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Número de postos de trabalho na construção acima da média nacional

construção civilDesde o ano de 2007, o sector da construção civil nos Açores registou uma redução no número de postos de trabalho de 55,19%, ou seja, uma contracção para menos de metade no espaço de 5 anos. O problema é que mesmo sendo uma redução acima da que se verificou para o país, o peso da construção civil açoriana no total de empregos continua acima da média nacional.
Em 2007 havia cerca de 18.300 açorianos no sector, o que representava 3,1% do total nacional de 587,7 mil. Tratava-se de um total muito superior à taxa populacional do arquipélago, que é inferior aos 2,4%. O peso destes trabalhadores no total da população empregada no arquipélago era de 17%, enquanto que no país a construção civil apenas representava 11,3% do total de empregos.
No ano de 2012, os trabalhadores açorianos neste sector representam 2,64% do total nacional, o que continua acima da nossa taxa populacional. Os cerca de 8.200 açorianos representam 8,18% do total de empregos na Região, o que se mantém acima dos 6,86% que se verifica no país. Na realidade, de acordo com os dados do INE para o 4º trimestre de 2012, neste momento a construção civil açoriana é a que maior peso tem no total de empregos de cada região do país.
Para atingir a média nacional de 6,86%, os Açores teriam de perder mais cerca de 1.300 postos de trabalho na construção civil, ficando com pouco mais de 6.900. Tendo em conta todos os indicadores dos últimos tempos, é bem provável que seja esse o caminho a seguir...

Cimentaçor reduz trabalhadores

Segundo a Antena 1, a Cimentaçor deverá lançar um plano de redução da sua mão de obra, num valor que não foi divulgado mas que pode ser significativo. Alegadamente, trata-se da forma de reagir a mais uma redução nas vendas daquela empresa, que no primeiro trimestre de 2012 deverá atingir os -25% em relação a há um ano atrás. 
Segundo a notícia, o processo passará apenas por negociação de pré-reformas e rescisões amigáveis, havendo lugar também a “renegociação de contratos com fornecedores e aumento de matéria prima local”. A empresa, com sede no Pico da Pedra, é detida pela Cimpor.

Comunidade surda na região exige “informação para todos”

surdosHá quantos anos existe a Associação de Surdos da Ilha de São Miguel?
No próximo dia 24 de Junho de 2013, a ASISM (Associação de Surdos da Ilha de S. Miguel) irá comemorar o seu 20º aniversário.

Quais os objectivos da associação?
Os principais objectivos são: a defesa e promoção dos interesses sócio-profissionais, educacionais, culturais e morais das pessoas surdas, e de todos os seus associados e suas famílias; criar estruturas de apoio ao surdo e implementar medidas de integração social; fomentar o ensino especial e difundir a Língua Gestual Portuguesa (LGP); desenvolver na Região Autónoma dos Açores, em articulação com organizações congéneres e entidades públicas, nacionais ou comunitárias, acções de prevenção, tratamento e rastreio da surdez; organizar serviços e desenvolver acções, no sentido de facultar aos próprios sócios e aos surdos em geral, todas as formas de apoio e informação destinados à resolução dos problemas gerais e da comunicação entre as pessoas surdas e ouvintes.

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Açores mantêm-se como 4ª região com maior registo de criminalidade do país

