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Prémios ‘Espírito Verde’ para cidadãos e instituições que se distinguem por boas práticas ambientais

prémios espírito verdeO Governo dos Açores, através da Secretaria Regional da Energia, Ambiente e Turismo, atribuiu cinco prémios ‘Espírito Verde’ e sete menções honrosas, assinalando o Dia Mundial do Ambiente, sob o lema ‘Os bons exemplos são para se seguir… E para se reconhecer!”.

“Estes prémios são dirigidos a empresas, instituições e personalidades que se distingam pelas boas práticas ambientais, bem como pela investigação, activismo, voluntariado ou mecenato ambientais”, salientou a Secretária Regional na cerimónia de entrega dos galardões, que decorreu Quarta-feira, na Horta.

Para a titular da pasta do Ambiente, trata-se de uma forma de “evidenciar o papel dos cidadãos enquanto parte activa e determinante do desenvolvimento sustentável dos Açores”.

“Os prémios ‘Espírito Verde’ concretizam um entendimento de que toda e qualquer prática ou actividade orientada para uma relação equilibrada e sustentável entre o Homem e a Natureza deve ser identificada, reconhecida e partilhada”, frisou.

“Distinguimos 12 das 35 candidaturas admitidas, mas também enaltecemos o exemplo de todas as outras e o seu contributo para uns Açores mais prósperos e sustentáveis”, acrescentou Marta Guerreiro.

Na sua intervenção, referiu que as candidaturas “foram apreciadas por um júri constituído por cinco painéis de jurados, um por cada categoria, integrando personalidades de reconhecida idoneidade intelectual e credibilidade técnica, científica ou profissional”, a quem, em nome do Governo dos Açores, agradeceu a participação e empenho em todo o processo.

“Está à vista a mudança profunda na valorização e protecção do nosso património natural e cultural, num processo em que todos os açorianos são protagonistas e, acreditamos, que continuarão a sê-lo de forma cada vez mais efectiva, sempre pela via do reconhecimento, que deve prevalecer sobre a via da sanção, pois aqueles que contribuem para a preservação e divulgação do nosso singular património ambiental devem ser evidenciados por assumirem este compromisso”, reforçou a Secretária Regional. Na categoria ‘Recursos Naturais e Qualidade Ambiental’  foram atribuídas duas menções honrosas, nomeadamente aos projectos ‘Práticas ambientais em hotelaria’, da Aldeia da Fonte, e ‘Restauro Ecológico e Conservação da Infra-estrutura Verde Húmida Costeira’, da Câmara Municipal da Praia da Vitória, sendo o projecto ‘LIFE Ilhas Santuário para as Aves Marinhas’ o vencedor desta categoria.

O projecto ‘Fibras de Conteira e Valorização de Produtos Endógenos, da Cooperativa Associação Agrícola venceu na categoria ‘Investigação e Desenvolvimento’, que também atribuiu uma menção honrosa ao projecto ‘SLAM - Long Term Ecological Study of the Impacts of Climate Change in the natural forest of Azores’.

Na categoria ‘Economia Circular, Verde e Azul’, o vencedor foi a Quinta do Martelo, tendo sido atribuídas menções honrosas à Câmara Municipal da Horta, pelo projecto ‘Eco Quiosque da Semana do Mar’, e à SailAzores, pelo projecto ‘Compensação da Pegada Ecológica’.

Na categoria ‘Educação, Comunicação e Voluntariado’ foram atribuídas menções honrosas ao Centro Ambiental do Priolo e à Best Spot Azores, esta com o projecto ‘Educação Ambiental, Investigação e Conservação’, tendo vencido o prémio a Campanha SOS Cagarro, da Direcção Regional dos Assuntos do Mar.

Veríssimo de Freitas da Silva Borges, a título póstumo, foi a personalidade vencedora na categoria ‘Personalidade ou Instituição’.

Açores com mais 14 guardas florestais

João Ponte - guardas florestaisO processo de admissão de 14 novos guardas florestais nos Açores está concluído, revelou o Secretário Regional da Agricultura e Florestas.

“A admissão de novos guardas florestais nos Açores vai permitir reforçar a acção desta classe profissional tão importante para a defesa e a vigilância da nossa floresta, que é um elemento estruturante da nossa paisagem e um fator de dinamização económica e social”, afirmou João Ponte, acrescentando que, entre os novos guardas florestais admitidos, cinco são mulheres e nove homens, com uma média etária de 24 anos.

Os Açores dispõem actualmente de 52 guardas florestais, dos quais sete são mulheres e os restantes 46 homens, com uma idade média de 46 anos, estando distribuídos por oito das nove ilhas do arquipélago.

João Ponte destacou que concorreram a este concurso da Direcção Regional dos Recursos Florestais 109 candidatos de oito ilhas do Açores e um da Madeira, sendo que 11 tinham licenciatura, um tinha mestrado e os restantes o 12.º ano de escolaridade.

