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Quatro plantas de Liamba e 60 doses de droga apreendidas na Ribeira Grande

pspA Polícia de Segurança Pública (PSP), no âmbito de um processo de furto qualificado, deteve ontem, na Ribeira Grande, um homem, de 24 anos de idade, por suspeita de cultivo e tráfico de estupefacientes.
No cumprimento de um mandato de busca e apreensão, foram localizadas quatro plantas de Liamba, espécie Cannabis Sativa L, 0.5 doses de Liamba, já pronta a vender e consumir, 66.8 doses de Haxixe, a quantia de 100 euros em notas e outros artigos, directa ou indirectamente relacionados com o tráfico de droga.
Ainda na Ribeira Grande, mas na terça-feira, dia 22 de Outubro, elementos da Equipa da Escola Segura identificaram um homem, maior de idade, que se encontrava no interior de um veículo junto a um estabelecimento de ensino, tendo em sua posse 2.4 doses de Cannabis Sativa L.
A PSP deteve ainda, através da Brigada de Investigação Criminal da Divisão Policial de Ponta Delgada um homem, de 38 anos de idade, por tráfico de droga, após ter sido efectuada uma busca domiciliária à sua residência.
Segundo o relatório da PSP, foram apreendidas cerca de 24 doses individuais de heroína, 290 euros e outros objectos que o auxiliavam na prática ilícita que tem vindo a desenvolver. Após ser presente a primeiro interrogatório Judicial, foi-lhe aplicada a medida de coacção de internamento num centro de saúde, até ao julgamento.
Em Ponta Delgada, foram detidos dois homens, de 20 e 34 anos de idade, por condução de veículo automóvel, sob a influência de álcool, com as TAS de 2.64 e 1.58 g/l, respectivamente.
A PSP deteve ainda outro homem, de 19 anos de idade, por condução de um ciclomotor, sem habilitação legal.
No âmbito de actuação da Esquadra de Trânsito, a polícia deteve por desobediência, um homem, de 37 anos de idade, após se ter recusado a efectuar o teste de alcoolemia.
Na terça-feira ocorreram nos Açores quatro acidentes de viação, dos quais resultaram apenas danos materiais.

 

Iniciados estudos de alegados achados arqueológicos na Terceira

Monte BrasilUma equipa de 13 especialistas das áreas de Arqueologia, História e Geologia iniciou ontem uma investigação a alegados achados arqueológicos na ilha Terceira, anunciou o director regional da Cultura, Nuno Ribeiro Lopes.
“O que gostaríamos é que saísse daqui uma recomendação sobre aquilo que devemos fazer. Não vamos provar se é verdade ou não é, se é datado desta ou daquela época”, salientou, numa conferência de imprensa, em Angra do Heroísmo.
Se as condições meteorológicas o permitirem, a comissão de especialistas terminará o seu trabalho no sábado, dia 19, de manhã, emitindo depois um relatório com orientações para a Direcção Regional da Cultura, refere a agência Lusa..
Nuno Ribeiro Lopes destacou que a comissão é “completamente independente” e realçou que nem a Direcção Regional da Cultura, nem os especialistas que descobriram locais que consideram ter valor arqueológico estão representados.
A criação desta comissão surge na sequência de um projecto de resolução do PPM, que recomenda ao Governo Regional que promova um estudo que permita a datação de achados nas ilhas Terceira e Corvo, por haver cientistas que defendem que são anteriores ao povoamento português do arquipélago.
O director regional da Cultura justificou a não integração de quem identificou os locais nesta comissão com a necessidade de manter sua a independência.
“O que queríamos era que as pessoas estivessem livres de preconceito e pudessem abordar o assunto com toda a clareza”, frisou, acrescentando que cabe à comissão decidir se quer ou não ouvir os cientistas que identificaram os locais.
A equipa é constituída por Cláudio Torres, responsável pelo Campo Arqueológico de Mértola, Isabel Albergaria, Avelino Meneses, José Damião, João Luís Gaspar, Gabriela Queirós, Ana Isabel Gomes e Angus Duncan, da Universidade dos Açores, Raquel Vilaça, da Universidade de Coimbra, Ana Margarida Arruda e Ana Catarina Sousa, da Universidade de Lisboa, Rui Parreira, da Direcção Regional de Cultura do Algarve, e Francisco Maduro Dias, do Instituto Histórico da Ilha Terceira.
Questionado pelos jornalistas, o historiador Avelino Meneses considerou ser “prematuro” adiantar com quem e quando vai a comissão falar, tendo em conta que os trabalhos se iniciaram ontem.
“Vamos definir que instrumentos de trabalho carecemos e vamos ponderar quem deveremos ouvir”, frisou.
A comissão vai investigar três locais na ilha Terceira, Monte Brasil, Espigão e Quatro Ribeiras, até sábado, escolhendo uma data para posteriormente alguns elementos visitarem também a ilha do Corvo.

