Televisões públicas regionais de toda a Europa reúnem-se hoje em Ponta Delgada

Teatro-MicaelenseDuas centenas de delegados de todas as televisões públicas regionais da Europa vão estar, a partir de hoje, reunidos em Ponta Delgada, na 35ª Conferência do CIRCOM.

A RTP é a anfitriã deste encontro internacional, que foi organizado por uma equipa liderada pelo açoriano José Maria Lopes de Araújo, antigo Director da RTP-Açores,

 e hoje Director das Relações Internacionais daquela empresa em Lisboa.

Durante dois dias, os profissionais destas cadeias de televisão irão debater, no Teatro Micaelense, vários aspectos relacionados com a actividade televisiva, sobretudo os novos desafios que as televisões enfrentam.

Destaque para a presença do Presidente da CBC, estação de televisão pública do Canadá, que irá proferir uma conferência.

Este encontro tem o apoio do governo regional, tendo Vasco Cordeiro recebido ontem ao fim do dia uma delegação desta Conferência, que incluiu o Presidente da RTP.

 

RTP gastou mais de 3 milhões em rendas

 

A RTP gastou mais de três milhões de euros no ano passado com o arrendamento e com a conservação de edifícios. 

Os custos com a reparação e conservação de espaços ascendeu aos 808.000 euros enquanto as rendas de edifícios totalizaram 698.000 euros, sendo que a este valor é preciso juntar os 1,5 milhões de euros pagos pelo edifício-sede, em Lisboa, em sistema de leasing financeiro.

Segundo o Correio da Manhã, que se apoia em dados do relatório e contas da empresa pública de rádio e televisão de 2016, o gasto total, os já referidos mais de três milhões de euros, representam uma poupança de cerca de 150.000 euros face ao ano anterior: 930.000 euros com a reparação e conservação de edifícios, 716.000 euros em rendas de imóveis e os mesmos 1,5 milhões de leasing financeiro pelo edifício na avenida Marechal Gomes da Costa.

No ano passado, e relativamente à gestão do património imobiliário, a RTP procedeu à entrega das estações emissoras de Darque (Viana do Castelo) e Santo António (Madeira) através da denúncia dos protocolos celebrados com as entidades locais, alienou a Estação Emissora de Miramar e um imóvel em Ponta Delgada, nos Açores, e prosseguiu com a regularização dos imóveis no Monte da Virgem, Azurara, Madeira e Viana do Castelo, revela a publicação, com base no relatório.

De referir que o grupo público iniciou ainda obras de adaptação em três edifícios nos Açores: em Ponta Delgada, para integrar as equipas de rádio e de televisão, na Praia da Vitória (ilha Terceira) e na Horta (ilha do Faial).

“Antevemos mais um ano excelente e de recordes no Turismo”

Mario Fortuna - novaComo analisa os últimos números do primeiro trimestre relativamente ao crescimento do turismo nos Açores?

Os números do primeiro trimestre de 2017 são muito bons, fazendo antever mais um ano excelente e de recordes no Turismo. 

Para termos uma noção da evolução relativamente a 2014, o número de dormidas cresceu 222% para o todo da Região, 232% para S. Miguel e 280% para a Terceira. 

Este crescimento durante a considerada época baixa é uma notícia duplamente boa: pelo que representa em termos absolutos e porque indicia algum esbatimento da sazonalidade, muito graças ao tráfego nacional que supera o internacional nestes primeiros meses do ano.  

 

Comparando com o período homólogo e com os últimos anos, que conclusões se pode retirar destes números?

Comparando com o mesmo período do ano anterior há um crescimento de 10,5%, antes de se considerar os dados do alojamento local que já representaram 17% do total em 2016. 

Esta tipologia de alojamento cresceu 75% em 2016, evoluindo de 164.460 para 287.290 dormidas. 

É de esperar que esta senda de crescimento do alojamento local continue em 2017, melhorando o registo de dormidas conhecido até agora.

 

A que se devem estes crescimentos, maiores do que noutras regiões do país?

Estamos a beneficiar, naturalmente, do bom momento nacional no Turismo que, por sua vez depende da boa qualidade da oferta e da insegurança a que Portugal tem escapado. 

Acresce a novidade da acessibilidade facilitada com os preços baixos que passaram a ser normais nas passagens para os Açores. 

A concorrência conseguida com a liberalização dos mercados de S. Miguel e Terceira foi, sem dúvida o evento mais determinante parasse conseguir este fenómeno. 

Foi uma medida sem custo e com ganhos astronómicos para a economia dos Açores. 

