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Ricardo Moura é Campeão Nacional de Ralis

RicardoMouraO piloto micaelense Ricardo Moura é o novo campeão nacional de ralis em absoluto.Ricardo Moura conquistou o título inédito para os Açores, ao vencer no passado fim de semana o Campeonato de Portugal de Ralis em absoluto.
O açoriano Ricardo Moura ao volante do Mitsubishi Lancer Evo IX  finalizou em segundo lugar no Rali de Mortágua, com o tempo total de 1h02m37s3.
Com este segundo lugar, Ricardo Moura passou a somar 128 pontos, enquanto que o piloto Vítor Lopes, 2º na geral, contabilizou um total de 96 pontos.
A conquista alcançada este fim de semana por Ricardo Moura é histórica uma vez que pela primeira primeira vez um piloto dos Açores conquistou o campeonato de Portugal de Ralis em absoluto.
De acordo com a “Autosport” Vítor Lopes venceu a penúltima prova do campeonato nacional mas não evitou a conquista do título nacional por parte de Ricardo Moura. Ao piloto do Mitsubishi Lancer Evo IX bastava terminar nos quatro primeiros, tendo o micaelense fechado o rali em 2º, a 30s8 do primeiro lugar.
Recorde-se que  após a conquista dos títulos açorianos e o de produção, Ricardo Moura marcou em Mortágua o nome Açores no “livro de ouro” do Campeonato de Portugal de Ralis. O segundo lugar alcançado por Ricardo Moura chegou e sobrou ao jovem piloto micaelense que ao longo dos anos já detém nos seus palmarés os títulos de Campeão dos Açores de Ralis de 2 Rodas Motrizes 2001, 2003, Campeão de Portugal de Ralis de Produção 2010, Tetra Campeão dos Açores de Ralis 2008, 2009, 2010, 2011.
De acordo com a “ViseuMais” Ricardo Moura e António Costa levaram o Mitsubishi Lancer Evo IX ao segundo lugar no Rali de Mortágua, resultado mais do que suficiente para que o piloto, quatro vezes campeão dos Açores, pudesse festejar o título.
“É fantástico ter chegado ao título absoluto. Ser Campeão de Portugal de Ralis é uma enorme alegria, ainda mais quando é a primeira vez que um piloto açoriano alcança este objectivo. Sinto-me igualmente feliz por ter conseguido dar à ARC Sport o seu primeiro título absoluto. Foi uma equipa que ao longo de todo o campeonato demonstrou sempre um elevado grau de profissionalismo e uma dedicação extrema. Como açoriano estou bastante orgulhoso por ser Campeão Nacional, tendo a convicção de ter conseguido um excelente retorno para a região ao longo deste ano”, afirmou Ricardo Moura ao festejar o resultado alcançado.
Em relação à prova, Ricardo Moura não podia arriscar uma luta pela vitória, apesar de ter terminado o primeiro dia na liderança: “O nosso objectivo era o campeonato e por isso tentei gerir o nosso andamento no segundo dia, não arriscando nada, principalmente no troço maior, pois poderia deitar tudo a perder”, concluiu o piloto.

Carlos César “feliz” pela
conquista de Ricardo Moura

Carlos César manifestou “a sua grande satisfação e justificado orgulho, enquanto açoriano e Presidente do Governo Regional”, pela conquista de mais um título de campeão nacional alcançada por um açoriano.
Em mensagem que fez chegar ao automobilista Ricardo Moura – momentos após a conclusão, ao princípio da tarde de domingo, do Rali de Mortágua, no qual o jovem piloto alcançou o segundo lugar e, assim, somou os pontos necessários à conquista do Campeonato Nacional de Ralis – Carlos César sublinhou que “este título pontua uma carreira de grande brilhantismo, que certamente irá registar outros triunfos ao mais elevado nível, e reforça o já assinalável prestígio do desporto açoriano.”
Num ano de extraordinários feitos de atletas e equipas dos Açores em diversas modalidades, o título de Ricardo Moura – o primeiro alcançado por um automobilista da região – “vem estimular ainda mais os desportistas açorianos na procura da excelência, o que o Governo Regional continuará a apoiar no limite das suas competências e possibilidades”, disse ainda Carlos César.

