Açorianos com RSI aumentaram no 1º trimestre

risco pobreza gráfico Quase 2,6 milhões de portugueses estavam em risco de pobreza ou exclusão social em 2016, menos 1,5 pontos percentuais que no ano anterior, apesar de um aumento de 79 euros no rendimento mensal das famílias, segundo dados estatísticos revelados ontem.

Os números estão no Inquérito às Condições de Vida e Rendimento feito pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que contou 2,595 milhões de pessoas, entre as quais 487 mil com menos de 18 anos e 468 mil com mais de 65, em risco de pobreza e com outros problemas daí decorrentes.

Casas com falta de divisões habitáveis, sem casas de banho, apertadas e escuras são os problemas nas condições de vida que mais afectam famílias com crianças que se contam entre os que estão em risco de pobreza.

De 2015 para 2016, o rendimento médio disponível por família aumentou 79 euros, para 1.497 euros por mês, ou seja, 17.967 euros anuais. 

O valor de 2015 esteve ao nível de 2008. 

O limiar de pobreza, ou linha de pobreza relativa, que corresponde a 60% da mediana da distribuição rendimento monetário disponível mediano por adulto equivalente, foi de 5.269 euros em 2015, ou seja, cerca de 439 euros por mês. 

Consequentemente, 19,0% das pessoas estavam em risco de pobreza em 2015, valor inferior ao observado no ano anterior (19,5%). 

A taxa de risco de pobreza para a população idosa aumentou novamente em 2015, com 18,3% (17,0% no ano anterior). 

Em contrapartida, registou-se em 2015 um nova redução do risco de pobreza para os menores de 18 anos: 22,4%, o que corresponde a -2,4 p.p.  relativamente a 2014. 

A taxa de pobreza para as/os adultos em idade activa foi de 18,2%, menos 0,6 pontos percentuais (p.p.) do que no ano anterior (18,8% em 2014).

Em 2015, o risco de pobreza reduziu-se tanto para os homens como para as mulheres, continuando a atingir estas com maior impacto: 19,6% face a 18,2% para os homens.

 

Aumenta RSI nos Açores

 

O número de beneficiários com Rendimento Social de Inserção (RSI) nos Açores aumentou no primeiro trimestre deste ano, quando comparado com igual período do ano passado.

De acordo com os dados a que tivemos acesso, no ano passado havia em Março 17.470 beneficiários, passando para 18.297 em Março deste ano (mais 827).

Em comparação com o mês anterior (18.757) regista-se uma diminuição.

Quanto ao número de famílias, regista-se, igualmente, uma subida neste primeiro trimestre, comparando com o período homólogo, de 6.092 para 6.222 (mais 130).

Em relação ao mês anterior (6.376) regista-se uma quebra.