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Roteiro Para o Desenvolvimento de Economia Solidária termina com “saldo muito positivo”

O Roteiro Para o Desenvolvimento de Economia Solidária, promovido pela CRESAÇOR, encerrou quarta-feira no Auditório da Povoação com um saldo muito positivo. " Tivemos públicos muito diversificados a participar nos debates, quer dirigentes das organizações presentes, quer de outras que estão no terreno a trabalhar com públicos desfavorecidos. Foi muito bom", afirmou Célia Pereira, da CRESAÇOR.

Esta foi a primeira edição do Roteiro, mas muitas outras estarão por vir, a julgar pela intenção da organização, uma vez que o acontecimento "superou todas as expectativas, com uma adesão a corresponder de uma forma muito positiva aos objectivos propostos", acrescentou.

O encontro aconteceu de uma forma descentralizada em quatro diferentes localidades da ilha de São Miguel. No primeiro dia o evento decorreu nas Capelas e na Candelária e no segundo na Salga e depois, para finalizar, na Povoação.

Muitos associados estiveram, assim, reunidos para falar, debater e reflectir o impacto que a economia solidária tem nos territórios rurais mais desertificados.

No Auditório Municipal, os representantes de 4 instituições diferentes, nomeadamente a Associação Sol Nascente, a Santa Casa da Maia, a Associação Juvenil da Candelária e a Cooperativa Celeiro da Terra, deram a conhecer o percurso de vida de cada instituição e as valências e serviços que cada uma presta à comunidade.

No caso da Povoação, André Ávila, Presidente da Cooperativa Celeiro da Terra, enunciou os produtos que a Celeiro coloca no mercado, afirmando, com orgulho e sem menosprezar todos os seus similares, que "são os melhores dos Açores". Esta cerimónia de encerramento contou com Arnaldo Machado, Director Regional de Apoio ao Investimento e à Competitividade, que na ocasião realçou os diversos Sistemas de Incentivos disponíveis, pelo governo e comunidade europeia, às empresas, associações, instituições e cidadãos em geral.

O Roteiro para o Desenvolvimento para a Economia Solidária visa promover o trabalho desenvolvido pelas organizações de Economia Solidária da Região Açores, nomeadamente as associadas da CRESAÇOR.

A ideia de fazer um Roteiro partiu de uma assembleia-geral pelo associado ARRISCA que foi acolhida com muito entusiasmo por todos que agora terminou com um balanço extremamente positivo.

Jovens vão poder validar competências através do voluntariado

bruno-pacheco1A validação de competências dos jovens que participem em acções de voluntariado poderá ser uma realidade nos Açores a médio prazo, revelou o director regional da Juventude dos Açores, Bruno Pacheco.

"Essa validação já existe em alguns países europeus e nós podemos adaptá-la à nossa realidade, através da colaboração dos departamentos governamentais responsáveis pela validação de competências adquiridas em projectos de voluntariado", explicou.

Bruno Pacheco, que falava numa conferência de imprensa em Angra do Heroísmo onde foi anunciado o projecto de "Voluntariado Ambiental" organizado pela associação Gê-Questa, apelou aos jovens para "encararem o voluntariado como uma mais valia para a vida".

Os projectos que envolvem jovens açorianos com outros de diferentes nacionalidades "são frutuosos pela troca de experiências e realidades e permitem uma educação informal muito importante", disse.

Bruno Pacheco desejou também que "mais jovens de outras ilhas se insiram em projectos de voluntariado que já existam ou que desenvolvam eles próprios acções inovadoras".

Apelou para que a juventude adira "ao projecto de voluntariado jovem lançado pelo governo em Outubro do ano passado".

A Gê-Questa, associação ambientalista de Angra do Heroísmo, anunciou a realização de um segundo projecto de voluntariado jovem, que tem o seu início hoje, envolvendo cerca de duas dezenas e mais de jovens nacionais e estrangeiros.

Laia Carbonell, uma espanhola que coordena o projecto, adiantou que as acções vão ser desenvolvidas nas áreas da sensibilização ambiental, conservação da natureza, erradicação de espécies invasoras e agricultura biológica.

Estarão envolvidos jovens do continente português, Espanha, República Checa, França, Alemanha, Itália, EUA, e das ilhas Terceira, São Miguel e Pico.

"Este ano o projecto desenvolve-se apenas na ilha Terceira, depois de no ano passado ter decorrido também nas ilhas da Graciosa e Flores, mas esperamos voltar se possível a todas as ilhas", disse Laia Carbonell.

Os jovens deslocam-se para o arquipélago a expensas suas, oferecendo a Direcção Regional da Juventude o alojamento na Pousada da Juventude e a deslocação dos jovens locais entre as ilhas, enquanto as autarquias e empresas privadas fornecem a alimentação.

"Transportes públicos são cada vez mais atractivos na Região" diz Contente

 

De acordo com o relatório "Estatísticas dos Transportes Colectivos de Passageiros da Região Autónoma dos Açores 2010", a ilha das Flores registou o maior crescimento no número de utentes transportados, registando uma subida de 12 por cento.

Em S. Jorge o crescimento situa-se na ordem dos três por cento, na Graciosa mais 2,2 por cento de passageiros transportados no ano passado, seguida das ilhas Santa Maria e Terceira.

O mesmo departamento governamental realça ainda, nas conclusões do relatório, que em 2010 foram transportados 100 258 passageiros por quilómetro de percurso, o que corresponde a um aumento em relação ao ano de 2009, ano cujo valor se fixou abaixo dos cem mil, 97 886 passageiros.

