim como o acesso ao crédito por parte das empresas regionais, que é neste momento “o problema estrutural mais importante” que a economia da região enfrenta.
O vice-presidente do executivo açoriano destacou ainda que a agência de ‘rating’ reconheceu “uma evolução orçamental extremamente positiva a nível da dívida” dos Açores “em relação a outras regiões com classificações “substancialmente” mais baixas, o que “reforça a sua credibilidade nos mercados internacionais.

Apoio “já permitiu ao sector produtivo açoriano vender cerca de um milhão de euros de produtos regionais”...

sergio avila1O vice-presidente do Governo Regional dos Açores revelou ontem que o Programa de Apoio à Restauração e Hotelaria para a Aquisição de Produtos Regionais (PARHAPR) “já permitiu ao sector produtivo açoriano vender cerca de um milhão de euros de produtos regionais”, afirmando ter “superado” as expectativas.
Segundo nota do gabinete de imprensa do executivo, Sérgio Ávila considerou que “este resultado é, sem dúvida, extremamente positivo, tendo em conta que já foram aprovadas 84 candidaturas, que correspondem à comparticipação aos restaurantes e hotéis da região de mais de 95 mil euros para aquisição de produtos regionais”.
“Desde a implementação do PARHAPR, mais de seis dezenas de empresas açorianas beneficiaram dos apoios previstos, o que dá bem nota da adesão que tem suscitado nesses importantes sectores da economia da região”, frisou o governante.
O vice-presidente do Governo salientou que o PARHAPR foi criado “não só como apoio aos sectores da restauração e da hotelaria, possibilitando às empresas uma redução de custos, mas também para ajudar a dinamizar a produção regional, na medida em que fomenta o consumo de produtos locais”.
“O recurso, cada vez maior, aos produtos regionais traz ganhos significativos a cada uma das economias das nove ilhas e, por consequência, à economia da Região no seu todo, quer porque concorre para a afirmação da qualidade da nossa produção, quer porque contribui para a diminuição das importações”, afirmou Sérgio Ávila.
O PARHAPR, que foi alterado após o seu lançamento, por incluir produtos que não eram produzidos na região, tem por objecto a “promoção da competitividade e inovação no sector da restauração e hotelaria açoriana, através da utilização predominante de produtos regionais.”.
Através do programa, os estabelecimentos de restauração e hotelaria poderão beneficiar de um apoio financeiro de 10% nas despesas efectuadas com a aquisição de produtos regionais.
No caso de produtos regionais com certificação ‘Indicação Geográfica Protegida’ (IGP), ‘Denominação de Origem Protegida’ (DOP), ‘Denominação de Origem Controlada’ (DOC) ou ‘Artesanato dos Açores’, o apoio financeiro é majorado em 40%, sendo, deste modo, de 14% a taxa de comparticipação a aplicar.
As declarações feitas  pelo governante não foiram acompanhadas de qualquer relatório concreto sobre a execução do programa.

Açores querem atingir “80 a 84% da média da riqueza da União Europeia em 2020”

sergio avila1O vice-presidente do Governo açoriano declarou ontem que a região pretende, no final do Programa Operacional dos Açores (POA) 2014-2020, atingir 80 a 84% da média da riqueza dos 28 estados-membros da União Europeia.
 “O objectivo que está definido é que, no final de 2020, os Açores possam ter um nível de produção e de rendimento que se situe entre os 80 e os 84% da média da UE a 28 países”, declarou Sérgio Ávila no final da apresentação da proposta do POA aos parceiros sociais, em sede do Conselho Regional de Concertação Estratégica, em Ponta Delgada.
De acordo com a agência Lusa, Sérgio Ávila considerou que “existe um consenso claro entre todos os parceiros sociais sobre a estratégia a seguir, bem como sobre as prioridades definidas em termos de investimento e os eixos considerados como essenciais”.
“Penso que criámos aqui um consenso bastante importante sobre este documento que é, sem dúvida, estratégico, que irá nortear o desenvolvimento dos Açores e fazer com que os Açores, em 2020, sejam uma região onde se possam concretizar as metas que também apresentamos em termos de objectivos”, disse.
O vice-presidente do Governo Regional considerou “essencial”, até 2020, duplicar o investimento na investigação e desenvolvimento, assegurar que 30% da população entre os 30 e os 34 anos tenha o ensino superior e definir que cerca de 45 a 53% da produção da energia eléctrica seja baseada em fontes renováveis.
Sérgio Ávila acentuou que ao abrigo do POA se pretende ainda reduzir para metade a taxa de abandono escolar precoce e situar a taxa de emprego da população entre os 20 e os 64 anos num valor superior a 70%.
“Estes objectivos visam criar um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo”, declarou.
O POA tem uma dotação global de verbas comunitárias - do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e do Fundo Social Europeu (FSE) – de mais de 1,1 mil milhões de euros.
O PIB per capita dos Açores ronda actualmente os 73% do PIB per capita médio europeu, segundo declarações recentes do director regional do Planeamento e Fundos Estruturais, Rui Amann.
Após a negociação do valor do envelope financeiro para os Açores para o período de programação 2014-2020, o processo entra agora numa fase, em articulação com o Governo da República, de submissão à Comissão Europeia das propostas de programas operacionais, no caso específico do arquipélago dos Açores, do POA.

