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Cárita da ilha Terceira associa-se a Semana Nacional Cáritas

Peditório cáritasDe 17 a 24 de Março decorrerá a Semana Nacional Cáritas, com diversas acções promovidas pela Cáritas da ilha Terceira.

Ao longo da Semana Nacional Cáritas, este ano sob o lema “Juntos numa só Família Humana”, a Cáritas promove a reflexão na sociedade portuguesa sobre a relação com os outros: “Sabemos por experiência que é a partir do pessoal encontro com o outro que poderemos compreender quem somos” escreve D. José Traquina, presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, para a Semana Nacional Cáritas que assinala o Dia Nacional Cáritas, a 24 de Março e onde se lê também: “Há que cuidar do mundo, cuidando da qualidade de vida dos mais pobres. A solidariedade não pode permanecer no abstracto. A missão da Cáritas é despertar para esta solidariedade no concreto”.

Durante esta semana destaca-se o habitual peditório público, entre os dias 22 e 24 de Março nas superfícies comerciais e ao longo da semana, porta a porta, por toda a ilha Terceira. Este é um momento que a Cáritas privilegia não apenas pela sua dimensão de angariação de verbas, que se destinam à acção social local da Instituição, mas por ser uma oportunidade de contacto directo com a população, com aqueles que apoiam a missão da Cáritas e, também, em muitas situações, com aqueles que são beneficiários da acção da Cáritas. Para além do peditório, a Cáritas da ilha Terceira associa-se à iniciativa “Um Dia Pela Vida” da Liga Portuguesa Contra o Cancro, numa caminhada solidária, a 17 de Março. Já no dia 20, pelas 20h00, haverá lugar a uma sessão de sensibilização, no âmbito do Projecto + Próximo, alusiva ao tema “Acção Social na Paróquia”, no Santuário da Serreta, terminando a semana com uma celebração eucarística do Dia Cáritas, pelas 12h00 do dia 24 de Março, na Igreja Paroquial das Fontinhas.

Para o sucesso desta campanha, a Cáritas da Ilha Terceira apela ao envolvimento da comunidade e ao seu espírito solidário, de modo a que nesta Semana Nacional Cáritas, e no futuro, possamos continuar “sempre mais próximo do próximo”.

Concertos comentados na Sinagoga de Ponta Delgada já na próxima semana

sinagoga ponta delgadaA 18, 20 e 21 de Março terá lugar a iniciativa “Concertos comentados na Sinagoga”, os quais se destinam apenas aos alunos das escolas secundárias e profissionais do concelho de Ponta Delgada.

Assim, nos três dias acima referidos, na Sinagoga - Museu Hebraico Sahar Hassaimam - serão apresentados três concertos comentados subordinados ao tema “Música Hebraica ao longo dos tempos”.

No dia 18, às 10h30, o concerto tem como destinatários 25 alunos da Escola Secundária Antero de Quental e 46 da MEP - Escola Profissional da Santa Casa da Misericórdia de Ponta Delgada.

A 20 de Março, às 10h30, o concerto comentado é dirigido a 79 alunos da Escola Secundária das Laranjeiras.

O último concerto comentado, a 21 de Março, também à 10h30, é destinado a 30 alunos da Escola Secundária Domingos Rebelo e a outros 30 da Escola Secundária Antero de Quental.

Os músicos são o quarteto de cordas “com. Mozart”, constituído pelos professores do Conservatório Regional  de Ponta Delgada Grigori Spektor (violino), Natália Zhilkina (violino), Pscuale Sansanelli (viola d´arco) e Natália Ferraz (violoncelo). Participa, ainda, o professor da flauta do Conservatório Regional de Ponta Delgada, Yuri Pankiv, que colabora com o referido quarteto desde a sua formação.

O programa será constituído por obras de géneros diferentes, mas que abrangem o conceito das mais variadas facetas da História do povo Judeu durante últimos 200 anos.

