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Oportunidades de negócio no Japão abordadas em workshop para empresas

camara-do-comercioDar a conhecer as potencialidades do mercado japonês aos empresários açorianos é o prinicipal objectivo do workshop intercultural que irá decorrer no próximo dia 9 de Maio, em Ponta Delgada, com a presença do especialista Martin Glisby.

Trata-se de uma iniciativa organizada pelo Centro de Cooperação Industrial UE-Japão (EU-Japan Centre for Industrial Cooperation) e pela rede Enterprise Europe Network (EEN) da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada.

“Este evento dedicado à cultura empresarial japonesa irá facultar aos participantes formas eficazes de comunicação com os potenciais parceiros japoneses. Será conduzido em inglês e terá um carácter bastante interativo”, salienta a associação empresarial, em nota. 

Com a entrada em vigor a 1 de Fevereiro do novo acordo entre a União Europeia e o Japão, as empresas, os agricultores, os trabalhadores e os consumidores da UE podem usufruir das vantagens de um comércio mais simples e mais rápido entre a UE e o Japão.

O Acordo de Parceria Económica UE-Japão elimina a maior parte dos direitos aduaneiros pagos anualmente pelas empresas da UE que exportam para o Japão (e que ascendem a mil milhões de euros), bem como uma série de barreiras regulamentares de longa data. Este acordo abre também o mercado japonês, que conta com 127 milhões de consumidores, aos principais produtos agrícolas da UE e aumenta as oportunidades de exportação da União em muitos outros setores.

É neste sentido que se realiza o workshop, destinado a empresas com interesse em encontrar parceiros de negócio naquele país. 

A formação, a ter lugar  na sede da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada, entre as 9 e as 13 horas, vai contar com a participação do especialista Martin Glisby, fundador e sócio-gerente da Glisby & Associates, uma empresa de consultoria com escritórios em Copenhaga e Tóquio, especializada em agilizar acordos de cooperação com parceiros japoneses.

Segundo frisa a CCIPD na mesma nota, Glisby presta serviços de consultoria a executivos “de topo” na Europa e no Japão. É fluente em japonês e a sua obra já foi traduzida para japonês, russo e chinês. Organiza e dinamiza workshops sobre cultura empresarial japonesa para profissionais em todo o mundo há já quase duas décadas.

 

“Organizar um casamento é criar um dia único e memorável na vida das pessoas”

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Foi criada para gerir o parque de diversões aquático em Vila Franca do Campo, mas hoje é na organização de casamentos que centra a sua actividade. Com um gabinete de design, outro de comunicação e imagem e toda uma equipa de ‘wedding planners’ e designers florais, a Atlântico Vila – Vinha d’Areia Eventos (AVVA Eventos) tem registado um significativo crescimento nos últimos anos. Se em 2014 organizou 10 casamentos, no ano passado este número ascendeu para mais de 40. Em entrevista ao Diário dos Açores, a responsável e ‘wedding planner’, Sílvia Vasconcelos, conta como evoluiu a actividade da Atântico Vila e dos desafios que a actividade enfrenta.

Diário dos Açores – Como surgiu a ideia para a organização de casamentos pela Atlântico Vila?

Sílvia Vasconcelos – A Atlântico Vila começou por ser uma empresa municipal, criada pela Câmara Municipal de Vila Franca do Campo, com o intuito de explorar o primeiro parque de diversões aquático dos Açores, o Aquaparque. Surgiu nesta situação em 2002 e entre este ano e 2013 tivemos como actividade principal a exploração de todo o complexo turístico da Vinha da Areia a par dos bares de praia e da marina do concelho. Em 2007, organizámos a primeira Festa Branca e fizemo-lo durante 10 anos, até 2017. Foi também em 2007 que uma colaboradora nossa nos desafiou a organizar o seu casamento. Nós tínhamos a tenda montada, por ocasião da Festa Branca, e ela disse-nos que tinha gosto em casar naquele espaço. Aceitámos, então, o desafio e organizámos o seu casamento. Depois deste primeiro, fizemos outros casamentos de colaboradores da Atlântico Vila e aí surgiu a ideia de começarmos a fazer casamentos. Inicialmente, fizemos casamentos só para colaboradores e pessoas mais próximas, mas em 2013 – último verão do Aquaparque -, quando se definiu que não havia capacidade de se manter o parque sem os acordos iniciais existentes com a Câmara Municipal, decidimos enveredar pela organização de eventos. Era algo que gostávamos de fazer e que a nossa equipa fazia bem. Então, desde 2014 que organizamos casamentos de uma forma mais profissional. A Atlântico Vila deixou agora de estar ligada ao município, pois foi vendida recentemente. Como é sabido, a autarquia vendeu recentemente a totalidade da sua participação, que começou por ser de 51%, passando para 49%, mas agora vendeu a totalidade das suas acções, pelo que a Atlântico Vila deixou de ter qualquer ligação à câmara municipal. 

