Empresa francesa tem interesse em criar base para dirigível estratosférico em Santa Maria

estação esa santa mariaO Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia adiantou, em Paris, que a empresa Thales Alenia Space demonstrou interesse em implementar uma “base experimental” na ilha de Santa Maria para um balão dirigível estratosférico autónomo que “está em fase de desenvolvimento”.

Gui Menezes afirmou que o projecto, denominado Stratobus, ainda está numa fase “muito inicial” e destina-se a missões locais e regionais que abrangem áreas como as telecomunicações, a observação da Terra, a vigilância marítima, o ordenamento territorial e o combate a incêndios, entre outras.

O Secretário Regional, que falava Terça-feira no final de uma visita à Thales Digital Factory, referiu ainda que o Stratobus, que se espera que esteja concluído em 2023, vai funcionar a uma altitude de 30 quilómetros do solo e terá capacidade para cobrir uma área com um diâmetro de cerca de mil quilómetros.

Antes da conclusão do Stratobus, a Thales tem interesse em testar um protótipo deste projecto, “de menor escala”, na ilha de Santa Maria, adiantou Gui Menezes, acrescentando que “a eventual construção, nos Açores, de um hangar para este dirigível, que vai necessitar de manutenção, poderá contribuir para a criação de emprego especializado”.

A Thales tem uma participação maioritária, de 65%, na empresa portuguesa EDISOFT, que já opera na ilha de Santa Maria várias estruturas da Estação Espacial Europeia, tendo trazido, segundo Gui Menezes, “tecnologia de ponta” para o arquipélago e criado postos de trabalho qualificados.