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Governo Regional e Universidade criam parceria para requalificar licenciados desempregados

univerirsidade aoresO Governo Regional firmou um acordo de parceria com a Universidade dos Açores com vista à operacionalização do programa Requalificar, uma das mais de 60 medidas incluídas na Agenda Açoriana para Criação de Emprego e Competitividade Empresarial.
Segundo nota de imprensa emitida pelo Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GaCS), a academia açoriana, segundo este acordo, desenvolverá mestrados em áreas consideradas de maior empregabilidade entre a sua oferta formativa, cabendo ao Executivo encaminhar para o programa Requalificar detentores de licenciatura que estejam em situação de desemprego e responsabilizar-se pelo pagamento integral das propinas inerentes.
O vice-presidente do Governo Regional, Sérgio Ávila, sublinhou que “o grande objectivo que este programa persegue é o de criar maiores hipóteses de empregabilidade aos açorianos licenciados em áreas que, por motivos diversos, não têm procura no mercado de trabalho”.
“Com esta requalificação, a ministrar por uma instituição adequada e de reconhecidos méritos como é a Universidade dos Açores, proporcionaremos novas competências e maiores qualificações aos desempregados licenciados, facilitando a obtenção futura de emprego”, frisou Sérgio Ávila.
“Por outro lado, este acordo de parceria corporiza também mais um significativo apoio à nossa Universidade, não só para que continue a desenvolver a sua actividade, mas para que o faça especialmente em áreas que possam contribuir, de modo efectivo, para a criação de emprego qualificado”, acrescentou.
Sérgio Ávila considerou ainda que “este tipo de parcerias, ou outras formas de cooperação que venham a ser encontradas, são essenciais para o êxito no combate às consequências, nos Açores, da conjuntura adversa com que o país se depara neste momento”.
O acordo de parceria firmado entre o Governo Regional e a Universidade dos Açores produz efeitos imediatos, possibilitando mestrados a licenciados desempregados em áreas como a Biotecnologia e Controlo Biológico, Ciências Biomédicas, Ciências Económicas e Empresariais e Gestão do Turismo Internacional, no pólo de São Miguel; Engenharia Agronómica, Engenharia Zootécnica e Tecnologia e Segurança Alimentar, no pólo da Terceira; e Estudos Integrados dos Oceanos, no pólo do Faial.
Está também aberta a possibilidade de pós-graduações em Gestão de Empresas e em Segurança Alimentar e Saúde Pública, no pólo de São Miguel.

Zeinal Bava diz que “ligação a fibra óptica é a realização de um sonho dos açorianos”

Zeinal BavaO presidente executivo da Portugal Telecom (PT) considerou ontem que a chegada às Flores e Corvo de um sistema global de cabo de fibra óptica representa a “realização de um sonho de há muitos anos dos açorianos”.
Segundo a agência Lusa, Zeinal Bava, que falava em conferência de imprensa a partir da Horta, por vídeo-conferência, uma vez que ficou impossibilitado de chegar às Flores devido ao mau tempo, referiu que este projecto, cujo arranque foi ontem formalmente assinalado numa cerimónia em Santa Cruz das Flores e Vila do Corvo, “irá permitir eliminar o D de distância” e “tornar as duas ilhas bem mais próximas do mundo”.
“Tem sido uma crença da PT que um mundo conectado vive melhor e que o acesso, por exemplo, à internet com qualidade, vai com certeza contribuir não só para o desenvolvimento económico dos Açores, mas oferecer melhorias na área da saúde, educação e outros sectores”, declarou Zeinal Bava.
O presidente executivo da PT revelou que o cabo submarino vai ser aproveitado para “modernizar alguns dos serviços” que a PT tem na região, considerando o arquipélago, onde houve um investimento de 52 milhões de euros nos últimos quatro anos, “estratégico”.
“Fazer este cabo submarino acontecer e garantir esta ligação dos Açores ao mundo com fiabilidade, velocidade, segurança era algo que eu ambicionava como presidente da comissão executiva da PT desde que iniciámos o processo de modernização da nossa infra-estrutura, em 2008, deixando muito claro que íamos combater as assimetrias que havia entre as grandes cidades e o interior e o continente e as ilhas”, concluiu.
O presidente do Governo Regional por seu turno, considerou que este é um “momento especial pelo simbolismo que em si encerra e pela mensagem que transmite”.
“O que aqui se faz é um contributo decisivo para a coesão territorial dos Açores. Os florentinos e os corvinos pagaram demasiado caro e por demasiado tempo o pecado original de, no início da década de 90, não ter sido considerado como essencial integrar as ilhas das Flores e do Corvo neste processo de melhoria das comunicações em todo o arquipélago”, considerou Vasco Cordeiro, em Santa Cruz das Flores.
Vasco Cordeiro sublinhou que “esta foi uma oportunidade desperdiçada” que se “recupera e torna realidade”, acrescentando que, as ilhas do grupo ocidental “estão mais perto, mais juntas, mais próximas do todo regional”.
O presidente do executivo dos Açores considerou que este projecto simboliza um “ponto de partida e não de chegada”, trazendo consigo a “responsabilidade, o dever de com esta ferramenta serem também eles, florentinos e corvinos, fazedores do seu progresso, do seu desenvolvimento, da criação de riqueza e de emprego”.
Vasco Cordeiro revelou que já em 2014 o Governo Regional vai dar início a um investimento que, “de forma gradual e sustentada”, alargará a cobertura das redes sem fio nos centros urbanos das cidades, vilas e freguesias açorianas.

