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Instituto das Irmãs Hospitaleiras responde a tutor de utente descontente com subida das diárias

edificioNa sequência de uma notícia publicada no passado dia 21 de Março de 2019, no Diário dos Açores, dando conta do descontentamento de um tutor legal de uma utente do Instituto das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, que gere a Casa de Saúde Nossa Senhora da Conceição, em Ponta Delgada, a propósito da subida das diárias, a Instituição fez chegar à nossa redacção um esclarecimento que agora reproduzimos na íntegra:

“Lisboa, 21 de Março de 2019

Foi hoje publicada no V. jornal, peça jornalística assinada por Olivéria Santos, na qual, logo no título, é identificado o Instituto das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, que gere a Casa de Saúde Nossa Senhora da Conceição, sita em Ponta Delgada, ali sendo tecidas diversas e gravosas considerações, claramente lesivas do seu bom nome e reputação.

Desde logo repudiamos a publicação de documento identificado como circular, sob o assunto “Complemento de Diárias”, documento este destinado aos utentes e famílias da Casa de Saúde e cuja publicação ao carecer de interesse para o público em geral, não pode deixar de se revelar lesivo da boa imagem do Instituto das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, quer na Região Autónoma dos Açores, como também a nível geral.

Assim, ao abrigo do Direito de Resposta e Retificação, reconhecido pelos artigos 37º nº 4 e 15º da Constituição da República Portuguesa, tendo sido objecto de referências, directas e indirectas que podem colocar em causa o seu bom nome e reputação e de referência de facto não verídicas ou erróneas, vem exercer o seu direito de resposta e rectificação, ao abrigo do artigo 24º nº 1 e nº 2 da LI, art. 59º, nº 1 e nº 2 da LR, artigo 24º, o Instituto das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, requer a publicação integral do presente texto, esclarecendo que:

1- O Instituto das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus tem convencionado com a ADSE um acordo de prestação de cuidados de saúde, em regime de internamento em Enfermaria.

2- Do que resulta da peça jornalística, o referido Tutor de utente, refere a escolha de um serviço de quarto privado e individual, o que, por maioria de razão não sendo internamento em enfermaria, corresponde a opção pessoal do utente e da sua família e como tal, sujeito a pagamento complementar.

3- É pois uma opção pessoal e familiar, o tipo de internamento escolhido e como tal sujeito a critério de racionalidade económica ajustada aos cuidados prestados e ao custo para a sua realização.

4- Assim, pautando a prestação dos cuidados por elevados níveis de qualidade e trabalhando na Ilha de S. Miguel desde 8 de Dezembro de 1973 com critérios de rigor, honestidade e transparência, aliados à racionalidade económica, não pode adaptar os aumentos já de si incapazes de fazer face aos cuidados prestados, a uma variação da taxa de inflação. 

5- É do domínio público e tem vindo a ser reconhecido pelas entidades com responsabilidade no sector da Saúde, que o Instituto das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus tem trabalhado de forma árdua, competente, honesta e hospitaleira, acolhendo, cuidando e reabilitando, com recursos escassos e limitados e atendendo à sua função social, suportando por si uma enorme fatia de custos, em benefício dos seus utentes, procurando prestar os melhores cuidados possíveis.

6- Entendemos, pois, como claramente ofensiva, desprimorosa e com clara intenção de desvirtuar o importante papel do Instituto das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus junto da comunidade, causando dano ao seu bom nome e consideração social, susceptíveis de atentar contra a sua boa reputação, as afirmações ali publicadas.

7- Repudiamos ainda por totalmente falsa e claramente ofensiva a conclusão atribuída à peça jornalística, segundo a qual “a instituição não se debate para defender os seus utentes de tal aumento selvagem”, porquanto, como vai dito, não só as diárias não são suficientes para o elevado nível de cuidados prestados, como o Instituto das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, sempre se pauta pela defesa intransigente dos direitos e garantias de todos quantos são entregues aos seus cuidados, garantido o respeito máximo pela dignidade de cada pessoa.

Concluímos pela solicitação da publicação na íntegra desta resposta e solicitação de rectificação, acompanhada de imagem idêntica à utilizada na peça jornalística visada, dirigindo a presente ao responsável pela publicação – o Director do Jornal, invocando expressamente os preceitos legais e o seu preenchimento, enviado pela forma mais célere, através de formato escrito, na edição impressa e on line para difusão semelhante ao texto lesivo do seu bom nome e reputação.

Atentamente,

Instituto das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, legalmente representado pela sua Presidente, Irmã Sílvia Maria de Carvalho Moreira”.

 

NOTA DA REDACÇÃO - Era desnecessário o Instituto das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus invocar o Direito de Resposta para publicação da sua versão dos factos, até porque a lei não permite uma resposta maior do que a notícia publicada. Mas, tratando-se de matéria importante para os Tutores, publicamos a resposta na íntegra. Quanto às qualificações e adjectivações proferidas na resposta, certamente serão dirigidas ao Tutor queixoso e não ao jornal, que se limitou a transmitir um problema que atinge, pelos vistos, muita gente na mesma situação do referido Tutor.