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Árvores de Natal começam a ser vendidas no parque da Madruga amanhã...

A Feira da Árvore de Natal vai abrir já amanhã, quinta-feira, no parque de estacionamento da Madruga, em Ponta Delgada, permanecendo naquele espaço até 24 de Dezembro.

No sorteio realizado ontem, na Câmara de Ponta Delgada foram emitidas 27 licenças para venda de árvores de Natal no parque de estacionamento da Madruga, na Avenida Antero de Quental.

No espaço poderão ser adquiridos, além das árvores, que variam entre o pinheiro, a criptoméria e o cedro, outros ornamentos natalícios naturais.

Como habitualmente, a Câmara Municipal de Ponta Delgada, com a realização desta feira, pretende incrementar o comércio de árvores de Natal na cidade.

Desta forma, a autarquia cria mais oportunidades a quem, nesta altura do ano, se dedica à venda de árvores de Natal.

Especialistas reúnem-se para debater estratégia global de gestão dos Oceanos

mergulhadorA concertação global no que diz respeito às estratégias de governação e sustentabilidade dos oceanos é uma das principais metas estabelecidas no contexto internacional na área do ambiente e da protecção dos oceanos. De 1 a 3 de Dezembro, investigadores e especialistas nacionais, da União Europeia e dos EUA vão estar reunidos, na Horta, Açores, numa iniciativa promovida pela Fundação Luso-Americana (FLAD), em colaboração com a Direcção Regional dos Assuntos do Mar e com o ISPA-Instituto Universitário.

Esta iniciativa – coordenada pelo Steering Committee composto por Charles Buchanan (FLAD), Emanuel Gonçalves (ISPA), Thomas Malone (University of Maryland) e Margaret Davidson (NOAA), entre outros – tem como objectivo abordar duas questões estruturais na gestão dos oceanos. Por um lado, quais os próximos passos a tomar pelas nações transatlânticas e pelos stakeholders numa perspectiva Portugal-EUA, de forma a reforçar o posicionamento geoestratégico de Portugal e, em particular dos Açores. Por outro lado, identificar as prioridades ao nível do desenvolvimento sustentável que devem constituir a contribuição portuguesa para os instrumentos de gestão europeia associados à política comum de pescas e à directiva quadro estratégia marítima.

Ao longo de três dias, será definido um plano de acção global e integrado que permita abrir caminho para uma intervenção concertada entre Portugal e os EUA, focado na sustentabilidade das actividades marítimas. Para além disso será dada uma oportunidade para a apresentação das principais recomendações internacionais com vista ao reforço da cooperação transatlântica, incentivando o diálogo entre diversos stakeholders globais. As principais conclusões serão publicadas num livro, e pela FLAD será elaborado um relatório da reunião para disponibilizar aos decisores políticos, e será ainda publicado um artigo pelos organizadores numa revista científica.

O encontro junta universidades portuguesas e norte-americanas, nomeadamente a Universidade dos Açores, Lisboa e Coimbra, o ISPA – Instituto Universitário, a Universidade de Califórnia, em Santa Bárbara, a Universidade de Maryland, a Universidade de Duke e a agência norte-americana EPA (Environmental Protection Agency). O evento decorre na cidade da Horta onde está sediado o Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, de reconhecido prestígio internacional pelo trabalho desenvolvido nesta matéria.

Esta iniciativa surge no seguimento de duas conferências realizadas na FLAD, em Outubro de 2010 e Abril de 2011, dado que os Oceanos são uma área estratégica no plano de acção da Fundação, que tem dinamizado esta área através de inúmeras colaborações a nível internacional.

Sata Rallye coincide com o arranque das Romarias

romeiros_grande_180_180A prova açoriana de automobilismo irá em 2012 abrir a temporada do Intercontinental Rallye Challenge. O rali vai para a estrada a 23 Fevereiro coincidindo nesta data com o arranque dos primeiros ranchos de romeiros para a estrada.

Segundo dados oficiais já é a conhecida a data em que se realizará o Sata Rallye Açores 2012. Tratar-se-á da primeira prova do calendário do Intercontinental Rallye Challenge (IRC) e irá para a estrada logo no mês de Fevereiro, entre os dias 23 e 25 na ilha de São Miguel.

O anúncio da data , ontem, acabou por revelar-se uma surpresa para muitos tendo em conta que as primeiras datas previstas indicavam que o rali se deveria realizar nos meses de Abril, ou Maio. De acordo com os responsáveis pelo IRC optaram o SATA Rallye Açores será a prova de abertura do campeonato.

