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Mãe e filha atropeladas em Santo António

AmbulanciaUma mulher, de 58 anos, e a filha, de 18, foram ontem atropeladas na freguesia de Santo António, concelho de Ponta Delgada.
O acidente ocorreu por volta das 12 horas, quando um veículo ligeiro que estava a circular perdeu os travões e acabou por embater na mãe e na filha que estavam na via pública.
Segundo avançou, ao Diário dos Açores, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada, Emanuel Sousa, as duas vítimas foram transportadas para o Hospital do Divino Espírito Santo.
A mulher, de 58 anos, ficou com fracturas nos braços e numa das pernas, enquanto que a filha apresentava suspeitas de ter o braço direito fracturado.
Emanuel Sousa revelou ainda que o condutor da viatura que originou o acidente também foi transportado à unidade hospitalar, uma vez que estava a “sentir-se mal, com dores no peito”.
Foram mobilizadas para o local do acidente duas ambulâncias, tendo a viatura de Suporte Imediato de Vida (SIV), surgido mais tarde.
Quanto ao motivo que poderá ter levado o veículo ligeiro a ficar sem travões, o comandante dos Bombeiros afirmou não ser possível adiantar, mas considerou que a falta de manutenção do carro poderá estar na origem do ocorrido.

Secretaria da Educação reage ao DA

primeiro cicloDa Secretaria Regional da Educação, recebemos a seguinte nota, que publicamos na íntegra:

Ex.mo Senhor Diretor do jornal “Diário dos Açores”
O jornal que V.Exa dirige dedicou na sua edição de hoje, 24 de julho, o seu principal espaço de primeira página e as páginas seguintes 2 e 3 a um “Especial Educação” sob o título: “Desastre dos resultados nos exames começa no 1º ciclo”. A Secretaria Regional da Educação, Ciência e Cultura (SRECC) releva o trabalho assinado pelo seu Sub-Diretor, Manuel Moniz, sem porém esclarecer ou relembrar o seguinte:
1. As medidas tomadas ao longo dos últimos anos no setor da educação não têm resultados imediatos;
2. O problema do insucesso escolar não é, ao contrário do que possa parecer, um problema de agora nem tem fronteiras;
3. Em ciências de educação é aceite que os resultados podem ser influenciados por quatro fatores: o contexto, o conhecimento, o método e o aluno. Pelo que não podemos ou devemos atribuir responsabilidades a um único fator, como também não é correto fazer correlações que, em diversos aspetos, roçam a superficialidade;
4. O setor da educação necessita – como por diversas ocasiões tem sido referido pelos governantes dos Açores – de estabilidade ao nível dos seus recursos humanos e pedagógicos. As escolas precisam, em simultâneo com a qualidade das suas estrutura físicas, de um quadro de docentes bem formado e estável, mas também de programas de ensino devidamente concebidos e atrativos;
5.      Como é público, o “Diário dos Açores” tem dado nota disso mesmo em diferentes ocasiões, o titular da SRECC tem procurado junto dos diferentes atores envolvidos no setor estabelecer e aprofundar um diálogo com vista a que a Região tenha uma escola pública inclusiva e de qualidade;
6. Em concreto no combate ao insucesso escolar, a SRECC já tem no terreno equipas de professores devidamente qualificados em português e matemática que, ao longo do ano letivo, por todas as ilhas, darão ao nível do ensino do primeiro ciclo o apoio necessário aos docentes para o integral  e devido cumprimento dos programas;
7. Também, como o vosso jornal em devido tempo deu nota, o projeto “Fénix – Mais Sucesso Escolar” com vista à redução da taxa de insucesso escolar vai ser no próximo ano letivo alargado a mais escolas dos Açores;
8. Em termos legislativos foram, recentemente, concretizados alguns acertos que esperamos possam, dentro das políticas traçadas para a educação, contribuir para alguma melhoria do setor;
9. Gostaríamos, por último, de relembrar que “o combate ao insucesso escolar não se faz por decreto” e que a SRECC privilegiará, através do diálogo com todos os intervenientes, incluindo obviamente a comunicação social, todas as medidas e contributos com vista a erradicar essa chaga social.


