Artigos

Rui Rio diz que os Açores “valem 12 mil votos”: “Não é uma fortuna”

rui rioO líder do PSD voltou a referir-se ao caso da exclusão de Mota Amaral da lista do partido ao Parlamento Europeu, para dizer que o assunto, dentro do seu partido, está encerrado.

Mas adiantou mais achas para a fogueira, numa entrevista concedida à Antena 1, ao afirmar que os Açores não valem mais do que 12 mil votos, acrescentando de seguida: “Não é uma fortuna”. 

Rui Rio diz não perceber a animosidade dos Açores, mas também refere que isso vai passar.

Na corrida às eleições europeias, o presidente do Partido Social Democrata admite que perder um eurodeputado seria um mau resultado para o partido. 

Rui Rio sublinha que um resultado positivo passa por melhorar os 26,7% dos votos, obtidos nas eleições de 2014. 

O presidente social democrata contesta ainda as acusações de António Costa de que a lista do PSD simboliza o passado. 

Rio lembra que a número dois da lista é uma jovem de 30 anos, Lídia Pereira, e que este é um sinal de renovação. Rui Rio considera que Pedro Marques foi uma má escolha do PS e que a lista do Partido Socialista é um “depósito” de ex-ministros e um conjunto de desempregados políticos. 

Quanto às eleições legislativas, independentemente do resultado, o PSD deve ter como objectivo afastar o Bloco de Esquerda e PCP da esfera do poder, para que se possam fazer as reformas estruturais de que o país necessita. 

O presidente do PSD acusou BE e Partido Comunista de puxarem pela parte mais negativa do PS no que respeita à distribuição dos gastos. 

Antigamente, diz Rui Rio, distribuíam o que tinham e o que não tinham. Agora distribuem apenas o que têm, mas distribuem tudo. 

Só em casos extraordinários, Rui Rio admite um bloco central. Neste momento, o país não está numa situação de caos, por isso, diz, não é objectivo do PSD ser governo com o PS. 

Sobre os professores, além de admitir que é necessário devolver o tempo de serviço aos docentes ao longo dos próximos anos, Rui Rio propõe uma solução mista: um misto de dinheiro no eixo do tempo e a antecipação do tempo de reforma para os professores. Algo que, diz, pode não custar dinheiro, porque com a diminuição do número de crianças, nem todos os professores que se reformam têm necessariamente de ser substituídos. 

Quanto aos passes sociais, o presidente do PSD contesta a medida e o “timing”. 

Rui Rio diz que é uma medida eleitoralista e uma medida desigual já que é especialmente dirigida à Área Metropolitana de Lisboa, onde há mais votos. 

“Isto não é justo para Portugal”, afirmou.