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8500 doses de droga apreendidas na quinta-feira

apreensão drogaA Divisão Policial de Ponta Delgada, através da Esquadra de Investigação Criminal, na sequência da assumida estratégia de combate ao tráfico de droga em Ponta Delgada, no dia 18 de Abril de 2013, em Ponta Delgada, procedeu à detenção de dois homens e duas mulheres, por suspeitas de tráfico de droga, tendo sido apreendidas aproximadamente 8500 doses de Haxixe.
Segundo um comunicado da força policial, os detidos constituíam uma aparente rede de tráfico de droga, sendo liderados por um empresário.
Esta rede, que se suspeita é responsável pela distribuição de placas de haxixe a pequenos traficantes por toda a ilha que, por sua vez, as vendiam aos vários consumidores de S. Miguel.
Os detidos foram ontem presentes no Tribunal Judicial de Ponta Delgada para primeiro interrogatório judicial e aplicação das respectivas medidas de coacção.

Psicólogos têm papel “particularmente significativo” em tempos de crise

ordem dos psicologosDesde de Outubro de 2012 que os Açores contam com uma delegação da Ordem dos Psicólogos. Suzana Caldeiras, Maria José Correia e Ana Silva  são as representantes açorianas da organização. A nível nacional, a Ordem comemora três anos de existência e para assinalar a data, a delegação regional promove hoje o Dia Aberto à Comunidade.
Em entrevista ao Diário dos Açores, as representantes dos psicólogos açorianos salientaram que, em tempos de crise, os psicólogos são um recurso “particularmente significativo”.

Numa altura em que crise é a palavra de ordem, o papel desempenhado pelos psicólogos junto da comunidade torna-se mais importante?
O papel do psicólogo, embora distinto em função do contexto e da problemática, visa sempre contribuir para o bem-estar da pessoa, sendo um recurso particularmente significativo em situações de crise, já que nestas situações mais facilmente emergem sentimentos de falta de controlo, de desânimo e tristeza, níveis excessivos de ansiedade, e mesmo incapacidade de gerir o quotidiano.

De que modo a actual crise financeira tem afectado os psicólogos açorianos?
A crise financeira afecta os psicólogos açorianos na mesma medida em que afecta as pessoas em geral, ou seja, em termos de pressão externa os psicólogos, enquanto pessoas, estão sujeitos às mesmas condições que os restantes membros da comunidade. No entanto, pela sua formação, estarão mais preparados para lidar com os contextos adversos que a crise traz para as suas vidas.

Em relação a anos anteriores, a procura destes profissionais de saúde, por parte da população, tem aumentado nos Açores?
A população dos Açores parece estar mais informada sobre a actividade e o papel dos psicólogos, e por isso mais sintonizada com a utilização deste recurso, seja no contexto educativo, no da clínica e saúde, ou no do trabalho e organizações.

Neste momento, quais são as preocupações dos psicólogos, na região?
As preocupações dos psicólogos nos Açores são as comuns às dos psicólogos de outros pontos do país e passam pela sua contribuição para o bem-estar e a promoção da qualidade de vida das pessoas e das comunidades.

E quais as suas principais necessidades?
A velocidade e a pluralidade das transformações sociais, económicas, culturais e as diferentes exigências que estas transformações vão colocando sucessivamente às pessoas, requerem que os psicólogos sejam profissionais atentos e conhecedores de modo a que a relação de ajuda que estabelecem seja profícua. Neste sentido, a formação continuada afigura-se um aspecto sempre central nesta classe de profissionais.

Hoje, a Delegação Regional dos Açores da Ordem dos Psicólogos promove o Dia Aberto à Comunidade. Qual o objectivo desta iniciativa?
O Dia Aberto à Comunidade pretende celebrar o terceiro aniversário da Ordem dos Psicólogos Portugueses e tem como objectivo dar a conhecer o papel do psicólogo nas três grandes áreas de intervenção psicológica: educação, clínica e saúde, e organizações, bem como aproximar a população deste importante recurso nos tempos actuais.

Que temáticas serão abordadas?
Para além de momentos culturais, que contam com a participação de Zeca Medeiros e da Orquestra de Jazz da Escola de Música de Rabo de Peixe, pretende-se dar a conhecer a intervenção psicológica em três contextos diferenciados, educação, clínica e saúde, e organizações, num formato de conversa informal conduzida por Rui Goulart com as psicólogas Filomena Vilaça, Célia Carvalho e Cristina Canto Tavares. Para além de se caracterizar o trabalho desenvolvido em cada um destes contextos, visa-se explorar a articulação com outras áreas de trabalho, e também a distinção em relação às mesmas.