pspO número de participações criminais nos Açores em 2012 registou uma ligeira redução de 1,3%, que é uma redução inferior à registada no país, que foi de -2,4%. Em termos de capitação, os Açores continuam a ser a 4ª pior região do país, com uma média de 1 crime por cada 24 residentes, enquanto que a média nacional é de 1 crime por cada 26 residentes.
As ilhas parecem ser claramente mais propensas aos crimes contra as pessoas, que incluem brigas, homicídios e violência doméstica. Enquanto que a média nacional nesse tipo de crimes fica-se pelos 21,9% do total de denúncias, na Madeira ele atinge os 38,3% e nos Açores 34,7%. Já os crimes contra o património, que incluem roubos, no país atingem os 55,1%, enquanto que nos Açores se ficam pelos 43,9%. Nos crimes contra a vida em sociedade, que incluem condução com álcool (no país atingem quase 50% deste tipo de crimes), os Açores ficam-se pelos 10,2%, enquanto que o país atinge os 13,4%.
Na violência doméstica, os Açores são a 2ª pior região do país, a seguir à Madeira, com uma média de 11,3% de todos os crimes notificados. Em 2012 foram notificados às polícias 1156 crimes de violência doméstica, o que representa, apesar de tudo, uma redução de 6,6%.
A criminalidade violenta é que revelou uma subida importante nos Açores, em contraciclo com a média nacional, que baixou. No país houve uma redução de 7,8%, enquanto que nos Açores se verificou um aumento de 9,8. Apesar de tudo, os 235 casos de criminalidade violenta ocorridos nos Açores correspondem a 1,16% do total nacional, contra os 0,97% do ano de 2011.

Açores mantêm-se como 4ª região com maior registo de criminalidade

pspO número de participações criminais nos Açores em 2012 registou uma ligeira redução de 1,3%, que é uma redução inferior à registada no país, que foi de -2,4%. Em termos de capitação, os Açores continuam a ser a 4ª pior região do país, com uma média de 1 crime por cada 24 residentes, enquanto que a média nacional é de 1 crime por cada 26 residentes.
As ilhas parecem ser claramente mais propensas aos crimes contra as pessoas, que incluem brigas, homicídios e violência doméstica. Enquanto que a média nacional nesse tipo de crimes fica-se pelos 21,9% do total de denúncias, na Madeira ele atinge os 38,3% e nos Açores 34,7%. Já os crimes contra o património, que incluem roubos, no país atingem os 55,1%, enquanto que nos Açores se ficam pelos 43,9%. Nos crimes contra a vida em sociedade, que incluem condução com álcool (no país atingem quase 50% deste tipo de crimes), os Açores ficam-se pelos 10,2%, enquanto que o país atinge os 13,4%.
Na violência doméstica, os Açores são a 2ª pior região do país, a seguir à Madeira, com uma média de 11,3% de todos os crimes notificados. Em 2012 foram notificados às polícias 1156 crimes de violência doméstica, o que representa, apesar de tudo, uma redução de 6,6%.
A criminalidade violenta é que revelou uma subida importante nos Açores, em contraciclo com a média nacional, que baixou. No país houve uma redução de 7,8%, enquanto que nos Açores se verificou um aumento de 9,8. Apesar de tudo, os 235 casos de criminalidade violenta ocorridos nos Açores correspondem a 1,16% do total nacional, contra os 0,97% do ano de 2011.

