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Investimentos da ANA até 2017 com omissões importantes nos Açores

Aeroporto de Jo--o Paulo IIO Governo dos Açores considerou hoje que o plano estratégico da ANA – Aeroportos de Portugal até 2017 não contempla investimentos “importantes” na região, “em cumprimento do princípio da solidariedade e da coesão territorial”.
Quatro aeroportos dos Açores (Ponta Delgada, Horta, Santa Maria e Flores) estão concessionados à ANA, empresa privatizada no ano passado e que, em outubro, apresentou ao executivo regional o seu plano estratégico até 2017.
Segundo informação oficial transmitida à Lusa pela Secretaria Regional dos Transportes, o executivo açoriano comunicou à empresa, no final de 2013, que no plano em causa foram “omitidos” investimentos importantes para a região autónoma de que o Governo Regional tinha dado conhecimento “em devido tempo” à ANA.
No entanto, o Governo dos Açores reconhece que o plano estratégico prevê “vários” investimentos naqueles quatro aeroportos, sublinhando que, porém, os que não foram contemplados não são “menos importantes”.
Entre os investimentos ausentes do plano da ANA estão alguns “que se prendem com a renovação ou incremento de equipamentos que permitem prestar um melhor serviço aos passageiros de mobilidade reduzida”, como a aquisição de cadeiras de rodas para o aeroporto João Paulo II (Ponta Delgada) e de um “ambulift” (viatura para transporte de pessoas com deficiência) para a Horta.
No caso de Santa Maria, a ANA não especifica, diz o executivo açoriano, se será construída uma vedação de segurança que impeça o acesso ao aeroporto.
Em relação às Flores, “também não se clarifica” se o aeroporto passará a ter iluminação de pista para voos noturnos, “que seria muito vantajoso em possíveis situações de voos de evacuação noturna”.
Na mesma informação transmitida à agência Lusa, o Governo dos Açores destaca a inclusão no plano estratégico da ANA de investimentos “oportunamente reclamados” pela região e que incluem diversos trabalhos de remodelação nos aeroportos concessionados, assim como a recuperação do pavimento da pista das Flores, entre outros.

Estatísticas
Entre Julho e Setembro, nos aeroportos situados nos Açores houve uma redução de  0,5% nos Açores (-5,9% no 2º T 2013) ao nível do número de passageiros. No transporte de mercadorias nos portos, registou-se perdas de -9,34% no porto de Ponta Delgada e de -9,19%no porto da Praia da Vitória, com um total de 444 mil toneladas.

Químicos não vão passar pelos Açores

praia da vitóriaA Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ), envolvida no programa de desarmamento químico na Síria, disse ontem desconhecer qualquer transbordo de químicos em Portugal, afirmando que a operação decorrerá num porto italiano ainda não identificado.
“Não posso confirmar nem negar o que o Governo português anunciou. É a primeira vez que ouço isso. Tudo o que eu sei é que o navio americano se encontraria com o navio dinamarquês - e possivelmente um norueguês - num porto em Itália”, disse à agência Lusa por telefone o director de relações públicas da OPAQ.
Michael Luhan acrescentou que a organização e os países envolvidos na operação de retirada e destruição das armas químicas sírias estão a divulgar o mínimo de informação possível sobre os movimentos da operação, por motivos de segurança.
“O movimento destes químicos representa um certo risco, que a OPAQ não vê como particularmente alto, a ideia é reduzir o risco ao mínimo absoluto e uma forma de fazê-lo é não publicitando onde certas coisas vão acontecer e quando”, sublinhou o responsável.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros anunciou na terça-feira que as autoridades norte-americanas contactaram Portugal para avaliar a possibilidade de realizar o transbordo de material químico proveniente da Síria no porto da Praia da Vitória.
O material químico começou a sair da Síria no passado dia 7, no âmbito de um acordo sobre o desmantelamento do arsenal de armas químicas do regime de Damasco.

