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Sete desalojados nas ilhas Terceira e S. Jorge

mau tempoO mau tempo que se regista nos Açores não provocou estragos significativos, havendo apenas notícia de árvores caídas e alguns telhados de habitações danificados, segundo a protecção civil da região.
“Não há registo de estragos, apenas algumas árvores caídas e alguns telhados danificados”, adiantou fonte do Serviço Regional de Protecção Civil à agência Lusa.
Entretanto, a Antena 1/Açores avançou a existência de quatro desalojados no concelho da Praia da Vitória, ilha Terceira, e três no Norte Grande, em São Jorge.
Por precaução, foram ontem encerradas escolas em oito das nove ilhas do arquipélago e fechados todos os portos, portinhos e marinas para embarcações de comprimento inferior a 30 metros nas ilhas Terceira e Graciosa, mantendo-se o porto da Praia da Vitória, na Terceira, aberto para abrigo dessas mesmas embarcações.
As ligações marítimas Horta/Madalena e Horta/S. Roque/Velas (que envolvem as ilhas do Faial, Pico e S. Jorge) foram canceladas, tendo sido efectuado um reforço da vigilância, pela Polícia Marítima, nas zonas balneares e da orla marítima, com especial incidência nas costas norte das ilhas afectadas.
O Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Ponta Delgada (MRCC Delgada) assegurou ainda que estaria “permanentemente a acompanhar a actividade no mar”.
Também por precaução, o Governo dos Açores decidiu encerrar todos os serviços públicos da região a partir das 16h00 de ontem e a protecção civil aconselhou as populações a manterem-se em casa e saírem apenas “em caso de absoluta necessidade”.
Foi ainda encerrada ao trânsito, por precaução, a estrada regional Calhau Miúdo – Beira Mar da Vitória, na ilha Graciosa.
O Instituo Português do Mar e da Atmosfera previa ventos constantes na ordem dos 118 quilómetros por hora e rajadas que podiam atingir os 180 km/h nas ilhas do grupo ocidental (Flores e Corvo).
Quanto ao grupo central, a protecção civil alertou que as ilhas mais atingidas seriam o Pico e a Graciosa.
Na primeira, os ventos constantes poderiam atingir os 96 km/h, com rajadas que poderiam alcançar os 153 km/h. Na Graciosa, as rajadas poderiam chegar aos 184 km/h.
A ondulação prevista prevista para a noite de ontem seria de 12 a 14 metros para os dois grupos.
O Serviço Regional de Protecção Civil informou ainda que as condições meteorológicas no grupo oriental iriam sofrer um agravamento a partir das 18h00 de ontem.
 Para a ilha de São Miguel, estavam previstos ventos constantes na ordem dos 78 km/h, sendo que a rajada máxima poderia atingir os 130 km/h. Já para a ilha de Santa Maria, estavam previstos ventos na ordem dos 80 km/h podendo as rajadas atingir os 145 km/h.

Mal-parado das famílias passa pela 1ª vez os 4%

notasOs concelhos de Santa Cruz das Flores e da Ribeira Grande são os que apresentam os maiores rácios de crédito mal-parado das famílias dos Açores, de acordo com os dados do 4º trimestre de 2013 do Banco de Portugal. São os únicos da Região com médias acima dos 5%: Santa Cruz com 5,6% e a Ribeira Grande com 5,5%. Juntamente com a Lagoa (4,7%, Praia da Vitória (4,3%) e Ponta Delgada (4,2%), compõem o conjunto de concelhos que estão acima da média regional, que está nos 4,1% – um valor que nunca tinha sido atingido no passado.   
Trata-se de um aumento de 20,6% em relação aos 3,4% de incumprimento que se verificava há um ano atrás, o que mostra bem a degradação que se sente na economia regional – e essa degradação é também perceptível através da comparação com o todo nacional. É que, apesar da média regional ser ainda inferior aos 4,5% registados no país, o aumento nacional foi de apenas 9% neste período. E enquanto que os 4,1% dos Açores representam neste momento 91% da média nacional, há um ano atrás representavam apenas 83%.
Essa degradação percebe-se igualmente na variação das taxas de incumprimento ao nível concelhio. Há 8 concelhos onde o aumento da taxa de incumprimento foi superior à média regional, com Santa Cruz das Flores à cabeça, com uma variação de 55,6%, seguindo-se o Corvo (47,4%), a Calheta (41,7%), as Velas (39,1%), a Ribeira Grande (37,5%), Santa Cruz da Graciosa (35,7%), Vila do Porto (28,6%) e a Madalena (26,9%).
Em média, cada açoriano deve cerca de 13.660 euros, enquanto que a média nacional é de cerca de 13 mil euros. Os maiores valores estão em Ponta Delgada, com uma média de 16.889 euros por cidadão, seguindo-se a Horta (15.210), Angra (15.092) e a Praia da Vitória (13.811). Estes concelhos são os únicos com médias acima da regional e o facto de serem todas cidades, deverá reflectir o valor do imobiliário respectivo.
Comparando o peso dos empréstimos com o peso populacional, há também variações significativas. Ponta Delgada, com um peso nos empréstimos de 34,4% e um peso populacional de 27,84%, tem mais 23,6% do que o seu peso populacional.
A ilha de S. Miguel, que tem 55,9% da população regional, é responsável por 56,8% do total de empréstimos, o que ascende a cerca de 1.922 milhões de euros.
O mal-parado nos Açores atinge um total de 138,5 milhões de euros, com a ilha de S. Miguel a ser responsável por 62%.   

