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Famílias sem aumento do volume de incumprimento bancário

bankAs famílias açorianas que contraíram empréstimos para habitação conseguiram no 1º trimestre do ano não aumentar o volume de incumprimentos em relação ao trimestre anterior, ficando assim em linha com a tendência nacional. A variação trimestral manteve-se inalterada no país, e também nas regiões do Alentejo, Grande Lisboa, e no Norte.

Segundo o Boletim Estatístico Mensal do Banco de Portugal, para além deste dado positivo, as famílias açorianas com crédito à habitação mantêm a mais baixa percentagem de crédito vencido, que nos Açores se situa em 1,4%, enquanto que a média nacional é de 2%. Em incumprimento estão neste momento 38,9 milhões de euros, dos 2.777 milhões de euros alocados em crédito à habitação na Região.
Quanto ao crédito ao consumo, a variação, sem ser tão positiva, conseguiu manter-se. A percentagem de crédito vencido aumentou 3,3% no 1º trimestre do ano, situando-se agora nos 9,4%, o que representa cerca de 79 milhões de euros em incumprimento, dos 841 milhões alocados a este segmento.
Mas apesar deste crescimento, também a este nível o peso do incumprimento nos Açores é o menor do país, onde a média é de 10,8%. Abaixo dos 10% apenas estão os Açores e a região Centro.
O único problema é que os Açores continuam endividados neste tipo de crédito acima da média nacional. No país, cada devedor tem um crédito médio de 7.974 euros, enquanto que nos Açores ele é de 8.614 euros, ou seja, cerca de 8% acima da média nacional. Apenas nas regiões do Alentejo e Grande Lisboa a média é superior à dos Açores.
O sobre-endividamento ao nível do crédito ao consumo é também visível no peso dos créditos regionais no todo nacional. Ao nível da habitação, as famílias açorianas devem cerca de 2,35% do total nacional, o que está em lilnha com a nossa taxa populacional. Já em relação ao crédito ao consumo, o peso dos Açores é de 2,82% do total nacional.

Apresentado livro sobre as Reservas Florestais de Recreio dos Açores

 noe-livroNos Açores existem 34 Reservas Florestais de Recreio, das quais 27 já se encontram recuperadas, através de um grande investimento realizado pelo Governo dos Açores e que, nos últimos 16 anos têm servido para sensibilizar e informar as populações dos benefícios da floresta.
Para continuar a promover estes espaços, a Secretaria Regional da Agricultura e Florestas apoiou a edição de um livro, com textos de Isabel Albergaria e imagens de José António Rodrigues, intitulado “Reservas Florestais de Recreio dos Açores”.
Na cerimónia de apresentação, que decorreu no Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, o Secretário Regional da Agricultura e Florestas destacou os investimentos que o Governo dos Açores tem efectuado nestes espaços porque, sublinhou, “consideramos que são emblemáticos do sector florestal açoriano”.
Para Noé Rodrigues “esta forma de plasmar em livro aquilo que temos vindo a fazer nos Açores, em conjunto com todo um grupo de técnicos, guardas florestais e dos vários agentes, é uma forma de prestarmos homenagem a todos aqueles que trabalham e investem no sector florestal e a todos os que fazem dos Açores uma terra muito bonita para se viver”.
A apresentação desta publicação esteve inserida no programa das VI Jornadas Florestais Insulares que decorrem até sexta-feira, nas ilhas do Faial, Pico e São Jorge.

Governo Regional diz querer “regulação do mercado do leite e lacticínios”

