Candidaturas a incentivos à produção de energia renovável duplicaram em 2018

directora energiaOs apoios concedidos ao abrigo do programa de incentivos à produção de energia a partir de fontes renováveis, o ProEnergia, registaram no ano passado um aumento de aproximadamente 51% face a 2017, adiantou ontem a directora regional da Energia.

“No ano passado, os açorianos apresentaram um número superior de candidaturas submetidas ao ProEnergia, passando de 352 em 2017 para 507 em 2018, totalizando um investimento de cerca de 1,4 milhões de euros”, afirmou Andreia Carreiro, falava numa sessão de trabalho promovida pelo Nonagon - Parque de Ciência e Tecnologia de S. Miguel, onde apresentou soluções no âmbito da eficiência energética como factor de competitividade e posicionamento nas empresas, bem como os sistemas de incentivo disponíveis, aos empreendedores, ‘startup’ e PME presentes.

“Estes resultados são muito satisfatórios, em linha com o que pretendemos rumo à transição energética, com importantes contributos a partir de iniciativas privadas”, afirmou a directora regional, destacando que este aumento de projectos para produção de energia com base em fontes renováveis “reflecte, a par do crescimento da economia regional, o sucesso das campanhas de sensibilização e comunicação” que o executivo tem vindo a promover.

Andreia Carreiro referiu que os “objectivos regionais da política energética, em conjugação com a inovação tecnológica, materializam-se através da evolução de redes eléctricas tradicionais para redes eléctricas inteligentes, onde o utilizador final passa a ser peça-chave para as abordagens de resposta dinâmica da procura, passando a ter a possibilidade de produzir, armazenar e consumir energia, assumindo um papel imprescindível na eficiência do sistema energético”.

“Com o propósito de dar resposta a este desígnio, o ProEnergia está a ser alvo de alteração, alargando o espetro dos equipamentos e sistemas contemplados, de modo a incluir, para além da produção descentralizada, o armazenamento de energia eléctrica para uma gestão energética optimizada”, adiantou.

A alteração proposta ao ProEnergia prevê, por um lado, “a redução do investimento mínimo dos açorianos para metade” e, por outro “o reforço do montante de incentivo a conceder”, destacou Andreia Carreiro, sublinhando que “esta dinâmica de incentivos irá, acreditamos, acentuar a adesão ao ProEnergia, com claros benefícios económicos e ambientais para os promotores dos projetos e para a Região, que, desta forma, estimula o desenvolvimento descarbonizado dos Açores”.