Taxas de retenção e desistência no ensino básico são as piores da última década

Quadro - escolaOs últimos dados sobre educação, incluídos na publicação “Anuário Estatístico de Portugal 2012”, divulgada ontem pelo INE, indicam que os Açores mantêm-se solidamente na cauda do país.
Aliás, há dados que pioram significativamente, como são os da taxa de retenção e desistência no ensino básico, e os da taxa de transição e conclusão no ensino superior.
A taxa de transição nos 3 ciclos do ensino básico foi no ano de 2011-2012 de 16,5% nos Açores, enquanto que no país se ficou pelos 9,9%. Mas a Região não apenas está acima da média nacional, como é a região com os piores valores. Mais grave que isso, só este dado: trata-se do valor mais elevado de toda a década (estes dados para os Açores estão disponíveis apenas a partir do ano lectivo de 2005-2006).
A tendência mantém-se nos 3 ciclos do básico, mas piora claramente no 3º ciclo, em que os Açores atingiram nesse ano uma taxa de 23,4% de desistência - enquanto que a nacional é de 15,6%. Novamente, trata-se do pior valor da década e aparentemente nunca se tinha ultrapassado os 20%...
A taxa de transição no ensino secundário tem vindo a ser melhor, mesmo com uma descida para apenas 71,1% nesse ano – o valor mais baixo desde 2007. Mas apesar de ser um valor inflacionado pelos cursos profissionais, o facto é que também se mantém abaixo dos 79,9% registados no país!     MM

Açores são a única região do país sem um lugar no Top 25 do “City Brand Ranking”

ponta delgada1A Região Autónoma dos Açores é a única região de Portugal que não possui um Município no Top 25, do ranking realizado pela “Bloom Consulting”, intitulado “City Brand Ranking - Municípios”, que ontem foi divulgado.
A Bloom Consulting é uma consultora internacional, sediada em Madrid e com escritórios em Lisboa, São Paulo e Los Angeles. Para este estudo foi avaliada a performance dos 308 Municípios portugueses ao longo do ano de 2013. Os dados económicos, turísticos e relativos à qualidade de vida, bem como as pesquisas feitas online sobre estas temáticas e ainda a presença de cada Município na esfera digital foram as variáveis tidas em consideração, na análise da Bloom Consulting.
Em relação aos Açores, Ponta Delgada encontra-se em primeiro lugar, embora em 42º lugar (de 308 municípios). Segue-se Angra do Heroísmo, em 86º, Horta, em 94ª, e Praia da Vitória, em 143º. A Lagoa e Vila do Porto ultrapassam a Ribeira Grande. Os Açores estão também presentes nos últimos lugares, com a Calheta em 302º, e as Lajes das Flores em 300º.
Ponta Delgada, que o estudo considera como sendo “a capital administrativa do arquipélago dos Açores”, obteve os melhores resultados em Visitar (Turismo) e Negócios (Investimento). Angra do Heroísmo e Horta estão praticamente na mesma posição do ranking, enquanto que a cidade da Horta obteve melhores resultados em Visitar (Turismo), Angra do Heroísmo esteve melhor na categoria de Negócios (Investimento) e Viver (Talento).
O estudo destaca que “o Município das Lajes do Pico obteve muito bons resultados em Negócios (Investimento) a nível regional acabando por ser penalizado pela sua má prestação em Visitar (Turismo) e Viver (Talento). Por outro lado, a Lagoa terminou em 5º lugar a nível regional, mas na vertente de Negócios (Investimento) ficou-se somente pelo 14º lugar tendo em conta o fraco clima de negócios”.
Por fim, a maioria dos Municípios da Região Autónoma dos Açores obtiveram maus resultados tanto ao nível de “Web Analytics” bem como ao nível de “Social Media”, à excepção do Município da Ribeira Grande, cujos resultados em “Social Media” se demonstraram “surpreendentemente positivos”.