Alie-se este contexto à qualidade da nossa oferta e temos este resultado. 

Conseguimos quebrar o bloqueio dos transportes.

 

A ilha Terceira tem razões para se preocupar com os números, que apontam para uma quebra homóloga?

A ilha Terceira está a ser afectada pelo crescimento anormal do ano anterior, fomentado por operações orientadas. 

Não seria de esperar taxas de crescimento muito elevadas este ano.

 Mesmo assim a Terceira, comparando com a referência de 2014 cresce 280% no trimestre, muito mais do que a Região ou S. Miguel. 

É um percurso invejável a todos os níveis. 

Note-se, ainda, que os dados agora divulgados ainda não contemplam o alojamento local que duplicou na Terceira entre 2015 e 2016. 

Não nos parece haver qualquer razão para preocupação, neste caso. 

O desfasamento entre o crescimento dos passageiros movimentados e as dormidas é normal na época de inverno e não será, neste caso, alheio ao início da operação Ryanair que leva muitos locais a viajarem mais.

 

A abertura de novas rotas pela Ryanair, nomeadamente Frankfurt, e as da SATA para Barcelona e Cabo Verde, perspectivam mais crescimento?

Sem dúvida que a abertura destas novas rotas vai ajudar a conseguir-se um crescimento ainda maior. 

Todo este fenómeno virtuoso a que estamos a assistir só foi possível com a entrada da Ryanair e da Easyjet, pelo que fizeram em termos de política comercial e pelo efeito de arrastamento que estão a ter. 

Seria importante voltar a criar condições para que num futuro próximo a Easyjet reverta a sua decisão de abandonar a rota de Ponta Delgada. 

Há contextos que valem ouro e o contexto que se criou, particularmente em Ponta Delgada, está a valer ouro não só para São Miguel como para toda a Região. 

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Processo de candidaturas a apoios para apicultores vai sofrer alterações

abelhas melA partir de Junho será mais fácil aos apicultores candidatarem-se a ajudas no âmbito do Programa de Apoio à Modernização Agrícola e Florestal (PROAMAF) para estimular o crescimento da apicultura, anunciou o Secretário Regional da Agricultura e Florestas.

“Já procedemos às necessárias alterações na portaria do PROAMAF, que entrará em vigor a partir de Junho”, afirmou João Ponte, após uma reunião com a direcção da Cooperativa Flor de Incenso, que se dedica à produção e comercialização de mel.

João Ponte salientou que os apicultores deixarão, por exemplo, de estar obrigados ao registo no sistema de identificação parcelar para se candidatarem a apoios, passando a ser necessário “apenas o registo apícola com indicação da localização da colónia”.

“Este era um factor muito restritivo para os apicultores apresentarem candidaturas ao PROAMAF, porque obrigava o apicultor a ser proprietário ou arrendatário do local onde colocava as colmeias”, frisou João Ponte, que também assegurou que o apoio à aquisição de material apícola “é para continuar”.

O Secretário Regional adiantou que os agricultores, para beneficiar dos apoios no âmbito do PROAMAF, necessitam de ter um rendimento mínimo anual de 5.000 euros, com excepção da apicultura, sector que tem demonstrado uma “grande evolução nos últimos anos” e é um complemento importante para o rendimento dos produtores.

 

Grupo de trabalho vai analisar estratégias para o sector apícola

 

A par destas alterações imediatas, João Ponte revelou também que será criado um grupo de trabalho com o objectivo de apresentar uma estratégia a médio e longo prazo para o setor apícola. Segundo o executivo, entre outras medidas, essa estratégia passará pela aposta no fortalecimento das organizações de apicultores, pela melhoria das condições de produção e comercialização do mel e dos produtos apícolas, além de estimular o rendimento dos pequenos e médios apicultores nos Açores.

João Ponte adiantou ainda que serão promovidas acções de formação em várias ilhas, será revista e reforçada a visibilidade do mel com Denominação de Origem Protegida (DOP) dos Açores e reforçados os mecanismos de controlo sanitário.

“A apicultura desempenha um papel importantíssimo para todo o sector agrícola, visto que as abelhas atuam como polinizadores naturais, aumentando a rentabilidade das produções agrícolas, mas também na polinização de outras plantas, preservando-as e, consequentemente, contribuindo para o equilíbrio do ecossistema e manutenção da biodiversidade”, afirmou o Secretário Regional. 

Actualmente existem nos Açores 364 apicultores, cerca de 6.000 colónias, na sua maioria colmeias, em 710 apiários. 

