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Prejuízos da Lotaçor “influenciados por mau desempenho de outras empresas”...

pescadoresA Lotaçor, a empresa de lotas dos Açores, terminou as contas de 2012 com um resultado negativo superior a 2,5 milhões de euros influenciado pelo mau desempenho financeiro de outras empresas do sector público regional.
De acordo com o relatório de contas de 2012 da empresa, a que a agência Lusa teve acesso, a Lotaçor apresentou prejuízo, em parte, devido às dívidas da fábrica de conservas de Santa Catarina e da empresa Espada Pescas.
O relatório menciona que só a fábrica de Santa Catarina devia, a 31 de dezembro de 2012, quase 11 milhões de euros à Lotaçor, situação que mereceu uma “chamada de atenção” por parte do revisor oficial de contas.
A Lotaçor reduziu, ainda assim, as suas despesas de funcionamento, em comparação com o ano anterior, mas não conseguiu evitar prejuízo, num ano em que o seu capital social foi reforçado em 500 mil euros e foram renegociados vários empréstimos bancários.
Por outro lado, o passivo da empresa diminui, de 2011 para 2012, em cerca de 10%, apresentando um montante global de dívidas superior a 30 milhões de euros no final do ano passado.
Entretanto, o Governo Regional dos Açores assinou, em fevereiro deste ano, um acordo para saldar as dívidas que a fábrica de Santa Catarina tem para com a Lotaçor, e que implica o pagamento de cerca de 1 milhão de euros por ano, até 2022. O acordo determina que a Região assumirá esses encargos financeiros sempre que a fábrica de Santa Catarina não tiver capacidade de liquidar as prestações.
A administração da Lotaçor admite, no seu relatório, que a fábrica de conservas apresenta uma “situação financeira desequilibrada”, e que não é capaz de gerar resultados operacionais positivos.
Ainda assim, os gestores da empresa de lotas entenderam que não é necessário a constituição de qualquer provisão para reconhecimento de perdas futuras, porque estão confiantes de que o Governo Regional, o accionista maioritário, garantirá directa ou indirectamente, a cobertura de todos aos prejuízos. O Governo Regional decidiu adquirir a fábrica de conservas Santa Catarina em 2008, quando a empresa da ilha de S. Jorge estava em risco de fechar.
Num comunicado divulgado a 18 de outubro, o Governo Regional revelou que o conjunto do sector empresarial público regional (que abrange mais de vinte empresas) teve prejuízos de 57 milhões de euros em 2012, menos do que no ano anterior, traduzindo-se “numa melhoria de 25% em relação a 2011”.
Tiveram prejuízos os hospitais da região, a Portos dos Açores, a Lotaçor, a empresa de conservas Santa Catarina e a SINAGA.

Rede Hidrometeorológica dos Açores vence “Green Project Awards”

Green Project AwardsO projecto da Rede Hidrometeorológica dos Açores venceu a sexta edição do prémio “Green Project Awards Portugal”, na categoria Information Technology, foi ontem anunciado numa cerimónia na Fundação Champalimaud, em Lisboa.
Segundo nota de imprensa emitida pelo Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GaCS), este projecto do Governo Regional, gerido pela Secretaria Regional dos Recursos Naturais, através da Direcção Regional do Ambiente, cujo desenvolvimento envolveu a Global EDA, conquistou este galardão nacional que visa mobilizar a sociedade para o desenvolvimento sustentável.
Pelo sexto ano consecutivo, a Agência Portuguesa do Ambiente, a Quercus e a GCI, entidades organizadoras do Green Project Awards Portugal, reconhecem os projectos que se destacaram ao longo do ano, no que diz respeito às melhores práticas em prol do desenvolvimento sustentável.
A Rede Hidrometeorológica dos Açores é constituída por estações de medição da precipitação e dos caudais das lagoas e ribeiras, cuja informação serve, por exemplo, para os alertas de movimentos de vertentes divulgados pelo CIVISA.
Esta rede inclui estações meteorológicas, que permitem obter dados sobre a intensidade e direcção do vento, evaporação, humidade, precipitação, temperatura, nível e temperatura da água da tina, estações udométricas, que registam o valor de precipitação, intensidade e direcção do vento, e estações hidrométricas, instaladas em cursos de água de regime permanente e lagoas, que permitem obter dados sobre as alturas do nível de água, a partir das quais se afere o caudal.

