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PSP detém dois homens por violência doméstica

psp4A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve, na passada segunda-feira, no concelho de Lagoa, um homem, de 25 anos de idade, pelo crime de violência doméstica.
Segundo o relatório de actividade policial, pelo mesmo motivo, foi detido outro homem, de 54 anos de idade, em Rabo de Peixe, também na segunda-feira.
Na Maia, a PSP prendeu um indivíduo, de 26 anos de idade, por conduzir um veículo automóvel, sob a influência de álcool, apresentando uma TAS de 1.28 g/l.
No âmbito de actuação da Esquadra de Trânsito, na terça-feira, dia 9 de Julho, a polícia deteve um homem, de 38 anos de idade, por crime de desobediência. O indivíduo encontrava-se a conduzir um ciclomotor apreendido.
No mesmo dia, na Ribeira Grande, foi detido um homem, de 27 anos de idade, por condução de um veículo automóvel, sob a influência de álcool, com uma TAS de 1.42 g/l.
Já no âmbito de actuação da Esquadra de Investigação Criminal da Divisão Policial de Angra do Heroísmo, na segunda-feira, a PSP deteve um homem, de 21 anos de idade, por tráfico de estupefacientes.
Por outro lado, a Esquadra de Intervenção e Fiscalização Policial realizou uma operação de fiscalização de armas no âmbito do PAO, tendo sido apreendidas quatro espingardas de caça.
Na Horta, a polícia deteve um homem, de 50 anos de idade, de nacionalidade estrangeira por se encontrar irregularmente em território nacional.
Quanto à sinistralidade rodoviária, nos dias 8 e 9 de Julho, a PSP registou 16 acidentes de viação nos Açores, dos quais resultaram, oito feridos ligeiros e danos materiais.

Açorianos cada vez mais rendidos às “artes do mato”

mato - rui de sousaCom cerca de 200 seguidores açorianos na página da rede social facebook, o movimento “bushcraft” ou “arte do mato” tem ganho expressão na região. Apesar de nos Açores ser exercido maioritariamente por homens, 20% dos praticantes são mulheres que trocam entre si técnicas de sobrevivência em ambiente selvagem. Rui Santos, membro da Associação Portuguesa de Bushcraft e Sobrevivência, explica-nos, em entrevista, quais as vantagens do conhecimento destas técnicas, que nos permitem, por exemplo, acender um fogo sem fósforos ou isqueiro e construir um abrigo...

O que é “bushcraft”?
Os primeiros registos da utilização do termo “bushcraft” surgiram na segunda metade do século XIX, na Austrália e na África do Sul, em publicações onde foram descritas técnicas e capacidades de sobrevivência, adaptação e acção sobre o meio natural.
Seguindo uma abordagem simples, o significado estará na própria tradução livre da palavra bush e craft, ou seja, arte do mato. Esta actividade engloba todo um conjunto de técnicas que nos permitem, partindo do conhecimento adquirido sobre a natureza e da utilização de ferramentas simples, criar condições para suprir necessidades básicas de subsistência do ser humano em ambiente selvagem, nomeadamente abrigo, fogo, água e alimentação. Falamos de coisas tão simples como conhecer as plantas e quais as suas utilidades, saber acender um fogo sem fósforos ou isqueiro, saber construir um abrigo, uma jangada ou uma cesta com fibras naturais. Inclui ainda o conhecimento de como fabricar uma corda, esculpir uma colher ou outros utensílios em madeira e construir uma faca, machado ou ferramentas semelhantes. Estas são algumas das actividades que há algumas décadas eram bastante comuns, mas que com a industrialização se têm vindo a perder. Não obstante o seu esquecimento, o seu valor permanece imutável, sendo estas mesmas técnicas e os princípios subjacentes às mesmas a base de toda a sociedade industrializada actual.

“Bushcraft” e sobrevivência são a mesma coisa?
Os dois conceitos estão ligados, pois as técnicas praticadas são comuns. Sobrevivência é um conceito muito vasto que pode ser interpretado como o acto de sobreviver a algo num curto espaço de tempo. Na minha opinião pessoal, o “bushcraft” tem um objectivo diferente. É praticado por pessoas que ,para além da preparação, procuram ainda criar laços mais próximos com a natureza, recriando momentaneamente um modo de vida ancestral ou simplificado, baseado numa cultura de conhecimento da Terra e na utilização directa dos recursos naturais, empregando ferramentas simples e tendo sempre presente a sua sustentabilidade.

Mas pode-se dizer que o praticante de “bushcraft” é um sobrevivente?
Não necessariamente. O praticante de “bushcraft” não tem de ter sobrevivido ou procurar a preparação com o intuito de sobreviver a algo. Pode ser apenas alguém que quer adquirir a sabedoria e a técnica de modo a ter capacidade para “caminhar” com pouco equipamento às costas, mas com muito conhecimento na cabeça.