*Fotos retiradas da Pagina Oficial de Ricardo Moura no Facebook

Concurso para construção de dois ‘ferries’, prorrogado até 31 de outubro, já recebeu três propostas

O concurso para a construção de dois navios de transporte de passageiros e viaturas para operar nas ligações entre Faial, Pico e S. Jorge, nos Açores, hoje prorrogado até 31 de outubro, já recebeu três propostas de candidatos.
“Nove entidades levantaram o caderno de encargos e três já apresentaram propostas”, revelou à Lusa uma fonte ligada ao processo deste concurso.
A fonte salientou ainda que a prorrogação do prazo de entrega de propostas, sexta-feira publicada no Diário da República, foi originada pelo “pedido apresentado” por um dos potenciais concorrentes, que “alegou dificuldades na tradução do caderno de encargos”.
A Atlânticoline, empresa de capitais regionais responsável pelo transporte marítimo de passageiros entre as ilhas dos Açores, lançou em meados de setembro um concurso para a construção de dois ‘ferries’ que vão operar nas ligações entre as Ilhas do Triângulo.
Um dos navios tem capacidade para 333 passageiros e oito viaturas, enquanto o outro pode transportar 246 passageiros e 12 viaturas, medindo ambos 40 metros de comprimento.
O concurso tem um valor global de 18,72 milhões de euros, esperando a Atlânticoline que os navios possam ser entregues em agosto e outubro de 2013.
Este concurso foi lançado depois de o anterior ter sido encerrado em agosto na sequência da desistência do único concorrente que tinha sido convidado a apresentar proposta.
O concurso que agora decorre mantém as condições que suscitaram críticas dos estaleiros nacionais, que alegam não conseguir cumprir os requisitos necessários para concorrer.
A Associação das Indústrias Navais criticou as condições do concurso, frisando que inviabilizam a participação dos estaleiros nacionais, tendo a situação originado um pedido de intervenção dirigido pelo secretário de Estado da Defesa ao Governo dos Açores, no sentido de assegurar a participação dos estaleiros portugueses neste concurso.
Na resposta, o executivo regional reafirmou que os requisitos do concurso não inviabilizam a participação de estaleiros nacionais, lamentando que, em lugar de criticar, não se trabalhe para construir uma proposta vencedora.

AIPA apresenta Festival “O Mundo Aqui” em Novembro na cidade de Ponta Delgada

Graca-CastanhoA Directora Regional das Comunidades presidiu, ontem, à apresentação oficial da 4ª edição do festival “O Mundo Aqui”, que decorreu em Ponta Delgada. O festival, organizado pela AIPA, Associação dos Imigrantes nos Açores, decorre de 4 a 6 de Novembro nesta cidade micaelense.
Após ter congratulado os organizadores do festival pela sua grandiosidade em termos de qualidade e quantidade de acções, pela transversalidade, uma vez que oferece propostas para todas as idades e pela presença de um vasto número de países, Graça Castanho lembrou que “a Direcção Regional das Comunidades, ao apoiar iniciativas como “O Mundo Aqui” e actividades de associações e pessoas individuais que desenvolvem trabalho em prol das comunidades imigrantes, está a contribuir para a construção do presente e do futuro não só dos Açores, mas do mundo global que se quer diverso e multicultural, onde os valores da liberdade, democracia e respeito pela diferença devem imperar”.
Estabelecendo um paralelismo entre os emigrantes açorianos, radicados no estrangeiro, e os imigrantes a viver nos Açores, Graça Castanho referiu que ”apesar das dificuldades do momento histórico, quer uns quer outros continuam a lutar pela integração, pelo direito ao trabalho e à felicidade, nunca cruzando os braços perante as adversidades da vida. É esta capacidade de contornar obstáculos que melhor caracteriza os imigrantes pelo mundo fora. São, de facto, seres humanos determinados, com objectivos na vida e prioridades bem definidas”.
O Festival Mundo Aqui, apoiado pela Direcção Regional das Comunidades, é, sem dúvida, um momento privilegiado de “mostrar ao mundo a grandiosidade dos Açores, um arquipélago que acolhe, com qualidade e segurança, indivíduos de 86 nacionalidades diferentes”, acrescentou a Directora Regional das Comunidades.
Graça Castanho informou ainda que a Direcção Regional das Comunidades, nas últimas décadas, tem-se colocado ao lado das populações migrantes, contribuindo com os seus apoios, a realização de acções no terreno e atendimento ao público imigrante, em todas as ilhas dos Açores, para o bem-estar e a integração desta população que muito honra todos os açorianos e açorianas. “Os Açores de hoje nada têm a ver com a homogeneidade do passado. Hoje somos parte integrante do mundo porque o mundo está aqui representado”, concluiu.