Novo modelo de financiamento das IPSS’s preocupa PSD/Açores

Duarte freitasO líder do PSD/Açores alertou ontem para as “consequências gravosas” que o novo modelo de financiamento das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS’s) da região pode provocar, acusando o Governo Regional de querer aumentar a comparticipação das famílias.
“As propostas que estão em cima da mesa são arriscadas para o futuro e motivo de preocupação para as famílias e para as IPSS’s, na medida em que a prazo poderá implicar não só elevados cortes nas capacidades das IPSS’s nas valências que têm instaladas, nomeadamente no âmbito da terceira idade, mas também para as próprias famílias naquilo que poderão ter de comparticipar”, salientou.
Segundo a agência Lusa, Duarte Freitas, presidente do PSD/Açores, falava aos jornalistas à saída de uma reunião com a União Regional de Instituições Particulares de Solidariedade Social dos Açores (URIPSSA), em Angra do Heroísmo.
O líder regional social-democrata disse não entender a necessidade que o executivo açoriano tem de pedir um aumento de comparticipação às famílias, quando está sempre a “repetir que não tem dificuldades financeiras”.
“Estamos muito preocupados com as dificuldades que as famílias estão a atravessar neste momento e mais preocupados ficamos quando ouvimos da parte da senhora secretária dizer que as famílias tinham que ajudar a Região neste momento”, salientou.
Duarte Freitas referia-se a declarações da secretária regional da Solidariedade Social, no final de setembro, em que a governante defendeu a necessidade de rever as portarias que definem a “comparticipação familiar” no pagamento de valências das IPSS’s.
Segundo Piedade Lalanda, o executivo pretende que os rendimentos do agregado familiar sejam utilizados para calcular essa comparticipação no pagamento dos lares, como acontece com as creches e ATL’s, já que nos lares de idosos a comparticipação é calculada com base em 80% da pensão do utente.
Quanto ao novo modelo de financiamento das IPSS’s, que entra em vigor em janeiro de 2014, prevê que as instituições deixam de receber uma verba para assegurar o pagamento de vencimentos e o seu financiamento e passam a receber um “valor padrão”, com base nos serviços prestados em número de vagas que o Governo Regional contractualiza com cada IPSS’s.
Paulo Almeida, presidente da União Regional de Instituições Particulares de Solidariedade Social dos Açores, considerou que os valores, que não eram actualizados desde 2009, “respondem às necessidades” das instituições, excepto nos casos em que o montante é reduzido.
O presidente da URIPSSA salientou que o novo modelo vem “rectificar algumas divergências que foram criadas ao longo de muitos anos”, tendo em conta que os antigos acordos de cooperação provocavam desigualdades na atribuição de verbas entre instituições que prestavam serviços semelhantes.
No entanto, Paulo Almeida alertou para a necessidade de ajuda na adaptação para os 25% de instituições que vêem a verba cortada num valor que pode ir até 10% com o novo modelo.
“Temos algumas dúvidas sobre o apoio que será dado a essas instituições e a margem de manobra que as mesmas terão para suprimir um corte progressivo nesse financiamento”, frisou.