Considera que o conceito de “bushcraft” caiu no esquecimento das populações?
Se nos estamos a referir às técnicas praticadas, sim existe essa tendência. Em grande parte graças à nossa sociedade industrializada e tecnológica que muito deste conhecimento foi relegado para o esquecimento por ser teoricamente inútil no nosso dia-a-dia, mas também é verdade que graças à internet muito desse conhecimento está a ser recuperado e transmitido. Na prática, seria positivo que as populações conservassem esse mesmo conhecimento, por um lado porque este pode vir a ser útil no futuro e por outro  para que não se perca, pois falamos de um património imaterial valioso que nos consciencializa da importância dos recursos naturais como base da existência humana.

Mas ainda é pouco explorado pela maioria das pessoas...
Sim, provavelmente por desconhecimento deste movimento. Em Portugal estamos a dar os primeiros passos. Já em Inglaterra e nos Estados Unidos, possivelmente onde o conceito é mais explorado, existem eventos anuais com o objectivo da troca de experiência entre participantes, e ainda escolas que dinamizam regularmente actividades educativas em torno do “bushcraft”. Os Açores têm a vantagem de apresentar um excelente conjunto de características naturais e humanas que podem ser aproveitadas para a realização deste tipo de acções.   

Porque se distingue o “bushcraft” de outras actividades também direccionadas para a natureza?
A principal diferença está na posição da pessoa e do objectivo que tem em mente. Noutro tipo de actividades direccionadas para a natureza o ser humano é sobretudo um simples espectador ou utilizador de forma lúdica. O praticante de “bushcraft” para além de observador procura também adquirir  a técnica e o conhecimento para utilizar directamente os recursos da natureza de forma a colmatar as suas necessidades.

É uma mais-valia ser praticante de buschcraft?
Vivemos numa era demasiadamente digital, industrial e afastada de um contacto directo com a natureza. Perdemos o imprescindível vínculo ao  mundo natural. Os efeitos negativos desta forma de viver reflectem-se já tanto na nossa saúde como na saúde do próprio planeta. Urge, portanto, parar uns instantes e tentar momentaneamente viver com poucos recursos. Isto obrigar-nos-á a desenvolver a nossa capacidade de observação, a conhecer o mundo à nossa volta, a olhar para um objecto, seja este um pedaço de madeira, de barro, couro ou pedra, e não ver apenas aquilo que o objecto é mas, e sobretudo, aquilo que o objecto poderá ser. E a partir daí começarmos a dar importância a coisas simples, superando ao mesmo tempo a nossa dependência tecnológica. E isto actualmente é, sem dúvida, uma mais-valia. Por outra vertente, existe naturalmente uma face lúdica, para um praticante que se entretém a esculpir uma colher a partir de um pedaço de madeira morta, que tem a possibilidade de dormir sob as estrelas ou contemplar a luz uma fogueira numa noite escura, esta é, também, uma experiência simplesmente agradável e de alguma forma terapêutica.

Há quanto tempo existe esse conceito nos Açores?
Desde 2008 que existe o “Fórum da Associação Portuguesa de Bushcraft e Sobrevivência”, e praticamente desde o início que contámos com várias participações de residentes nos Açores. Sendo assim  admitimos que o conceito, tal como o conhecemos, terá  cinco anos de existência na região.

Na região, quantas pessoas praticam essa actividade?
Desconhecemos. A recente criação da página web https://www.facebook.com/bushcraftAcores tem, em grande parte, o objectivo de perceber quantas pessoas existem interessadas e, ao mesmo tempo, de promovermos o conceito. Actualmente contam-se cerca de 200 seguidores. Não existe  ainda nenhuma associação sediada nos Açores, mas, em Portugal há actualmente a “Associação Portuguesa de Bushcraft e Sobrevivência”.
   
Há também praticantes do sexo feminino no arquipélago? Quantos?
Sim. Tendo por base os seguidores da nossa página aproximadamente 20% são do sexo feminino.

Esse movimento tem ganho novos adeptos nos últimos anos?
Sim, sem dúvida, O movimento tem demonstrado um elevado crescimento nos últimos anos, muito em parte por efeito de alguns programas televisivos bastante populares que, por vezes, mesmo transmitindo ideias erradas, de certo modo estimularam as pessoas a estudar técnicas de sobrevivência. A internet também tem desempenhado um papel importante como fluxo de informação e ferramenta para criação de comunidades em torno destas temáticas.

Câmara de Comércio questiona “continuada intervenção pública” nas empresas regionais

