“Com este crescimento do Alojamento Local, corremos o risco de reduzir postos de trabalho na hotelaria”

Rodrigo Rodrigues

 Mais uma vez o mês de Julho regista uma quebra no turismo terceirense, o que tem motivado muitas preocupações junto dos opertadores e empresários daquela ilha.

Para Rodrgo Rodrgues, Presidente da Câmara do Comércio e Indústria terceirense, “esta tendência já vem desde o inicio do ano, com excepção de Maio e Junho, e tem duas causas: por um lado, a falta da operação de Espanha que representava, no ano anterior, cerca de 4.000 dormidas por mês; por outro lado, os preços elevados das passagens entre a Terceira e o Continente, ao longo de todo o ano, com especial ênfase na época alta, fruto da possibilidade que as companhias têm de encher aviões com preços altos, que depois serão reembolsados aos residentes”.

Em declarações ao “Diário dos Açores”, aquele empresário lembra que “há já mais de um ano, que temos vindo a a alertar para esta situação, e como a mesma é altamente prejudicial para o turismo”.

Rodrigo Rodrgues alerta para outro problema que se começa a agravar na Terceira: “É o crescimento do alojamento local em contrapartida com a hotelaria tradicional. Não deveria ser assim, e não é assim noutras ilhas, porque corremos o risco de reduzir o números de postos de trabalho na hotelaria”.

Como colmatar todos estes problemas e relançar, de novo, as ilhas que estão a perder turistas?

Rodrigo Rodrigues avança com algumas medidas: “Em primeiro lugar, e já está a ser tratado, aumentar o número de ligações directas à Terceira. Paralelamente, tornar a operação da Sata Air Açores mais eficiente, por forma a termos mais oferta de lugares entre ilhas, permitindo assim distribuir melhor os passageiros que entram pelas principais portas de entrada. É normal que São Miguel tenha números diferentes das restantes ilhas, mas uma concentração de 70%, ao fim de 4 anos de liberalização do transporte aéreo, já me parece demasiado, numa altura em que outras ilhas já deveriam estar a beneficiar deste facto. As divergências ao nível do desenvolvimento económico em cada ilha, serão tão maiores, quanto maior for esta concentração de turistas numa única ilha”.

 

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