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Detidos quatro suspeitos de sequestrar bebé de três meses no Nordeste

PJ1

A Polícia Judiciária (PJ) anunciou ontem a detenção de quatro pessoas, dois homens e duas mulheres, pela presumível autoria de um crime de “sequestro agravado” de um bebé de três meses de idade, no concelho do Nordeste.

Os factos ocorreram no final do mês de Fevereiro, “num contexto de desavenças familiares, motivados pela disputa do recém nascido”.

“Aproveitando-se de ser ainda manhã cedo e dos residentes estarem a dormir, os suspeitos, depois de escalarem uma janela, conseguiram entrar na casa onde estava um casal jovem com o seu filho bebé a dormirem e, através de violência, conseguiram subtrair-lhes a criança, levando-a consigo”, explica a PJ, em comunicado.

As diligências realizadas “permitiram o resgate do menino, que se encontrava de boa saúde e foi entregue aos progenitores”, acrescenta a mesma fonte.

De acordo com a PJ, “existem relações de familiaridade entre todos os intervenientes”. 

Os suspeitos serão dois casais - um deles é formado pela avó materna do bebé e o seu companheiro, e o outro pelo tio do bebé e a sua namorada. 

Os detidos, com idades entre os 18 e os 38 anos, dois deles já com antecedentes, foram presentes à competente autoridade judiciária.

 

Jovem de 13 anos entra na escola Roberto Ivens com arma e causa alarme

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Um aluno entrou, terça-feira passada, na Escola Básica Integrada Roberto Ivens, em Ponta Delgada, com uma arma. A situação provocou alarme e a Polícia de Sgurança Pública (PSP) foi chamada ao estabelecimento.

A notícia foi ontem avançada pela Antena 1 Açores e confirmada, em comunicado, pela PSP. A arma em causa era de ar comprimido e não de fogo como inicialmente pensou o conselho executivo.

Segundo confirmou a vice-presidente da escola, Helena Sousa, à rádio pública regional, a arma foi levada para dentro da Roberto Ivens por um aluno de 13 anos, que andou a mostrá-la aos colegas, o que causou alarme e o Conselho Executivo foi avisado. 

Por sua vez, a PSP refere que identificou “três indivíduos, dois do género masculino e um do género feminino, todos menores de idade, por posse de uma arma de ar comprimido”.

“A intervenção policial surge após os menores terem sido interceptados por um assistente operacional do estabelecimento de ensino, não tendo resultado qualquer tipo de dano, pessoal ou material, decorrente do sucedido”, explica a PSP. 

Helena Sousa diz que são alunos referenciados à Comissão de Protecção de Menores e mesmo à EMAT, equipa multi-disciplinar de apoio aos tribunais. 

Os encarregados de educação foram chamados à escola e, segundo a Antena 1 Açores, terão mostrado surpresa pelo sucedido e disseram desconhecer a origem da arma, que foi apreendida pela PSP.   

O processo está agora em investigação e irá transitar para o Tribunal de Família e Menores. 

Avaliação da habitação cai nos Açores

Ponta Delgada vista aereaEm Fevereiro, o valor médio de avaliação bancária realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação, fixou-se em 1 239 euros por metro quadrado (euros/m2), mais 13 euros que no mês anterior, revela o INE.

Quando comparado com Janeiro, o valor médio de avaliação dos apartamentos subiu 22 euros, para 1 310 euros/m2. 

Nas moradias, o valor médio de avaliação manteve-se em 1 125 euros/m2. 

A nível regional, a maior subida para o conjunto da habitação registou-se no Algarve (2,8%), e as menos acentuadas na Região Autónoma dos Açores (0,5%) e na Área Metropolitana de Lisboa (0,6%).

Em comparação com o período homólogo, o valor médio das avaliações cresceu 6,8%, tendo o valor de apartamentos e de moradias aumentado 8,0% e 5,2%, respectivamente. 

 

Valor dos apartamentos baixa

 

A taxa de variação homóloga mais elevada para o conjunto das avaliações verificou-se no Algarve (12,9%) e a menor na Região Autónoma dos Açores (4,3%).

No mês em análise, o valor médio de avaliação bancária de apartamentos foi 1 310 euros/m2. 

O valor mais elevado foi observado na região do Algarve (1 647 euros/m2) e o mais baixo no Alentejo (1 034 euros/m2).

Comparativamente com Janeiro, o valor para apartamentos subiu 1,7%, tendo o Algarve apresentado a maior subida (3,1%) e a Região Autónoma dos Açores a menos elevada (0,7%).

Em termos homólogos, o Algarve apresentou o crescimento mais expressivo (13,4%) e a Região Autónoma dos Açores a única descida (-1,0%). 

 

Avaliação por regiões

 

De acordo com o Índice do valor médio de avaliação bancária, em Fevereiro, o Algarve, a Área Metropolitana de Lisboa, a Região Autónoma da Madeira, o Alentejo Litoral, e a Área Metropolitana do Porto apresentaram valores de avaliação superiores à média nacional (37%, 26%, 12%, 5% e 2% acima do registado para o País, respectivamente). 

