Jornalista Carlos Tomé lança novo romance

carlos tomé 2 O jornalista Carlos Tomé, agora aposentado, lança em breve “Um Perigoso Leitor de Jornais”, o seu mais recente livro.

A obra, com chancela da Artes e Letras, romanceia um acontecimento ocorrido em Ponta Delgada, em 30 de Abril de 1938, e não noticiado em nenhum dos jornais que se publicavam na cidade, pese a extraordinária dimensão das repercussões.

O que a imprensa foi, certamente, obrigada a calar, por força da acção de implacável vigilância da censura imposta pelo regime salazarista, Carlos Tomé vem agora contar com base em documentos oficiais que foi recolhendo ao longo de anos e, também, em histórias ouvidas, em família, sobre as agruras por que passou o seu avô paterno, um carteiro que acabou preso e degredado por ser, apenas, um ávido leitor de jornais.

Ao longo de 240 páginas o escritor conduz-nos pelos caminhos percorridos por esse “perigoso leitor de jornais”, partilhando com o leitor a angústia pela inexorabilidade do triste desfecho dessa caminhada, mesmo passados já quase 80 anos.

Com lançamento marcado para o próximo dia 29 de Maio, às 18h30, no Teatro Micaelense, com apresentação de Carlos César e participação do historiador Carlos Enes, este é o terceiro livro de Carlos Tomé.

O escritor publicou em 2002 “A Noite dos Prodígios e outras histórias” (contos) e em 2006 “Morreremos Amanhã” (romance), ambos muito bem acolhidos pela crítica e pelos leitores.

Carlos Tomé foi durante muitos anos jornalista na RTP-Açores, depois de ter passado por este “Diário dos Açores”, tendo exercido nos últimos anos a assessoria de imprensa na Vice-Presidência do Governo Regional.