NOTA DO EDITOR

Como é óbvio, não estamos perante qualquer correcção do trabalho que produzimos na edição de ontem, mas optamos por publicar este texto, como sempre fazemos, para o leitor ficar mais elucidado sobre a posição oficial nos assuntos que abordamos.
Não podemos deixar de destacar que neste “esclarecimento”, a tutela repete os conceitos que “não há resultados imediatos”, “o problema não é de agora”, e que “o combate ao insucesso não se faz por decreto” – o que, em grande medida, já sugere o eventual falhanço das medidas que são enunciadas.
Ao contrário da postura defensiva do SRECC, entendemos que o sucesso é imediato quando a estratégia é acertada – e que é exactamente por isso que a Autonomia Regional, incluindo na área da Educação, foi criada. Se dúvidas houvesse, bastaria ver os resultados de alguns pequenos colégios “pobres”. Um exemplo é o Colégio de Santo António, na Horta que, entre outros, tem como alunos crianças de lares de acolhimento e uma mensalidade de apenas 140 euros, o que não lhe impediu de atingir resultados de topo.
No fundo, a pergunta é se as pequenas escolas de proximidade dão melhores resultados ou não que as mega-escolas – que foram a opção estratégica dos últimos Governos que o SRECC parece defender. E à luz dessa questão, é evidente que a posição oficial (que a solução passa primeiramente por “um quadro de docentes bem formado e estável” e “escolas de qualidade ao nível das estruturas físicas” é insuficiente! Como, aliás, os resultados demonstram à exaustão e só uma postura marcadamente partidária pode pretender ver de outro modo.
Foi nesse sentido que elaboramos o nosso trabalho ontem publicado – com a devida vénia ao actual titular dessa pasta, pois foi a primeira vez que esses dados foram publicados deste modo, o que é, apesar de tudo, algum sinal de mudança, embora insuficiente em face deste “esclarecimento”.
O facto é que os resultados podem ser imediatos e medidos em apenas 4 anos (tantos quantos dura o 1º ciclo). Mas para isso é preciso perceber o muito que foi mal feito, corrigir os erros, elaborar uma estratégia que seja amplamente discutida pela sociedade civil e investir de forma inteligente para atingir os objectivos.
Nos inúmeros artigos que já escrevemos sobre a Educação ao longo de vários governos, tornou-se evidente que uma das maiores lacunas do sector é a falta de uma tutela forte, competente e decidida a compreender que a Educação é o principal condicionador da qualidade de vida dos açorianos! E as sucessivas declarações do SRECC, a que devemos juntar este “esclarecimento”, não nos permitem concluir que esse desiderato tenha sido atingido!
Tal como o nosso trabalho de ontem demonstrou, o DA prestará o contributo informativo que lhe cumpre, destacando o que está mal e sugerindo soluções. Se a governança prefere manter o actual rumo apesar do desastre, só podemos lamentar!    MM

5% da população açoriana sofre de epilepsia

epilepsia rui mota cinzaRui Mota, neurologista no Hospital do Divino Espírito Santo, diz-nos que aproximadamente cinco em cada mil açorianos sofre de epilepsia, uma doença que ainda é vista pela sociedade com estigma e preconceito. Crianças, adolescentes e idosos são os mais propensos a esta doença, cujas causas são muito variadas: desde factores genéticos, complicações no parto ou mesmo  acidentes ou quedas que, ao provocarem uma fissura no crânio, podem potenciar o aparecimento da epilesia mais tarde...