No Rodrigues corO Secretário Regional da Agricultura e Florestas reivindicou, na passada sexta-feira, a manutenção de “uma regulamentação do mercado do leite e dos lacticínios em toda a União Europeia”, como tem sido afirmado em todas as oportunidades e perante todas as autoridades nacionais e comunitárias, “pugnando pela preservação do nosso sector leiteiro que é essencial à nossa economia, à nossa coesão social e à continuidade do desenvolvimento sustentado dos Açores”.
Palavras de Noé Rodrigues que representou o Presidente do Governo, na cerimónia de inauguração do XI Concurso Micaelense da Raça Holstein Frísia, na qual sublinhou que “sem prescindir da necessidade de regulamentação do sector, devemos continuar o magnífico processo que encetamos, de reestruturação e de modernização da nossa agricultura, contando com o capital de conhecimento e de saber que ganhamos com o percurso feito, que foi vencendo sucessivas contrariedades, vencendo desafios e que nos foi afastando, espero que definitivamente, do abandono a que nos quiseram votar no passado”.
O governante acredita que “ao inútil palavreado especulativo ou de oportunidade que por ai se ouve, oporemos trabalho e profissionalismo, mantendo o contínuo investimento público que tem sido executado no sector e defendendo o rendimento do agricultor, favorecendo com isso, simultaneamente, a nossa balança e autonomia alimentar”.
Neste momento desenvolvem-se trabalhos para um novo Quadro Comunitário de Apoio (QCA), trabalhos em que participa o Governo dos Açores, envolvendo os agricultores pelas suas organizações, com o objectivo único de alcançar um bom envelope financeiro para a agricultura açoriana e um bom programa para a sua execução.
Os Açores são a região do país que melhor executa e que melhor aproveita os fundos comunitários destinados ao seu desenvolvimento, revelando a capacidade que tem havido para negociá-los e a adequabilidade que se tem dado à sua execução, “só possível com a proximidade cúmplice dos agricultores e das suas organizações”.
Tal como anunciado pelas propostas legislativas da reforma da PAC, os Açores querem uma agricultura sustentável, com produtos agrícolas seguros, com estabilidade dos mercados e melhoria de relações em toda a cadeia alimentar, com mais segurança na produção e com maior simplificação de processos.
Noé Rodrigues criticou ainda “os sinais contraditórios a tais objectivos, como são os casos da liberalização do sector leiteiro, da abertura dos mercados ao MERCOSUL e a outros países terceiros, das práticas comerciais lesivas da produção e da ausência de iniciativas para a formação de preços justos ou para a rotulagem e identificação de origem dos produtos ou mesmo com a burocracia acrescida que a proposta contem em clara contradição com as suas motivações”.
Para a agricultura açoriana estas questões, da PAC e da sua revisão, têm um interesse fundamental porque “é na PAC que temos a nossa principal fonte de financiamento e de apoio, ao investimento e ao rendimento da agricultura, e porque a agricultura tem para nós uma importância central, pela dinâmica social e empresarial que representa, pela integração de jovens e estabilidade social que proporciona e que estão muito para além da sua importantíssima dimensão económica e de criação de riqueza nos Açores”, frisou.
Neste processo de revisão da PAC, os Açores têm dois objectivos fundamentais que passam pela obtenção dos meios financeiros necessários para continuar a investir ao nível da melhoria das infra-estruturas do ordenamento agrário, no apoio e acompanhamento dos investimentos dos agricultores na modernização das suas estruturas produtivas, no reforço tecnológico e de eficiência das unidades de transformação e nas competências com que é necessário abordar os mercados de maior exigência.
O segundo objectivo é o de continuar a deter autonomia na definição e na execução do programa de desenvolvimento rural, porque ganhar maior eficácia e a capacidade de melhor responder aos empresários.

JS debate associativismo e voluntariado na Praia da Vitória

casalDecorreu segunda-feira, dia 21 de Maio, na Academia da Juventude e das Artes da ilha Terceira, na Praia da Vitória, mais um fórum Geração Activa Geração de Ideias, desta feita subordinado ao tema Associativismo Juvenil e Promoção do Voluntariado.
De acordo com nota de imprensa emitida pela Juventude Socialista, perante cerca de seis dezenas de jovens estiveram presentes na qualidade de oradores Cláudia Machado dirigente do Corpo Nacional de Escutas, Hélia Vieira, dirigente da Associação de Planeamento Familiar e Décio Santos, Presidente da AJITER.
O fórum transmitido em directo para o facebook e moderado por Lara Frias iniciou-se com uma apresentação global do trabalho realizado pelos escuteiros,  uma vez que, segundo Cláudia Machado “o trabalho escutista é constante, um alerta 24 horas sob 24 horas, na melhoria dos cidadãos e da sociedade”, sendo uma actividade com “grande independência financeira relativamente a apoios de entidades públicas”.
Hélia Vieira salientou “a importância do associativismo como modo de ocupar verdadeiramente os jovens e não tratar-se de um mero entretenimento.” A dirigente da Associação do Planeamento Familiar referiu ainda o pendor “formativo enquanto homens e mulheres”, propondo uma melhor ligação entre a escolha e as associações de modo a conseguir-se mais e melhor ganhos para os jovens.
“O Associativismo é também empreendedorismo”, referiu Décio Santos na sua apresentação, argumentando que se trata de “empreendedorismo social, educacional, ambiental”. O Presidente da AJITER abordou também o novo paradigma dos apoios ao associativismo “devendo as associações e as entidades públicas trabalhar na reprodutibilidade do associativismo, quer económico, social, ambiental.”
O fórum Geração Activa Geração de Ideias está a percorrer as nove ilhas dos Açores. O próximo evento está agendado para hoje em Vila Franca do Campo subordinado ao tema “Educação e Qualificação”, sendo que, o encerramento está previsto para o dia 26 de Maio com a realização da Convenção Geração Activa Geração de Ideias no Teatro Micaelense e que contará com a presença do Secretário Geral da Juventude Socialista, Pedro Alves, e do candidato do PS à Presidência do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro.