Para reforçar os princípios de igualdade e isenção do concurso, a Secretaria Regional da Agricultura e Florestas decidiu realizar uma parceria com o Colégio do Castanheiro, em Ponta Delgada, a quem competiu elaborar e corrigir a prova escrita, frisou o Secretário Regional.

João Ponte salientou ainda que os guardas florestais têm dado um contributo muito relevante para pôr em prática a estratégia de gestão responsável e sustentável da floresta, uma vez que estão diariamente no terreno, exercendo um papel ao nível da vigilância, fiscalização e prevenção da floresta. 

“Estamos a falar de uma classe profissional que, diariamente, dá um contributo muito grande na preservação da floresta, em questões ligadas à caça, no acompanhamento de trabalhos de reflorestação e fiscalização”, considerou o Secretário Regional, acrescentando que estes profissionais são merecedores do reconhecimento cívico pelo trabalho que desenvolvem.

A carreira profissional de guarda florestal foi iniciada no arquipélago na década de 50 do século XX.

Vasco Cordeiro assinala Dia da Floresta com visita a actividades de sensibilização ambiental

Vasco Cordeiro - dia da florestaO Presidente do Governo visitou ontem as actividades promovidas pela Escola Básica e Integrada da Maia, concelho da Ribeira Grande, para assinalar o Dia Internacional da Floresta, onde destacou o “bom ponto de equilíbrio” entre a valorização ambiental e económica que tem sido possível assegurar na gestão das florestas dos Açores.

“Mais de 30 por cento do território dos Açores está coberto por floresta, isso é importante, não apenas do ponto de vista ambiental, mas também enquanto valorização do nosso território em termos económicos”, sublinhou Vasco Cordeiro.

O Presidente do Governo falava aos jornalistas após ter visitado todas as actividades incluídas na iniciativa ‘Tributo à Natureza’, que decorreu na manhã de quinta-feira na Escola Básica e Integrada da Maia, dinamizada pelos alunos do Programa Formativo de Inserção de Jovens (PROFIJ) daquele estabelecimento de ensino.

Segundo adiantou, o Governo dos Açores tem desenvolvido ao longo dos anos um trabalho de valorização da floresta das várias ilhas, caso do Inventário Florestal dos Açores, um instrumento de ordenamento do território que está em fase de revisão e que se assume como importante ao nível da gestão e do apoio à decisão política nestas matérias.

“A floresta representa um elemento valorizador do território, que pode ter também um aproveitamento económico, mas, para que isso aconteça, não podemos sacrificar um dos interesses em benefício dos outros”, salientou Vasco Cordeiro.

Nesse sentido, assegurou que a Região, recorrendo a fundos comunitários, tem “dados passos significativos” para encontrar um “bom ponto de equilíbrio” entre estas várias funções da floresta açoriana, o que tem permitido uma sintonia entre a preservação ambiental e o potencial económico, não apenas ao nível da exploração florestal, mas também de valorização paisagística enquanto activo do destino turístico Açores.

Vasco Cordeiro salientou, por outro lado, a relevância de iniciativas de sensibilização ambiental como as que decorreram ontem na Região junto das gerações mais novas, uma vez que permitem incutir “o gosto e a consciência pela preservação de um património que faz parte dos Açores”.

Ontem, mais de 1.000 crianças e jovens participam em iniciativas que assinalam o Dia Internacional da Floresta, com plantação de espécies endémicas, jogos tradicionais, visitas a Reservas Florestais, visionamento de vídeos alusivos à temática e ‘peddy papers’.

Petição defende a classificação de árvores “notáveis” na ilha de São Miguel

alameda dos plátanos povoação

A Alameda dos Plátanos (Povoação), o eucalipto limão (Vila Franca do Campo) ou o conjunto de árvores no Relvão (Ponta Delgada) são exemplos de espécies “notáveis” que urge classificar, defende uma petição lançada recentemente nos Açores.

O ambientalista Teófilo Braga, um dos primeiros subscritores, revela que “há várias árvores e conjuntos nos Açores de grande importância que não estão classificadas e, pelo seu porte, pela sua copa, história ou singularidade, merecem ser protegidas da incúria de alguns, o mesmo acontecendo com certos conjuntos arbóreos que justificam a classificação de interesse público regional”, sublinhou.

Lançada em 21 de Março, Dia Mundial da Floresta, a petição pela classificação de árvores notáveis nos Açores é dirigida à Presidente da Assembleia Regional dos Açores, Ana Luís, e ao Presidente do Governo açoriano, Vasco Cordeiro.

“Já recolhemos cerca de 250 assinaturas. Mas basta que tenhamos o mínimo de 300 a 400 assinaturas e enviamos para a Assembleia Regional”, adiantou Teófilo Braga, que já presidiu à Associação “Amigos dos Açores”.

O ambientalista explicou que o objectivo é apelar à Assembleia Legislativa Regional e ao Governo Regional dos Açores para que “tome medidas no sentido de garantir, no mais curto período de tempo, a protecção de todos os exemplares e conjuntos arbóreos que pelo seu porte, raridade ou história carecem de cuidados redobrados de conservação”.