De origem grega, a palavra epilepsia significa “surpresa” e define-se como uma alteração na actividade eléctrica do cérebro, que interrompe temporariamente a sua função habitual e produz manifestações involuntárias no comportamento, no controlo muscular, na consciência e/ou na sensibilidade do indivíduo.
O Neurologista do Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada,  Rui Mota, explica ao Diário dos Açores que a epilepsia é uma doença que tem características de hereditariedade, embora não seja de transmissão obrigatória, muito frequente e que atinge todas as idades. Nos Açores, 5% da população sofre dessa doença que abrange, por igual, ambos os sexos.
“A epilepsia manifesta-se por uma alteração do estado de consciência que pode ser acompanhada por outro tipo de clínica, nomeadamente uma convulsão”, explica, afirmando que a apresentação clínica dessa doença é muito variada, dependente da área afectada do cérebro. Por exemplo, “às vezes, pode-se assistir a uma crise motora, como um dos lados do corpo ou só um braço. Ou seja, quando a área afectada acontece numa área restrita, a crise será restrita. Se for numa área maior, será generalizada”. As manifestações da doença podem ser também “só através de uma simples ausência”, isto é, a pessoa está com o olhar fixo e não está em contacto com o meio ambiente, ou então “através daquelas crises generalizadas que as pessoas estão mais habituadas a ver–a pessoa perde a  consciência, cai, fica roxa, compulsiva, pode-se urinar e morder a língua”.
A epilepsia tem dois picos que se manifestam em duas fases etárias distintas. O primeiro aparece na criança e no adolescente e o segundo surge no idoso, normalmente a partir dos 65 anos. Com a esperança média de vida maior, a epilepsia tem sido mais frequente em idades avançadas.
Na criança, a origem da epilepsia pode ter uma componente genética, mas há também muitas outras causas que podem levar ao aparecimento da patologia, designadamente o facto de nascer com malformação e/ou nascer com baixa de oxigénio, o que faz com que a criança fique com pequenas lesões cerebrais que só mais tarde se manifestam, ou o facto de o parto ser demorado e/ ou com complicações.  Depois, no idoso, há um pico na frequência da doença que também está associada a outras doenças que aparecem nesta idade, como os acidentes vasculares-cerebrais, traumatismos cranianos, meningites e Alzeimer que, muitas vezes, têm como consequência a epilepsia.
Um acidente ou uma queda que provoca fissura no crânio também pode provocar a doença. “Se for só no crânio até pode não provocar, mas se houver uma lesão cerebral, sim. Estas são chamadas as epilepsias pós-traumáticas”, refere.
No entanto, a pessoa só pode ser considerada epiléptica se ao longo da sua vida tiver duas ou mais crises. “Se ao longo da sua vida a pessoa tiver apenas uma crise epiléptica, não se vai chamar epiléptico por causa disso”, explícita Rui Mota.
Questionado sobre o facto de este ano ter aparecido novos casos no seu consultório, o neurologista friza que “estão sempre a aparecer pessoas com a doença, de todas as idades, embora mais nas crianças e nos doentes de terceira idade–os mais sujeitos aos mais variados tipos de doenças”.
Os ataques ou crises epilépticas arrastam consigo uma carga psicológica e social muito intensa, assustando quem está por perto e deixando a pessoa que sofreu a crise insegura e receosa.
Face a essa “pressão”, Rui Mota confirma que há preconceito e exclusão social sobre quem sofre desta doença, afirmando que “geralmente uma pessoa que é epiléptica não gosta de dizer que tem essa doença. Muitas vezes também são pessoas com baixa auto-estima”. O especialista diz que a população não ajuda o paciente a lidar com a doença porque pensa “a pessoa epiléptica é uma pessoa atrasada, deficiente. Mas, muitas vezes, não é. É uma pessoa normal igual às outras. Tem uma inteligência e funciona, mas a população estigma: epiléptico é deficiente”. Associada aos “demónios” e mitos da nossa sociedade, o médico refere ainda que é preciso inverter esta situação, pois não está totalmente debelada.
Durante a crise, é comum a confusão instalar-se ao redor e são muitos os palpites sobre como agir com o paciente naquela situação. Rui Mota explica que o melhor procedimento deverá ser  “deitar a pessoa no chão e colocá-la de tal maneira para que não se magoe. Não vale a pena colocar dedos na boca porque o morder a língua é logo numa fase mais inicial, pelo que já foi mordida. Geralmente, a convulsão é um acto auto-limitado e depois pára. Portanto, a crise inicia-se, dura alguns minutos e depois suspende. Não vale a pena tentar suspendê-la”, mas se por ventura a crise se prolongar, o doente terá de ir ao serviço de urgência do hospital, alerta o médico.
O neurologista diz também que se a pessoa tiver uma crise parcial, em que só parte do corpo está em convulsão,  pode estar consciente daquela situação, mas se a crise generaliza-se nos dois lados, então, há uma alteração do estado completo de consciência.
Há epilepsias que são graves e perigosas, por isso, a vida de um doente com essa patologia acaba por estar limitada, já que não é recomendado estar em alturas e nadar no mar ou piscina sozinho. Além disso, Rui Mota menciona que se uma pessoa trabalhar em situações de muito stress pode ver agravada a sua doença. Paralelamente, há factores que podem desencadear uma crise numa pessoa epiléptica, como o cansaço, a privação do sono e o álcool, pois esse, só por si, aumenta a probabilidade de sofrer uma crise.
O neurologista afirma ainda que a cura para essa doença poderá ser possível ao longo da vida do paciente: “Suponhamos que uma pessoa epiléptica que toma medicação há três ou quatro anos  não tem crises. Começamos a reduzir a medicação e a pessoa continua a não ter crises, então pode-se considerar que essa pessoa está curada.”
A epilepsia é uma doença que tem um diagnóstico clínico e o tratamento faz-se, maioritariamente, através de medicação ou cirurgia.

