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Caldeira Velha alvo de actos de vandalismo e roubos

vandalismo-caldeira-velhaA Caldeira Velha, próxima da Estrada da Lagoa do Fogo, é um dos espaços mais interessantes do Parque Natural da Ilha de São Miguel.
Trata-se de uma área protegida e classificada como Monumento Natural, mas que tem sido, ao longo dos últimos anos, objecto de algum vandalismo e abandono de resíduos por parte de visitantes.
A Caldeira Velha na Lagoa do Fogo está votada ao abandono e aos actos de vandalismo. Esta é a denúncia efectuada na primeira pessoa por um empresário que frequenta há muitos anos aquele recinto.
De acordo com a nossa fonte de informação durante muitos anos foram criadas as condições mínimas para que existissem as condições necessárias para acolher as centenas de visitantes, no entanto, com a passagem de responsabilidades da Secretaria Regional do Ambiente para a Câmara Municipal da Ribeira Grande a situação tem vindo a piorar dia após dia.
Segundo foi avançado ao Diário dos Açores no local é possível ver os vestiários partidos e vandalizados, alguns dos quais até de casa de banho já serviram, outra das situações denunciadas prende-se com o facto de  frequentemente serem retiradas do local plantas em grande quantidade, outro facto prende-se com a falta de limpeza no recinto.
Segundo a fonte do Diário dos Açores anteriormente a vigilância, conservação e limpeza do recinto era assegurada por um funcionários durante todos os dias em horário completo após a passagem de responsabilidades para a autarquia ribeiragrandense a vigilância e manutenção do espaço é somente assegurada durante a semana entre as 8 e as 16 horas.
Inclusive é denunciado que presentemente a zona de banhos da Caldeira Velha está muito suja, a água com muito mau aspecto e de qualidade duvidosa para a saúde pública. Em jeito de remate é possível constatar no local que os muros encontram-se destruídos, a caldeira em ebuluição apresenta uma cor negra e está praticamente seca e os turistas que ainda frequentam o local sentem-se inseguros perante os sinais de vandalismo.

Caldeira Velha alvo
de vandalismo

Marco Sousa, administrador delegado da empresa municipal “Ribeira Grande Mais”, em declarações ao Diário dos Açores  reagiu com alguma surpresa à denúncia efectuada sobre a situação da Caldeira Velha tendo em conta que a empresa responsável pela gestão e conservação do local tem presentemente como parceiros privilegiados no diálogo a Associação de Guias Turísticos e a Associação de Agentes Turísticos dos Açores que até ao momento não se manifestaram sobre qualquer anomalia na Caldeira Velha.
Marco Sousa referiu que após a cedência do local por parte da Secretaria do Ambiente à empresa municipal é objectivo dotar o espaço das “melhores condições” para acolher os visitantes. O nosso interlocutor estranha a denúncia “uma vez que até ao momento  à autarquia não chegou qualquer denúncia/ reclamação”.
Marco Sousa assume, no entanto, que a autarquia tem vindo a registar alguns actos de vandalismo nos vestiários existentes que têm sido alvo de reparação. O nosso interlocutor vai mais longe e garante que os actos de vandalismo demonstram “a falta de civismo existente entre nós tal como acontece em outros locais de São Miguel”.
Sobre o roubo de plantas na Caldeira Velha o nosso interlocutor garante que não tem qualquer tipo de “feedback” sobre esta situação, no entanto, assume que “os Vigilantes da Natureza passam no local várias vezes por dia”.
O responsável pela empresa municipal Ribeira Grande Mais faz o apelo para que todas as situações de vandalismo e roubo de plantas na Caldeira Velha sejam denunciadas às entidades competentes.

Centro Interpretativo
da Caldeira Velha

Segundo Marco Sousa presentemente existe um projecto que irá “revolucionar a Caldeira Velha e proporcionar melhores condições para quem visita o espaço natural quer seja de salubridade quer seja condições da interpretação da própria Caldeira Velha, nomeadamente, a definição das águas, dos aspectos geológicos, da fauna e da flora que será possível através do Centro Interpretativo da Caldeira Velha”.
O convite para o concurso será lançado no próximo dia 8 de Junho e está previsto que  no mês de Julho a obra arranque e fique concluída a 31 de Dezembro de 2012.
Presentemente a Câmara Municipal da Ribeira Grande é responsável pela gestão daquele espaço, incluindo a sua limpeza, manutenção e conservação, a segurança e fiscalização do local e a promoção da educação ambiental.
O Centro Interpretativo da Caldeira Velha, integralmente financiada pelo executivo açoriano, vai assegurar um acompanhamento e uma presença de gestão contínua daquele local.
O futuro Centro Interpretativo da Caldeira Velha pretende, sobretudo, promover a educação ambiental e fomentar o conhecimento do património natural.
Local de banhos há séculos e beneficiado de magníficas formações geológicas, a Caldeira Velha, cujo acesso deixará de ser gratuito, é uma reserva da biosfera de grande importância para a botânica e faunas típicas das florestas da Laurissilva, dada a grande diversidade de espécies e a elevada abundância de fetos arbóreos que povoam aquele Monumento Natural, principalmente, devido ao clima muito próprio que estimulou o aparecimento de associações de vegetação natural e floresta de espécies exóticas.
A Caldeira Velha é um repousante espaço servido por nascentes de água quente de origem termal que caem formando cascatas com água acastanhada devido à grande abundância de ferro existente na sua composição.