 

Como tem corrido desde que começaram a organizar os casamentos?

SV – Nós começámos em 2014 a fazer os casamentos e, neste ano, tivemos cerca de uma dezena de casamentos. Em 2018 tivemos 43…! Ou seja, a actividade veio a crescer muito todos os anos. Isto é um mercado de emoções e as pessoas procuram-nos principalmente pelas referências positivas que ouvem, seja de outros noivos ou de convidados que vieram a casamentos em espaços nossos… Foi assim que fomos chegando aos nossos clientes. Temos tido um ‘feedback’ muito positivo de portais especializados em casamentos, como o portal português “casamento.pt” ou o “Zankyou” que é internacional. Também obtemos reacções através das nossas páginas de Instagram e de Facebook. 

 

Organizam festas só para locais?

SV – Não, cada vez organizamos mais casamentos de noivos nacionais e estrangeiros, porque os Açores são agora um ‘destination wedding’ (destino de casamentos) para noivos de todo o mundo. O vir casar aos Açores acaba por ser um nicho de mercado dentro do turismo e nós estamos a crescer com o mercado.

 

Estamos a falar de noivos oriundos de que destinos?

SV – Já tivemos de vários destinos. Noivos italianos, ingleses, espanhóis, americanos sem ligação nenhuma aos Açores e muitos americanos descendentes de avós ou pais açorianos. Principalmente estes destinos. Depois, já tivemos noivos de Portugal continental e da Madeira a casar cá nos Açores. 

 

E como é que se desenrola todo o processo de organização de um casamento? Onde começa o vosso trabalho e onde termina?

SV – Esta é a parte que nós mais gostamos de fazer. Hoje em dia, a Atlântico Vila – Vinha d’Areia Eventos (AVVA) orgulha-se de fazer todos os serviços que os noivos precisem, sejam eles locais ou estrangeiros. Para os noivos de fora da região, o nosso serviço é uma mais-valia porque não têm de se preocupar com nada, tendo a AVVA como único interlocutor. Com os noivos locais, estes podem envolver-se mais na organização. O que nós oferecemos é o serviço de ‘wedding planner’, que é aquela pessoa que está próxima do casal e que ajuda-os a planear e a concretizar todo o dia do casamento. E fazemos tudo, só não escolhemos o vestido da noiva e o fato do noivo. Temos um gabinete próprio de design, que faz todo o estacionário do casamento – convites, ‘save the date’, ementas, ‘layout’ da sala, ‘sitting’, as lembranças, os missais, os cones para o arroz ou outro tipo de necessidade. Depois fazemos toda a parte do design floral – ramo da noiva, artefacto de alianças, lapelas para o noivo, decoração da igreja ou cerimónia civil, tudo com flores naturais. Tudo isso a par de toda a decoração do espaço da festa. Temos ainda uma vasta gama de parceiros, fornecedores recomendados, que nos ajudam: desde as pasteleiras de doçaria conventual, aos fotógrafos, vídeo, animação, bandas de música, fogo-de-artifício… 

 

Acabam por dinamizar, de alguma forma, a economia local…

SV – Os casamentos ainda não são um sector de actividade, mas com o volume de negócios que os casamentos em Portugal começam a ter, provavelmente, em poucos anos, passará a sê-lo. Inclusive, a AVVA Eventos vai lançar na próxima semana um conceito novo. É a primeira vez que falo nisso publicamente. Trata-se do conceito “Nós”, que consiste precisamente em criar um grupo de parceiros da AVVA Eventos. Estes parceiros terão que ter um conjunto de características de fornecedor que se identifiquem connosco, com a nossa missão e com a nossa forma de estar no mercado, e vamos privilegiar quem está mais próximo de nós, ou seja, em Vila Franca do Campo, e quem trabalhe connosco com o mesmo afinco e vontade de serem os melhores. É isso que desejamos: ser os melhores na área de organização de casamentos e que Vila Franca do Campo seja uma referência no século XXI a este nível.