Recorde-se que o Governo Regional tem investido fortemente na melhoria do transporte público de passageiros em todas as ilhas, através da renovação da frota, melhores tarifários e horários, de forma a atrair cada vez mais açorianos.

A introdução do passe social nas ilhas de S. Miguel e Terceira, numa primeira e segunda fase, tem correspondido a um aumento significativo de utentes que optam pelo transporte público.

No ano de 2010, foram transportados na Região cerca de 8 300 passageiros nos transportes colectivos públicos de passageiros, divulgou ontem a Secretaria Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos.

Descida no preço dos combustíveis

gasolina2_182_180As alterações registadas no preço do petróleo, durante as últimas semanas, nos mercados internacionais, vão levar a uma actualização do preço máximo de venda dos combustíveis na Região Autónoma dos Açores.

Esta actualização consiste na diminuição em um cêntimo por litro no preço máximo dos gasóleos rodoviário, agrícola e pescas, mantendo-se o preço dos restantes combustíveis inalterado.

De salientar que o preço máximo de todos os combustíveis mantém-se dentro dos limites definidos pelo Governo dos Açores como diferença mínima para os preços em vigor no continente português.

Assim, no caso das gasolinas 95 e 98, a diferença nos preços máximos por litro praticados nos Açores em relação ao mercado nacional é de menos 11 por cento. No caso do gasóleo rodoviário, essa diferença será igualmente de menos 11 por cento em relação ao preço verificado no mercado nacional.

Os gasóleos agrícola e pescas terão um preço máximo por litro, nos Açores, inferior em 21 por cento ao registado no continente.

Em relação ao gás doméstico, a diferença entre os preços máximos por quilo praticados nos Açores e os preços praticados no continente é de menos 34 por cento. No caso do fuel a diferença de preço entre os Açores e o continente é de menos 25 por cento.

Em relação à Região Autónoma da Madeira, os preços máximos praticados nos Açores são inferiores em menos 4 por cento para a gasolina 95, e em menos 9 por cento para a gasolina 98. No que respeita ao gasóleo rodoviário, a diferença entre o preço máximo por litro praticado nos Açores e o preço registado na Madeira é de menos 4 por cento, enquanto no gasóleo agrícola o preço máximo por litro nos Açores é inferior ao daquela Região Autónoma em menos 13 por cento. Os novos preços entram em vigor às 00h00 de sexta-feira.

Desemprego na Formação Profissional é de 25,9% e menos de metade dos formandos conseguem

desemprego1111_194_180_194_180Cerca de 26% dos alunos que terminaram um curso de formação profissional nos Açores no ano lectivo de 2009-2010 estavam desempregados aquando da realização do último estudo oficial sobre o ensino profissional no ano lectivo de 2010-2011.

Não é possível determinar exactamente até quando é que esses antigos alunos estavam desempregados, uma vez que o estudo não apresenta uma data de edição. Produzido pela Divisão do Ensino Secundário e Profissional, o estudo foi disponibilizado publicamente a 30 de Junho do presente ano – mas isso não significa que os dados se refiram a essa data.

Curiosamente, a escola que apresenta maior taxa de desemprego é a de Formação Turística e Hoteleira, onde o desemprego atinge os 60%. Para além de 15 em 25 alunos não terem conseguido emprego à saída do curso, outros 3 estavam empregados numa área diferente daquela em que tinham estudado. Na prática, apenas 4 alunos conseguiram emprego na sua área, o que representa uma taxa de sucesso de apenas 16%.

As escolas profissionais da Horta (com 35,9%), EPROSEC (com 34,8%), da Ribeira Grande (com 34,69%) e INETESE de Ponta Delgada (com 33,33%) todas apresentaram valores superiores a 30% de desempregados.

Apenas a escola da Santa Casa da Misericórdia de Angra do Heroísmo conseguiu uma taxa de desemprego nula, embora com 78,8% dos alunos empregados na sua área de estudo, e os restantes tendo optado por seguirem o ensino superior ou outro ensino especializado.

Globalmente, apenas 49,3% dos alunos que concluíram algum curso de formação profissional nos Açores conseguiram trabalho na sua área de formação.

A escola onde os alunos conseguiram maior sucesso a este nível foi a Monsenhor João M. A. Ferreira, na Povoação, com 81,8% dos alunos colocados e apenas 18,2% de desempregados. A da Santa Casa da Misericórdia de Angra do Heroísmo, campeã no não-desemprego, fica em 2º lugar com 78,8% de emprego na área de estudo.

Curiosamente, a escola onde o sucesso é maior nem é aquela onde existem mais professores – bem pelo contrário. A Escola da Santa Casa da Misericórdia de Angra apresenta um rácio de 3,45 alunos por professor, o que está a meio da tabela, embora a Monsenhor João M. A. Ferreira já apresente um rácio de 1,65 alunos por professor, o que é baixíssimo.

Há apenas uma escola onde o rácio se aproxima do que se verifica no 3º ciclo e secundário oficial (os dados das Estatísticas da Educação, do Governo Regional estão agregados), que é de 6,4 alunos por professor (e isto sem contabilizar com os mais de 120 professores, num universo de quase 2 mil, que não têm funções lectivas). A média no ensino profissional é de 3,4 alunos por professor.

Existem 764 professores no Ensino Profissional.