Governo dá explicações sobre “caos” nos transportes “a reboque” de Gaudêncio, acusa PSD/Açores
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- Publicado em 19-06-2019
- Escrito por Redacção
A Secretária-geral do PSD/Açores afirmou ontem que o Governo Regional só aceitou começar a dar explicações sobre o “caos instalado” nos transportes marítimos e aéreos a “reboque” das intervenções do Presidente do partido, Alexandre Gaudêncio.
“O Governo Regional remeteu-se ao silêncio nas últimas semanas perante o caos instalado nos transportes marítimos e aéreos. Foi preciso Alexandre Gaudêncio solicitar reuniões com o Presidente do Governo Regional e com a Administração da SATA para que o Executivo manifestasse a intenção de dar explicações”, afirmou Sabrina Furtado.
A dirigente social-democrata lembrou que foi só após o Presidente do PSD/Açores ter solicitado uma reunião de “carácter urgente” a Vasco Cordeiro sobre os “falhanços” na operação de Verão de transporte marítimo de passageiros, que o Governo Regional anunciou a intenção de dar explicações no Parlamento.
“Também foi necessário que o Presidente do PSD/Açores pedisse um encontro com a Administração da SATA para que a Secretária Regional dos Transportes reunisse de emergência com os responsáveis da empresa, numa altura em que faltam lugares nos voos inter-ilhas e foram cancelados vários voos entre Lisboa e as ilhas do Faial e Pico”, frisou.
Segundo Sabrina Furtado, o PSD/Açores “cumpriu uma das suas obrigações enquanto partido com um projecto alternativo, que é exigir explicações ao Governo Regional quando este não as quer dar aos açorianos”.
Os pedidos de reuniões com o Presidente do Governo Regional e com o Aonselho de Administração da SATA, feitos a 11 e 14 de Junho, respectivamente, ainda não obtiveram resposta.
A Secretária-geral do partido sublinhou ainda a “inusitada rapidez” – uma semana – com que foi agendada a audição parlamentar da Secretária Regional dos Transportes sobre a operação de transporte marítimo de passageiros e viaturas, enquanto que a audição proposta pelo PSD/Açores, para que a governante fosse ouvida sobre a divulgação ilegal de dados pessoais de passageiros da Atlânticoline, “demorou sete semanas a ser marcada”.
