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Produção de electricidade sobe a pique

electricidade 3A produção de electricidade continua a subir a pique nos Açores nos primeiros meses deste ano, depois do aumento já registado no ano passado.

Segundo dados do SREA, citando a EDA, nos primeiros quatro meses deste ano foram produzidos 260.127.263 KWh, quando no mesmo período do ano passado tinham sido 256.224.757 KWh.

Apenas no mês de Março se registou uma diminuição, voltando a aumentar em Abril passado.

Das fontes utilizadas, o fuel aumentou de 124.557.601 KWh para 131.955.830 KWh nos primeiros quatro meses deste ano, enquanto que as renováveis, como a eólica e a geotermia registaram uma queda de produção.

 

Portugueses são os que mais pagam

 

Os portugueses, no segundo semestre de 2018, foram quem mais pagou pela electricidade na União Europeia, em paridade de poder de compra (PPC). Se atendermos apenas ao valor em euros, Portugal aparece em terceiro.

Segundo o Eurostat, os portugueses pagaram 28,2 PPC por 100 kWh de electricidade, o valor mais alto da UE, seguido pela Alemanha (28,0 PPC por 100 kWh), a Espanha (27,4), a Bélgica (26,6), a Roménia (26,3) e Chipre (24,5 PPC por 100 kWh). O indicador PPC é a referência que elimina as diferenças de níveis de preços entre os países. Em termos de preço médio da electricidade, Portugal surge no sexto lugar do ranking com 22,9 euros por cada 100 kWh.

Quatro mil crianças e jovens comemoram hoje o Dia da Agricultura em Santana

Vasco Cordeiro Jorge Rita e João PonteSerão cerca de quatro mil as crianças e jovens, do 1.º ao 6.º ano de escolaridade, de escolas de todos os concelhos da ilha de São Miguel, que vão estar hoje em Santana para comemorar o Dia Nacional da Agricultura.

O objectivo passa por sensibilizar os mais novos para um sector de actividade que é “uma das marcas da identidade” açoriana a vários níveis, salientou ontem o presidente do executivo açoriano.

“Promover o contacto de crianças e jovens com eventos como este é importante também na perspectiva da nossa Região, porque estamos a falar de uma das marcas da nossa identidade, não apenas naquilo que tem a ver com o nosso passado, mas, sobretudo, com o nosso futuro”, afirmou Vasco Cordeiro.

O Presidente do Governo falava após ter visitado, acompanhado pelo presidente da Associação Agrícola de São Miguel (AASM), Jorge Rita, o local onde vão decorrer, quarta-feira, as actividades do Dia Nacional da Agricultura, numa iniciativa promovida pela AASM, com o apoio do Executivo açoriano e da Confederação de Agricultores de Portugal (CAP).

Após a visita, Vasco Cordeiro enalteceu a importância deste evento para dar a conhecer as várias vertentes da agricultura açoriana, não só enquanto actividade económica de grande relevância, mas também no que tem a ver com o turismo, através do “trabalho dos agricultores na manutenção e preservação da paisagem rural” da Região.

Segundo o governante, a edição deste ano do Dia Nacional da Agricultura, dedicada ao leite, apresenta uma temática que é particularmente importante para os Açores, constituindo, também por esta via, uma forma de “dar a conhecer a importância que esta actividade assume na Região e como ela nos posiciona no país”.

Depois de recordar que a Região é responsável por mais de 30 por cento do leite e cerca de 50 por cento do queijo produzidos em Portugal, Vasco Cordeiro considerou que esta área apresenta desafios ligados ao preço pago aos produtores e ao próximo quadro comunitário.

“Há, certamente, desafios, mas com iniciativas com esta estaremos muito mais sensibilizados para a importância desse sector para a economia e para a vida da Região”, sublinhou Vasco Cordeiro, ao destacar ainda o facto de os Açores serem a região do país com a média de idade dos agricultores mais baixa.