Sobre-endividamento familiar é razão de 50% dos pedidos de ajuda que chegam à ACRA

notasAçorianos pedem auxílio à associação quando são apanhados na “bola de neve” do endividamento familiar. Problemas com garantias ou prestações de bens e serviços são também motivos para queixas.

A actual crise económica e financeira está a levar a população açoriana a recorrer à ajuda da Associação dos Consumidores da Região Açores (ACRA). Segundo o secretário-geral da instituição, metade dos pedidos que chegam à ACRA tem origem na situação de sobre-endividamento das famílias.
“Surgem-nos casos de pessoas que, em desespero, rebentaram o ‘plafond’ do cartão de crédito para cobrirem as suas dívidas”, revelou Mário Reis, explicando que “são situações em que um dos elementos da família fica sem emprego, pelo que, automaticamente, deixam de poder honrar os compromissos que tinham, por exemplo, com o pagamento da renda da casa”. “As pessoas esquecem-se, por vezes, que isto é uma bola de neve”, continua, “gastam o ‘plafond’ do primeiro cartão de crédito, depois recorrem a um segundo cartão e, eventualmente, a um terceiro ou a um quarto”.
Resolver os problemas financeiros no imediato, parece o caminho mais fácil, mas a curto e longo prazo a realidade é outra. A dada altura, as famílias ficam “completamente endividadas” e é aí que solicitam o apoio da ACRA para a renegociação da dívida.
Em entrevista ao Diário dos Açores, Mário Reis afirma que o recurso ao cartão de crédito não deve ser feito “de ânimo leve” e apelou à população para que procure a associação antes de entrar nesta via do endividamento.
“A ACRA dispõe de profissionais para os aconselhar devidamente, mas claro que a decisão final é do consumidor. Nós colocamos as pessoas perante as diferentes opções que têm e esclarecemos que consequências terão em cada caminho que possam vir a tomar”, frisou. “Actualmente, a nossa linha prioritária tem sido procurar soluções jurídicas para apoiar as pessoas que nos chegam com problemas de endividamento”, acrescentou.
Ao longo do ano 2013, já foram apresentadas à instituição 194 queixas, 50 das quais na ilha Terceira e as restantes na ilha de São Miguel. Um número “ligeiramente superior”ao apontado até à mesma altura de 2012, em que se registaram cerca de 350 reclamações, durante todo o ano.

Empresários tentam “dilatar” garantias de produtos
Além do endividamento familiar, outros motivos levam os consumidores a reclamar junto da ACRA. Problemas relacionados com prestações de bens e serviços, perda ou extravio de documentos, recusa de pagamento de seguro, por parte das seguradoras, são alguns exemplos.
Mas Mário Reis sublinha que também é frequente surgirem reclamações ligadas ao período de garantia de produtos. “Muitas vezes, o próprio empresário procura, através de manobras diversas, dilatar o prazo até que se extinga o direito de reclamar previsto na garantia”, referiu.
No entanto, o responsável da ACRA explica que, quando é formado o preço de um bem para venda, “há um coeficiente neste preço que é destinado à reparação ou substituição do bem, na eventualidade de ele vir a perecer no período de garantia”. Ou seja, “o consumidor já pagou, à partida, pela reparação, pelo que o empresário não está a realizar nenhuma esmola”, sublinha.
Para o secretário-geral da ACRA, “a garantia não é nenhum favor que a lei faz ao consumidor”. Trata-se de “uma decorrência do direito comunitário que foi alargado para os dois anos, exceptuando no que toca à habitação”, em que a garantia é de cinco anos.
Mário Reis lamenta que Portugal seja dos poucos países que apresenta uma garantia de apenas cinco anos, para os imóveis, quando a maioria da Europa fixou-se nos dez anos. E acrescenta: “Há muitos vícios que não surgem nos primeiros quatro ou cinco anos, mas sim depois. Muitas vezes são problemas ocultos que se manifestam tardiamente. E é na altura que as pessoas mais precisam, que perdem o direito a reclamar da garantia”.
Numa altura em que crise é a palavra de ordem, um problema com a garantia de um produto em casa, como por exemplo um frigorífico, origina preocupações maiores, na opinião do responsável da associação.
“Um frigorífico avaria e a empresa recusa-se a repará-lo. Como é que a família, com falta de recursos financeiros no seu dia-a-dia, vai acautelar os seus alimentos? O mesmo acontece com uma máquina de lavar. Onde vão as famílias arranjar dinheiro para comprar uma nova?”, questiona, salientando que “não se trata apenas de um problema jurídico ou técnico, mas sim de um problema de pessoas”.