LREC propõe avultadas obras para consolidação da encosta da Ferraria

ferraria derrocadaO Laboratório Regional de Engenharia Civil (LREC)  emitiu esta semana um relatório sobre a estrada de acesso à Ferraria que aponta a necessidade de realização de avultadas obras no local.
Já em 2005 o LREC tinha produzido um parecer geotécnico sobre a instabilidade da zona, no âmbito do projeto de recuperação das termas e zona envolvente, tendo então apontado para “os vários troços do acesso à zona da Ferraria, tendo sido efectuadas recomendações com vista à estabilização dos diferentes sectores”. Aparentemente essas recomendações não foram aplicadas. A Região investiu ali nos últimos 5 anos cerca de 4,5 milhões na “remodelação das termas e requalificação da zona balnear da Ferraria – paisagismo, construções de apoio e contenção de taludes”, segundo o relatório do Proconvergência.
Todo esse investimento está agora em causa. “O sector instabilizado no passado dia 18 de março apresenta várias cicatrizes resultantes de anteriores instabilidades geomorfológicas. Para além deste indicador de propensão deste local para a ocorrência de instabilidades geomorfológicas, foi observado um enfurnamento resultante de processos de erosão diferencial, face às heterogeneidades litológicas presentes. Importa referir que, durante a vistoria realizada, foi possível identificar diferentes setores potencialmente instáveis ao longo de todo o caminho de acesso à zona da Ferraria, nomeadamente, a presença de escoadas lávicas muito fraturadas, destacando blocos rochosos de volumetrias apreciáveis, alguns dos quais encontram-se no limiar da estabilidade. Foi possível ainda verificar que a plataforma do caminho de acesso encontra-se com fendilhação paralela à crista dos taludes contíguos para sul, em grande parte da sua extensão, resultantes de processos de assentamentos diferenciais. A presença de fendas, para além de corresponderam a locais favoráveis à circulação de água no interior do maciço, é indicadora de novas superfícies de ruptura, já definidas, que a curto prazo podem levar à ocorrência de novos episódios de instabilidade geomorfológica”.
O LREC avisa que “o enquadramento geológico e morfológico do local em análise permite verificar que a zona em causa apresenta uma elevada susceptibilidade à ocorrência de fenómenos de instabilidade geomorfológica, que podem ser desencadeados por eventos de natureza meteorológica e/ou sísmica adversos. Fatores como a precipitação, o escoamento superficial e interno, a sismicidade, as vibrações introduzidas pela passagem de viaturas, as alterações impostas ao terreno por via antrópica, entre outros constituem situações desfavoráveis à manutenção da estabilidade do local”.  E que “atendendo ao fato de a zona da Ferraria apresentar uma elevado valor geoambiental e turístico sendo muito frequentada durante todo o ano, sugere-se a implementação de algumas medidas imediatas. No entanto, assinala-se que as mesmas visam apenas uma redução do risco naquele sector específico, uma vez que enquanto não se implementarem medidas de protecção/estabilização, o perigo de ocorrência de novos episódios de instabilidade continuará a ser elevado”.
O LREC propõe medidas imediatas “com vista à mitigação do risco existente aos elementos potencialmente expostos”, que passam pela “interdição de circulação naquela via enquanto se observar a escorrência de água no talude e/ou houver previsão de condições meteorológicas intensas ou prolongadas; retirar todos os blocos de basalto de maiores dimensões resultantes da instabilidade verificada e que se encontram no tardoz do muro existente naquela zona. Não deverá ser removido o material granular mais fino ali existente e que se encontra acumulado na base do talude. Esta medida visa repor um espaço que sirva de “bacia de retenção” do material que eventualmente possa vir ainda a cair naquela zona; sensibilizar as pessoas que por ali circundam para o perigo geológico que o local apresenta, colocando sinalização”.
Ao nível de soluções de  protecção e estabilização “que visem minimizar o perigo e o risco”, deverão envolver diferentes técnicas. Nomeadamente, é sugerido:
“Remoção controlada de blocos destacados dos maciços rochosos e cunhas de materiais granulares que se encontram em situação de instabilidade, caso a sua remoção não provoque o descalce de blocos a montante. Este procedimento deverá ser executado com o maior cuidado de modo a evitar novas situações de instabilidade face a eventuais descompressões daí resultantes;
Construção de um muro de gabiões na zona agora instabilizada, de modo a proteger e a estabilizar a superfície do talude, evitando novos desmoronamentos.
Construção de muros de contenção e protecção em alguns locais junto à berma do caminho de acesso de modo a evitar a transposição de material de menor volumetria para o caminho.
Aplicação de barreiras em redes metálicas flexíveis e de protecção, a montante dos muros, de modo a dissipar a energia de blocos rochosos de pequenas e grandes dimensões. Estas deverão ser colocadas em toda a extensão do caminho de acesso localizadas na base de cada talude, bem como em todo o sopé da vertente.
Efectuar a reparação da camada de desgaste da plataforma de rodagem do caminho de acesso, através do preenchimento das fendas com betume, uma vez que essas fendas constituem locais preferenciais de infiltração de água no interior do maciço gerando instabilidade geomorfológica.;
Caso necessário, proceder à reparação do sistema de drenagem daquela via;
Proceder à substituição do descarregador de águas pluviais mencionado na figura 10, por um outro sistema de drenagem que que encaminhe as águas de uma forma controlada até à base do talude.
Proceder ao revestimento com vegetação endémica de baixo porte de modo a evitar processos de erosão”.
O futuro é, assim, de grandes obras...