 

Como é que se marca a diferença em relação a outros ‘wedding planners’?

SV -  Eu costumo dizer que a AVVA tem duas coisas únicas. A primeira é o espaço em que trabalhamos, as suas salas. Nós temos dois spots diametralmente opostos, mas ambos fantásticos: a baía da praia Vinha d’Areia e o Jardim José do Canto. O segundo aspecto, ainda mais importante, é a equipa de trabalho. A AVVA Eventos é um grupo de pessoas que comunga do mesmo objectivo de fazer festas fantásticas, para que os noivos fiquem orgulhosos do seu dia. Porque não se trata de vender uma refeição ou um par de sapatos. Organizar um casamento é criar um dia único e memorável na vida das pessoas.  A AVVA quer deixar um registo carinhoso na cabeça dos seus noivos.

 

A equipa é constituída por quantas pessoas e de que áreas?

SV – Nós somos 14. Somos cinco ‘wedding planners’, um gabinete de design com duas pessoas, outro de comunicação e imagem com duas pessoas, um designer floral e organizador de eventos, dois chefes de eventos e dois chefes de sala. Temos ainda uma equipa de cozinha fantástica. Num casamento, a casa pode estar toda magnífica e tudo lindo de morrer, mas o “selo” final de qualidade é dado pela comida! Por isso, nunca poderia deixar de falar na nossa equipa de cozinha que se desdobra e é incansável. Orgulho-me em dizer que a comida da AVVA Eventos é já uma referência. Os noivos apontam a comida sempre como um aspecto positivo, quer a nível de quantidade, quer a nível de apresentação e qualidade. 

 

Como é que surgiu a oportunidade de a AVVA Eventos trabalhar na estufa do Jardim José do Campo?

SV – A Dr.ª Margarida Athayde (presidente da Fundação do Jardim José do Canto) queria dar um ‘refresh’ na estufa que estava um pouco abandonada. Entretanto, um amigo em comum apresentou-me à Dr.ª Margarida e, após conversarmos, chegou-se à conclusão que vir para cá seria uma aposta ganha. O Jardim José do Canto é muito importante no portefólio da AVVA e penso que para o jardim é também uma mais-valia ter uma empresa como a nossa a dinamizar o espaço. 

 

E preocupações? Que desafios encontra na gestão desta actividade?

SV – Hoje em dia, para conseguirmos dar resposta a toda a procura que temos tido, o maior desafio é a falta de recursos humanos. Um problema que toda a restauração e área do turismo, em geral, estão a atravessar. A nível de serviço de mesa, barmen, empregados de sala há realmente um problema grave em São Miguel relativamente a este aspecto. Além disso, outro desafio é focarmo-nos no ano que vem. Não vale a pena olhar para o lado ou para trás. Temos de estar focados no que vem a seguir, no que o mercado anda a pedir, para responder aos desafios e para que a empresa cresça de forma consistente.

 

Como olha para o futuro da empresa? Novos projectos?

SV – No próximo ano, teremos uma nova sala na zona da Vinha d’Areia. Finalmente vamos ter uma sala de eventos que será, muito provavelmente, a melhor de São Miguel com uma vista para o mar fantástica e uma varanda deslumbrante, que era um sonho nosso de há muito tempo. Além disso, queremos fazer cada vez mais melhores eventos, ou seja, mais coesos e consistentes. Queremos ser reconhecidos por isso mesmo, por sermos próximos dos nossos clientes, por concretizar sonhos… Gostamos de fazer coisas noivas e arrojadas e é isso que nos vejo a fazer no futuro. 

 

Interdito acesso viário à Fajã da Ferraria em São Miguel

FerrariaO Governo dos Açores determinou a interdição imediata da via de acesso à Fajã da Ferraria, a partir do miradouro da ilha Sabrina, na ilha de São Miguel.

Esta interdição foi decidida na sequência de uma avaliação do Laboratório Regional de Engenharia Civil (LREC) às condições de segurança do talude sobranceiro à via de acesso à Fajã da Ferraria, solicitada pela Direcção Regional do Ambiente devido a vários sinais de instabilidade. 

Os desabamentos ocorridos nos últimos dias envolveram o despreendimento de vários blocos rochosos de diferentes tamanhos que alcançaram os dois lanços inferiores da estrada, provocando danos no pavimento.