Executivo lança projecto-piloto para “criar emprego”

Pessoas na rua - PDLDe acordo com a agência Lusa, o Governo Regional anunciou ontem o lançamento de um novo projecto para fomentar a empregabilidade e o empreendedorismo junto dos jovens entre os 20 e 29 anos, que vão “investigar ideias inovadoras de negócios para os seus concelhos”.
Segundo o executivo açoriano, “o programa IdeiaJovem Invest envolve a parceria das câmaras municipais dos concelhos de menor densidade populacional” e “consiste na partilha de ideias entre jovens dos 20 aos 29 anos, das variadas áreas de formação, e destes com o meio envolvente”, aproveitando “a criatividade inerente a esta faixa etária” e o empreendedorismo dos jovens.
Durante dois meses os jovens vão reunir e trabalhar em “espaços” disponibilizados pelas “câmaras municipais, discutindo e investigando as melhores e mais inovadoras ideias de negócio para os seus concelhos”, mas vão ter também acesso “a informação sobre as ferramentas para a criação do próprio negócio, designadamente as que foram criadas no âmbito da Agenda Açoriana para a Criação de Emprego e Competitividade Empresarial”.
Os jovens serão incentivados a apresentar, “sem restrições quanto à área económica em que se situem, projectos de negócio sustentáveis e geradores de valor acrescentado para os seus concelhos e para a região”, pelo que serão promovidas várias reuniões que permitam “o contacto directo e real com as oportunidades e dificuldades inerentes à implementação de um negócio”.
Numa primeira fase, este projecto-piloto vai abranger os concelhos do Nordeste e de Santa Cruz e das Lajes, nas Flores.
Lançado pela vice-presidência do Governo Regional, através da Direcção Regional do Emprego e Qualificação Profissional, este projecto-piloto é “inovador na área do fomento da empregabilidade e do empreendedorismo jovem”, sublinha o executivo, acrescentando que “os jovens são acompanhados por elementos da Direcção Regional do Emprego e Qualificação Profissional e da edilidade”.
Vão ser ainda “convidados a discutir e a reflectir directamente com os jovens os empresários locais, jovens empresários de sucesso e personalidades” que “possam trazer à discussão uma mais-valia efectiva, além da Sociedade para o Desenvolvimento Empresarial para os Açores (SDEA) e da Direcção Regional de Apoio ao Investimento e à Competitividade”, adianta o executivo.

Aprovados projectos do SIDER em mais de 37 milhões de euros

notasO Governo Regional aprovou, no primeiro trimestre deste ano, mais 39 projectos de investimento, no âmbito do Sistema de Incentivos ao Desenvolvimento Regional (SIDER), que irão representar um investimento privado de 37 milhões de euros.
Segundo nota de imprensa emitida pelo Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GaCS), para o vice-presidente do Executivo, trata-se de um “incremento muito significativo do investimento privado e dessa referência no contexto da economia regional”.
“As empresas açorianas têm revelado, através dos projectos de investimento que têm apresentado, uma reforçada confiança no futuro da economia regional”, afirmou Sérgio Ávila.
“A concretização desse investimento irá permitir criar um clima adicional de confiança e um incremento da actividade na Região, com reflexos muito positivos na criação de postos de trabalho e na dinamização da actividade económica regional”, acrescentou.
Por subsistemas do SIDER, no âmbito do Subsistema de Apoio ao Desenvolvimento Estratégico foram aprovadas três candidaturas em áreas relacionadas com a indústria, produção de energia com base em fontes renováveis e saúde, que totalizam 30,4 milhões de euros e permitirão a criação de 19 novos postos de trabalho.
No Subsistema de Apoio ao Desenvolvimento do Turismo foram analisadas 10 candidaturas, num valor global de 1,9 milhões de euros, que permitirão a criação de nove novos postos de trabalho. No âmbito do Subsistema de Apoio ao Desenvolvimento Local, os 23 projectos aprovados destinam-se sobretudo às áreas de comércio, restauração e serviços, perfazendo um investimento previsto de 4,5 milhões de euros e a criação de 48 novos postos de trabalho. No Subsistema de Apoio à Qualidade e Inovação foram apreciadas três candidaturas, que representam um investimento de 645 mil euros e a criação de 10 novos postos de trabalho.