Governo Regional investe 100 milhões em infraestruturas escolares numa legislatura

Vasco Cordeiro - arranque ano lectivo Canto da Maia

O Presidente do Governo Regional dos Açores avançou ontem que, nesta legislatura, vão ter investidos cerca de 100 milhões de euros em estabelecimentos de ensino na Região. 

Vasco Cordeiro, que falava no arranque do ano lectivo 2019/2020, na inauguração da Escola Básica Integrada Canto da Maia, em Ponta Delgada, disse que estes 100 milhões referem-se a intervenções já concluídas, que estão em curso e na fase de contratação. 

“Alguns destes investimentos têm particular evidência na ilha de São Miguel, como é o caso da Escola das Capelas e da Escola de Rabo de Peixe. Já amanhã, na reunião do Conselho do Governo, aprovaremos o lançamento do concurso público para a construção da nova Escola dos Arrifes”, anunciou o Presidente do Governo, ao adiantar que este volume de obras “não faz esquecer as necessidades que ainda existem” em alguns estabelecimentos de ensino da Região.

A intervenção na EBI Canto da Maia representou um investimento de 18 milhões de euros, com a demolição de todo o edificado anteriormente existente e a construção de novas instalações de raiz, a par da reabilitação e ampliação do pavilhão desportivo e o ginásio.

Na sua intervenção, o Presidente do Governo destacou, por outro lado, a importância que assume para o sistema de ensino regional uma classe docente estável, competente e motivada, tendo em conta o seu contributo “para a formação daquela que é a Região do amanhã”.

“Se quisermos falar do ponto de vista da motivação, o processo de recuperação integral do tempo de serviço dos professores, que se iniciou neste mês de Setembro, que se prolongará nos próximos anos e que foi acordado com os sindicatos na Região, é um elemento fundamental”, destacou.

 

Contratação de docentes a prazo: “sempre existiu, existe 

e continuará a existir”

 

Segundo disse, nestes quatro anos de legislatura, e seguindo a tendência que já se vinha verificando, serão contratados um total de cerca de 400 professores para os quadros das escolas da Região, “reduzindo, por esta via e de forma acentuada, a necessidade de contratação a prazo de docentes”.

“Mas há algo em que não nos podemos iludir. Sempre existiu, existe e continuará a existir o recurso a este tipo de contratação porque, efectivamente, a dinâmica própria da nossa vida faz com que haja esta necessidade”, disse Vasco Cordeiro, ao anunciar que, neste ano lectivo, as escolas dos Açores vão contar também com a contratação de cerca de 250 funcionários para funções não docentes.

De acordo com o Presidente do Governo, este ano lectivo permitirá, por outro lado, a entrada em vigor de alterações, quer ao nível da matriz curricular, quer ao nível da autonomia curricular das escolas.

“Estamos convencidos que, fruto daquele que foi o trabalho que as escolas desenvolveram ao longo dos últimos meses, têm as condições para ser uma aposta ganha neste ano lectivo”, referiu Vasco Cordeiro, ao destacar a disponibilização a todos os alunos do 1.º ciclo de formação em linguagem computacional e de programação, um projecto que também começará a ser estendido ao 2.º ciclo.

“Acreditamos que esta é uma área fundamental de qualificação dos nossos jovens para aquelas que serão as competências do futuro”, preconizou Vasco Cordeiro, que sublinhou também o reforço do programa ‘Prof DA’, de acompanhamento diferenciado de alunos, particularmente na área da Matemática, e que contará neste ano lectivo com cerca de 60 docentes. “Tudo isso é feito em função dos resultados. E isso é algo que nenhum dos intervenientes no nosso sistema educativo pode esquecer”, salientou o Presidente do Governo.

Depois de salientar que existem ainda grandes desafios a vencer nesta área, Vasco Cordeiro adiantou que os últimos dados conhecidos, relativos ao ano lectivo 2017/2018, permitem concluir que, em todos os ciclos de ensino, a diminuição das taxas de retenção e o aumento das taxas de transição, em pontos percentuais, está a ser feita de uma forma mais intensa do que aquilo que acontece, por exemplo, na Madeira e no continente. 

“Isto é motivo de confiança e de esperança no futuro por aquilo que permite de trajecto de convergência com nível para os quais ambicionamos levar o nosso sistema educativo e a nossa Região”, afirmou.