De acordo com o relatório preliminar do LREC, o talude continua a apresentar sinais de precariedade, com a frequente queda de detritos rochosos de pequenas dimensões para a via pública, sendo que a rotura ocorrida deixou em situação de potencial instabilidade vários blocos rochosos que podem desprender-se a qualquer momento, colocando os utilizadores da via vulneráveis ao perigo ali existente.

Com base no relatório do LREC, a Direcção Regional do Ambiente determinou a execução imediata de medidas mitigadoras para garantir a estabilidade do sector afectado, nomeadamente o saneamento de blocos destacados e em situação de instabilidade e a colocação de redes metálicas fixadas com pregagens.

A implementação destas medidas requer a execução de trabalhos especializados, com eventual recurso a acesso por cordas (rappel), para além de trabalhos complementares de criação de linhas de segurança e corte de vegetação.

Paralelamente, será efectuado um estudo mais aprofundado do respectivo maciço rochoso.

A interdição do acesso à Fajã da Ferraria vigorará pelo tempo estritamente necessário para a correcta e adequada implementação das medidas necessárias a repor a segurança naquela via.

“Organizar um casamento é criar um dia único e memorável na vida das pessoas”

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Foi criada para gerir o parque de diversões aquático em Vila Franca do Campo, mas hoje é na organização de casamentos que centra a sua actividade. Com um gabinete de design, outro de comunicação e imagem e toda uma equipa de ‘wedding planners’ e designers florais, a Atlântico Vila – Vinha d’Areia Eventos (AVVA Eventos) tem registado um significativo crescimento nos últimos anos. Se em 2014 organizou 10 casamentos, no ano passado este número ascendeu para mais de 40. Em entrevista ao Diário dos Açores, a responsável e ‘wedding planner’, Sílvia Vasconcelos, conta como evoluiu a actividade da Atântico Vila e dos desafios que a actividade enfrenta.

Diário dos Açores – Como surgiu a ideia para a organização de casamentos pela Atlântico Vila?

Sílvia Vasconcelos – A Atlântico Vila começou por ser uma empresa municipal, criada pela Câmara Municipal de Vila Franca do Campo, com o intuito de explorar o primeiro parque de diversões aquático dos Açores, o Aquaparque. Surgiu nesta situação em 2002 e entre este ano e 2013 tivemos como actividade principal a exploração de todo o complexo turístico da Vinha da Areia a par dos bares de praia e da marina do concelho. Em 2007, organizámos a primeira Festa Branca e fizemo-lo durante 10 anos, até 2017. Foi também em 2007 que uma colaboradora nossa nos desafiou a organizar o seu casamento. Nós tínhamos a tenda montada, por ocasião da Festa Branca, e ela disse-nos que tinha gosto em casar naquele espaço. Aceitámos, então, o desafio e organizámos o seu casamento. Depois deste primeiro, fizemos outros casamentos de colaboradores da Atlântico Vila e aí surgiu a ideia de começarmos a fazer casamentos. Inicialmente, fizemos casamentos só para colaboradores e pessoas mais próximas, mas em 2013 – último verão do Aquaparque -, quando se definiu que não havia capacidade de se manter o parque sem os acordos iniciais existentes com a Câmara Municipal, decidimos enveredar pela organização de eventos. Era algo que gostávamos de fazer e que a nossa equipa fazia bem. Então, desde 2014 que organizamos casamentos de uma forma mais profissional. A Atlântico Vila deixou agora de estar ligada ao município, pois foi vendida recentemente. Como é sabido, a autarquia vendeu recentemente a totalidade da sua participação, que começou por ser de 51%, passando para 49%, mas agora vendeu a totalidade das suas acções, pelo que a Atlântico Vila deixou de ter qualquer ligação à câmara municipal. 

 

Como tem corrido desde que começaram a organizar os casamentos?

SV – Nós começámos em 2014 a fazer os casamentos e, neste ano, tivemos cerca de uma dezena de casamentos. Em 2018 tivemos 43…! Ou seja, a actividade veio a crescer muito todos os anos. Isto é um mercado de emoções e as pessoas procuram-nos principalmente pelas referências positivas que ouvem, seja de outros noivos ou de convidados que vieram a casamentos em espaços nossos… Foi assim que fomos chegando aos nossos clientes. Temos tido um ‘feedback’ muito positivo de portais especializados em casamentos, como o portal português “casamento.pt” ou o “Zankyou” que é internacional. Também obtemos reacções através das nossas páginas de Instagram e de Facebook. 

 

Organizam festas só para locais?