Carlos César com funções na empresa Globestar Systems, de David Tavares

Carlos CésarO ex-presidente do governo regional dos Açores desempenha atualmente funções de “Senior Advisory for Europe” na empresa Globestar Systems, Unipessoal, Lda. A informação foi divulgada no site pessoal de Carlos César no Linkedin, uma rede internacional de partilha de currículos profissionais, com mais de 225 milhões de utilizadores.  
A “Globestar Systems, Unipessoal, Lda” é uma empresa com sede em Ponta Delgada sendo o capital social detido integralmente pela empresa canadiana “Globestar Systems Inc.” que foi fundada por David Tavares, que nasceu em São Miguel e emigrou para o Canadá em 1966.
Em 1982, David Tavares criou a sua primeira empresa, a Tel - Connect Systems e actualmente preside a um grupo empresarial, liderado pela “Holding” Tel-e-Group, que integra, além da companhia originária, a Tel-e Technologies, a GlobeStar Systems e a Canada Pure.
Em 2008 a empresa canadiana apostou na Região Autónoma dos Açores e instalou em S. Miguel a Globestar Systems, Unipessoal, Lda que trabalha para diversas entidades.
No âmbito do Plano de Contingência para as Comunicações ao nível da Região, foi assinado um contrato com a GlobalStar System para a aquisição e instalação da Plataforma Integrada de Comunicações, permitindo que em situações de emergência, acidente grave ou catástrofe, a Região não fique sem comunicações. Neste âmbito, foi feita uma experiência piloto através de uma parceria estratégica com a Portugal Telecom, a EDA e as autarquias da Praia da Vitória e Povoação, para testar a Plataforma.
Em 2009 a Secretaria Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos convidou a GlobeStar System a integrar a Rede Europeia NEREUS.
Na sequência desse convite, os representantes da GlobeStar System tiveram oportunidade de assistir à Assembleia-Geral da NEREUS que “analisou os projetos existentes no âmbito da respetiva associação, com vista a uma eventual participação do Governo dos Açores em alguns  deles”, referia o secretário regional José Contente à data. “Fizemos o convite à GlobeStar System que tem um açoriano de gema à sua frente para poder analisar a possibilidade de novas oportunidades no âmbito daquilo que esta empresa já faz”, afirmou.
Através do Governo Regional,  os Açores são  fundadores da associação que representa as regiões europeias que utilizam tecnologia espacial, e, neste contexto, “têm a capacidade de poder federar novas entidades de modo a que elas possam participar em projetos europeus muito importantes”, explicou, na altura, José Contente.
O Governo Regional dos Açores tem mantido uma estreita relação com a GlobeStar System, nomeadamente em projetos de monitorização e proteção de dados, entre os quais um para a Proteção Civil e um outro, com a Universidade dos Açores, para a monitorização dos gases da Furna do Enxofre, na Graciosa.
David Tavares é também conselheiro do projeto “Rede Prestige Azores”. O projeto tem como objetivo criar uma rede de conselheiros aos quais são colocadas questões de âmbito geral ou específico, sendo os conselheiros, açorianos, descendentes de açorianos ou pessoas que estejam diretamente envolvidas com os Açores, residentes fora da Região e cujo trabalho tenha relevância nas mais diversas áreas.

Porto da Praia da Vitória pode ser utilizado para transbordo de armas químicas da Síria

praia da vitóriaA administração norte-americana solicitou às autoridades portuguesas a utilização de estruturas portuárias para a operação de transbordo das armas químicas recolhidas na Síria que estão a bordo de um barco dinamarquês para um navio norte-americano, apurou o jornal Público.
Tal operação foi solicitada no âmbito da resolução 2118 adoptada por unanimidade pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas e teve a aprovação da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCW).
O porto português em causa é o da Praia da Vitória, construído como apoio à base aérea das Lajes, pelo que Lisboa manteve já contactos com o Governo regional liderado pelo socialista Vasco Cordeiro, de acordo com o mesmo jornal.
O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, está também ao corrente da solicitação dos EUA. Contudo, ainda estão a ser analisados diversos factores de ordem técnica, ambiental e de segurança para ponderar a exequibilidade da operação.
Embora não esteja tomada uma decisão, o Público apurou que, para além dos Açores, Washington admite outra solução. O recurso a um porto italiano não especificado.

Ambientalistas não condenam transbordo
Os ambientalistas da ilha Terceira compreendem a eventual operação de transbordo de armas químicas que os Estados Unidos querem fazer no porto da Praia da Vitória.
Os ambientalistas da Terceira, em comunicado dirigido à Antena 1 Açores, explicam que se trata de uma missão de paz com o acordo das Nações Unidas.
Lembram, no entanto, que as armas químicas são sempre perigosas.

