Açorianos de todo o mundo devem unir-se e tomar consciência de que são um ‘povo único’

casas dos açores brasilO Secretário Regional Adjunto da Presidência para as Relações Externas apelou ontem, em Gravataí, no Brasil, para que todos os açorianos se unam, tomando consciência de que são um Povo único e da sua força no mundo.

“É o momento de reconhecermos como açorianos tanto os que nasceram nos Açores, como os que não nasceram nos Açores, mas que lá vivem, bem como os que não nasceram nos Açores, nem lá vivem, mas que assumem a sua raiz” afirmou Rui Bettencourt na sessão de abertura da XXI Assembleia Geral do Conselho Mundial das Casas dos Açores, sublinhando o “sentimento de pertença a uma cultura e a uma identidade” que todos os açorianos partilham.

Para o titular da pasta das Relações Externas, “a condição de açoriano não se perde se não habitarmos o arquipélago”, mas “acrescenta novas dimensões e dá nova força àquilo que somos”.

“Vejam no que podem os Açores tornar-se se todo este povo, em todo o Mundo, com a força que pode e deve ter, agir pelos Açores e se implicar nas escolhas que colocam os Açores num projecto de progresso”, frisou.

Na sua intervenção, Rui Bettencourt considerou ser necessário saber envolver os açorianos no desenvolvimento da Região, “a começar pelos jovens”, realçando a importância de juntar “uma forte participação na construção do futuro dos Açores” aos 600 anos de história do arquipélago.

“É com uma acção abrangente, inclusiva, dinâmica, junto das diferentes gerações, mas implicando em particular e fortemente os jovens, conciliando a tradição com a actualidade, que conseguiremos dar sentido ao que significam os Açores: nove ilhas e várias décimas ilhas pelo mundo inteiro, sempre com uma realidade fundeada na nossa história e na nossa geografia do arquipélago”, afirmou o Secretário Regional.

Rui Bettencourt desafiou os jovens para que “façam mais e melhor”, sempre orgulhosos das suas raízes, moldando a diáspora e “valorizando o património que lhes foi deixado por todos aqueles que os antecederam”, salientando a relevância do associativismo comunitário ser “um espaço de participação dos mais jovens” para que a diáspora perdure.

O governante reconheceu ainda o “trabalho meritório” que as Casas dos Açores desenvolvem na promoção dos Açores e na valorização do Povo Açoriano, considerando que o encontro que decorre no Rio Grande do Sul, a 9.000 quilómetros dos Açores, é “um acto de afirmação, legítima e responsável do Povo Açoriano”.

“As Casa dos Açores são fundamentais, pois contribuem para o fortalecimento das relações entre as comunidades açorianas emigradas e as ilhas onde mergulham as suas raízes e são pólos dinamizadores da promoção da identidade açoriana espalhada pelo mundo”, frisou Rui Bettencourt.