“Um Violinista no Telhado” (comédia dramática e musical) e suite para quarteto de cordas, com música de Jerry Bock e arranjo de Sergei Muratov são duas das obras dos concertos comentados, que englobam, ainda, vários temas de Suite “Jewish Vintage”, com música de Kees Schonenbeek e arranjo de Pascuale Sansanelli.

Os últimos concertos comentados são “A Lista de Schindler (Schindler’s List)”, com música de John Williams e arranjos de Yuri Pankiv, e Suite “Klezmer Wedding”, que apresenta diferentes danças que acompanharam, e continuam a acompanhar, os casamentos nas comunidades judaicas. O arranjo é de Mike Curtis.

Morreu no Canadá o antigo desportista lagoense João Azeredo

joao azeredoJoão Francisco Azeredo (69 anos) conhecêmo-lo ainda na pré-adolescência, quando integrado na equipa ad hoc de futebol do Cabouco, ia jogar ao campo de futebol da Freguesia do Rosário, o único de todo o concelho naquela altura – eu devia ter uns 13/14 anos – e que era a sua localidade de residência... Nalgumas ocasiões, ele até chegou a ser meu adversário.

Com a minha chegada, aos 15 anos, aos Juniores do Clube Operário Desportivo e, depois, com o meu namoro com a Anália, sua prima em primeiro grau devido às mães serem irmãs, o nosso contacto passou a ser mais frequente. 

Aqui é preciso dizer que o João Francisco tinha alguma simpatia por mim, pela habilidade e condição de jogador do Operário e, claro, por ser o noivinho da sua querida prima.

Com o passar dos anos, o meu contacto com o João Francisco foi-se cimentando. 

Por causa do futebol, como já vimos, mas também pelas reuniões de família, sobretudo pelo Natal, quando era tempo de festejar.

 Em todas as circunstâncias, o João Francisco sempre se mostrou ser um gentleman, pelo trato que aplicava no contacto e diálogo com todos, fossem eles jovens ou menos jovens.

Desde muito novo, o João Francisco aprendeu a profissão de serralheiro. Foi na Fábrica do Sabão, entidade para quem trabalhou até emigrar para o Canadá em Setembro de 1975, isto depois de ter casado e deixado o Serviço Militar. 

Foi, de resto, esta profissão que serviu de ganha-pão ao João Francisco enquanto imigrante no Canadá...

Ainda em São Miguel, o João Francisco ajudou a fundar a equipa de futebol da Provimi, que nasceu no interior da Fábrica do Sabão para ombrear com o Clube Operário Desportivo, até então a única do concelho de Lagoa, e considerada, já na altura, uma das melhores da ilha, mesmo dos Açores.

Quando do aparecimento da Provimi, que foi para a Segunda Divisão, em São Miguel, o João Francisco chegou a vestir a sua camisola durante algum tempo. 

Mas, como as suas qualidades futebolísticas não eram, como direi, de primeira água, o Francisco, como também era conhecido, deixou o plantel e passou a ajudar a equipa noutras áreas.

Quis o destino que as nossas vidas se cruzassem de novo no Canadá, para onde vim em Março e o João Francisco em Setembro do mesmo ano – 1975! 

Aqui, pela dimensão geográfica e pelas responsabilidades profissionais e familiares de cada um, o nosso contacto continuou mas só de quando em vez, de novo por questões familiares; também por encontros fortuitos ou programados relacionados com a nossa condição de jornalista e ele como dirigente no Centro Comunitário de Nossa Senhora de Fátima, na cidade de Laval, onde ele sempre habitou e nós passámos a viver a partir de 1992.

A actividade comunitária do João Francisco foi muito promissora. Principalmente à volta das questões religiosas. 