SV – Não, cada vez organizamos mais casamentos de noivos nacionais e estrangeiros, porque os Açores são agora um ‘destination wedding’ (destino de casamentos) para noivos de todo o mundo. O vir casar aos Açores acaba por ser um nicho de mercado dentro do turismo e nós estamos a crescer com o mercado.

 

Estamos a falar de noivos oriundos de que destinos?

SV – Já tivemos de vários destinos. Noivos italianos, ingleses, espanhóis, americanos sem ligação nenhuma aos Açores e muitos americanos descendentes de avós ou pais açorianos. Principalmente estes destinos. Depois, já tivemos noivos de Portugal continental e da Madeira a casar cá nos Açores. 

 

E como é que se desenrola todo o processo de organização de um casamento? Onde começa o vosso trabalho e onde termina?

SV – Esta é a parte que nós mais gostamos de fazer. Hoje em dia, a Atlântico Vila – Vinha d’Areia Eventos (AVVA) orgulha-se de fazer todos os serviços que os noivos precisem, sejam eles locais ou estrangeiros. Para os noivos de fora da região, o nosso serviço é uma mais-valia porque não têm de se preocupar com nada, tendo a AVVA como único interlocutor. Com os noivos locais, estes podem envolver-se mais na organização. O que nós oferecemos é o serviço de ‘wedding planner’, que é aquela pessoa que está próxima do casal e que ajuda-os a planear e a concretizar todo o dia do casamento. E fazemos tudo, só não escolhemos o vestido da noiva e o fato do noivo. Temos um gabinete próprio de design, que faz todo o estacionário do casamento – convites, ‘save the date’, ementas, ‘layout’ da sala, ‘sitting’, as lembranças, os missais, os cones para o arroz ou outro tipo de necessidade. Depois fazemos toda a parte do design floral – ramo da noiva, artefacto de alianças, lapelas para o noivo, decoração da igreja ou cerimónia civil, tudo com flores naturais. Tudo isso a par de toda a decoração do espaço da festa. Temos ainda uma vasta gama de parceiros, fornecedores recomendados, que nos ajudam: desde as pasteleiras de doçaria conventual, aos fotógrafos, vídeo, animação, bandas de música, fogo-de-artifício… 

 

Acabam por dinamizar, de alguma forma, a economia local…

SV – Os casamentos ainda não são um sector de actividade, mas com o volume de negócios que os casamentos em Portugal começam a ter, provavelmente, em poucos anos, passará a sê-lo. Inclusive, a AVVA Eventos vai lançar na próxima semana um conceito novo. É a primeira vez que falo nisso publicamente. Trata-se do conceito “Nós”, que consiste precisamente em criar um grupo de parceiros da AVVA Eventos. Estes parceiros terão que ter um conjunto de características de fornecedor que se identifiquem connosco, com a nossa missão e com a nossa forma de estar no mercado, e vamos privilegiar quem está mais próximo de nós, ou seja, em Vila Franca do Campo, e quem trabalhe connosco com o mesmo afinco e vontade de serem os melhores. É isso que desejamos: ser os melhores na área de organização de casamentos e que Vila Franca do Campo seja uma referência no século XXI a este nível.

 

Como é que se marca a diferença em relação a outros ‘wedding planners’?

SV -  Eu costumo dizer que a AVVA tem duas coisas únicas. A primeira é o espaço em que trabalhamos, as suas salas. Nós temos dois spots diametralmente opostos, mas ambos fantásticos: a baía da praia Vinha d’Areia e o Jardim José do Canto. O segundo aspecto, ainda mais importante, é a equipa de trabalho. A AVVA Eventos é um grupo de pessoas que comunga do mesmo objectivo de fazer festas fantásticas, para que os noivos fiquem orgulhosos do seu dia. Porque não se trata de vender uma refeição ou um par de sapatos. Organizar um casamento é criar um dia único e memorável na vida das pessoas.  A AVVA quer deixar um registo carinhoso na cabeça dos seus noivos.

 

A equipa é constituída por quantas pessoas e de que áreas?

SV – Nós somos 14. Somos cinco ‘wedding planners’, um gabinete de design com duas pessoas, outro de comunicação e imagem com duas pessoas, um designer floral e organizador de eventos, dois chefes de eventos e dois chefes de sala. Temos ainda uma equipa de cozinha fantástica. Num casamento, a casa pode estar toda magnífica e tudo lindo de morrer, mas o “selo” final de qualidade é dado pela comida! Por isso, nunca poderia deixar de falar na nossa equipa de cozinha que se desdobra e é incansável. Orgulho-me em dizer que a comida da AVVA Eventos é já uma referência. Os noivos apontam a comida sempre como um aspecto positivo, quer a nível de quantidade, quer a nível de apresentação e qualidade. 