“É também uma forma de alertar a comunidade”, salientou, admitindo que existam “perto de uma centena de árvores e conjuntos arbóreos”, só em São Miguel, que carecem de classificação, mas na totalidade das ilhas “serão muitas mais” árvores e conjuntos.

Segundo a petição, “a listagem das árvores classificadas nos Açores apenas inclui 58 exemplares, 37 localizados no Faial, 14 na Terceira e sete em São Miguel”.

No âmbito da exposição “Plantas e Jardins: A paixão pela horticultura ornamental na ilha de São Miguel”, foi apresentada para a ilha de São Miguel, por Raimundo Quintal - investigador madeirense e também subscritor da petição - uma proposta de classificação que abrange “75 árvores isoladas e sete conjuntos arbóreos” na ilha, acrescentou Teófilo Braga.

O ambientalista referiu, por exemplo, a Alameda dos Plátanos da Povoação que não está classificada, e é, segundo os especialistas, das maiores e das melhores de Portugal.

Há ainda outros exemplos como o do eucalipto limão, “uma arvore centenária”, no Jardim Dr. António da Silva Cabral, em Vila Franca do Campo, ou o conjunto de árvores, que não está classificado, no Relvão, em Ponta Delgada.

Teófilo Braga identificou ainda o caso de uma árvore araucária existente na margem da Lagoa das Furnas que “merece ser classificada”, sendo também esta “uma maneira de proteger” as espécies.

“A petição pretende que o Governo e a Assembleia tomem medidas no sentido de eventualmente adaptar legislação nacional à região e proceder à identificação de todas as espécies que merecem ser classificadas”, salientou ainda.

De acordo com o texto da petição, “a legislação regional está desactualizada e a Lei n.º 53/2012, que estabelece à escala nacional o regime jurídico da classificação de interesse público, não foi regulamentada na Região Autónoma dos Açores”.

O actual Presidente da Associação Amigos dos Açores sublinhou a relevância desta petição, reforçando que a classificação além de dar notoriedade às árvores, quer esteja inserida num contexto urbano ou rural, permite “medidas cautelares” para as espécies que “se pretende que sejam duráveis”.

“A associação revê-se na petição. Temos diversas espécies de árvores notáveis que devem ser inventariadas e classificadas em prol do seu valor histórico e dimensão ecológica”, referiu ainda Diogo Caetano, apontando exemplos de árvores com “grande valor histórico” que já foram classificadas há mais de 50 anos como o metrosidero, no Campo de São Francisco, na cidade de Ponta Delgada, “classificada desde 1965”.

Região apresenta posição sobre estratégia para redução de emissão de gases com efeito estufa

Marta guerreiro1As secretarias regionais da Energia, Ambiente e Turismo e das Relações Externas, no âmbito de um processo de consulta pública da Comissão Europeia, apresentaram a sua posição no âmbito da estratégia para a redução a longo prazo das emissões de gases com efeito de estufa na União Europeia.

No documento, o Governo dos Açores salienta a importância desta temática para o desenvolvimento da Região, pelo que tem vindo a trabalhar na concretização de um conjunto de instrumentos para implementação da Estratégia Regional para as Alterações Climáticas.

Com este propósito, foi recentemente aprovada pelo Governo e submetida à Assembleia Legislativa uma proposta de decreto legislativo regional que visa a aprovação do Plano Regional para as Alterações Climáticas (PRAC).

 Este instrumento de planeamento determina que o combate às alterações climáticas se faça em dois planos, nomeadamente da mitigação e da adaptação.

 No plano da mitigação, “reduzindo as emissões dos gases com efeito de estufa, investindo na descarbonização e no aumento da eficiência da economia, tornando-a menos dependente dos recursos energéticos externos”.

No plano da adaptação, “implementando medidas que protejam os bens, os recursos e as pessoas, aumentando a resiliência aos impactos das alterações climáticas, tendo em conta a interacção com outras pressões, nomeadamente socioeconómicas, legislativas e conjunturais”.

O executivo açoriano frisa neste documento que o PRAC, para além de reforçar o conhecimento e a informação sobre as alterações climáticas, “tem como objectivos estratégicos contribuir para a mitigação e para a redução da vulnerabilidade e adaptação às mesmas, tendo identificado ainda um conjunto de medidas de concretização daqueles objectivos”.

 No documento enviado, o Governo dos Açores refere que o PRAC contempla um total de 74 medidas, das quais 64 relacionadas com a adaptação e 12 dedicadas à mitigação.

Segundo o executivo açoriano, o “desafio” das alterações climáticas deve ser encarado “como uma oportunidade para a reconfiguração tecnológica, assegurando a competitividade e a sustentabilidade futura em setores críticos, incluindo o mercado emergente das tecnologias verdes”, ao mesmo tempo que deve equacionar “questões fundamentais de segurança alimentar e energética, de salvaguarda de pessoas e bens, e das políticas de utilização dos solos e de mobilidade”.