Câmara do Comércio de Angra preocupada com transportes aéreos e marítimos

delta aviãoA direcção da Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo (CCAH) diz “estranhar” as notícias que dão conta de declaração do ex-embaixador dos EUA, Robert Sherman, referindo que a ligação aérea da Delta Air Lines a São Miguel surgiu como contrapartida do “downsizing” da Base das Lajes. 

“Recordamos que, no início deste ano, a direcção da CCAH emitiu comunicado a pedir esclarecimentos à Embaixada dos EUA e ao Presidente do Governo Regional dos Açores, tendo obtido respostas claras no sentido contrário ao que agora é veiculado”, refere a associação empresarial, que pede que as entidades competentes esclareçam, “com total transparência, todo o processo de negociação estabelecido”.

Num comunicado ontem divulgado, a CCAH manifesta também “preocupação” com a “falta de acordo interline da SATA Air Açores com a Delta”. Uma situação que, segundo defendem os empresários, “coloca em causa o desenvolvimento do turismo nas ilhas do grupo central”. 

“Este é um assunto a ser tratado ao mais alto nível, pelas nossas entidades responsáveis, Sata e Governo Regional. Importa, ainda, realçar que o período de maior venda de pacotes turísticos nos Estados Unidos da América é Janeiro e Fevereiro, pelo que é urgente a resolução deste entrave ao desenvolvimento da economia do grupo central”, consideram.

Por outro lado, os empresários congratulam-se com o início da operação privada de transporte de carga aérea entre Lisboa e Ponta Delgada, através do Consórcio MAIS, , com extensão à ilha Terceira três vezes na semana. “O transporte aéreo de carga é uma revindicação antiga da CCAH e essencial para o desenvolvimento da economia da Região”, disse a associação empresarial, que aguarda uma reunião com a empresa responsável pelo transporte da carga.

Greves dos estivadores 

com “consequências nefastas”

 

No âmbito do transporte marítimo, a CCAH manifestou preocupação com as “as greves contínuas e prolongadas dos estivadores, que afectam igualmente os Portos da Região”.

“A direcção vem demonstrar a sua preocupação com as consequências nefastas no tecido empresarial, com os atrasos de entrega das suas mercadorias, que são agravadas neste período de Natal, altura do ano essencial à sobrevivência de muitas empresas açorianas”, refere o comunicado. 

Os empresários defendem, por isso, que “devem ser tomadas medidas urgentes de forma a diminuir os constrangimentos existentes na operação de carga dos Portos da Região”, mostrando disponibilidade para “ colaborar no que for necessário nesse sentido, no âmbito das suas competências”.