Zeinal Bava diz que “ligação a fibra óptica é a realização de um sonho dos açorianos”

Zeinal BavaO presidente executivo da Portugal Telecom (PT) considerou ontem que a chegada às Flores e Corvo de um sistema global de cabo de fibra óptica representa a “realização de um sonho de há muitos anos dos açorianos”.
Segundo a agência Lusa, Zeinal Bava, que falava em conferência de imprensa a partir da Horta, por vídeo-conferência, uma vez que ficou impossibilitado de chegar às Flores devido ao mau tempo, referiu que este projecto, cujo arranque foi ontem formalmente assinalado numa cerimónia em Santa Cruz das Flores e Vila do Corvo, “irá permitir eliminar o D de distância” e “tornar as duas ilhas bem mais próximas do mundo”.
“Tem sido uma crença da PT que um mundo conectado vive melhor e que o acesso, por exemplo, à internet com qualidade, vai com certeza contribuir não só para o desenvolvimento económico dos Açores, mas oferecer melhorias na área da saúde, educação e outros sectores”, declarou Zeinal Bava.
O presidente executivo da PT revelou que o cabo submarino vai ser aproveitado para “modernizar alguns dos serviços” que a PT tem na região, considerando o arquipélago, onde houve um investimento de 52 milhões de euros nos últimos quatro anos, “estratégico”.
“Fazer este cabo submarino acontecer e garantir esta ligação dos Açores ao mundo com fiabilidade, velocidade, segurança era algo que eu ambicionava como presidente da comissão executiva da PT desde que iniciámos o processo de modernização da nossa infra-estrutura, em 2008, deixando muito claro que íamos combater as assimetrias que havia entre as grandes cidades e o interior e o continente e as ilhas”, concluiu.
O presidente do Governo Regional por seu turno, considerou que este é um “momento especial pelo simbolismo que em si encerra e pela mensagem que transmite”.
“O que aqui se faz é um contributo decisivo para a coesão territorial dos Açores. Os florentinos e os corvinos pagaram demasiado caro e por demasiado tempo o pecado original de, no início da década de 90, não ter sido considerado como essencial integrar as ilhas das Flores e do Corvo neste processo de melhoria das comunicações em todo o arquipélago”, considerou Vasco Cordeiro, em Santa Cruz das Flores.
Vasco Cordeiro sublinhou que “esta foi uma oportunidade desperdiçada” que se “recupera e torna realidade”, acrescentando que, as ilhas do grupo ocidental “estão mais perto, mais juntas, mais próximas do todo regional”.
O presidente do executivo dos Açores considerou que este projecto simboliza um “ponto de partida e não de chegada”, trazendo consigo a “responsabilidade, o dever de com esta ferramenta serem também eles, florentinos e corvinos, fazedores do seu progresso, do seu desenvolvimento, da criação de riqueza e de emprego”.
Vasco Cordeiro revelou que já em 2014 o Governo Regional vai dar início a um investimento que, “de forma gradual e sustentada”, alargará a cobertura das redes sem fio nos centros urbanos das cidades, vilas e freguesias açorianas.

Governo Regional e Universidade criam parceria para requalificar licenciados desempregados