Mais dois hotéis previstos para Ponta Delgada

cama hotel

A cadeia hoteleira Turim Hotels vai avançar com a construção de um novo hotel em Ponta Delgada.

Segundo o Presidente Executivo da Turim Hotels, Ricardo Martins, a nova unidade ficará situada em terrenos junto à marina de Ponta Delgada, que foram adquiridos em Janeiro passado. 

Esta cadeia de hotéis terá ainda uma nova unidade hoteleira 5 estrelas em Lisboa, que será a segunda do Grupo desta categoria na capital.

“Em Lisboa vamos abrir um segundo 5 estrelas”, informou Ricardo Martins sem querer avançar qual a localização da futura unidade hoteleira, sobre a qual disse apenas que “é em Lisboa, muito bem localizado”.

Num almoço com jornalistas no novo restaurante Salitre, que o grupo está a lançar no seu primeiro hotel 5 estrelas na capital, na Avenida da Liberdade, actualmente em soft-opening, Ricardo Martins disse ainda que já têm o espaço onde a unidade hoteleira vai ser construída e que “em breve” será divulgada a data de abertura.

Com data também ainda por anunciar e adquirido o local em Janeiro deste ano, o grupo  avançará um 4 estrelas em Ponta Delgada.

O Executivo escusou-se a avançar, para já, com o valor do investimento previsto para estes dois novos hotéis.

Além do Turim Boulevard Hotel e destes dois novos projectos, o grupo prevê que até 2021 abram o Turim Santa Maria Hotel, no Funchal, o Turim Sintra Palace Hotel, em Sintra, a ampliação do Turim Lisboa Hotel, na Rua Tomás Ribeiro, o Turim Avenida da República Hotel, em Lisboa, o Turim Oporto Hotel, no Porto, e o Turim Rainha Santa Hotel, em Coimbra.

O Grupo Turim Hotels passará assim a ter 13 hotéis em Lisboa, um em Azeitão, três em Portimão (Algarve), um no Porto, um no Funchal (Madeira), um em Sintra, um em Coimbra e um em Ponta Delgada (Açores).

Sobre a evolução recente do sector, Ricardo Martins afirmou que “o Turismo não está a abrandar”, que “a euforia é que está a abrandar” e que o mercado tem dado sinais de consolidação.

“Se em 2019 conseguirmos superar (em volume de negócios) o que fizemos em 2018 ­— e falando em Lisboa, que é uma realidade barómetro — acho que conseguimos consolidar bem o destino Lisboa, o destino Portugal”.

 

Selina, o outro hotel

 

O outro hotel a construir em Ponta Delgada será da cadeia Selina, que nasceu em 201,4 no Panamá, e tem-se expandido para outros países da América Central e do Sul. 

O Porto é o primeiro destino europeu escolhido pela marca.

O objectivo é abrir unidades hoteleiras com o conceito boutique nos EUA, Polónia, Grécia, Israel, Alemanha, Espanha e Reino Unido, mas Portugal é mesmo o primeiro país fora das “américas” a receber um Selina.

Esta escolha do Porto é explicada por um dos fundadores dos hotéis Selina, Rafael Museri, que juntamente com um amigo, criou o conceito em 2014, numa cidade do Panamá ligada ao surf, Venao.

Em quatro anos, a marca expandiu-se para a Costa Rica, México, Colômbia, Equador, Guatemala, Nicarágua e Peru. 

A entrada na Europa começa, assim, pela “porta” de Portugal.

Para assinalar a abertura do Selina, o hotel vai ter três dias com eventos especiais: mercado urbano, concertos, workshops, tours e performances de DJ, com “o melhor dos talentos locais do Porto”, sublinha Rafael Museri.

Uma das características do Selina Porto é o facto de contar com vários ambientes: há um espaço de coworking, sala de cinema, jardim, food&beverage, wellness e ofertas recreativas. O hotel está ainda recheado de obras de arte de artistas portuenses.

