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Açorianos revelam ainda pouco à vontade com linguagem económica

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Os açorianos revelam ainda pouco à vontade quando são confrontados com a linguagem económica, envolvendo conceitos financeiros, sobretudo ligados ao crédito.

A conclusão é de um estudo efectuado pelo Observador Cetelem, uma marca do BNP Paribas Personal Finance, presente em Portugal desde 1993.

Há um desconhecimento em geral na população portuguesa, apesar do aumento da percentagem de pessoas que conhecem o significado das mais variadas expressões financeiras. 

Os conceitos financeiros “juros”, “taxas de câmbio” e “dívida pública” fazem, cada vez mais, parte do vocabulário e são das expressões mais conhecidas pelos inquiridos do Observador Cetelem Literacia Financeira.

Com efeito, os portugueses parecem estar confiantes do seu nível de literacia financeira, mas quando confrontados com 19 expressões financeiras, não demonstraram o mesmo à vontade. 

Embora tenha aumentado a percentagem dos que conhecem os conceitos financeiros sugeridos, existiu também uma diminuição da percentagem daqueles que referem já ter ouvido falar, mas não sabem o que é. 

Por outro lado, também se registou um aumento dos que admitem não conhecer sequer o que significam estes conceitos.

Entre as expressões sugeridas, nos arquipélagos dos Açores e Madeira, “juros” parece ser a mais conhecida, pelo menos para 82% dos inquiridos. 

Em segundo lugar a expressão “taxa de câmbio”, reconhecida por 63% dos habitantes inquiridos e por último, 53% afirma conhecer a expressão “divida pública”.

Prova também, do baixo nível de literacia financeira é o facto de a maioria desconhecer os conceitos associados ao crédito, pois apenas um quarto dos inquiridos indica ter esse conhecimento. 

Entre esses conceitos, TAEG é o mais conhecido, com 48% já ter ouvido falar e saber o que é.

“Certos conceitos e expressões financeiras fazem parte do nosso dia a dia e o seu conhecimento é essencial para tomar decisões mais adequadas. A formação financeira, desde cedo, é importante e o regulador nacional é um caso de exemplo a nível europeu que, a par das Instituições Financeiras e das Escolas tem feito um enorme trabalho para os mais novos”, afirma Leonor Santos, Directora de Compliance e Jurídico do Cetelem.  

Resultado da percepção da necessidade de uma maior compreensão de temas deste cariz, acima de dois terços dos pais assumem preocupar-se com a educação financeira dos filhos – 68% dos inquiridos em 2018, 2 pontos percentuais acima do expresso no ano transacto.

 

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