Açorianos com RSI aumentaram no 1º trimestre

risco pobreza gráficoQuase 2,6 milhões de portugueses estavam em risco de pobreza ou exclusão social em 2016, menos 1,5 pontos percentuais que no ano anterior, apesar de um aumento de 79 euros no rendimento mensal das famílias, segundo dados estatísticos revelados ontem.

Os números estão no Inquérito às Condições de Vida e Rendimento feito pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que contou 2,595 milhões de pessoas, entre as quais 487 mil com menos de 18 anos e 468 mil com mais de 65, em risco de pobreza e com outros problemas daí decorrentes.

Casas com falta de divisões habitáveis, sem casas de banho, apertadas e escuras são os problemas nas condições de vida que mais afectam famílias com crianças que se contam entre os que estão em risco de pobreza.

De 2015 para 2016, o rendimento médio disponível por família aumentou 79 euros, para 1.497 euros por mês, ou seja, 17.967 euros anuais. 

O valor de 2015 esteve ao nível de 2008. 

O limiar de pobreza, ou linha de pobreza relativa, que corresponde a 60% da mediana da distribuição rendimento monetário disponível mediano por adulto equivalente, foi de 5.269 euros em 2015, ou seja, cerca de 439 euros por mês. 

Consequentemente, 19,0% das pessoas estavam em risco de pobreza em 2015, valor inferior ao observado no ano anterior (19,5%). 

A taxa de risco de pobreza para a população idosa aumentou novamente em 2015, com 18,3% (17,0% no ano anterior). 

Em contrapartida, registou-se em 2015 um nova redução do risco de pobreza para os menores de 18 anos: 22,4%, o que corresponde a -2,4 p.p.  relativamente a 2014. 

A taxa de pobreza para as/os adultos em idade activa foi de 18,2%, menos 0,6 pontos percentuais (p.p.) do que no ano anterior (18,8% em 2014).

Em 2015, o risco de pobreza reduziu-se tanto para os homens como para as mulheres, continuando a atingir estas com maior impacto: 19,6% face a 18,2% para os homens.

 

Aumenta RSI nos Açores

 

O número de beneficiários com Rendimento Social de Inserção (RSI) nos Açores aumentou no primeiro trimestre deste ano, quando comparado com igual período do ano passado.

De acordo com os dados a que tivemos acesso, no ano passado havia em Março 17.470 beneficiários, passando para 18.297 em Março deste ano (mais 827).

Em comparação com o mês anterior (18.757) regista-se uma diminuição.

Quanto ao número de famílias, regista-se, igualmente, uma subida neste primeiro trimestre, comparando com o período homólogo, de 6.092 para 6.222 (mais 130).

Em relação ao mês anterior (6.376) regista-se uma quebra.

 

Autoridade Marítima tem nova embarcação ao serviço da Capitania do Porto de Ponta Delgada

embarcaçao teresa paulaApós uma profunda e prolongada reparação em que a embarcação foi praticamente reconstruída, entrou ao serviço da Capitania do Porto de Ponta Delgada, a embarcação “Teresa Paula”.

Trata-se de uma embarcação que foi lançada à água em Ponta Delgada no ano de 1963, como embarcação de pilotos da Marinha, para apoio do serviço de pilotagem no Porto de Ponta Delgada que nessa altura era assegurado por pilotos pertencentes à Marinha.

Ao longo dos anos, e mesmo depois do serviço de pilotagem ter saído fora da alçada da Marinha, a embarcação “Teresa Paula” continuou ao serviço da Capitania, desempenhando diversas actividades no âmbito das competências da Autoridade Marítima.

Em 2015, e por a embarcação apresentar um elevado estado de degradação fruto das missões desempenhadas e da sua idade avançada, a Autoridade Marítima resolveu recuperar a embarcação, devido ao seu valor histórico e polivalência, tendo-se iniciado na indústria local um profundo trabalho de beneficiação, que implicou a mudança de motor e praticamente a sua reconstrução completa, com a modernização de algumas capacidades.

Após concluída a sua reconstrução, foram feitos os testes e provas de mar necessários à sua completa operacionalidade, tendo agora entrado novamente ao serviço da Capitania de Ponta Delgada e da região.

De acordo com a autoridade marítima, “a embarcação “Teresa Paula” tem grande polivalência de funções, estando particularmente adaptada para o serviço de apoio às actividades portuárias desenvolvidas pela Capitania, tendo capacidade para transportar sinistrados em maca e apoio a acções de combate à poluição marítima”.