JS Terceira lança jornal

A Juventude Socialista/Terceira apresentou no passado sábado o Jornal intitulado “Oh Camarada”, “terá uma periodicidade bi-mensal e será disponibilizado em papel e em formato electrónico” referiu o Secretário Coordenador de Ilha Nuno Meneses em declarações aos jornalistas.
“Trata-se de um completo informativo que reúne as últimas notícias de toda a estrutura da JS e também do PS/Açores. Os conteúdos e redacção serão da responsabilidade das Concelhias da JS, dado que são a estrutura mais próxima dos jovens terceirenses”, sublinhou Nuno Meneses.
Também para Berto Messias, “este jornal é mais uma iniciativa da JS que visa ir ao encontro dos jovens, partilhar informação, estabelecer canais para a partilha de opiniões e para que os jovens possam expressar-se.”

Ana Paula Marques diz que “os Açores não vão abdicar do Estado Social”

 ana-paula-marquesA Secretária Regional do Trabalho e Solidariedade Social reafirmou sexta-feira, no Faial, que o Governo Regional não vai abdicar da defesa do Estado Social no arquipélago.
Segundo nota de imprensa emitida pelo Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GaCS), a ideia foi avançada por Ana Paula Marques durante o lançamento da primeira pedra da Creche dos Flamengos do Centro Comunitário do Divino Espírito Santo.
Admitindo que a Europa, o País e os Açores vivem “momentos complicados”, que fazem perigar o Estado Social, a governante sublinhou que o Governo Regional tem consciência de que “é preciso continuar apoiar as pessoas e as famílias.”
“Ao contrário do Governo da República, nós não entendemos o apoio social como gastos e despesas”, razão pela qual o Governo Regional “empenha-se na solução dos problemas que a política de cortes” da República está a provocar também nas nossas instituições”, adiantou.
“É por isso que este ano fizemos um reforço significativo no nosso Plano de Investimentos”, indicou a Secretária Regional, acrescentado que “é assim que vamos continuar” nos Açores, “poupando onde é preciso poupar, fazendo uma gestão rigorosa para poder investir mais nas pessoas e nas suas famílias.”
A título de exemplo, indicou que existem actualmente nos Açores 235 instituições com acordos de cooperação com a Segurança Social, o que se traduz num investimento anual de 60,7 milhões de euros, agregando acordos de cooperação de funcionamento e eventuais.
Segundo referiu Ana Paula Marques, a “atenção especial” que o Governo Regional tem vindo a prestar, ao longo dos anos, no apoio às crianças, aos idosos, às pessoas com deficiência e às famílias está também espelhada na existência de 686 equipamentos sociais com capacidade de resposta para 29.880 pessoas.
“É esse o percurso que temos vindo a construir ao longo dos últimos 16 anos, com as Instituições Particulares de Solidariedade Social e Misericórdias dos Açores, sem necessidade de promover qualquer assembleia magna em ano de eleições para ouvir os anseios das instituições ou das suas comunidades”, disse a Secretária Regional.
Ao invés, salientou Ana Paula Marques, “estivemos ao lado delas todos os dias, promovemos a sua criação e valorização, reforçámo-las com quadros técnicos, qualificámos os seus recursos humanos, sempre com profundo respeito pela sua identidade e autonomia, valorizando, ainda, sistematicamente esse trabalho generoso e voluntário das inúmeras pessoas que trabalham nestas instituições.”

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