Ajudar na Igreja, apoiar as Festas do Espírito Santo, colaborar nas festas de angariação de fundos, participar em arranjos no Centro de toda a ordem fizeram deste lagoense um dos elementos mais queridos da Comunidade de Laval, como agora se pôde confirmar durante o seu funeral, para onde ocorreram centenas de pessoas, todas chorando a partida de um «... Homem digno, de bom coração, amigo do seu amigo», como diria o Padre António Araújo no decorrer da cerimónia fúnebre, realizada, primeiro no Complexe Funéraire Yves Légaré e, depois, na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, ambos em Laval. 

De tão profícua que foi a sua acção como voluntário na comunidade de que fez parte durante mais de 40 anos, que até a cidade de Laval se rendeu ao seu labor, atribuindo-lhe em festa de gala anual o título de «Voluntário do Ano»! É obra! 

Para mais se tivermos em consideração que aquele título foi atribuído num leque de mais de 500 mil pessoas!

João Francisco Azeredo deixa na dor sua esposa Maria dos Anjos, os seus dois filhos Leslie e Graça, os seus três netinhos, o genro Manuel; a irmã Fátima e cunhado Carlos Furtado (vivem nos Açores), assim como tias, tios e muitos primos. 

A todos eles, as nossas mais sentidas condolências.

 

Exclusivo LusoPresse de Montreal/Diário dos Açores

El Açor volta ao Coliseu Micaelense para a vigésima edição

Tunídeos1Os Tunídeos - Tuna Masculina da Universidade dos Açores volta a organizar, este ano, mais uma edição do Festival Internacional de Tunas – O El Açor.

Trata-se da vigésima edição do evento, que já ganhou o seu espaço na agenda cultural e recreativa de Ponta Delgada, e decorrerá nos próximos dias 21, 22, 23 e 24 de Março, com o principal objectivo de “congregar, na Região Autónoma dos Açores, vários participantes, num registo de interacção académica e cultural”.

O Festival contará com a presença de seis tunas a concurso e quatro tunas da Universidade dos Açores, num total de cerca de 400 participantes, que subirão ao palco com Coliseu Micaelense na sexta e no sábado.

A concurso, estarão a Transmontuna – Tuna Universitária de Trás-os-Montes e Alto Douro (Vila Real), a TAFDUP – Tuna Académica da Faculdade de Direito da Universidade do Porto, a EACB – Estudantina Académica de Castelo Branco, a Desertuna – Tuna Académica da Universidade da Beira Interior (Covilhã), a Afonsina – Tuna de Engenharia da Universidade do Minho (Guimarães), TAFUL – Tuna Académica de Farmácia da Universidade de Lisboa.

Da Universidade dos Açores, participam a tuna organizadora, os Tunídeos, a par da Tuna Com Elas – Tuna Feminina da Associação Académica da Universidade dos Açores, Enf’In Tuna – Tuna Mista da Escola Superior de Enfermagem de Ponta Delgada e TAUA – Tuna Académica da Universidade dos Açores.

Convidados a participar no evento foram os Estorninhos – Banda da Tuna Masculina da Universidade dos Açores, enquanto que a apresentação ficará a cabo dos Tunalhos e Cavaleiros da Távola Redonda de Queijos.

 

GNR detém homem por tráfico de droga e apreende canábis

GNRUm homem foi detido pela GNR, nos Açores, em flagrante delito por suspeitas do crime de tráfico de estupefacientes.

A detenção ocorreu na sequência de um conjunto de operações levadas a cabo pela GNR entre os dias 4 e 10 de Março, que levaram também à apreensão de 13 sementes de canábis.

As operações visaram “a prevenção, fiscalização e investigação de infrações tributárias e aduaneiras, a vigilância da costa e do mar territorial, a fiscalização das pescas e a protecção da natureza e do ambiente, entre outras”, avança a GNR em comunicado. 

Neste período, foram ainda registados, no âmbito da fiscalização geral, 75 autos de contraordenação, dos quais 26 na área da protecção da natureza e ambiente e nove no âmbito do regime de bens em circulação.

Quanto ao trânsito, a GNR regista 23 autos de contraordenação, das quais se destacam quatro por uso indevido de telemóvel no exercício da condução.