A Ordem dos Psicólogos está a comemorar este mês de Abril o seu terceiro aniversário. Relativamente à Delegação dos Açores, que balanço fazem deste período de funcionamento?
A Delegação dos Açores só se constituiu a 30 de Outubro de 2012. No entanto, o balanço destes seis meses é muito positivo. Já temos instalações que permitem um adequado funcionamento dos serviços regionais, já foram desenvolvidas acções em diferentes ilhas com os psicólogos no âmbito do fortalecimento de relações de proximidade, e também já foram realizadas acções voltadas para a comunidade, como a Doação de Sangue, que ocorreu na Horta no dia 27 de Março, e agora, no próximo dia 18, o Dia Aberto à Comunidade, em Ponta Delgada. Para além disso, já foi encetado um conjunto de contactos institucionais que visam apresentar a delegação e representar a Ordem no Arquipélago.

Qual tem sido a principal missão da Delegação Regional junto dos psicólogos açorianos?
A principal missão da Delegação Regional tem sido, e é, a de afirmar os psicólogos nos Açores. Assim, a Delegação tem trabalhado no sentido de criar condições promotoras do desenvolvimento profissional da classe e de dar visibilidade às boas práticas que existem na Região no âmbito da psicologia.

Que expectativas têm para o futuro?
Esta direcção deseja continuar a trabalhar empenhadamente, até ao final do seu mandato, com vista a aumentar e melhorar a presença e a importância social dos psicólogos nos diferentes contextos que podem beneficiar da sua intervenção.

Empresários de Angra pedem alternativas para estacionamento

angraAs Comissões do Planeamento Urbano e do Comércio da Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo (CCAH) reivindicam alternativas imediatas para o estacionamento na cidade de Angra do Heroísmo, capazes de compensar os espaços perdidos em virtude das obras da Baía da cidade, salvaguardando os interesses dos habitantes e dos comerciantes da cidade.
Segundo avança a associação empresarial em comunicado de imprensa, as obras de requalificação da Baía de Angra originaram o encerramento das estradas Pêro Barcelos e Gaspar Côrte-Real, duas importantes artérias para o fluxo do trânsito e estacionamento de viaturas na cidade.
As Comissões do Planeamento Urbano e do Comércio da CCAH enviaram ofícios à Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Governo Regional e Portos dos Açores requerendo medidas “urgentes para mitigar os constrangimentos provocados pela supressão de dezenas de lugares de estacionamento em pleno centro da cidade de Angra do Heroísmo”.
As Comissões apontam como alternativas “viáveis num curto espaço de tempo e com necessidade de implementação a curto espaço de tempo” a “zona confinante a norte do jardim público de Angra do Heroísmo”, onde seria possível “criar estacionamento pendular de viaturas para gerar rotação permanente” e, paralelamente, a “zona junto ao tanque de azeite, perto do Relvão, aproveitando espaço que já está a ser utilizado”, para estacionamento de longa duração de modo a compensar a incapacidade de resposta do Bailão. 
Sobre o projecto, as Comissões consideram que “a vertente de valorização do espaço da baía é muito positiva”, mas que há problemas estruturais na zona que não ficam resolvidos com a requalificação, nomeadamente o estacionamento e a zona do Porto das Pipas. Segundo as Comissões, aquele Porto “vai continuar sem servir a cidade, o próprio porto e os comerciantes, já que continua sem se resolver o conflito de interesses entre a actividade portuária e a envolvente periférica e a actividade comercial. Apesar da tentativa de valorização do espaço em frente aos bares, não se tomou em devida consideração o exercício da actividade e dignificação dos espaços comerciais que ali funcionam”.

II Rota da Água juntou cerca de 50 pessoas na Lagoa

Foram mais de meia centena, as pessoas que se deslocaram à Lagoa no passado domingo para participar na II edição da Rota da Água.
Tratou-se de um passeio pedestre organizado pelo serviço de desporto da EML em parceria com o CALAG e que este ano explorou um trilho entre as freguesias da Ribeira Chã e de Água de Pau, mostrando as potencialidades da serra de Água de Pau para a prática de actividades de montanhismo e escalada, segundo adiantou uma nota da autarquia lagoense.
Com concentração na pousada de juventude de Lagoa, os participantes dirigiram-se para a freguesia da Ribeira Chã onde puderam visitar os respectivos núcleos museológicos antes de iniciarem a caminhada, sendo que, após cerca de quatro quilómetros de caminhada, houve lugar a uma pequena paragem nos reservatórios dos SMAS localizados perto da serra de Água de Pau. O grupo dirigiu-se para a Ribeira do Lance, em Água de Pau, local onde foram reabertas as respectivas vias de escalada e em que todos os presentes tiveram oportunidade de experimentar a modalidade.
Com o final da caminhada, junto à igreja de Água de Pau, realizou-se um convívio entre todos os presentes, com churrasco, na zona do miradouro do Pisão, local onde foram repostas muitas das energias despendidas durante esta actividade.
A mesma nota adiantou que o percurso da rota da água faz parte de um conjunto de trilhos pedestre que serão implementados  no futuro no concelho de Lagoa.
“Aproveitando as condutas e as nascentes de água que abastecem as cidades de Lagoa e Ponta Delgada na Serra da Barrosa e na Serra de Água D’Pau, serão mais 40 km, com uma dificuldade média-baixa, em percursos com passadiços, pontes, túneis e aquedutos que há mais de 60 anos levam a água até aos aglomerados populacionais. Hoje em dia, fruto da evolução de materiais, muitos dos equipamentos já não têm utilidade, ficando a história que eles contam a ser transmitida em iniciativas como esta”, lê-se ainda no comunicado.

