Listas de espera para cirurgia diminuíram apenas 33 doentes num ano

hospital corredorAs listas de espera para cirurgias nos hospitais dos Açores diminuíram apenas 33 doentes de 2015 para 2016.
De acordo com os dados a que o “Diário dos Açores” teve acesso, o ano passado fechou com 9.745 doentes à espera de serem operados nos três hospitais da Região, quando em 2015 este número era de 9.778.
O Hospital de Ponta Delgada continua a ser o que detém a maior lista de espera, com 7.676 pessoas (menos 42 do que em 2015), seguindo-se o de Angra do Heroísmo, com 1.347 (menos 189 do que em 2015), e o da Horta, com 722 (mais 198 do em 2015).
No Hospital de Ponta Delgada é a cirurgia geral que apresenta a mais longa lista de espera, com 115 doentes, seguindo-se a otorrinolaringologia, com 68 doentes, a ortopedia com 39, a ginecologia com 27, a cirurgia vascular com 24 e a pediátrica com 22.
A média de espera para uma cirurgia geral não oncológica, em situação normal, é de 228 dias, se for prioritária é de 96 dias (em casos oncológicos é de 18 dias), e se for “muito prioritário” é de 23 dias (7 dias para oncológicos).
Na cirurgia vascular a média de espera é de 900 dias, a cirurgia plástica é de 863 dias, a neurocirurgia é de 759 dias e a ortopedia 556 dias.

Novo Programa Regional de Vacinação publicado em Jornal Oficial

vacina pA Portaria que define o novo Programa Regional de Vacinação está publicada em Jornal Oficial, destacando-se, entre as principais alterações, uma nova e mais abrangente vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV), com uma eficácia superior a 90% contra o cancro do colo do útero, que vai ser administrada às raparigas mais cedo, a partir dos 10 anos.
Outra novidade consiste na junção de vacinas a administrar aos dois e aos seis meses de idade, passando as crianças a receber uma vacina, na qual constam a protecção contra a hepatite B, a difteria, o tétano, a tosse convulsa e a poliomielite.
O novo Programa Regional de Vacinação prevê também o fim da vacinação universal com a BCG, sendo apenas vacinadas as crianças que pertencem a grupos de risco para a tuberculose ou as que vivem numa determinada comunidade com elevada incidência da doença.
A vacina contra o tétano também vai sofrer alterações, passando a ser administrada aos 10, 25, 45 e 65 anos de idade, passando após esta idade a ser administrada de 10 em 10 anos.
O novo Programa contempla ainda a vacinação das grávidas contra a tosse convulsa para a protecção dos recém-nascidos até poderem iniciar a vacinação contra esta doença, a partir dos dois meses de idade.
O Programa de Vacinação da Região Autónoma dos Açores, em tudo idêntico ao Plano Nacional de Vacinação, é universal, gratuito e acessível a todas as pessoas.
A aquisição de vacinas para o ano de 2017 envolve um investimento estimado em 1,1 milhões de euros, verba que compensa largamente os custos associados ao tratamento das doenças e das suas complicações.

Executivo regional dá indicação para realização de exames devolvidos sem reavaliação médica

Luis cabralA Secretaria Regional da Saúde dos Açores deu ontem indicação à Unidade de Saúde de São Miguel para que os exames devolvidos aos médicos que os prescreveram sejam realizados de imediato, sem necessidade de “reavaliação médica”.
A informação foi ontem confirmada por fonte oficial da Secretaria Regional da Saúde.
No dia 10 de Fevereiro, a Unidade de Saúde de Ilha de São Miguel confirmou que foram devolvidos pedidos de exames feitos desde 2012 aos médicos de família que os prescreveram, com vista a uma “reavaliação” clínica.
As prescrições, que diversos meios de comunicação disseram serem milhares, foram devolvidas pelo hospital de Ponta Delgada numa altura em que entrou em vigor um novo regime de convenções com entidades do sector privado nos Açores.
A 13 de Fevereiro, o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) enviou “uma orientação” aos seus associados na ilha de São Miguel em que os aconselhava a reencaminharem os pedidos de exames que lhes foram devolvidos para as direcções clínicas dos respectivos centros de saúde.
Para o sindicato, a solução para este caso deveria ser “administrativa” e defendia, por isso, que “as direcções clínicas” dos centros de saúde tinham de assegurar a realização dos exames em causa da “forma mais célere possível”.
O sindicato justificou esta orientação para que não houvesse “prejuízo da actividade clínica diária desses médicos” e classificou de “despropositada” a reavaliação clínica pedida “nesta altura” pelo conselho de administração da Unidade de Saúde de Ilha de São Miguel.
O documento deixava ainda um alerta para “a necessidade” de os médicos registarem “a data em que foi inicialmente pedido o exame”, no sentido de “salvaguardar qualquer situação de responsabilidade clínica”.
O SIM prometia ainda “denunciar esta matéria à Ordem dos Médicos” e classificou a não realização destes exames como “um grave desrespeito” pela actividade clínica dos médicos de família e pelos utentes, alertando para “sérias consequências”.
Também o presidente da delegação nos Açores da Ordem dos Médicos considerou, a 10 de Fevereiro, que esta era “uma situação inaceitável”.
“Exames pedidos em 2012, para esclarecimentos de diagnóstico ou para um seguimento planeado para situações médicas, precisavam de ser feitos na altura”, disse Jorge Santos, acrescentando que “os atrasos podem ter prejudicado gravemente os doentes, inclusive pode ter morrido alguém por não ter o diagnóstico esclarecido”.