Ontem, na rede social Facebook foi possível ler-se diferentes posições sobre a realização da prova em Fevereiro. Um dos utilizadores da rede social defendeu que "uma data pouco boa, diga-se de passagem..... as Romarias saem para a estrada no dia 25 de Fevereiro às 5 da manha! é de uma falta de sensibilidade por parte de todos! só espero que nenhum mal aconteça!". Por outro lado outro utilizador referiu-se "aos riscos que a data comporta, conhecendo-se o clima açoriano e a especificidade do período que a ilha de São Miguel vive, nessas datas... É estranho e não me parece de grande sensibilidade..". Por seu turno, um terceiro utilizador defendeu que "a data é de facto discutível! Logo a seguir ao Carnaval. Mas parece-me uma boa aposta que se faça o Rallye no fim do Inverno ou na Primavera, altura em que as unidades hoteleiras, a restauração, rent-a-car, etc, precisam de um estímulo. No Verão, têm boas taxas de ocupação,". Por último foi ainda defendido que " as romarias Quaresmais não podem ser colocadas em perigo devido à realização do último dia de prova do Sata Rallye pois são centenas de romeiros nas estradas micaelenses que nunca poderão ser postos em causa devido a uma prova de automobilismo. Exige-se que alguém tome medidas urgentes!!.

Este é assunto que garantidamente irá dar muito que falar, contamos muito em breve apresentar a posição do Grupo Desportivo Comercial, responsável pela organização da prova, bem como a posição do Grupo Coordenador do Movimento de Romeiros de São Miguel.

Recorde-se que logo após o Carnaval para os católicos inicia-se a Quaresma. Em São Miguel existe a tradição secular das Romarias Quaresmais, cujos primeiros registos remontam ao século XVI

Todos os anos, e durante uma semana, grupos de homens dão a volta à ilha de São Miguel trajando uma indumentária tradicional (xaile, lenço, saco para os alimentos, bordão e terço) em cumprimento de promessas ou numa jornada de meditação.

Até à Páscoa vão sair todas as semanas mais de 10 ranchos por cada concelho da ilha, pernoitando em casas particulares ou salões paroquiais.

Denominam-se Romeiros de São Miguel os grupos de católicos que, organizados em ranchos por localidades, se propõem visitar, durante o Tempo da Quaresma, o maior número de Igrejas e Ermidas de São Miguel, cantando e rezando em todo o percurso

Pedro Câmara apresenta o seu primeiro livro “Perfumes” reúne a poesia e um lado do autor

É já no próximo dia 30 de Novembro, pelas 19h30, no Auditório C da Universidade dos Açores que o jovem escritor Pedro Paulo Câmara apresenta o seu primeiro livro intitulado "Perfumes". Pedro Câmara assume que no acto de escrever é solitário e silencioso. Garante que precisa de espaço e de tempo. Define-se Ilhéu de nascença, de corpo, mas não de alma e isso permite-o viajar. Desde de sempre que carrega consigo o desejo de escrever um livro.

Pedro Câmara estreia-se na escrita com "Perfumes" um livro onde a poesia é a posta forte. A obra encerra diversas composições poéticas em que o leitor terá a oportunidade de se aperceber da existência de uma luta constante entre o sujeito poético e as suas palavras, reflexo de um sentir muito próprio.

 

D.A: -Quem é Pedro Paulo Câmara?

P.C. -

 

D.A: - Esta postura de vida está, de alguma forma, relacionada com a sua escrita?

P.C. -

 

D.A: - Há quanto tempo a escrita faz parte da sua vida?

P.C. -

Lembro-me sempre, em adolescente, revolvendo lá os baús de família, encontrei uns volumes, com uma caligrafia deliciosa, com textos da primeira metade do século XX. Nesse instante, apaixonei-me e pensei: gostaria que, daqui a outros tantos anos, alguém abrisse uma arca qualquer e lá no fundo encontrasse um livro da minha autoria. A partir desse dia, comecei a escrever e a guardar os meus textos.

 

D.A: - Como se processa o seu ato de escrita?

P.C. -

Às vezes há uma palavra, um gesto, uma situação, um até mesmo um perfume que despoleta uma torrente de palavras que se transformam em frases, frases que se transformam em parágrafos, parágrafos que se metamorfoseiam em textos.

 

D.A. - Esta obra é a sua primeira publicação. Porquê só agora?