Tarifas de estiva em Ponta Delgada aumentam 8,25% a 10 de Fevereiro

Porto de Ponta DelgadaA OPERPDL, empresa que gere a estiva no porto de Ponta Delgada, vai aumentar as suas tarifas em 8,25% já a partir de 10 de Fevereiro. Há cerca de 6 anos que as tarifas não eram actualizadas e a empresa está a entrar numa situação económica difícil. O aumento terá sido decidido pelo Director Regional dos Transportes e Comunicado aos administradores da Portos dos Açores, SA.
A OPERPDL já vinha a pedir a actualização das tarifas há vários anos, embora tivesse vindo a suportar aumentos dos salários dos trabalhadores portuários em 2010, 2013 e 2014. No ano de 2014, a empresa registou um prejuízo de cerca de 279.000 euros,  o que subtraiu do Balanço mais de metade das Reservas Livres, que eram de 550.000 euros. Segundo fonte ligada à empresa, “as previsões de perdas para o ano de 2014 podem ser ligeiramente menos volumosas, mas potencializam uma situação económica e financeira muito frágil e perigosa”.
De entre as principais causas desta situação constam o facto do volume de carga não estar a aumentar e das escalas de navios, sobretudo de contentores, estarem a descer,  uma vez que estão em operação seis navios em vez dos oito verificados em 2013. Por outro lado, não têm sido realizados suprimentos ou aumentos de capital por parte dos acionistas. O Governo Regional detém 20% da OPERPDL, através da Portos dos Açores. O restante capital social pertence em 40% à PTL – Sociedade Promotora de Transportes, Lda, e 40% à AçorPortos, SA (composta pela Mutualista e Transinsular)
No dia 29 de Janeiro  tiveram lugar em Ponta Delgada reuniões entre o SITGOA -Sindicato dos Trabalhadores Portuários do Grupo Oriental dos Açores,  assessorado pelo consultor Alexandre Gonçalves) e a Gerência da OPERPDL. Dessas reuniões saíram várias conclusões, acordos e sugestões, que foram transmitidas à Tutela.
No dia 31 de Janeiro,  às primeiras horas da manhã, foram transmitidas instruções, com carácter de urgência,  do Director Regional dos Transportes aos  administradores da Portos dos Açores, no sentido da alteração das tarifas praticadas pelas empresas de estiva, OPERTRI, OPERTERCEIRA e OPERPDL, aos seus respectivos clientes, assim como a alteração do procedimento da  facturação da Portos dos Açores, SA, no sentido desta ser efectuada directamente aos clientes requisitantes de máquinas e/ou gruas, em vez da facturação desde sempre existente às Empresas de Estiva.
As alterações foram aplicadas de imediato.  No dia 1 de Fevereiro na OPERTRI, com um aumento das tarifas praticadas de 3,2%, assim como na OPERTERCEIRA, com uma descida das tarifas praticadas, e, em ambas, a alteração de facturação da Portos dos Açores, SA . Na OPERPDL, nada aconteceu até ao momento, mas tudo indica que o aumento será efectivo a partir do dia 10 de Fevereiro.
O último pedido de aumento de tarifas da OPERPDL que foi dirigido à Portos dos Açores, teve lugar em Maio de 2013, solicitando um aumento de 7,5% nas tarifas e uma comissão e participação por crédito de 2% nas tarifas aplicadas pela Portos dos Açores, SA.
Entretanto, na próxima semana, terá lugar em Ponta Delgada a primeira ronda de reuniões entre a a OPERPDL e o SITGOA para a renegociação do Acordo de Empresa que está em vigor.