Segundo Rafael Museri, o Porto recebe o primeiro de “vinte hotéis” que a Selina quer abrir em Portugal nos próximos “quatro anos”, ou seja, até 2022. 

No mapa das próximas aberturas estão locais como Lisboa, Albufeira, Cascais, Comporta, Ericeira (já abriu), Lagos, Douro, Açores, Vila Nova de Mil Fontes e Peniche.

Os preços variam entre os 30 euros (para o dormitório de seis camas) e podem atingir os 300, no quarto mais luxuoso do Selina, o Unique. 

 

Pestana prevê “desaceleração” no turismo

 

Dionísio Pestana, o maior hoteleiro do país, Presidente do Grupo Pestana, dono do Pestana Bahia Palace, em Água d’Alto, continua a expandir o grupo dentro e fora do país, mas garante que não entra “em loucuras”, considerando que após “quatro anos incríveis de crescimento”, o ciclo começa agora a desacelerar.

   Numa entrevista concedida ao semanário Expresso, Dionísio Pestana admite que “chegámos a um ponto de viragem”. 

“Li recentemente um artigo que dizia ‘welcome to the downturn’ (desaceleração), e isto está mesmo a virar. Começam-se a sentir problemas das economias na Europa, a alemã, e a inglesa com as icertezas do ‘Brexit’, há esta guerra da China e dos EUA, tudo isto infecta o mercado”, explica o hoteleiro, acrescentando que “à medida que o Produto Interno Bruto dos países começa a reduzir, directa ou indirectamente atinge o turismo. As pessoas todos os anos fazem férias, e quando as coisas correm bem gastam mais dinheiro, senão fazem ajustamentos, em vez de um hotel de cinco estrelas ficam num de quatro. Mas o mercado continua forte, já não com os crescimentos de dois dígitos a que nos acostumamos nos últimos quatro anos, que foram incríveis”.

  Para Dionísio Pestana “quem investiu há dois, três anos, consegue um bom retorno, porque o fez numa boa altura. Mas quem está a construir hoje precisa de fazer contas, ver a que preços o faz. A hotelaria é um negócio que vale a pena, mas é para investir a longo prazo”.

Greve na SATA a partir de Junho?

Azores Airlines 2

Os tripulantes de cabine da Azores Airlines aprovaram, por unanimidade, uma moção em assembleia geral, para mandatar a direcção do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) a recorrer à greve naquela empresa do Grupo SATA “a partir de Junho, inclusive, pelo período mínimo de 10 dias consecutivos, em cada mês, até que a Azores Airlines/SATA Internacional celebre um novo Acordo de Empresa com o SNPVAC”.

Na referida moção lêem-se vários considerandos, entre os quais a acusação de que o Conselho de Administração da SATA “não mostra empenho nas negociações do novo Acordo de Empresa que perduram há mais de dois anos”.

Os tripulantes de cabine dizem que a SATA “é um instrumento político do Governo Regional dos Açores, o qual não quer levar a cabo uma verdadeira reestruturação da empresa”.

Dizem ainda que os tripulantes de cabine “são vítimas desta situação e se mantêm sem aumentos salariais há mais de uma década”.

Dizem-se “desgastados” com a “politização” da Azores Airlines e mencionam a recusa do PS/Açores para a realização de uma auditoria pelo Tribunal de Contas ao contrato de ‘leasing’ de uma aeronave A330 da SATA Internacional.

Consideram, por isso, que “o SNPVAC demonstrou objectivamente que a opção de retirar o A330 da frota da SATA Internacional foi um erro de má gestão, que continua a trazer elevados prejuízos mensais à companhia aérea”.

Acusam a Administração da SATA de “manter o A330 estacionado no aeroporto do Porto, preferindo retirá-lo da frota e pagar milhares de euros por mês a outras companhias aéreas, para realizarem voos para a SATA Internacional, quando tem esse avião parado”.