Falta aos açorianos espírito de “antes prevenir que remediar”
Apesar de tudo, Mário Reis admite que os açorianos têm, hoje em dia, mais noção dos seus direitos enquanto consumidores, do que tinham “há dez ou quinze anos”. Porém, falta-lhes incutir a mentalidade de “prevenir em vez de remediar”.
Mário Reis salienta a importância de as pessoas se tornarem associadas da ACRA mesmo antes de se depararem com um problema, mas lamenta a “falta de interesse” por parte dos açorianos. “Estas questões são postas em segundo plano pela população, excepto no dia em que lhes batem à porta os problemas”, afirmou.
A Associação dos Consumidores da Região Açores foi criada em 1988 e celebra, na próxima semana, o 25.º aniversário. Conta actualmente com cerca de 4100 sócios e três delegações em São Miguel, Terceira e Faial. A delegação situada na cidade da Horta, apesar de activa, não registou até ao momento, em 2013, qualquer queixa ou pedido de ajuda. Mério Reis justifica a situação com a “falta de informação ou de interesse da própria população”.
O secretário-geral da instituição faz um balanço “francamente positivo” dos anos de funcionamento da casa, no entanto, admite que “esperava mais”.
“Esperava mais associados, mais iniciativa própria das pessoas, mas também compreendo que as pessoas tendam a não gastar naquilo que, à primeira vista, lhes parece dispensável”.
Além disto, Mário Reis salienta que a ACRA, por não ter recursos para tal, nunca investiu numa “máquina de marketing e propaganda que pudesse veicular de forma incisiva a actividade da associação”. “Nós vamos divulgando a nossa missão com amadorismo e vamos conseguindo marcar pontos, apesar das dificuldades”, afirmou.
À semelhança da DECO (Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor), que tem actualmente “cerca de 20 mil associados” e “meio milhão de subscritores”, Mário Reis afirma que a ACRA consegue, da mesma forma,  representar os açorianos e dar resposta às reclamações e pedidos de auxílio.
Os 25 anos da instituição vão ser comemorados a 19 de Julho, em Ponta Delgada, com uma conferência sobre o “direito do consumo”, contando com o constitucionalista Jorge Miranda entre os oradores, bem como com o secretário-geral da Deco, Jorge Morgado.

PSP entrega cerca de dois mil euros e 700 quilos de alimentos a duas instituições sociais

PSP3A Polícia de Segurança Pública (PSP) entregou, esta quinta-feira, os donativos obtidos no âmbito do “5.º Passeio de BTT - Segurança Solidária”, organizado pelo Comando Regional dos Açores, no passado dia 25 de Maio.
“À generosidade dos participantes e de diversas instituições, cada um contribuindo na medida das suas possibilidades, foi possível angariar um total de 1.956,21 euros e ainda cerca de 700 quilos de alimentos”, revela um comunicado veiculado pela PSP.
 O montante angariado foi entregue à Associação de Paralisia Cerebral da Ilha de São Miguel, enquanto que os bens alimentares foram oferecidos à Associação de Juventude dos Ginetes”, instituição que confecciona refeições para indivíduos social e economicamente carenciados apoiados pelo projecto “Casa dos Manias”.
A força policial “acredita que estes donativos irão contribuir significativamente para ajudar e melhorar a qualidade de vida daqueles que, de forma direta ou indireta irão beneficiar dos mesmos”.
O evento, realizado em Maio e integrado nas comemorações do aniversário deste Comando Regional dos Açores, tem-se constituído, segundo a Polícia de Segurança Pública, “como um evento único no panorama ciclistico micaelense, quer pelos seus objectivos solidários (apoiando instituições e entidades que prestam apoio social às comunidades onde se encontram) quer pela crescente adesão dos cidadãos, com especial relevância dos utilizadores de velocípedes, quer de diversas entidades públicas e privadas, as quais têm colaborado na realização deste passeio”.
A iniciativa contou com cerca de 285 inscrições.