SATA diz que pôs DASH-200 à venda para perceber o seu valor de mercado...

sata dash-200“Hoje fui confrontado com o anúncio de que um dos Dash 200 da SATA Air Açores está à venda, mais precisamente o CS-TRB, de seu nome Graciosa”. Foi assim que o líder e deputado do PCP-Açores, Aníbal Pires, começou um texto sobre o assunto no seu blog pessoal, posteriormente passado ao Facebook e depois tratado pela comunicação social.
Aníbal Pires sugeria que a razão tinha a ver com a perda da rota Funchal-Porto Santo, que era operada por um dos 2 aviões deste género que a SATA tem, adquiridos no pacote da Bombardier, que incluiu os Dash-400 (que são os maiores). Diz o deputado: “Quem viaja na SATA Air Açores e dadas as características da sua operação facilmente conclui que a aeronave a mais, se é que há aeronaves a mais, é um Dash 400. Só razões que a razão desconhece podem justificar esta opção da administração e do Governo Regional, eu por mim diria que tem a ver com o financiamento para a aquisição da frota dos Dash 400”.
“Relevante é o facto de a administração da SATA e o Governo Regional nada dizerem sobre a estratégia para o Grupo SATA, a venda do avião Graciosa, não é um mero ato de gestão. Relevante é o facto de, ao invés de se procurar mercado para os Dash 400, e há mercado para a operação aérea destas aeronaves, se tenha decidido pela venda de um Dash 200. A SATA Internacional e mesmo a SATA Air Açores estão a ser alvo de um processo de desmantelamento, só isso pode justificar um conjunto de decisões e eventos que há cerca de um ano a esta parte têm vindo a acontecer com o Grupo SATA”.
À Antena 1, o deputado referia que lhe tinha sido passado por email por um amigo. Algumas horas depois era publicada cópia no grupo “Açores Global”, do Facebook.
A Antena 1 pegou no assunto e às 8h30 resumia o seu contacto com a empresa assim: “o porta-voz da SATA diz que com a saída da rota do Funchal a transportadora fez uma consulta para saber o valor de mercado do Dash-200 Graciosa, mas a venda é apenas uma das hipótese”.
Mas a partir de certa altura a posição da SATA parece ter-se alterado. Num dos intercalares da tarde, a rádio refere novo contacto, desta vez com a administradora Isabel Barata, que refere taxativamente: “Nós neste momento não vamos vender, está fora de questão”. Pouco depois, a empresa divulgava mesmo um comunicado de imprensa, em que refere que “face às notícias veiculadas pela comunicação social que alegam estar à venda uma aeronave da sua frota, nomeadamente um “Dash Q200”, a SATA esclarece: 1. Ao contrário do que referem as notícias vindas a público, a aeronave “Dash Q200”, que integra a frota da companhia, não está no mercado para venda. 2. As consultas e a circulação de informação junto do mercado de aviação, resultam de auscultação do mercado no âmbito de estudos que são realizados com regularidade e que têm como objetivo a permanente avaliação dos seus ativos. 3. Assim, a SATA reitera uma vez mais que a aeronave em causa, ou qualquer outra aeronave desta companhia, não está no mercado para venda, nem estão em causa quaisquer postos de trabalho”.
O documento que andou a circular, referia claramente “Dash 8-202 for sale” (Dash 8-202 para venda”  e que a “DAT LITE, como agente de vendas exclusivo, tem o prazer de oferecer para venda este Dash 8?202 aircraft”. Segundo o historial apresentado, “a aeronave foi construída em 25 de Maio de 1997 e entregue à Horizon Air, nos EUA. A SATA AIR AZORES comprou-a em 2010, actualizou-a para os padrões da EASA (European Aviation Safety Agency), registou-a como CS-TRB e opera-a em Portugal. A aeronave não tem um historial de danos significativos. A sua localização actual é Ponta Delgada, Açores, Portugal”.
O documento refere que a DAT Lite faz parte do está baseada na Lituânia e que faz parte do grupo Danish Air Transport. O site que é referido, no entanto, não está activo (www.datlite.lt).