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SDEA diz não haver qualquer decisão para transferir Unidade de produção de isótopos

praia da vitóriaA Sociedade para o Desenvolvimento Empresarial dos Açores (SDEA) garantiu ontem que não há qualquer decisão de apoio para a instalação de uma unidade de produção e distribuição de isótopos “noutra ilha, que não seja a ilha Terceira”.
A reacção da SDEA surge na sequência da denúncia, na segunda-feira, do PSD da ilha Terceira, sobre a transferência da construção daquela unidade que estava prevista para aquela ilha, para a Lagoa, em São Miguel.
De acordo com o presidente da Comissão Politica de Ilha do PSD na Terceira, Péricles Ortins, “a empresa promotora desistiu de se instalar no Parque Tecnológico da ilha, na Terra Chã, por não ter conseguido, ao longo de mais de três anos, as condições mínimas para levar em frente este investimento nos antigos terrenos da Universidade dos Açores, pois nem a escritura do terreno conseguiu fazer”,
Numa conferência de imprensa, o dirigente social-democrata disse que a empresa Isopor propôs a exploração de duas unidades de prestação de serviços de apoio ao diagnóstico clínico por imagem, nas ilhas de São Miguel e Terceira, estando ainda prevista a instalação de uma unidade de produção e distribuição de isótopos na Terceira, acrescentando que o projecto foi aprovado pela Agência para a Promoção do Investimento dos Açores (APIA), em 2008, sendo reconhecido como Projecto de Interesse Regional dois anos depois.
Na reacção, a SDEA assegura em comunicado que “até à data o promotor nunca enviou qualquer informação sobre qualquer alteração à configuração do projecto”, assim como também “não submeteu a candidatura ao Subsistema de Apoio ao Desenvolvimento Estratégico, na Direcção Regional de Apoio ao Investimento e à Competitividade, entidade gestora do SIDER”.
“Não há qualquer decisão de apoio para instalação de uma unidade desta natureza noutra ilha, que não seja a ilha Terceira”, refere ainda um comunicado da SDEA, salientando que “foi exactamente nesse pressuposto que o Governo dos Açores não só cedeu, a título definitivo um lote de terreno ao promotor, para construir os edifícios e infraestruturas para o efeito, como também considerou o Projeto de Interesse Regional, para efeitos de ampliar o apoio a investimentos a efectuar”.