Viagens no tempo: Tempo de Carnaval

Aí está mais uma quadra festiva, muito remota e que ainda leva multidões à rua, dançando, folgando, num propósito de evasão da monotonia de um ano de canseiras.
É, sem dúvida, que no Brasil o Carnaval adquire mais entusiamo com as marchas por todo o lado.
Algumas expressam letras alusivas às misérias que assolam o país, mas a maior pate delas espelha bem a alegria que leva o país ao rubro, exibindo as mais famosas marchas no famoso sambódromo do Rio de Janeiro.
Porém, o Carnaval de Veneza remonta à elegância dos tempos áureos da cidade dos Doges, como revela a imagem.
Cá para as bandas, na minha Ponta Garça, as pessoas passeavam-se vestidas de branco, que lhe cobria todo o corpo, usando para o efeito lençóis brancos, visitando a coberto do anonimato, os amigos, que não raras vezes, ignoravam a sua verdadeira identidade.
Dessa demonstração, dispensavam as máscaras, os chamados Dominós, que atraíam os curiosos, empunhando na mão uma vareta para enfiar as malassadas, que eram oferecidas pelos donos das casas visitadas.
Atualmente, e dada a influência da atividade pecuária, como a principal riqueza da freguesia, usam chocalhos, tendo como capas as peles das carcaças, depois de secas ao sol.
E assim, o Carnaval vai adaptando-se aos tempos que vão correndo.