 

Como é que surgiu a oportunidade de a AVVA Eventos trabalhar na estufa do Jardim José do Campo?

SV – A Dr.ª Margarida Athayde (presidente da Fundação do Jardim José do Canto) queria dar um ‘refresh’ na estufa que estava um pouco abandonada. Entretanto, um amigo em comum apresentou-me à Dr.ª Margarida e, após conversarmos, chegou-se à conclusão que vir para cá seria uma aposta ganha. O Jardim José do Canto é muito importante no portefólio da AVVA e penso que para o jardim é também uma mais-valia ter uma empresa como a nossa a dinamizar o espaço. 

 

E preocupações? Que desafios encontra na gestão desta actividade?

SV – Hoje em dia, para conseguirmos dar resposta a toda a procura que temos tido, o maior desafio é a falta de recursos humanos. Um problema que toda a restauração e área do turismo, em geral, estão a atravessar. A nível de serviço de mesa, barmen, empregados de sala há realmente um problema grave em São Miguel relativamente a este aspecto. Além disso, outro desafio é focarmo-nos no ano que vem. Não vale a pena olhar para o lado ou para trás. Temos de estar focados no que vem a seguir, no que o mercado anda a pedir, para responder aos desafios e para que a empresa cresça de forma consistente.

 

Como olha para o futuro da empresa? Novos projectos?

SV – No próximo ano, teremos uma nova sala na zona da Vinha d’Areia. Finalmente vamos ter uma sala de eventos que será, muito provavelmente, a melhor de São Miguel com uma vista para o mar fantástica e uma varanda deslumbrante, que era um sonho nosso de há muito tempo. Além disso, queremos fazer cada vez mais melhores eventos, ou seja, mais coesos e consistentes. Queremos ser reconhecidos por isso mesmo, por sermos próximos dos nossos clientes, por concretizar sonhos… Gostamos de fazer coisas noivas e arrojadas e é isso que nos vejo a fazer no futuro. 

 

Cinco detidos por tráfico de droga em Rabo de Peixe (2)

apreensão psp rabo de peixeA Divisão Policial de Ponta Delgada, através de polícias da Esquadra de Investigação Criminal, realizou na passada segunda-feira, no âmbito de uma investigação por suspeitas da prática do crime de tráfico de estupefacientes, uma operação policial de grande envergadura na freguesia de Rabo de Peixe, concelho da Ribeira Grande, a qual envolveu a participação de diversas valências policiais, nomeadamente Equipas de Intervenção Rápida e binómios cinotécnicos da Força Destacada da Unidade Especial de Polícia.

Segundo comunicado da PSP, a investigação em causa que decorria há cerca de oito meses, visou desmantelar uma complexa rede de venda e distribuição de estupefacientes que operava naquela freguesia desde há longa data.

No âmbito desta operação foram detidos 5 indivíduos do género masculino, com idades compreendidas entre os 29 e os 44 anos e realizadas um total de 7 buscas domiciliárias e 4 buscas não domiciliárias, das quais resultou a apreensão de cerca de 1025 doses de cocaína, duas viaturas, 15.270 euros em numerário, vários equipamentos de comunicações, uma balança de precisão e outros artigos relacionados com o ilícito em investigação. Presentes perante a competente Autoridade Judiciária foram aplicadas a três dos detidos as medidas de coação de apresentações na Esquadra da sua área de residência e a dois dos detidos a medida de coação de prisão preventiva, tendo os mesmos sido conduzidos ao Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada, onde aguardam os ulteriores termos do processo. 

De salientar que no âmbito da mesma investigação foram detidos no último mês outros dois indivíduos do género masculino, um dos quais sujeito à medida de coação de prisão preventiva e outro a apresentações diárias na Esquadra da sua área de residência, suspeitos de em conjugação de esforços com os agora detidos, participarem também na actividade ilícita em investigação, tendo na altura da sua detenção sido apreendidas 2000 doses individuais de haxixe e 23 de cocaína. 

É convicção da Polícia que com a presente investigação foi possível fazer cessar uma intensa actividade ilícita de venda de estupefacientes que se desenvolvia na freguesia de Rabo de Peixe.