univerirsidade aoresO Governo Regional firmou um acordo de parceria com a Universidade dos Açores com vista à operacionalização do programa Requalificar, uma das mais de 60 medidas incluídas na Agenda Açoriana para Criação de Emprego e Competitividade Empresarial.
Segundo nota de imprensa emitida pelo Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GaCS), a academia açoriana, segundo este acordo, desenvolverá mestrados em áreas consideradas de maior empregabilidade entre a sua oferta formativa, cabendo ao Executivo encaminhar para o programa Requalificar detentores de licenciatura que estejam em situação de desemprego e responsabilizar-se pelo pagamento integral das propinas inerentes.
O vice-presidente do Governo Regional, Sérgio Ávila, sublinhou que “o grande objectivo que este programa persegue é o de criar maiores hipóteses de empregabilidade aos açorianos licenciados em áreas que, por motivos diversos, não têm procura no mercado de trabalho”.
“Com esta requalificação, a ministrar por uma instituição adequada e de reconhecidos méritos como é a Universidade dos Açores, proporcionaremos novas competências e maiores qualificações aos desempregados licenciados, facilitando a obtenção futura de emprego”, frisou Sérgio Ávila.
“Por outro lado, este acordo de parceria corporiza também mais um significativo apoio à nossa Universidade, não só para que continue a desenvolver a sua actividade, mas para que o faça especialmente em áreas que possam contribuir, de modo efectivo, para a criação de emprego qualificado”, acrescentou.
Sérgio Ávila considerou ainda que “este tipo de parcerias, ou outras formas de cooperação que venham a ser encontradas, são essenciais para o êxito no combate às consequências, nos Açores, da conjuntura adversa com que o país se depara neste momento”.
O acordo de parceria firmado entre o Governo Regional e a Universidade dos Açores produz efeitos imediatos, possibilitando mestrados a licenciados desempregados em áreas como a Biotecnologia e Controlo Biológico, Ciências Biomédicas, Ciências Económicas e Empresariais e Gestão do Turismo Internacional, no pólo de São Miguel; Engenharia Agronómica, Engenharia Zootécnica e Tecnologia e Segurança Alimentar, no pólo da Terceira; e Estudos Integrados dos Oceanos, no pólo do Faial.
Está também aberta a possibilidade de pós-graduações em Gestão de Empresas e em Segurança Alimentar e Saúde Pública, no pólo de São Miguel.

Fábrica de conservas continua a dar prejuízo, apesar da intervenção do Governo Regional

notasQuatro anos depois do Governo Regional ter adquirido a maioria do capital social da Fábrica de Santa Catarina, na ilha de São Jorge,  a conserveira continua a dar prejuízo.
De acordo com o relatório de contas de 2012 daquela empresa, a que a agência Lusa teve acesso, a fábrica de conservas registou um saldo negativo superior a 2,8 milhões de euros no ano passado, embora tenha registado, no mesmo período, um dos maiores volumes de negócios de sempre: 6,3 milhões de euros.
Apesar da crise e da retração no consumo, as vendas de conservas em Santa Catarina aumentaram quase 30%, em comparação com 2011, mas os resultados financeiros da fábrica não acompanharam a mesma tendência.
A administração da fábrica - detida maioritariamente por capitais públicos - alega que o preço elevado do bonito (a espécie de atum mais procurada pelas conserveiras), fez aumentar substancialmente os custos de produção, tendo em conta as poucas capturas registadas nos mares da região.
Segundo o mesmo relatório, a restrição ao crédito e o aumento dos preços do azeite refinado e do petróleo, inviabilizaram qualquer possibilidade de lucro na empresa.
O saldo negativo de 2,8 milhões de euros, na gestão de 2012, fez aumentar o passivo da Fábrica de Santa Catarina, que passou de 8,5 milhões em 2011, para 10,5 milhões no ano passado.
O volume de dívidas da conserveira voltou a registar uma evolução negativa, anulando o esforço efectuado pelo Governo, que entre 2010 e 2011, tinha conseguido reduzir o passivo da empresa em cerca de 5 milhões de euros.
O revisor oficial de contas concluiu, após a apreciação do relatório de contas de 2012, que a Fábrica de Santa Catarina continua “dependente da obtenção do apoio financeiro do accionista”, e considerou existir “um risco de recuperabilidade dos fundos disponibilizados”, tanto actualmente, como no caso de uma eventual privatização.
A Fábrica de Santa Catarina emprega cerca de 130 pessoas e produz anualmente mais de 7 milhões de latas de conservas, que são exportadas para a Europa e para o mercado nacional.