Recolhidos mais de 9 mil litros de óleo usado na Ribeira Grande

A Câmara Municipal da Ribeira Grande recolheu entre os meses de Janeiro a Setembro, mais de 9 mil e 500 litros de óleo doméstico usado. Um volume muito positivo e significativo, passado um ano após a implementação deste sistema de recolha, com a distribuição de oleões pelas catorze freguesias do concelho. 
A maior quantidade de óleo usado foi recolhida no Canal Horeca (hotéis, restaurantes e cafés), Escolas e Cantinas, totalizando os 5364 litros. 
Nos 14 oleões distribuídos pelas freguesias, foram recolhidos em igual período 4137 litros de óleo alimentar doméstico.
A maior quantidade de óleo recolhido nos oleões surge nas freguesias de maior densidade populacional, ou com maior número de hotéis, restaurantes, cafés e escolas. São os casos de Matriz (657 litros); Conceição (634 litros); Maia (393 litros); Pico da Pedra (598 litros) e Rabo de Peixe (377 litros). Uma recolha crescente e significativa, demonstrando uma cada vez maior sensibilidade para as questões ambientais, tem surgido em pequenas localidades do concelho, como Calhetas, Fenais de Ajuda e Lomba de São Pedro, com valores que rondam aos 30 e os 90 litros, nos últimos nove meses deste ano.
No caso do canal Horeca, as freguesias urbanas de Conceição, Matriz e Ribeira Seca lideram as estatísticas, com valores de recolha a oscilar entre os 700 e os 1600 litros.
A recolha dos óleos está a cargo da Equiambi – Equipamento, Serviço e Gestão Ambientais que está a operar no concelho da Ribeira Grande ao abrigo de um protocolo de cooperação assinado com a Câmara Municipal.
Os óleos recolhidos serão depois transformados em Biodiesel, em que parte deste combustível é utilizado nas viaturas da Câmara Municipal.
Os 14 oleões, com capacidade para 360 litros, estão colocados junto a ecopontos existentes nas freguesias, sendo os estabelecimentos de ensino os locais privilegiados.
Este é mais um serviço prestado pela autarquia para a preservação do ambiente, ao qual se junta a recolha de vidro, papel, metal, plásticos e monstros.

Coronel Sérgio Ferreira é o novo comandante da Base das Lajes

O coronel Sérgio Ferreira é o novo comandante da Base Aérea n.º 4, nas Lajes, na ilha Terceira, substituindo no cargo o coronel Alexandre Figueiredo que terminou a sua comissão de serviço, disse ontem à Lusa fonte militar.
A transmissão do comando na Base das Lajes está prevista para 25 de Outubro, numa cerimónia nesta base militar portuguesa instalada na ilha Terceira, afirmou Alexandre Figueiredo, no final de uma audiência com o representante da República para os Açores para apresentação de cumprimentos de despedida.
“As Lajes continuam a ser um ponto geoestratégico fundamental no Atlântico, em qualquer cenário, como foi o caso do sismo do Haiti, apoiando as inúmeras aeronaves estrangeiras que prestaram auxílio àquele país”, frisou o responsável militar.
Alexandre Figueiredo salientou ainda que Portugal tem beneficiado da posição geoestratégica desta base militar portuguesa e da presença norte-americana nas Lajes.
“Sem os Açores, o país não teria a projecção internacional que tem e teria um papel mais diminuto do que aquele que tem”, afirmou, referindo ainda a importância dos gastos que a presença militar norte-americana gera no comércio local.
Por outro lado, salientou o papel da Força Aérea Portuguesa “no apoio a evacuações sanitárias entre as nove ilhas açorianas e na busca e salvamento de pessoas e embarcações no oceano Atlântico”.