Consideram também que a administração “tentou ocultar as más opções de gestão, que trazem elevados prejuízos à companhia aérea, mas sem qualquer punição, ao decidir compensar com cerca de 2000 euros/dia os Pilotos que, por convite, executem serviço de voo em dia de folga”, acrescentando que os tripulantes de cabine não auferem o valor diário atribuído aos Pilotos. Adiantam que “nunca foram compensados quando voam em dia de folga, o que fazem para altruisticamente ajudarem a salvar a operação diária da companhia aérea e conseguirem colocar os passageiros nos seus destinos finais, sem atrasos que seriam muito maiores, o que reiteradamente acontece devido à má gestão de planeamentos da SATA Internacional”.

A moção considera ainda que o SNPVAC “sempre pugnou pelo equilíbrio financeiro e a sustentabilidade do Grupo SATA, demonstrando publicamente os reiterados erros de má gestão e as opões contrárias às boas práticas, que foram feitas pelos sucessivos conselhos de Administração”.

Sobre esta ameaça de greve, nem a SATA nem o Governo se pronunciaram até ao fim da tarde de ontem.

Governo aprova 31 projectos de investimentos para armazenamento de água para a lavoura

vacas111O Secretário Regional da Agricultura e Florestas, João Ponte anunciou ontem que o Governo dos Açores já aprovou 31 de um total de 48 projectos de investimento destinados à realização de obras nas explorações agrícolas direccionadas para o aproveitamento e armazenamento de água, no âmbito do programa PRORURAL +.

“Com estes investimentos promovidos pelos agricultores a capacidade de armazenamento de água nas explorações agrícolas aumenta em mais 30 milhões de litros, a que acresce aos actuais 50 milhões de litros que já estão disponíveis nas explorações em toda a Região”, afirmou João Ponte, explicando que os 48 projectos representam um investimento total de 1,3 milhões de euros.

O governante falava à margem da visita a uma exploração leiteira, com projecto no PRORURAL+ aprovado para armazenamento de água, localizada na freguesia da Fajã de Cima, na ilha de São Miguel, destacando a importância de investimento desta natureza para a redução dos custos de produção e para a melhoria da eficiência das explorações agrícolas.

Para João Ponte os investimentos no armazenamento de água são estratégicos para a agricultura e insere-se na política do Governo Regional de precaver e minimizar os eventuais efeitos das alterações climáticas no sector agrícola.

“Estes investimentos para aumento da capacidade de armazenamento de água, promovidos pelos agricultores, seja para a utilização nas lavagens das salas de ordenha ou abeberamento dos animais são reprodutivos e contribuem para a redução de custos da actividade, bem como para a melhoria da eficiência das explorações agrícolas”, referiu João Ponte.

Além destes investimentos, o Secretário Regional da Agricultura e Florestas destacou que foram recentemente instalados, pela IROA, contadores na rede integrada da bacia leiteira dos Arrifes e nos próximos dias serão, igualmente, instalados contadores na zona de Ponta Garça, bem como serão, progressivamente, instalados sistemas para o fornecimento controlado e programado de água nos postos de abastecimento público.

“Estes são exemplos de medidas, tendo em vista uma melhor gestão das águas que fornecem o sector agrícola”, salientou João Ponte, acrescentando que o Governo Regional está também a preparar um spot publicitário e um conjunto de acções de sensibilização junto dos agricultores para “apelar à boa utilização de um recurso muito valioso e importante para o desenvolvimento do sector agrícola”.

Paralelamente está em curso um conjunto de estudos de diagnóstico das necessidades para assegurar, em quantidade e com qualidade, o abastecimento de água em algumas ilhas da Região, onde se inclui a ilha de São Miguel, que se revelarão extremamente importantes numa perspectiva de planear investimentos a serem executados na próxima década, para dar resposta às necessidades que ainda existem ao nível do armazenamento de água, mas também de precaver dos eventuais efeitos impactos das alterações climáticas na agricultura.