Autarquia de Ponta Delgada reduziu passivo em 2,5 %

camara pdlAs contas do Município de Ponta Delgada, relativas a 2012, apresentam uma redução do Passivo de 2,5 %.
O anúncio foi ontem feito pela autarquia, em comunicado enviado à comunicação social, que revelou que durante o ano de 2012, Ponta Delgada canalizou os montantes disponíveis necessários para pagamentos a fornecedores originando a redução do endividamento de curto prazo, a diminuição do endividamento bancário de Médio e Longo Prazo (MLP) e a redução do prazo médio de pagamentos.
A prestação de Contas referentes ao ano de 2012 foi a reunião de Câmara apresenta um resultado líquido positivo.
“Contas feitas”, o exercício de 2012 revela a diminuição do passivo do Município de 2,5% em relação a 2011 justificada pela diminuição da dívida a fornecedores de cerca de dois milhões de euros (-62,9%), e dos Empréstimos Bancários de cerca de um milhão de euros (-3,88%). No que diz respeito ao prazo de pagamento a fornecedores, “a autarquia trabalhou no sentido da redução dos mesmo, de modo a proteger e a dar prioridade à liquidez das empresas”. O prazo médio de pagamentos baixou ¼ relativamente ao final do ano de 2011. Em 2012 os resultados operacionais ascenderam a um milhão e meio de euros, e este bom desempenho verificado é justificado pela diminuição dos custos operacionais na ordem dos dois milhões de euros. A situação conduziu a um aumento do rácio da solvabilidade das contas do Município, que passou de 3,21 em 2011 para 3,29 em 2012 garantindo-se um resultado líquido do exercício positivo na ordem de um milhão e meio de euros.
Nos últimos três anos, as despesas correntes diminuíram 13% e as despesas de capital decresceram em 2,3%. Contudo, verifica-se em 2012 um aumento do investimento no montante de um milhão e meio de euros, mais 14,2% relativamente ao ano anterior.
Nos últimos três anos as receitas correntes diminuíram 11,25%, sendo que a redução em 2012 foi na ordem de um milhão e duzentos mil euros, ou seja, de 4,7%. Isto, porque a rubrica que mais contribuiu negativamente para este resultado foi a dos impostos diretos (IMT). Nos últimos três anos, as receitas de capital aumentaram 5%, sendo que em 2012, aumentaram um milhão e setecentos mil euros, ou seja, mais 27,1%. A rubrica que mais contribuiu para este resultado foi a das transferências de capital, nomeadamente os fundos comunitários, com um aumento de cerca de dois milhões de euros, procurando optimizar o aproveitamento dos mesmos.
O Relatório e Contas de 2012 cumpre todos os requisitos legais impostos pelo Orçamento de Estado e a Lei dos Compromissos e dos Pagamentos em Atraso e encontra-se devidamente certificado pelo ROC (Revisor Oficial de Contas).
Apesar das dificuldades conjunturais o Município de Ponta Delgada conseguiu optimizar em 2012, uma execução orçamental de 69,7% representando um aumento de aproximadamente 5,5 %., face ao ano anterior. A taxa de execução do plano plurianual de investimentos aumentou mais de 40% em relação a 2011.
“Em tempo de austeridade geral e diminuição grave da economia, o resultado do exercício de 2012 aponta para uma gestão competente, de rigor e de responsabilidade quanto à conjuntura de dificuldades com que a administração local está a ser confrontada”, lê-se na mesma nota.
De acordo com a autarquia, os resultados das contas municipais do ano passado foram já influência para a elaboração do Orçamento Municipal de 2013, que gere os recursos de modo a manter uma estabilidade capaz de dar resposta às necessidades mais prementes do momento, como sejam o apoio social junto dos munícipes das 24 freguesias do concelho, bem como uma aposta em obras de reabilitação do edificado para que se possa criar condições ao nível da dinamização dos núcleos históricos (da cidade e das freguesias), quer em termos sociais, quer em termos económicos.