P.C. -

Já plantei a árvore, pensei que esse seria o passo seguinte. Na calendarização da minha vida estava na altura certa. Felizmente tive quem me apoiasse, muita conselheira voz amiga, muito sorriso e uma editora que viu potencial no Perfumes.

 

D.A: - Porquê intitular a obra de Perfumes?

P.C. -

 

D.A: - Fale-nos um pouco do seu livro.

P.C. -

 

D.A: - Tem já mais algum projeto em mãos?

P.C. -

 

D.A: - E pode falar-nos um pouco dele?

P.C. -

 

D.A: - O que nos pode dizer acerca do lançamento do livro?

P.C. -

A sessão de lançamento do livro decorrerá no próximo dia 30 de Novembro, pelas 19h30, no Auditório C da Universidade dos Açores e a apresentação da obra estará a cargo da Docente Rosa Maria Simas. A sessão está aberta ao público em geral e pretende-se que seja um acontecimento muito informal, com rostos amigos e um ambiente, acima de tudo, de tranquilidade e amor às letras.
Tenho mais um volume de poesia quase pronto. Porém, o Perfumes esperou anos até que o enviasse para uma editora. Logo, não sei quando trarei outra obra a público. Gostaria, confesso, porém, de publicar prosa. O tempo o dirá.
Sim.
O Perfumes é poesia. A obra encerra diversas composições poéticas em que o leitor terá a oportunidade de se aperceber da existência de uma luta constante entre o sujeito poético e as suas palavras, reflexo de um sentir muito próprio. Mais do que isso não posso dizer, senão incorro no risco de influenciar aqueles que possam vir a ler o livro. Acima de tudo, será aquilo que cada leitor quiser encontrar.
Porque um perfume não tem limites. Invade-nos mesmo que não queiramos.
Considero que não vale a pena apressar os desejos ou os sonhos. Sempre quis publicar um livro.
No meu caso o acto de escrever é solitário e silencioso. Preciso de espaço e de tempo. A insularidade oferece ambos. Sou ilhéu de nascença, de corpo, mas não de alma e isso permite-me viajar.
Desde que me lembro. Sempre gostei de ler e de escrever. Para mim, são duas faces da mesma moeda, completam-se. Aliás, quanto mais leio, mais vontade tenho de escrever e vice-versa. O facto de viajar através das palavras de outros faz-me entrar em mundos que só eu conheço. Nem sempre gosto do que escrevo, confesso. E não raras vezes gosto do que leio.
Sim, claro. A escrita é, para mim, um processo de (re)descoberta constante. Ora descubro as palavras, ora descortino as vozes que me habitam, ora encontro-me a mim próprio. Tem dias!
Não sei bem quem sou, ainda. Habito o nome que os meus pais me ofereceram, faz já trinta e um anos. À partida, sei que me chamo Pedro e que o meu sobrenome é Câmara. Todo o resto ainda estou a descobrir. Para mim, escrita e vida cruzam-se.

AMRAA assina protocolo com a PT para “serviços com condições específicas”

joao-ponteOs 19 municípios da AMRAA vão passar a ter acesso a serviços de comunicações fixos e móveis em condições específicas.
O protocolo assinado entre a Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores e a Portugal Telecom foi assinado tendo contado com a presença de João Ponte, Presidente da AMRAA, de César Malheiro, Diretor Operacional de Negócios da PT para os Açores e de António Caria, Assessor do Presidente Executivo da PT Portugal SA.
Trata-se de um protocolo de consumo que visa disponibilizar um conjunto de vantagens para os colaboradores dos municípios que desejem aderir a este novo serviço e que engloba um leque variado de serviços fixo e móvel.
Esta é uma iniciativa que vem reforçar o interesse da associação em proporcionar benefícios às autarquias, e seus trabalhadores, com evidente impacto no bem-estar familiar.
Aliás, este foi um dos grandes propósitos deste protocolo e que segundo João Ponte, Presidente da Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores, vem ao encontro daquilo que tem sido a apologia da AMRAA, a de defender os seus associados, especialmente num período de crise económica e que muitos impactos negativos têm tido ao nível do Poder Local.
Numa altura em que a redução de custos é imperativa tanto dos municípios, como nas famílias portuguesas, estas condições, entretanto já protocoladas entre a AMRAA e a PT, vão ao encontro dessa necessidade, oferecendo a todos os colaboradores dos municípios açorianos vantagens na adesão aos serviços de telecomunicações do grupo Portugal Telecom.