Unidades de saúde dos Açores vão disponibilizar formação contínua aos enfermeiros

TIAGO LOPESTodas as unidades de saúde dos Açores vão passar a contar com enfermeiros “dinamizadores”, responsáveis por identificar necessidades de melhoria de qualidade do serviço prestado e por disponibilizar acções de formação aos profissionais.
 “Esses dinamizadores detectam essas necessidades, quer em termos de formação, quer em termos de eventuais défices nas práticas dos cuidados de saúde que são prestados, para que possam efectivamente depois estabelecer os tais projectos para que se melhore de forma contínua os cuidados de saúde que são prestados à população”, explicou ontem, em declarações aos jornalistas, Tiago Lopes.
O presidente da Secção Regional da Região Autónoma dos Açores da Ordem dos Enfermeiros falava, em Angra do Heroísmo, à margem da assinatura de um protocolo com a direcção regional da Saúde, em que a tutela se compromete a aliviar a carga horária destes enfermeiros, para que se possam dedicar à identificação de necessidades e à disponibilização de formação.
Segundo Tiago Lopes, há vários anos que a Ordem dos Enfermeiros tenta implementar nos Açores projectos que assegurem “padrões de qualidade de cuidados de enfermagem”, mas tem sido um processo difícil, sobretudo por falta de disponibilidade dos enfermeiros.
“Muitos dos colegas que eram dinamizadores não tinham efectivamente tempo durante o seu horário de trabalho para poder fazer estes projectos de melhoria contínua, ou seja, detectar as necessidades daquele serviço e implementar um projecto para colmatar essas necessidades” salientou.
De acordo com o enfermeiro, as instituições mostravam-se renitentes em aderir aos protocolos e muitas unidades de saúde não tinham núcleos de formação activos, para identificar as necessidades não só de enfermeiros, como de médicos ou psicólogos.
“Todos os profissionais de saúde têm de se manter actualizados ao longo do seu exercício e as unidades de saúde supostamente deveriam ter um núcleo de formação”, frisou, alegando que, por exemplo, há muitos dos profissionais de saúde a exercer na região sem “os conhecimentos mais básicos em termos do suporte básico e avançado de vida”.

Nova administração do Hospital da Ilha Terceira em funções a partir de Fevereiro

medicoO novo conselho de administração do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira entra em funções a 01 de Fevereiro e será presidido por Paula Moniz, segundo um despacho ontem publicado em Jornal Oficial.
O Governo dos Açores já tinha indicado a economista Paula Elsa de Carvalho Moniz para a presidência do conselho de administração do hospital, na sequência da demissão em bloco dos anteriores membros.
De acordo com o despacho, o novo conselho de administração integra ainda Lúcia Crisóstomo, como directora clínica, José Pedro Pires, como enfermeiro-director, e Ana Laranjeira, como vogal.
“O conselho de administração foi nomeado pela resolução do Conselho do Governo Regional e produz efeitos a 01 de Fevereiro de 2015?, refere o documento.
A demissão em bloco do conselho de administração terá surgido na sequência de um processo de averiguação de denúncias feitas pelos enfermeiros do hospital sobre o funcionamento da unidade de cuidados intensivos.
No início desta semana, a Ordem dos Médicos disse que não detectou “má prática” de medicina na unidade de cuidados intensivos do hospital e referiu que a população pode estar tranquila.
A posição da Ordem dos Médicos surge na sequência de um abaixo-assinado dos enfermeiros daquela unidade de cuidados intensivos entregue, em Fevereiro de 2014, à administração do hospital e divulgado pela comunicação social local no início de Outubro.
O documento apontava “falta de rigor técnico-científico” e de “princípios éticos e deontológicos” e “redução do investimento terapêutico”, entre outras queixas.
O abaixo-assinado dos enfermeiros deu origem a um inquérito interno e a um inquérito do Ministério Público, que ainda está a decorrer.

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