Sandro PaimA Câmara de Comércio dos Açores manifestou ontem “muita preocupação” com a “continuada intervenção pública” em empresas regionais, pedindo ao Governo açoriano a definição de uma estratégia clara nesta matéria.
A Câmara de Comércio e Indústria dos Açores (CCIA, que integra as três câmaras de comércio da região) apresentou ontem em Ponta Delgada as conclusões do seu fórum anual, que decorreu na sexta-feira e no sábado na Horta, Faial.
Segundo a agência Lusa, entre as dez “linhas de orientação estratégica” definidas no encontro para a economia regional está a revisão da “intervenção pública em empresas”.
“Foi analisada com muita preocupação a continuada intervenção pública em empresas regionais, sem uma definição estratégica e sem objectivos claramente estabelecidos, e questionado o tempo de intervenção e a forma como a mesma decorre”, lê-se no texto com as conclusões do Fórum CCIA 2013 que foi distribuído aos jornalistas.
“Em algumas áreas não compreendemos pura e simplesmente a intervenção do Estado e a entrada da Região em algumas empresas”, afirmou, acrescentando que noutros casos, “há intervenções estratégicas e necessárias pontualmente, com a definição clara de um cronograma para a saída da região”, afirmou aos jornalistas Sandro Paim, da Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo.
Sandro Paim referiu o caso das conservas Santa Catarina, em S. Jorge, como um exemplo de uma intervenção justificada pontualmente, mas com uma “estratégia de saída”, por causa do “impacto muito relevante no emprego”. No outro grupo, referiu os casos da Sinaga, da Melo Abreu e da gestão dos campos de golfe.
Mário Fortuna, da Câmara de Comércio de Ponta Delgada, acrescentou que deve haver uma “estratégia global” nesta matéria e que passa por, “em primeiro lugar, procurar soluções privadas”.
“E se o Governo está disponível para criar incentivos especiais para uma determinada indústria ou sector, que o faça, mas que seja o sector privado a executar a partir daí. Não faz sentido que num contexto pré-governo não tenha havido os mesmos incentivos que há no contexto pós-governo”, afirmou, acrescentando que, além disso, “a história recente” mostrou que a exploração destas empresas com a entrada do Governo Regional é deficitária e isto apesar de serem envolvidos “montantes que, com certeza, seriam inferiores se fossem os privados” a entrar.
Questionados sobre o caso da eventual privatização da eléctrica açoriana, a EDA, que está maioritariamente em mãos públicas, responderam que se aplica o mesmo princípio.
Mário Fortuna acrescentou que a EDA é uma “empresa regulada” e que “não vai acontecer nada especial na EDA em virtude da saída do Governo Regional”.
“Não há nenhum drama relativamente a esta matéria”, afirmou, referindo ainda que o Governo dos Açores assinou no ano passado um memorando de entendimento com a República em que há o “compromisso” de serem assumidas na região “todas as políticas incluídas no acordo com a ‘troika’”.
“Uma das obrigações é a da privatização de empresas públicas” e, embora não havendo “nada explícito relativamente aos Açores”, não há “a mínima dúvida de que a política prevista é de privatização e não o inverso”, pelo que pode haver “fundamento” para a privatização da maioria do capital da EDA, referiu.

Campanha de recolha e entrega de livros escolares

Campanha recolha de livros RGA Câmara Municipal da Ribeira Grande, através da sua Biblioteca Municipal promove, pelo terceiro ano consecutivo, uma campanha de recolha e partilha de manuais escolares intitulada “Recolhe e entrega”.
De acordo com a autarquia, os interessados em participar nesta campanha deverão entregar os manuais, de qualquer ano de escolaridade ou disciplina, na Biblioteca Municipal da Ribeira Grande.
A partir do mês de Agosto, e à semelhança de anos anteriores, os manuais serão disponibilizados a todos quantos o requeiram.
“Esta é mais uma iniciativa que tem como objectivo estimular a partilha entre todos e ajudar as famílias ribeiragrandenses, nesta fase mais difícil, devido à grave crise económico financeira que o nosso país atravessa, fruto da austeridade imposta pelo Governo da República”, lê-se na mesma nota.

Reparação do Santorini deverá estar concluída hoje

SantoriniO navio que faz transporte de passageiros e viaturas nos Açores, Express Santorini, que se encontra avariado desde 3 de Julho, deve ter a reparação terminada hoje, revelou ontem a empresa Atlânticoline.
“Na sequência da avaria do navio Express Santorini, a Atlânticoline informa que os trabalhos de reparação deverão estar concluídos até hoje”, revela a empresa num comunicado, em que acrescenta que reprogramou a sua operação para aquele dia, utilizando o barco Hellenic Wind, “por forma a garantir as ligações a todas as ilhas”.
Segundo a agência Lusa, o Express Santorini suspendeu as ligações que estava a fazer no Grupo Central dos Açores devido a uma avaria num dos motores, tendo inicialmente a empresa previsto que retomaria a operação ontem.
O navio, fretado pela empresa regional Atlânticoline ao armador grego Hellenic Seaways, foi construído em 1974 e tem capacidade para transportar 630 passageiros e 180 viaturas.
A Atlânticoline freta dois navios para o transporte de passageiros nos Açores nos meses de verão. O outro navio da operação da Atlânticoline é o Hellenic Wind que, tal como o Express Santorini, é alugado à Hellenic Seaways.
A Atlânticoline faz transporte de passageiros e viaturas entre todas as ilhas dos Açores na primavera e no verão.
Nos Açores existe outra empresa pública de transporte de passageiros, a Transmaçor, que opera durante todo o ano, mas apenas entre as chamadas ilhas do triângulo: Pico, Faial e S. Jorge.