Deputados do PS/A promovem roteiro da Solidariedade Social

berto messiasOs deputados do PS/Açores vão realizar um roteiro da solidariedade social para debater as políticas neste sector e analisar o novo modelo de comparticipação financeira das IPSS’s e Misericórdias na região, que entra em vigor em janeiro.
Segundo a agência Lusa, o anúncio foi feito ontem pelo presidente do Grupo Parlamentar do PS na Assembleia Legislativa dos Açores, Berto Messias, que indicou que o roteiro vai abranger Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS’s) “em todas as ilhas” do arquipélago e desenrolar-se-á “ao longo dos próximos meses”.
“A ideia é ouvir os responsáveis deste importante sector e, entre outras questões, debater as políticas de solidariedade social desenvolvidas por essas instituições e analisar o novo modelo de comparticipação financeira das IPSS’s e das Misericórdias que vai entrar em vigor a partir de janeiro”, salientou Berto Messias, numa nota divulgada pelo partido.
Sobre a alteração proposta ao Código de Acção Social, Berto Messias considerou que se está perante “a alteração de um único artigo” com o objectivo de “garantir maior equidade no relacionamento das instituições com a região e promover mais justiça social no acesso dos cidadãos aos serviços e equipamentos colectivos” e destacou que a alteração “irá manter os montantes de financiamento para cerca de 75% das Instituições Particulares de Solidariedade Social”. Berto Messias justificou ainda que a iniciativa do roteiro se insere no “reforço da proximidade entre eleitos e eleitores”, acrescentando que “os deputados do PS/Açores, com esta iniciativa, reforçam o princípio de esclarecimento e prestação de contas que é devido a quem exerce funções públicas”.

Valente de Oliveira defende “plataforma de abastecimento de gás natural nos Açores”

Valente de OliveiraO coordenador europeu do projecto das Auto-estradas do Mar defendeu sexta-feira a realização de estudos para a criação nos Açores de uma plataforma de abastecimento de gás natural para o transporte marítimo entre a Europa e os EUA.
“O que eu vim propor ao senhor presidente do Governo dos Açores foi que fossem desenvolvidos trabalhos para apurar a possibilidade de se ter, nos Açores, um ponto de reabastecimento dos navios a gás natural liquefeito, cujo uso será intensificado”, explicou Valente de Oliveira.
Segundo a agência Lusa, Valente de Oliveira falava no final de um encontro em Ponta Delgada com o presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro.
O coordenador europeu para as Auto-estradas do Mar considera que os Açores se encontram na “melhor das posições” para se assumirem como uma plataforma de abastecimento de gás natural para o transporte marítimo entre a UE e os EUA.
“O norte da Europa, o Báltico, o mar do Norte e o canal inglês, pelo lado europeu, e, pelo lado americano, tanto a costa ocidental como a costa oriental, já declaram que se querem ver livres do enxofre como elemento poluente, fazendo com que os Açores tenham uma posição magnífica entre estas duas zonas que estão à frente na luta contra a poluição”, considerou.
Valente de Oliveira defendeu que a região açoriana é a “única” que possui esta “posição privilegiada” por ser um “ponto de abastecimento” a meio do Atlântico, entre duas regiões que vão passar a usar o gás natural, o que impõe a necessidade de postos de abastecimento, tal como acontecia há um século com o carvão.
O coordenador europeu para as Auto-estradas do Mar referiu que existe, neste momento, uma “preocupação muito grande” em matérias ambientais, para além da viabilização do transporte marítimo em termos de preços.
“Os combustíveis marítimos causam muita poluição, havendo a necessidade de melhorar as condições ambientais de todos os efluentes da combustão marítima”, frisou.
O presidente do Governo Regional destacou a “importância” dos transportes marítimos para uma região como os Açores, em termos de “economia actual” e “potencialidades” de utilização futura, de “reforço” do papel do mar como “via de circulação” entre as ilhas e ligações com o exterior.
Vasco Cordeiro defendeu a necessidade de ser desenvolvido um trabalho “mais aprofundado” quanto à forma como, do ponto de vista logístico, a operação pode ser “transformada” e ser mais fácil, rápida e eficaz para a economia açoriana.
“Julgo que é altura, talvez, de repensar e reavaliar a importância do transporte marítimo mas, sobretudo, a forma como toda esta questão, do ponto de vista logístico e da interligação, se pode processar nos Açores com benefício para a nossa economia”, frisou.
O presidente do executivo açoriano deixou a mensagem de que os Açores querem ser parte integrante das auto estradas do mar porque acredita que, na componente de via de circulação de mercadorias, há ainda “muito caminho” para explorar pela via da utilização e do seu modelo.