A região da Beira Baixa foi a que apresentou o valor mais baixo em relação à média nacional (-30%).

Estimativa indica que turismo voltou a crescer em Fevereiro

turista sete cidades   Segundo o Indicador de Turismo-Açores, do Serviço Regional de estatística, as dormidas na Hotelaria Tradicional,

no Turismo no Espaço Rura e no Alojamento Local durante o mês de Fevereiro de 2019 terão sido aproximadamente 107 mil. 

     Olhando para os gráficos do SREA, regista-se um aumento em relação a igual período do ano passado. 

    O Indicador de Turismo, IT-Açores, divulgado mensalmente pelo SREA com base numa Metodologia desta entidade, surge da necessidade dos utilizadores de estatísticas do Turismo conhecerem uma estimativa do comportamento das dormidas nos alojamentos turísticos dos Açores com antecipação de cerca de um mês. 

    O IT agrega as dormidas registadas nos estabelecimentos da Hotelaria Tradicional (HT), do Turismo no Espaço Rural (TER) e de Alojamento Local (AL).    

   Os gráficos apresentam o número de dormidas registadas (em milhares) nos meses de Dezembro de 2018 e Janeiro e Fevereiro de 2019, e respectivos meses homólogos, nos diversos tipos de alojamento turístico.

  O IT de Fevereiro de 2019 estima a manutenção da tendência de crescimento do número de dormidas registadas que se tem verificado em meses anteriores.

Sérgio Ávila diz que o agravamento do défice é “meramente contabilístico”

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O Vice-presidente do Governo dos Açores afirmou que o agravamento do défice da Região comunicado ao gabinete de estatística da União Europeia (Eurostat) é “meramente contabilístico” e não tem “efeito prático”.

Sérgio Ávila considera que os resultados relativos ao apuramento das contas dos Açores de 2018 “confirmam exactamente os resultados apresentados” pelo executivo socialista regional, sendo que o défice da administração pública directa e indirecta “corresponde a cerca de 50 milhões de euros e a 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB)”, um valor “muito baixo” e “na linha dos anos anteriores”.

O número dois do Executivo açoriano falava aos jornalistas à margem da visita estatutária do Governo Regional às ilhas das Flores e do Corvo.

O défice da Administração Regional dos Açores de 2018 agravou-se em 74,1 milhões de euros, para 126 milhões, resultado explicado por uma garantia dada à SATA no valor de 76 milhões de euros, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo a primeira notificação de 2018 relativa ao Procedimento por Défices Excessivos, remetida ontem pelo INE ao Eurostat, o aumento do défice na região “é explicado pelo registo como transferência de capital, com impacto na necessidade de financiamento, da concessão de uma garantia e de um aumento de capital do Governo Regional” à SATA no valor de 76 milhões de euros.

Sérgio Ávila considerou que se está perante um registo “extraordinário, meramente contabilístico, sem efeito prático”, e que reflete o “esforço que o Governo Regional fez no sentido de assegurar à SATA melhores condições financeiras para ir ao mercado financiar-se”.

No que refere à dívida pública, o aumento nos Açores foi de 1.690,4 milhões de euros para 1.859 milhões, tendo Sérgio Ávila declarado que o aval concedido à transportadora aérea também é considerado neste capítulo.

Sustentando que face ao que se produz na região a dívida é “muito baixa”, situando-se a 43% do PIB, enquanto na Madeira este valor atinge os 100% e no total do país 124%, de acordo com o governante a dívida dos Açores “é de 1.800 milhões de euros, incluindo o aval”, enquanto na Madeira são 4.800 milhões.

Na Segunda-feira, o Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA) tinha avançado dados preliminares para o ano de 2018 na região, estimando um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,3% em volume e 4,04% em valor, para os 4.295 milhões de euros.

 

Gaudêncio diz que Governo “contenta-se com pouco”

 

     O Presidente do PSD/Açores, Alexandre Gaudêncio, criticou o Executivo regional por, disse, se “contentar com pouco” em matéria económica, acrescentando que a Região devia estar a crescer “o dobro” para se aproximar da média nacional.

   “Um crescimento na ordem do dobro, 4%, 5%, era o exigível nesta altura do campeonato para nos aproximarmos da média nacional”, declarou aos jornalistas o social-democrata, no dia seguinte ao Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA) ter estimado que, em 2018, a região teve um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,3% em volume e 4,04% em valor, para os 4.295 milhões de euros.

   O Governo Regional (PS), prosseguiu Gaudêncio, “contenta-se com muito pouco”, e os novos indicadores de contas públicas hoje revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) são prova de que, em 2020, nas regionais, deve ser “mudado o rumo” político da região.

   “Já estamos com 3% do défice relativamente ao PIB. O resto do país está com 0,5%. Nós estamos seis vezes acima do que aconteceu no país. Isto só revela o descalabro das contas públicas”, vincou o Presidente do PSD/Açores, falando à margem de uma iniciativa na fábrica de chá Gorreana, na ilha de São Miguel.