Corpo encontrado junto à Povoação era do jovem desaparecido em Santo António

joao machadinhoO corpo encontrado, no passado mês de Junho, junto à costa da Povoação, era de João Guilherme Machado, desaparecido a 30 de Maio de 2013, na freguesia de Santo António, Ponta Delgada.
Devido ao estado avançado de putrefacção em que se encontrava o cadáver, não foi possível, na altura, identificar o homem pelo estado físico, pelo que, só quinta-feira, dia 24 de Outubro, a família foi informada de que se tratava do jovem de 31 anos. Segundo apurou o Diário dos Açores, o seu funeral ocorreu no dia seguinte, sexta-feira, pelas 16h00.
João Guilherme   era natural e residente em Santo António. Tinha sido visto pela última vez a correr, desamparado, num terreno ao lado do cemitério daquela freguesia, localizado junto ao parque de merendas e zona balnear do Rosário. João Guilherme havia trabalhado durante mais de 10 anos na Novicol–Cooperativa Agropecuária Agricultores Santo António e Santa Bárbara, mas tinha sido despedido há cerca de sete meses antes de ter desaparecido.
Não conseguimos apurar o que esteve na origem deste desfecho, mas numa entrevista ao nosso jornal a 27 de Junho, o irmão do falecido tinha-nos contado que ele sabia nadar desde pequeno, tendo avançado, por isso, com um possível derrame cerebral.
À família enlutada, as nossas condolências.

Fábrica de conservas continua a dar prejuízo, apesar da intervenção do Governo Regional

notasQuatro anos depois do Governo Regional ter adquirido a maioria do capital social da Fábrica de Santa Catarina, na ilha de São Jorge,  a conserveira continua a dar prejuízo.
De acordo com o relatório de contas de 2012 daquela empresa, a que a agência Lusa teve acesso, a fábrica de conservas registou um saldo negativo superior a 2,8 milhões de euros no ano passado, embora tenha registado, no mesmo período, um dos maiores volumes de negócios de sempre: 6,3 milhões de euros.
Apesar da crise e da retração no consumo, as vendas de conservas em Santa Catarina aumentaram quase 30%, em comparação com 2011, mas os resultados financeiros da fábrica não acompanharam a mesma tendência.
A administração da fábrica - detida maioritariamente por capitais públicos - alega que o preço elevado do bonito (a espécie de atum mais procurada pelas conserveiras), fez aumentar substancialmente os custos de produção, tendo em conta as poucas capturas registadas nos mares da região.
Segundo o mesmo relatório, a restrição ao crédito e o aumento dos preços do azeite refinado e do petróleo, inviabilizaram qualquer possibilidade de lucro na empresa.
O saldo negativo de 2,8 milhões de euros, na gestão de 2012, fez aumentar o passivo da Fábrica de Santa Catarina, que passou de 8,5 milhões em 2011, para 10,5 milhões no ano passado.
O volume de dívidas da conserveira voltou a registar uma evolução negativa, anulando o esforço efectuado pelo Governo, que entre 2010 e 2011, tinha conseguido reduzir o passivo da empresa em cerca de 5 milhões de euros.
O revisor oficial de contas concluiu, após a apreciação do relatório de contas de 2012, que a Fábrica de Santa Catarina continua “dependente da obtenção do apoio financeiro do accionista”, e considerou existir “um risco de recuperabilidade dos fundos disponibilizados”, tanto actualmente, como no caso de uma eventual privatização.
A Fábrica de Santa Catarina emprega cerca de 130 pessoas e produz anualmente mais de 7 milhões de latas de conservas, que são exportadas para a Europa e para o mercado nacional.

Movimento “Queremos a Calheta de Volta” reúne amanhã com duas comissões parlamentares

Movimento Queremos a Calheta de VoltaOs primeiros subscritores da Petição “Queremos a Calheta de Volta” reúnem amanhã com as subcomissões da Economia e de Política Geral, pelas 15h00, na Delegação de Ponta Delgada da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.
A reunião surge na sequência da Petição “Queremos a Calheta de Volta”, que pede à Assembleia que “aprove uma Recomendação ao Governo no sentido que rescinda o contrato da concessão pública da exploração de jogos de fortuna e azar na ilha de S. Miguel, tome a posse administrativa das infraestruturas em construção, e de imediato proceda à execução de obras no terreno da Calheta Pêro de Teive, para finalmente convertê-lo naquilo que sempre foi o projecto original: uma zona de lazer de alto valor para os habitantes e visitantes de Ponta Delgada”, diz o movimento em comunciado.
A reunião chegou a estar prevista anteriormente, mas não se realizou, primeiro, em Maio, por ausência de um dos primeiros peticionários, e depois em Setembro, por opção da Comissão de Economia que teve de analisar o Orçamento Rectificativo.
A petição “Queremos a Calheta de Volta” foi lançada no dia 12 de Março, e 24 horas depois foi entregue com o número necessário de assinaturas para que o documento fosse debatido em plenário. O artigo 192º do Regimento da ALRAA prevê que “a matéria constante da petição não é submetida à votação, mas, com base na mesma, qualquer Deputado pode exercer o direito de iniciativa”.